Arquivo da categoria: jp163-2015

ESPAÇO PRÓ-REITORIA DE ADMINISTRAÇÃO

III Caminhada “De Bem Com a Vida” PUC-Campinas

Pela primeira vez o programa Bem Viver participou da Corrida Integração, evento tradicional em Campinas. A 32º Corrida aconteceu no dia 27 27 de setembro, com Saída e retorno na Praça Arautos da Paz, na Lagoa do Taquaral.

O programa Bem Viver foi idealizado pela  Pró-Reitoria de Administração, a Coordenadoria Geral de Atenção à Comunidade Interna – CACI, o Departamento de Comunicação Social e a  Divisão de Recursos Humanos, e se destina a docentes, funcionários e aprendizes por constituírem segmentos fundamentais, que garantem a qualidade dos trabalhos desenvolvidos na Instituição.

Durante a 32º Corrida Integração, a Universidade contribuiu com serviços relacionados à qualidade de vida e saúde aos presentes, além disso, foi possível realizar diversas aferições como glicemia capilar, pressão arterial, peso/altura, medição de circunferência do abdômen, por discentes e docentes das Faculdade de Educação Física e de Enfermagem, auxiliados por profissionais do Departamento de Medicina do Trabalho da Instituição

 

ESPAÇO PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO

5º Encontro Anual de Extensão Universitária

No âmbito da Semana Acadêmica da PUC-Campinas, a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEXT) realizou o 5º Encontro Anual de Extensão Universitária.

Um evento que proporcionou contexto institucional apropriado para que os 68 alunos bolsistas de Extensão, vinculados aos 34 Projetos de Extensão e coordenados por docentes da Universidade, apresentassem e desenvolvessem seus Planos de Trabalho e os principais resultados alcançados até o momento.

Visando contribuir para o processo de qualificação das atividades de Extensão da Universidade, pelo segundo ano consecutivo, convidados externos, docentes com experiência na coordenação de Projetos e/ou Programas de Extensão, avaliaram as sessões de comunicação oral.

O 5º Encontro Anual de Extensão Universitária aconteceu no dia 21 de setembro, nas dependências do Campus I da PUC-Campinas. A palestra de abertura do evento foi proferida pelo Presidente do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (FORPROEX) e Pró-Reitor de Extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA), Prof. Dr. Fernando Arthur de Freitas Neves.

 

ESPAÇO PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA

Iniciação Científica

A Iniciação Científica (IC) é o primeiro passo do aluno de graduação ao encontro da pesquisa acadêmica. É uma atividade que incentiva a formação de novos pesquisadores. Ela se constitui em um meio adequado para a formação de recursos humanos qualificados em universidades durante a graduação. A descoberta do conhecimento científico ocorre pela participação do aluno nas atividades teóricas e práticas conduzidas pelos docentes pesquisadores.

Na Universidade, o Programa Integrado de Iniciação Científica oferece três tipos de bolsas de estudo para alunos de graduação: o Fundo de Apoio à Iniciação Científica – FAPIC/Reitoria, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/CNPq) e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI/CNPq) administrado pela Universidade, com a supervisão do CNPq.

Para participar do Programa, o aluno deve estar regularmente matriculado em curso de graduação da PUC-Campinas; não ter vínculo empregatício ou ter um estágio remunerado; ter cursado disciplinas relevantes para a execução do seu Plano de Trabalho de IC; dispor de 20 horas semanais para as atividades de pesquisa; ser selecionado e indicado pelo professor pesquisador; cumprir o plano de atividades aprovado e apresentar os resultados parciais e finais da pesquisa no Encontro Anual de Iniciação Científica. Mais informações no site. 

