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Ler é sair do escuro

Cíceras, Marias, Joãos, Jairs, Elisângelas, Zenildos, Glórias. Eles vieram de muitos “brasis”, como das regiões Norte, Nordeste e do Estado de Minas Gerais, mas vivem em São Paulo há pelo menos vinte anos. Esse é o enredo que liga as histórias desses colaboradores da PUC-Campinas, os primeiros participantes do projeto de capacitação de funcionários, criado em setembro de 2016 pela Pró-Reitoria de Administração, por meio da Divisão de Recursos Humanos, com apoio da Pró-Reitoria de Graduação e do Colégio de Aplicação PIO XII. O objetivo do projeto é promover a autonomia dos trabalhadores da Universidade por meio da retomada dos estudos.

Por Amanda Cotrim

No mundo em que Cícera Lopes Freire cresceu, ela não teve oportunidade de conhecer muitas palavras, de frequentar escola e de ter o caderno como seu objeto do cotidiano. Em seu mundo parcimonioso, não havia condições para que ela estudasse. “Perdi minha mãe muito cedo. Eu chegava da escola, colocava o caderno no canto e ia para a rua. Estudei até a segunda série. Quando soube do projeto da PUC-Campinas de alfabetização dos funcionários, aceitei sem pensar. É muito ruim ficar no escuro”, conta Cícera, que trabalha no Departamento de Serviços Gerais (DSG) da Universidade há três anos.

Iniciativa envolveu Proad, DRH, Prograd e Colégio Pio XII/ Crédito: Álvaro Jr.
Iniciativa envolveu Proad, DRH, Prograd e Colégio Pio XII/ Crédito: Álvaro Jr.

Para quem sabe ler e escrever, talvez seja difícil compreender a metáfora do “escuro” usada por Cícera, mas a analogia é essa mesma, um passo rumo à liberdade, como pontua João Evangelista Barbosa: “Eu não quero mais ficar perguntando tudo para todo o mundo. Eu quero ler”, diz ele, de forma convicta. João trabalha na Universidade há 17 anos, também no DSG, e se emociona ao falar que o projeto chegou na hora certa. “Eu nunca consegui voltar a estudar porque nunca dava tempo. Sempre tive que trabalhar. Agora eu consigo”. E continua. “Aqui na PUC-Campinas é muito bom porque a professora começou desde o início. Ninguém tira sarro um do outro. Todos se ajudam”, destaca.

“Eu também não sei ler. Parei na segunda série”, se apresenta Jair Pereira Alves, colaborador da PUC-Campinas há seis anos. Ele conta que antes de trabalhar na Universidade, não tinha condições de estudar porque não podia deixar de trabalhar e nem se negar a fazer horas extras. “Toda empresa, na maioria das vezes, não quer saber se o funcionário tem outras atividades ou se faz outras coisas além de trabalhar, o que interessa é o lucro. Na PUC-Campinas, não; aqui temos a oportunidade de voltar a estudar durante a nossa jornada de trabalho, algo maravilhoso que chegou na hora certa”, vibra Jair, funcionário no DSG.

A primeira turma do projeto de alfabetização da PUC-Campinas conta com 16 participantes. Funcionários do Campus I e II têm aulas as segundas e sextas-feiras, das 13h30 às 15h10, no Laboratório de Pedagogia, no Campus I. O Coordenador da Divisão de Recursos Humanos da Universidade, Lucas Couceiro Ferreira de Camargo, explica que desde o início foi uma preocupação da Instituição facilitar ao máximo a participação dos colaboradores. “Tivemos apoio e empenho imediatos dos gestores para incentivar os funcionários a participarem do projeto, o que foi muito importante para sua criação e continuidade”, destaca.

“A Universidade, dando essa oportunidade de a gente estudar durante o nosso expediente, é excelente, porque eu saio da PUC-Campinas às 17h e chego de ônibus em Monte Mor, uma distância de 30 quilômetros, perto das 20h. Como eu ia estudar? Com essa oportunidade, não podemos desperdiçar”, defende Zenildo Donato, de 49 anos. “Não tive como estudar no passado. Já tá tarde, mas a esperança nunca acaba”, ri vagarosamente.

 Ensinar é um ato de cidadania

 “A sala é bem heterogênea, não estão todos no mesmo nível. E isso é importante para o crescimento da turma, porque um que tem menos dificuldade pode auxiliar o outro”, explica a professora Michele Amatucci.

 A docente, que leciona no Colégio de Aplicação PIO XII, conta que quando os funcionários começaram no projeto, a frase mais comum que eles diziam era “Eu não consigo”. Hoje, eles dizem “Eu não consigo ainda”, uma mudança de perspectiva sobre o aprendizado, segundo Michele.  “Nada é do dia para a noite. É preciso se esforçar para que um pouco de cada vez aconteça. Eles precisam acreditar mais neles. Todos são capazes e estão se ajudando muito”, considera.

