A inteligência artificial nos games em Jogos eletrônicos

Por Tatiana Dantas de Oliveira

A preocupação em aproximar as narrativas dos jogos digitais à realidade aparece claramente em alguns jogos como The Sims, um simulador do cotidiano de nossas vidas, em que cada jogador vive sua narrativa com similaridades, sonhos e ideais que gostaria de fazer em sua vida real.

Jesse Schell em A arte de Game Design expõe que temos que ter em mente que o jogo não é a experiência, mas sim possibilita a experiência.  Diante desta afirmação, compreendemos que o desenvolvedor de jogos eletrônicos deve, enquanto pensa o jogo, estar preocupado com o jogador, ou seja, com as experiências que ele vivenciará diante do universo que encontrará no jogo, com o “parecer existir”.

O desenvolvedor de jogos tem que pensar no jogador e a sua experiência no jogo- Crédito: Álvaro Jr.
O desenvolvedor de jogos tem que pensar no jogador e a sua experiência no jogo- Crédito: Álvaro Jr.

O sonho do desenvolvedor que pensa produtos interativos é poder criar experiências diretas para as pessoas, que não dependam de mídias subjacentes. Seria ótimo se a cada jogo com narrativas a serem vivenciadas nós, enquanto jogadores, pudéssemos escolher a narrativa que imaginamos para vivenciar. Esse é o sonho da “realidade artificial”. Criar experiências que de forma alguma sejam limitadas ou restritas por imposições do meio que proporciona experiências.

Hoje, vários jogos tentam alcançar esse nível de experiência, evidenciados por gráficos cada dia mais próximos da realidade em jogos FPS (First Person Shooter), como Medal of Honor, Crysis, Killzone, Battlefield, Call of Duty. Estes jogos geralmente utilizam as máquinas de estado finitas (FSM, ou Finite State Machine), uma técnica de inteligência artificial mais comum em jogos de tiro, que consiste na configuração do personagem por uma série de regras de transição que alteram seu estado inicial, como por exemplo, se ele viu o oponente e se vale a pena ir atrás dele.

Os jogos se diferenciam em suas estruturas e, para cada um, o desenvolvedor deve pensar na IA (Inteligência Artificial) que deverá ser implementada.  Além dos jogos em primeira pessoa, temos os jogos de estratégia que utilizam sistemas baseados em regras, cujos métodos utilizados, em geral, são simplesmente máquinas de estado aliadas a sistemas baseados em regras parametrizáveis, de forma a permitir o ajuste da dificuldade e “jogabilidade”.

Em jogos de corrida é interessante a aplicação de algoritmos genéticos, que permitem a criação, a evolução de vários modelos de carros e o encontro de adversários.  A inteligência artificial nesse último é menor, porém os jogos de corrida são atrativos para os jogadores por propiciar a experiência de competição.

Profa. Me. Tatiana Dantas de Oliveira é Diretora no Curso de Artes Visuais