O Encontro Anual de Iniciação Científica ocorreu neste ano entre 22 e 23 de setembro, onde foram expostos 462 trabalhos no total, entre apresentações orais e pôsteres. Os trabalhos são avaliados por um conjunto de consultores do CNPq, onde os melhores são selecionados para recebimento de prêmios e menção honrosa, em cerimônia oficial que ocorre em meados de novembro a cada ano. Além disso, neste ano, os trabalhos também foram apreciados por comitês formados por representantes do setor produtivo e da administração pública da Região Metropolitana de Campinas, quanto à sua aderência aos temas de Gestão e Desenvolvimento Sustentável de Áreas Metropolitanas, cujo reconhecimento também será anunciado por ocasião da cerimônia de premiação anual.

Tome Ciência: Mês de outubro

Formatação de Texto!

Calma! Não é uma tarefa de outro planeta. Escrever em uma linguagem acadêmica pode ser complicado. Mas se há algo que dá tanto trabalho quanto é a formatação do texto dentro das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O ideal é que a produção do texto e a formação aconteçam simultaneamente, para que o trabalho árduo de formatação não fique para o final do processo. Assim, fica mais fácil “memorizar” as normas. Contudo, como as dificuldades sobre a ABNT não são consenso, estudantes da Universidade Federal de Pernambuco criaram uma plataforma onde é possível editar o texto já dentro de templates padronizados. Confira a reportagem da Revista Galileu clicando aqui. E abra este link para usar a plataforma.

Estudo compara padrões do sono em casas com e sem luz elétrica:

Um novo estudo observou diferenças no ciclo diário e na produção de melatonina entre pessoas que têm energia elétrica em casa – e são expostos à luz artificial à noite – e quem não tem acesso à eletricidade.

O estudo foi feito por pesquisadores do Brasil, do Reino Unido e da Suécia, que compararam padrões de sono de uma população de seringueiros e operários que vivem e trabalham em áreas remotas da Amazônia brasileira.

Confira a reportagem completa no site da FAPESP. 

CIAPD prepara pessoas com deficiência para o mercado de trabalho

Uma das formas mais significativas de inclusão social é a entrada no mercado de trabalho. Pensando deste modo, o Centro Interdisciplinar de Atenção à Pessoa com Deficiência (CIAPD) da PUC-Campinas, em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da PUC-Campinas, abre as portas para pessoas com deficiência física, mobilidade reduzida, sensorial, intelectual e múltipla, a partir de 16 anos de idade.

O CIAPD foi criado na década de 90, e desde então promoveu diferentes modalidades de projetos sempre com ênfase na inclusão social da pessoa com deficiência. Especificamente, no ano de 2014, adentrou uma nova fase no trabalho de inclusão social, voltada para a preparação da pessoa com deficiência para o mercado de trabalho.

 Confira a reportagem completa, aqui. 

 

Cinema: Colossus 1980

Por Wagner Geribello

Perguntas, dirigidas ao pessoal ligado em informática, que sabe (ou acha que sabe) tudo sobre computador: O que é Colossus? E Guardian?

Não sabe? Então você não conhece uma das mais saborosas produções que o cinema de ficção-científica já realizou sobre computadores: Colossus, 1980 (ou Projeto Forbin, de acordo com o título original).

Muitas e diversas razões fazem da produção, dirigida por Joseph Sargent, um excelente comentário cinematográfico, crítico e irônico, sobre essa curiosa maquineta chamada computador, que invade todos os momentos e todos os cantos da chamada sociedade contemporânea.

A primeira curiosidade é a idade do filme, que já conta quarenta anos (lançamento em 1970) sem deixar de ser atual em relação à temática da dominação do homem pelo computador. Além disso, o roteiro é muito bom, em especial no tratamento das linguagens que permitem certo entendimento dos seres humanos com a máquina, da máquina com os seres humanos e da máquina com outra máquina. Mais que isso, o diretor fez um bom trabalho, transformando esses componentes do roteiro em linguagem cinematográfica.

Produzido em plena Guerra Fria, Colossus 1980 começa quando o governo americano anuncia a submissão de todo gerenciamento e operacionalidade (vale dizer, o disparo de armas) do sistema de defesa a um computador com superqualidades, como capacidade praticamente ilimitada de armazenamento de dados e uma equivalente rapidez de processamento. O resultado, esperado, é a criação de um escudo intransponível a qualquer ação militar, por conta da precisão e velocidade de resposta e retaliação do computador, batizado Colossus. Todo arsenal nuclear é colocado sob controle da máquina, dispensando a  intervenção humana.