João Evangelista Barbosa trabalha na Universidade há 17 anos “Eu nunca tinha conseguido voltar a estudar”. / Crédito: Álvaro Jr.
João Evangelista Barbosa trabalha na Universidade há 17 anos . / Crédito: Álvaro Jr.

 

 

 

 

 

O projeto de alfabetização da PUC-Campinas tem a aprovação dos participantes, que  não se cansam de elogiar a professora Michele Amatucci. “Estamos aprendendo muito com ela, que explica maravilhosamente bem. Eu mesma estou lendo que é uma beleza”, diz às gargalhadas Elisângela Souza Lima, que está há 11 anos no Departamento de Serviços Gerais, no Campus II. “A oportunidade que não tivemos de pequeno, estamos tendo agora”, acrescenta.

A família também ajuda nesse ato de ensinar, como faz o filho de 14 anos de Conceição Bezerra. “Eu venho para as aulas com vontade. Chego em casa, mostro meu caderno para o meu filho, e ele me ajuda a estudar”, conta ela que trabalha há 17 anos como auxiliar de limpeza, do Campus II.

Preconceito

Há muitos desafios a serem enfrentados quando não se sabe ler e escrever, mas o principal deles e o mais comum, segundo os participantes do projeto, é o preconceito.

“A pior coisa é chegar num mercado ou num banco, ter que preencher uma ficha e não conseguir, pedir para os outros e ninguém querer ajudar você. Há muito preconceito na sociedade”, critica Maria Celia de Jesus Nogueira.

Ler, aprender e ir além

Para ela, não há limites para o aprendizado. Foi o desejo quase incontrolável pelo saber que a fez participar do projeto de alfabetização da PUC-Campinas. Maria tem 49 anos, trabalha na Universidade há oito como auxiliar de limpeza no Campus II. Ela gosta muito do que faz, mas quer tentar outras experiências. Por isso, participou de um processo seletivo interno na Universidade, mas não conseguiu a vaga, porque era preciso ter o segundo grau completo. “Eu gosto do que eu faço, mas se eu conseguir dar um passo maior, vou aproveitar. Eu sei bem pouco, então eu quero estudar porque no próximo processo seletivo que tiver na PUC-Campinas, eu vou participar e vou conseguir”, aposta.

Funcionários frequentam aulas durante expediente de trabalho/ Crédito: Álvaro Jr.
Funcionários frequentam aulas durante expediente de trabalho/ Crédito: Álvaro Jr.

Assim como Maria, todos têm sonhos e objetivos. Para Jair Pereira Alves, por exemplo, aprender a ler e a escrever é ter uma chance de se livrar dos grandes perigos do cotidiano. “Uma vez cheguei perto de uma placa que dizia que era proibido avançar porque quem ultrapassasse a margem poderia morrer eletrocutado. Eu não sabia o que estava escrito e fui em direção à placa. Quase morri porque não sabia ler. Não saber ler é a mesma coisa que estar no escuro”, compara.  “Agora eu quero estudar e ser advogado”, projeta Jair.

De acordo com a Coordenadora Especial de Licenciatura, da Pró-Reitoria de Graduação da PUC-Campinas, Professora Eliana Das Neves Areas, o trabalho de letramento e alfabetização amplia as relações intra e interpessoais e desenvolve uma melhor qualidade de vida para os participantes. “Com este projeto, a Universidade atende seus objetivos educacionais e a sua função social, contribuindo para a melhoria do nível de escolaridade dos funcionários, incentivando-os a prosseguir seus estudos e, assim, promover o desenvolvimento pessoal, intelectual e profissional”, ressalta.

Ninguém pretende parar

Quando perguntados se eles pretendiam continuar os estudos, a resposta foi unânime. Todos querem aprender mais e mais, seja participando do projeto da PUC-Campinas, seja se matriculando no Ensino de Jovens e Adultos (EJA). O desejo pelo aprendizado e pelo conhecimento parece ter contaminado a todos e ter se tornado, por fim, um ato de resistência: “Eu pretendo continuar os estudos e sair do escuro”, finaliza Cícera.

Encontro de Extensão e Entidades Parceiras

Por Redação

No último dia 23 de Junho foi realizado, por iniciativa da Pró Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, o “Encontro de Extensão com as Entidades Parceiras” em comemoração aos 75 anos da PUC-Campinas. As atividades desse evento estenderam-se ao longo do dia e incluíram a Cerimônia de Abertura presidida pelo Grão Chanceler da PUCCampinas e bispo metropolitano de Campinas. Também compuseram a mesa de abertura a Reitora, o Vice Reitor e os Pró-Reitores, assim como o Vice Prefeito de Campinas, Sr. Henrique Magalhães Teixeira. Houve uma apresentação musical da qual participaram três docentes extensionistas acompanhados ao violão pelo Coordenador da CACI.

Na sequência, os presentes foram convidados a caminhar até uma
tenda localizada próxima à Praça de Alimentação do CAMPUS I onde estavam expostos pôsteres com fotos dos quarenta Projetos de Extensão em desenvolvimento no biênio 2016/17, sob responsabilidade de docentes e seus alunos bolsistas de extensão. Os gestores das entidades parceiras e os docentes realizaram rodas de conversa sobre o impacto da presença dos projetos de extensão da Universidade junto ao público alvo de projetos sociais na região metropolitana de Campinas.

A Pró Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários, Profa. Dra. Vera Engler Cury, ao discursar durante a Cerimônia de Abertura enfatizou que aquela “comemoração construída sob a forma de Encontro entre docentes e alunos da PUC-Campinas envolvidos com Projetos de Extensão e seus parceiros representados por entidades públicas e privadas da região metropolitana de Campinas, foi planejada com empenho e carinho por todos os envolvidos. Se cotidianamente professores e alunos deslocam-se para além das salas de aula e dos muros da Universidade a fim de desenvolverem atividades de extensão junto à comunidade num processo dinâmico de compartilhamento de saberes e de respeito às diferenças, trazê-los à nossa casa para que nos conheçam em nosso próprio ambiente e possam contar um pouco de como tem sido esta experiência, é um gesto de amizade e motivo de grande alegria e entusiasmo . Esperamos estreitar ainda mais o diálogo rico e criativo que caracteriza nossas parcerias e estimular o surgimento de novos projetos com outros parceiros. Como tão bem expressou o Papa Francisco recentemente : ‘Neste tempo pobre em amizade social, nossa tarefa é construir comunidades. Temos que descobrir as riquezas de cada um. Que as comunidades transmitam os próprios valores e acolham as experiências dos outros.’

Continuou, explicando que “os projetos de extensão na PUC-Campinas nascem da conjugação de esforços de Gestores das Faculdades, de Programas de Pós Graduação e de Centros que a partir de demandas provenientes de grupos sociais organizados ou de entidades públicas e privadas da região metropolitana de Campinas, encaminham à PROEXT propostas para projetos de extensão que analisamos à luz das diretrizes da Universidade e das políticas públicas. As propostas consideradas pertinentes e viáveis são transformadas em Editais de Processos Seletivos Internos aos quais candidatam-se docentes com interesse em vincular-se à PUC-Campinas de maneira integral, ou seja, em jornada de 40 horas semanais que incluirão, além das atividades de ensino, vinte horas para o desenvolvimento de um plano de trabalho de extensão . Este inclui não só a execução de seu próprio projeto como também a orientação a alunos bolsistas de extensão em suas atividades específicas derivadas do projeto do professor.

Os projetos de extensão, desenvolvidos ao longo de dois anos,
recebem recursos da própria Universidade e também públicos,
originados em Editais anuais do Ministério da Educação específicos
para a área de extensão das Universidades públicas e comunitárias.
Lembramos também que o Plano Nacional de Educação vigente
até 2020 prevê que todo aluno que cursa uma Faculdade terá que
desenvolver 10 por cento das atividades curriculares em projetos e
programas de extensão. Assim, consolida-se o compromisso das
Universidades brasileiras com a formação de profissionais conscientes da importância de se preocuparem com o desenvolvimento social e atuarem como cidadãos responsáveis em relação às pessoas mais vulneráveis em termos econômicos e sociais”.

Novos cursos de Graduação, Mostra de Profissões e Vestibular 2017

Por Prof Dr. Orandi Mina Falsarella

Em meio às comemorações dos 75 anos de sua fundação, a PUC-Campinas anuncia a abertura de oito novos cursos de Graduação, que já estarão disponíveis para o Vestibular 2017. As inscrições, que se iniciaram no dia 05/08/2016, podem ser realizadas pelo Portal da Universidade (www.puc-campinas.edu.br). São eles: Medicina Veterinária, Relações Internacionais, Engenharia de Software, Engenharia Mecânica, Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos, Superior de Tecnologia em Gestão Comercial, Superior de Tecnologia em Gestão Financeira e Superior de Tecnologia em Gestão Pública.

Os Cursos Superiores de Tecnologia terão duração de cinco semestres e serão oferecidas 60 vagas para cada um, apenas no período Noturno. As aulas ocorrerão no Campus II, localizado na Avenida John Boyd Dunlop – s/nº – Jd. Ipaussurama – Campinas/SP.