  Após a ativação do sistema, quando todo mundo está indo para casa desfrutar paz e segurança, aparece o problema: os inimigos soviéticos (sempre eles) anunciam um sistema similar. As duas máquinas se percebem, iniciam uma conversa baseado em cálculos primários, que vai acelerando e sofisticando, até escapar à capacidade de compreensão e acompanhamento dos (reles) mortais e, após o namoro matemático, decidem gerenciar conjuntamente os sistemas de defesa, à revelia dos seres humanos. Assim, o criador do projeto (americano), o dr. Forbin do título original, inicia um combate de “esperteza” para neutralizar as supermáquinas pensantes (?). A relação de Forbin com as máquinas é, no mínimo, interessante, como no ponto em que ele “explica” a necessidade que os seres humanos têm de amor e sexo, atividades desconhecidas (ou pelo menos pouco importantes) para os computadores.

 Sem jamais negar a carapuça de ficção-científica feita para divertir, Colossus 1980 não errou muito na previsão da submissão ao computador que o (então) futuro traria aos seres humanos. A necessidade cada vez mais intensa dessa máquina prodigiosa e, talvez perigosa, que faz o pano de fundo do filme, manifesta-se, por exemplo, neste comentário, que não teria sido escrito nem o internauta poderia ler, não fosse o computador, do qual somos, irrecorrivelmente, dependentes (ou prisioneiros, como sugere o filme).

Em busca muito rápida e imperfeita, considerando as limitações de conhecimento de informática, não encontrei a versão completa de Colossus 1980 gratuitamente disponível na internet, mas existem ofertas do filme em DVD e, talvez, em  opções pagas, como Netflix e PopcornTime. Vale procurar, pois a diversão compensa… e intriga.

Quem controla quem? Pesquisas usam o Twitter para analisar o sentimento das pessoas

Trabalhos de Conclusão de Curso e Iniciação Científica, na Faculdade de Engenharia da Computação, tiveram orientação do Prof. Dr. Juan Manuel Adán Coello

Por Amanda Cotrim

Uma pesquisa realizada como Trabalho de Conclusão de Curso, da Faculdade de Engenharia da Computação, em 2014, analisou a rede social Twitter e identificou, de forma semiautomática, os sentimentos e as opiniões dos usuários da rede social. O então aluno da PUC-Campinas, Pedro Henrique Grandin, criou um sistema que mapeia e classifica as opiniões das pessoas em relação a determinado assunto. Para chegar nele, Pedro criou um algoritmo que identifica se os tuítes (tweets) são neutros, positivos ou negativos. O estudo se insere na área de análise de sentimentos, também conhecida como mineração de opinião.

O Twitter foi o escolhido porque é uma plataforma em que circula muita informação. Em vez de a pessoa olhar manualmente tuíte por tuíte, para saber a opinião dos outros na rede, é o sistema que faz isso automaticamente. O algoritmo criado por Pedro, como Trabalho de Conclusão de Curso, recebeu treinamento de exemplos do que seriam tuítes positivos e negativos. Pela sua lógica interna, o sistema buscou o que há em comum entre as palavras, uma vez que é preciso haver relação entre elas, pois a mesma palavra pode ter um sentido negativo num contexto e positivo em outro, explica Adán Coello, o orientador do trabalho.

Os testes aconteceram durante o período eleitoral, em outubro de 2014. Pedro analisou 50 tuítes em cada pesquisa, totalizando 250 comentários coletados automaticamente do Twitter. “O treino do classificador consistiu de arquivos com, aproximadamente, 19 mil tuítes para cada gênero, positivo e negativo, totalizando 28 mil comentários”, expõe o ex-aluno. Para tabular os resultados da avaliação experimental, Pedro utilizou o Excel e comparou o algoritmo usado pelo sistema com um classificador aleatório, apresentando melhores resultados.