O Curso de Relações Internacionais terá a duração de oito semestres, com o oferecimento de 60 vagas. As aulas acontecem no Campus I (Rodovia Dom Pedro I, km 136, Parque das Universidades – Campinas/SP) em período Integral – Matutino/Vespertino do 1o ao 6o semestre e Vespertino/Noturno no 7o e 8o semestre.

O Curso de Engenharia de Software terá a duração de oito semestres e serão oferecidas 60 vagas. O período de aulas será Matutino, do 1o ao 6o semestre e Noturno nos 7o e 8o semestre. Já o Curso de Engenharia Mecânica terá a duração de dez semestres, com o oferecimento de 60 vagas. O período de aulas será Integral – Matutino/ Vespertino, do 1o ao 6o semestre e Vespertino/Noturno do 7o ao 10o semestre. As aulas de ambos serão ministradas no Campus I.

Já o Curso de Medicina Veterinária terá a duração de oito semestres no período Integral e 10 semestres se cursado no período Noturno. Serão oferecidas 120 vagas, 60 por turno. As aulas ocorrerão no Campus II.

Para o Vestibular 2017, a PUC-Campinas oferecerá 57 cursos, entre Bacharelados, Licenciaturas e Superiores de Tecnologia. As inscrições acontecem de 05 de agosto a 25 de setembro de 2016.

Mostra de Profissões 2016

A 5a Mostra de Profissões acontecerá nos dias 26 e 27 de agosto de 2016, no estacionamento do Shopping Center Iguatemi Campinas. O evento é aberto ao público e contará com a participação de professores, diretores e alunos da PUC-Campinas, que irão esclarecer dúvidas referentes às diversas profissões e cursos oferecidos pela Universidade.

 

Homenagem aos Docentes Pesquisadores Jubileu de Diamante da PUC-Campinas

Em Comemoração aos 75 anos da PUC-Campinas a Pró-Reitoria de
Pesquisa e Pós-Graduação organizou um evento em homenagem aos
docentes pesquisadores da Universidade, realizado no dia 10 de junho.

O objetivo da homenagem foi marcar a importância do trabalho desenvolvido por todos os docentes pesquisadores no decorrer dos últimos anos, trabalho este que culminou com a expansão e consolidação de Programas de Pós-Graduação Strict Sensu oferecidos pela Universidade e, ainda, que contribui sobremaneira para a qualificação dos seus cursos de graduação.

Tal homenagem contou com uma palestra do então Diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação (MEC) professor Dr. Arlindo Philippi Júnior que apresentou o panorama atual da pesquisa e da pós-graduação no país. Considerando o avanço do conhecimento e as demandas sociais exigidas nas diversas áreas de pesquisa desenvolvidas pelos docentes pesquisadores da Universidade, aqueles que se destacaram em termos de produção científica qualificada nos últimos seis anos foram os representantes dos seus pares ao receber, simbolicamente, uma placa de agradecimento das mãos da Reitora professora Dra. Angela
de Mendonça Engelbrecht.

Tal homenagem pretendeu registrar que aqueles docentes que, atualmente, labutam diuturnamente em Pesquisa na PUC-Campinas estão contribuindo para a projeção da Universidade nos próximos 75 anos.

Profa. Dra. Sueli do Carmo Betine, Pró-Reitora de
Pesquisa e Pós-Graduação 

Bem-vindas e bem-vindos!

No meio acadêmico, tradicionalmente, a palavra retomada é associada ao mês de agosto, marcando a hora e a vez de voltar às atividades temporariamente interrompidas durante as férias muito merecidas e sempre apreciadas. Depois das férias, costumamos dizer, vem o tempo de retomar o trabalho para o semestre que encerra o ano.

Esse modo essencialmente acadêmico de misturar agosto com retomada pressupõe um tempo fora e, às vezes, distante da Universidade. Para uns, separação geográfica, em viagens que afastam o corpo dos Campi. Para outros, afastamento interior, que troca a bibliografia das disciplinas pelas páginas do romance lentamente saboreado na espreguiçadeira, alternando leitura descompromissada com descompromissada fruição das coisas boas da vida, longe do celular, do relógio e do computador.

Assim, em agosto, voltamos dispostos e animados para retomar o compromisso de ensinar e o permanente exercício de aprender que preenchem todos os espaços e ocupam todo tempo da vida universitária, essa que nos constrói como professores e nos identifica a todos como aluna ou aluno, pois viver e aprender são termos que se misturam.

Assim, porque temos muito para contar das férias e outro tanto para planejar o semestre, o agosto universitário é sempre dinâmico, animado, típico dos tempos de reencontro, marcando o início do semestre com dias de sorrisos, abraços, conversas intensas e acenos alegres. Mais que simplesmente ver, em agosto nos revemos, como amigos, colegas, parceiros partícipes da mesma comunidade.

Portanto, agosto é tempo de desejar boas-vindas aos que retornam e retomam a vida universitária, em nova jornada, assim como àqueles que iniciam vida nova, como universitários, nas turmas que têm início neste mês.

Encontros e reencontros de agosto são partes essenciais de todos nós, acadêmicos e, por isso mesmo, antes de quaisquer outros, temos termos especiais para esse tempo de retomada:

Bem-vindas! Bem-vindos!

Reitora da PUC-Campinas: Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht

PUC-Campinas surge na contramão de educação tecnicista

As transformações da Universidade em seus 75 anos de atividades estiveram no centro dos debates da Semana Monsenhor Salim

Por Amanda Cotrim e Eduardo Vella

Mais do que realizar uma semana biográfica sobre o primeiro Reitor da PUC-Campinas e um dos idealizadores da Universidade, Monsenhor Salim, o objetivo do evento, que integra  as comemorações dos 75 anos de atividades da PUC-Campinas, foi mostrar para os alunos as transformações da Universidade, quando ainda era Faculdades Campineira, na década de 1940, até tornar-se Pontifícia Universidade Católica, na década de 1970, como esclarece a Diretora da Faculdade de História e Coordenadora do Museu Universitário, Profa. Dra. Janaína Camilo, departamentos esses responsáveis pela promoção do evento, que aconteceu entre os dias 13 e 17 de junho, no Auditório do novo Prédio do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CCHSA).

A Semana Dr. José Emílio Salim trouxe palestras que buscaram refletir sobre momentos históricos nacionais e internacionais e a relação com a história da Universidade, como foi o mote da mesa “Monsenhor Dr. Emílio José Salim e o seu tempo (1941 a 1968)”, a qual contou com a participação dos docentes da Faculdade de Ciências Sociais, Prof. Dr. Márcio Roberto Pereira Tangerino, e da Faculdade de História, Prof. Dr. Lindener Pareto Junior, no dia 15.

Quando a Universidade nasce, a lógica da educação nacional era “tecnicista”, com o advento de cursos e escolas técnicas para formar uma força de trabalho para um Brasil que começava a se industrializar, contextualiza Janaina. “Nesse aspecto, a PUC-Campinas foi na contramão da lógica educacional, criando cursos de Filosofia, História e Letras e privilegiando um ensino humanista”, acrescenta.

Monsenhor Salim foi peça-chave da organização da maioria dos cursos superiores da Igreja nas décadas de 1940 e 1950 e tornou-se o principal esteio do projeto de implantação das Faculdades Campineiras e seu primeiro Reitor, entre os anos de 1958 a 1968.

De acordo com o Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da PUC-Campinas, Dom Airton José dos Santos, Monsenhor Salim foi um homem além do seu tempo. “Ele nos inspira para que as pessoas que se dedicam à PUC-Campinas hoje não olhem apenas para o tempo presente, mas ampliem seu horizonte na história. Estamos aqui semeando para o futuro”, constatou.

Ações do Monsenhor Salim

As ações de Monsenhor Dr. Emílio José Salim foram abordadas por docentes de diversas áreas do conhecimento, que analisaram a época de atuação do ex-Reitor e também por amigos, que conviveram com o religioso, como foi o caso da Profa. Me. Maria Salete Zulzke Trujillo e do docente da Faculdade de Direito, Dr. Francisco Vicente Rossi, que conviveram com o Monsenhor Salim.

“Homenageamos não somente a pessoa, mas as ações do Monsenhor Salim e as influências que ele recebeu nacional e internacionalmente”, esclareceu a Diretora da Faculdade de História.

O evento também trouxe um debate sobre relação entre a Ciência e a Fé conduzido pelo Coordenador do Programa de Pós-Graduação “Stricto Sensu” em Ciências da Religião, Prof. Dr. Padre Paulo Sérgio Lopes Gonçalves e pelo docente da Faculdade de História, Prof. Dr. João Miguel Teixeira de Godoy, abordaram, com o tema “Religião e Educação (1930-1960): uma ampla perspectiva”. A mesa foi marcada pela narrativa que remontou a história educação de ensino superior no Brasil, nas palavras de Prof. João Miguel, seguida por uma análise da transcendência humana a partir da teologia e da fenomenologia, na fala do Prof. Pe. Paulo Sérgio.

Padre Paulo Sérgio destacou que todo homem é um ser histórico, uma vez que suas ações impactam no entorno e vice-versa, ressaltando a ação de Monsenhor Salim na Igreja Católica e lembrando sua importância para o surgimento da PUC-Campinas.