Desafios:

Um dos maiores desafios da pesquisa foi classificar textos em sentimentos, reconhece o ex-aluno, visto que o sistema ainda não identifica ironias. “Além disso, os textos contêm muitos erros ortográficos, gírias, abreviações, palavras estrangeiras, termos ambíguos e demais detalhes que dificultam bastante a classificação de um texto. O meu trabalho buscou abranger um pouco a resolução desses problemas, por meio da coleta manual de tuítes que eram classificados como positivos e negativos, que serviram como base para medir se um determinado texto se encaixava mais aos tuítes positivos ou negativos. Tomando isso como base, é possível se inspirar e aperfeiçoar melhores estratégias para conseguir classificar de uma maneira mais eficiente esses tuítes”, acredita.

O sistema recebeu o nome de Piegas, um trocadilho para nomear o projeto que analisa os sentimentos na rede social. O sistema, que permite analisar textos de comentários em língua portuguesa em tempo real, tem, no entanto, fins acadêmicos e está sendo usado para experimentação, em pesquisas realizadas pela Universidade, como foi o caso do Trabalho de Iniciação Científica, realizado em 2014-2015, pela estudante do terceiro ano do Curso de Engenharia da Computação, Julia Furlani.

O Twitter foi o escolhido porque é uma plataforma onde circula muita informação- Crédito: Álvaro Jr.
O Twitter foi o escolhido porque é uma plataforma onde circula muita informação- Crédito: Álvaro Jr.

Iniciação Científica

“Eu pesquisei usuários influentes no Twitter, utilizando a análise de sentimentos criada pela pesquisa do Pedro. O objetivo do estudo que eu desenvolvi era descobrir quais eram os usuários influentes nessa rede social e se eles influenciavam positivamente ou negativamente as pessoas a respeito de um determinado assunto”, explica a estudante.

“A partir de palavras-chave, eu coletei as informações do usuário, como o número de seguidores, de retuítes e de pessoas que o usuário segue, para identificar quem era influente na rede; então, usei o sistema Piegas para identificar se essas pessoas influentes tinham opiniões positivas, negativas ou neutras sobre determinado assunto”, comenta.

Julia Furlani- Crédito: Álvaro Jr.
Julia Furlani- Crédito: Álvaro Jr.

Como experimentação, Julia usou uma marca de eletrodoméstico e uma de refrigerante. “Enquanto eu fui desenvolvendo, fui testando várias palavras diferentes para obter resultados diversos”, adianta. “No final, a pesquisa identificou que o refrigerante é algo que faz parte do dia a dia da pessoa e por isso quando o internauta posta algo sobre refrigerante isso muitas vezes não quer dizer alguma coisa. Por isso, a marca de refrigerante teve mais resultados neutros. Já a marca de eletrodoméstico, por não ser algo que faz parte do dia-a-dia das pessoas, teve mais resultados negativos e positivos e menos resultados neutros, porque geralmente os tuítes eram para elogiar ou criticar a marca”, esclarece.

 O caminho inverso

Prof. Dr. Juan Manuel Adán Coello/ Crédito: Álvaro Jr.
Prof. Dr. Juan Manuel Adán Coello/ Crédito: Álvaro Jr.

O orientador da pesquisa de Iniciação Científica e do Trabalho de Conclusão de Curso, Juan Manuel Adán Coello, ressalta a importância de ambos os trabalhos para a área de Engenharia da Computação e da análise de sentimentos, pesquisas ainda tímidas no Brasil. No entanto, faz uma ressalva crítica. Segundo ele, é preciso estar atendo às novas ferramentas tecnológicas, pois, assim como elas identificam a opinião das pessoas, também podem ser usadas para influenciar a opinião pública. “Uma ferramenta como é a rede social influencia a maneira como as pessoas se comportam e agem no dia a dia. Por isso, eu acredito que esse tipo de ferramenta, se usada por grupos bem preparados, com recursos materiais e intelectuais, pode influenciar, sim, as pessoas”, conclui.