O Vice-Reitor da Universidade, Prof. Dr. Germano Rigacci Junior, analisou que a Semana dá continuidade aos eventos de celebração dos 75 anos e reconhece que alunos, professores e funcionários construíram a Universidade até aqui. “Monsenhor Salim teve papel muito importante no início da fundação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, em 1941. Promoveu um trabalho intenso junto à sociedade campineira e à Igreja de Campinas para fundar esta Pontifícia Universidade Católica, tal como é hoje, e que recebe este título a partir de 1972, também por um trabalho muito especial de Dom Agnelo Rossi”, ressaltou.

O evento também abordou o tema “Década de 1940: o surgimento das Faculdades Campineiras”, no dia 14, com o Pe. João Batista Cesário, da Pastoral Universitária, e o Prof. Me. José Donizeti de Souza, Coordenador da Coordenadoria Geral de Atenção à Comunidade Interna.

 Monsenhor Dr. Rafael Capelato finalizou a Semana, na sexta-feira (17), tratando do tema “A educação no Brasil, entre a laicidade e a confessionalidade (1890-1950)”.

Serviço:

Dia 13/07:  “Memórias e Convivências”, ministrado pela Profa. Me. Maria Salete Zulzke Trujillo e pelo Dr. Francisco Vicente Rossi, docente da Faculdade de Direito.

 Dia 14/07: o Pe. João Batista Cesário e o Prof. Me. José Donizeti de Souza debateram o tema “Década de 1940: o surgimento das Faculdades Campineiras”.

Dia 15/07:  Os docentes Prof. Dr. Márcio Roberto Pereira Tangerino, da Faculdade de Ciências Sociais e o Prof. Me. Lindener Pareto Junior, da Faculdade de História falaram sobre “Monsenhor Dr. Emílio José Salim e o seu tempo (1941 a 1968)”.

 Dia 16/07: O Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, Prof. Dr. Pe. Paulo Sérgio Lopes Gonçalves e o Prof. Dr. João Miguel Teixeira de Godoy, docente da Faculdade de História, abordaram na quinta-feira (16) o tema “Religião e Educação (1930-1960): uma ampla perspectiva”.

 17/07: O Monsenhor Dr. Rafael Capelato finalizou a semana com a mesa “A educação no Brasil, entre a laicidade e a confessionalidade (1890-1950)”.

 

 

 

 

 

 

Editorial: Como estamos nos alimentando?

A edição 168 do Jornal da PUC-Campinas, referente aos meses de julho e agosto de 2016, traz para o centro do debate acadêmico a questão da alimentação. Na edição, refletimos sobre os vários sentidos que a palavra alimento produz, desde o sentido literal até o cultural e filosófico.

A comida está no cotidiano de toda a sociedade, mas ainda vivemos num mundo em que a fome é o grande problema a ser enfrentado. Além disso, vale a pena pensar nas perguntas: O que estamos comendo e como estamos nos alimentando?

O Jornal traz uma entrevista com o diretor do curso de Ciências Econômicas, que reflete sobre a soberania e a saúde alimentar do brasileiro e os desafios para o futuro. Nessa edição abordamos temas como a agricultura familiar, o uso de agrotóxicos, o direito do consumidor que se sentiu lesado ao consumir determinado alimento e o papel da religião na vida humana. O jornal da PUC-Campinas também traz um artigo sobre educação alimentar, pensando, principalmente, no estudante PUCC.

O alimento, no entanto, não é apenas uma questão de necessidade biológica, mas também a própria materialidade da cultura de um povo. A reportagem sobre os pratos típicos brasileiros conta um pouco sobre a importância da gastronomia pra o turismo e para a cultura.

O jornal também traz reportagens sobre a influência da mídia na alimentação da sociedade e os transtornos alimentares.

Oferecemos ainda dicas no Tome Ciência e a resenha do filme A Comilança, na coluna Cinema.

Confira essa apetitosa edição.

Boa leitura!

 

Pró-Reitoria de Administração: Dicas de segurança para o seu dia a dia

Na edição 167 do Jornal da PUC-Campinas, a Pró-Reitoria de Administração da Universidade traz dicas sobre segurança em casa e no trânsito.

Pro reitoria adm

Em casa:

 Caso você ouça algum barulho no jardim ou no seu quintal e suspeite que alguém tenha invadido ou queira tentar entrar na sua casa, faça o seguinte: aperte o botão de fechar do alarme por alguns segundos e a buzina disparará continuamente, até que você o desligue ou que a carga da bateria se esgote ou você aperte o botão de “reset”. Lembre-se: Você tem nas mãos um sistema de alarme de segurança que já está à sua disposição e não precisa de instalação. Se o alarme disparar no momento em que algum mal-intencionado estiver tentando invadir a sua casa, o mais provável é que ele saia correndo e desapareça,

Ao viajar, peça a alguém de confiança para que não deixe juntar correspondência na porta. Peça a um vizinho que acione a polícia, caso observe movimento suspeito na casa, durante sua ausência.

Não abra a porta para pessoas que se apresentam para oferecer serviços não solicitados (encanadores, eletricistas, etc.). É útil o uso do interfone com câmera.

Quando for sair ou chegar, fique atento para suspeitos nas proximidades. Desconfiando, dê a volta no quarteirão e chame a Polícia.

Suspeitando de que algum infrator entrou em sua casa, quando você estava ausente, não entre, chame o policial do seu bairro, pois sempre é possível que os infratores ainda estejam lá dentro.

No trânsito:

No semáforo, pare sempre na pista da direita ou do meio. Evite a da esquerda, pois é mais fácil para o ladrão abordá-lo;

Esteja atento aos arredores;

Se o semáforo estiver vermelho e houver poucos carros na sua frente, reduza a velocidade: pode ser que o sinal abra antes de você chegar lá.

Evite deixar seu carro estacionado na rua, principalmente durante a madrugada. Desligue o carro, retire a chave do contato e tranque o veículo ao estacionar, mesmo que por poucos minutos.

Procure estacionar em ruas iluminadas e próximo de locais vigiados dia e noite.

Não deixe embrulhos, roupas, pacotes e valises à vista, dentro do carro. Isso atrai os ladrões.

Evite manter encontros dentro do carro, principalmente à noite e em lugares desertos.

Não dê “caronas” a estranhos.

Não pare para discutir “fechadas” ou “batidinhas”. É comum que infratores provoquem isso, só para assaltar.

Procure transitar, sempre que possível, com vidros fechados e com as portas travadas.

No Transporte Coletivo:

Dentro do coletivo mantenha a bolsa, carteira, pacotes ou sacolas na frente do seu corpo.

Em ônibus com poucos passageiros, procure viajar próximo ao motorista.

Ande sempre com o dinheiro da passagem contado ou dê preferência aos vales transporte.

Evite ficar sozinho em pontos de ônibus isolados.

Com informações do Departamento de Segurança da PUC-Campinas

 

Da Campinas do café ao “Vale do Silício” brasileiro

Por Luiz Roberto Saviani Rey

“Vale do Silício Brasileiro”, “Califórnia Brasileira”, esses títulos – verdadeiros apelidos na forma de qualificação positiva e reveladora -, agregados ao perfil e à estrutura industrial-empresarial de Campinas, desde meados anos 1980, descortinam uma configuração extremamente contemporânea e universal de um município que traçou desde o princípio seus desígnios de liderança e de pujança econômica. Uma cidade que produz, com fartura, divisas ao Brasil, e gera empregos de elevada qualificação, característica que advém desde os tempos dos Caminhos de Goiazes, dos primórdios da Vila de São Carlos e das usinas de cana-de-açúcar, a partir do século XVIII, e do rico e portentoso período do Café, entre meados do século XIX e o início do século XX.

Se o desenvolvimento urbano e as grandes obras dos anos 1960 e 1970 – pautados no Plano Viário do engenheiro Prestes Maia, dos anos 1940 -, foram fundamentais para sedimentar a estrutura viária de Campinas. Se eles trouxeram modernidade e inovações urbanísticas, com a construção de longas avenidas de interligação, como os viadutos Miguel Vicente Cury e São Paulo – o “Laurão” -, as vias Suleste, Norte-Sul e Aquidabã, com a reconfiguração das Amoreiras e da John Boyd Dunlop, tornando-a “Cidade do Automóvel”, os anos 1980, menos agitados e, aparentemente pouco produtivos, proporcionaram os efeitos de expansão e vigor industrial da atualidade.

A cidade moldada para o progresso começou a experimentar os benefícios dos avanços tecnológicos a partir de 1985, com a criação da Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas (CIATEC), fazendo emergir zonas industriais de tecnologia limpa no entorno dos campi universitários da PUC-Campinas e da Unicamp.

Com o acréscimo do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD), uma holding estatal do segmento das telecomunicações, foi possível atrair empresas high tech de porte. Mais de 50 das 500 maiores empresas do mundo nesse ramo estão presentes hoje na Região Metropolitana de Campinas.

Paralelo ao campo econômico, os anos 1980 colocam Campinas nos cenários culturais, revelando ao mundo sua Orquestra Sinfônica Municipal (OSM), já em idade madura e consagrada. Marcados pela transição política, com a saída de um longo período de ditadura militar para um processo de redemocratização, esses anos levaram o Brasil a concentrar suas forças na busca de uma autoafirmação democrática.

Campinas pode desfrutar desse momento, no plano político-cultural, oferecendo a Orquestra como um símbolo da campanha nacional pela eleição direta para a Presidência da República, chamada de “Diretas-já”, a partir de emenda do deputado Dante de Oliveira, não aprovada.

Praça Carlos Gomes em 1989- Acervo do Museu da Imagem e do Som de Campinas
Praça Carlos Gomes em 1989- Acervo do Museu da Imagem e do Som de Campinas

Nos comícios pautados pela presença de imensas plateias, em apoio à proposta das Diretas, a Sinfônica de Campinas, regida pelo maestro Benito Juarez, abria esses eventos efervescentes e ávidos por abertura democrática com a execução do Hino Nacional Brasileiro e a apresentação de peças clássicas de autores consagrados, entre eles o compositor campineiro Antônio Carlos Gomes.

Na década de 1990, Campinas se consolida como uma metrópole, ou mais que isso, como sede portentosa e contemporânea de uma Região Metropolitana em expansão, em que estão presentes características populacionais inéditas para a maioria dos municípios brasileiros.

Sua pujança econômica, o vigor de seu Polo de Tecnologia, de seus serviços e sua dimensão internacional formatam uma população economicamente ativa complexa e altamente qualificada, elevando o município à categoria e importância de estado, a despeito dos problemas suscitados com a conurbação urbana e as necessidades de melhoria em transportes, de resolução de problemas urbanos e de infraestrutura sanitária comuns, que resultam desse crescimento. Nesses cenários de avanços e de emancipação humana e técnica, a PUC-Campinas insere-se com maturidade e relevantes contribuições.

 

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Luiz Roberto Saviani Rey é Professor do Curso de Jornalismo da PUC-Campinas e autor dos livros: A maldição dos eternos domingos sem derby (romance de costumes); O retiro antes da Laguna – Taunay em Campinas (romance histórico); O menino herói da Guerra Paulista – O bombardeio de Campinas (romance histórico) e A crônica é jornalística e brasileira (didático). Crédito: Álvaro Jr. 

 

PUC-Campinas na década de 80

Por Wagner Geribello

Quem acompanha o Jornal da PUC-Campinas já conheceu um pouco sobre a Universidade nas décadas de 50, 60 e 70. Nessa edição, relembramos a década de 1980 para a Universidade.

O crescimento verificado nos anos 70, em especial a implantação dos campi I e II e a criação de novos Cursos, apresentou a fatura na década seguinte, registrada como a mais crítica em toda a História da PUC-Campinas.

Todavia, quanto maiores se mostravam as dificuldades, tanto mais a Instituição deu conta da sua capacidade de superação, buscando estabilidade e a retomada do crescimento.

Diagnose e soluções radicais embasaram a estratégia do então recém-empossado Grão-Chanceler, Dom Gilberto Pereira Lopes, para vencer as barreiras que se interpunham ao desenvolvimento da Universidade.

Vestibular da PUC-Campinas de 1989/ Arquivo do Museu Universitário
Vestibular da PUC-Campinas de 1989/ Arquivo do Museu Universitário

A intensidade e a velocidade de implantação dos campi, mais o crescimento acelerado, que leva a Instituição a saltar de oito mil alunos em 1973, para 18 mil em 1983, deixaram dívidas significativas com agentes bancários. Além disso, a conjuntura econômica não contribuía para soluções imediatas e fáceis. Por isso, foi necessário alterar estruturas administrativas, substituir pessoas e tomar medidas extremas, como a nomeação de um Reitor pró-tempore, para conduzir o processo de descentralização, que mesclava liberdade de execução orçamentária com responsabilidade administrativa, abrindo espaço para o Projeto Pedagógico baseado na interdisciplinaridade, que viria a reorganizar a Universidade, articulando funcionalmente setores e objetivos.

Divorciado de mudanças cosméticas e superficiais, o então novo Projeto Pedagógico visava o redescobrimento da identidade católica e comunitária da PUC-Campinas, enquanto Instituição de Ensino Superior compromissada com a formação de excelência de profissionais e cidadãos partícipes, além de estreitar os vínculos com a comunidade, consolidando sua função social.

O trabalho foi intenso, mas ao final da década emergiram resultados que, paulatinamente, permitem a retomada do crescimento ordenado e seguro.

À medida que a estabilidade se instalava, eram dados passos mais decididos na qualificação da Instituição, como o estímulo ao aprimoramento e à capacitação docente, a organização do Sistema de Bibliotecas e Informação (SBI) e convênios com redes de informações nacionais e internacionais. Ao mesmo tempo, a PUC-Campinas passou a liderar movimentos reivindicatórios e de informação pública das Instituições Comunitárias de Ensino Superior na busca de meios para enfrentar o panorama econômico desfavorável vigente no País.

Ao final dos anos 1980, os desafios mais prementes tinham sido vencidos, ficando as bases que fizeram desse período o tempo em que a PUC-Campinas atingiu sua maturidade, preparando-se para a última década do Século XX.

Wagner Geribello foi Professor da Universidade. Atualmente é Consultor do Jornal da PUC-Campinas