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TOME CIÊNCIA: Obesidade e Sustentabilidade

IBGE aponta que 56,9% dos brasileiros têm excesso de peso

 No Brasil, 56,9% das pessoas com mais de 18 anos estão com excesso de peso, isto é, o índice de massa corporal (IMC) é igual ou maior que 25. Além disso, 20,8% das pessoas são classificadas como obesas por terem IMC igual ou maior que 30. O IBGE entrevistou 62.986 em todos os estados brasileiros.

Tal constatação não está distante dos dados do Ministério da Saúde de 2015, que apontaram que 33,5% das crianças entre 5 e 9 anos estão acima do peso.

Obesidade

 

 

 

 

 

 

 

 

Nova Unidade da Embrapa se volta à pesquisa de alimentos funcionais

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anunciou a criação de uma nova unidade voltada à pesquisa de alimentos funcionais, aromas e sabores, com em Maceió. O objetivo é oferecer aos agricultores variedades de produtos com qualidades nutricionais reforçadas, capazes de atender a novas demandas do mercado. “A Embrapa já disponibiliza variedades biofortificadas, com vitaminas e minerais, de batata-doce, mandioca, feijão comum, milho e feijão-caupi, que beneficiam aproximadamente 2.500 famílias nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.  Estão em processo de melhoramento variedades de trigo, abóbora e arroz”, disse o presidente da empresa, Maurício Lopes, que também destacou o sucesso de outras iniciativas da Embrapa, como a produção de alface com quantidades elevadas de vitamina B9, importante na nutrição de gestantes. “Nenhum país grande produtor e exportador de alimentos pode ignorar que há um movimento forte de integração do conceito de alimento, nutrição e saúde”, acrescentou. As pesquisas sobre alimentos funcionais são feitas atualmente em várias das 46 unidades da empresa espalhadas pelo país. A ideia é coordenar os projetos em andamento a partir de Maceió e propor novas iniciativas.

Com informações da FAPESP

 

Água e uma boa noite de sono são  a chave 

Beber água

Comer quando se está com muita fome, aumenta a chance de colocar comida em excesso no prato. Beber dois litros de água durante o dia e, principalmente, 400 ml antes das refeições é uma forma para você comer menos. Além disso, consumir água faz muito bem para a saúde.  Outra dica é dormir bem, pelo menos oito horas por dia, e não pular refeições. Dê atenção ao café da manhã. Pesquisas indicam que se alimentar pela manhã impulsionam seu metabolismo a funcionar muito melhor.

 

Embalagens verdes

Imaginar um futuro com embalagens plásticas comestíveis, que podem fazer parte de sopas e sucos sem causar mal à saúde, não é estar descolado da realidade. Novas possibilidades de armazenagem de alimentos que evitem o descarte pós-consumo das embalagens e ainda ajudam a nutrir os consumidores estão se concretizando de forma experimental em laboratórios de universidades e centros de pesquisa. No Brasil, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estuda novos materiais que poderão ser transformados em embalagens ou mesmo ingredientes alimentícios. São chamados pelos pesquisadores de bioplásticos ou biopolímeros e podem fazer parte também de embalagens biodegradáveis. “Esses materiais têm características nutricionais, sabor e cor dos vegetais, ou podem ser transparentes, finos e com a mesma aparência que os plásticos comuns”, explica Luiz Henrique Capparelli Mattoso, pesquisador da Embrapa Instrumentação Agropecuária, localizada em São Carlos (SP).

Sustentabilidade

 

 

 

 

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Cinema à mesa

Por Wagner Geribello

Nascida, provavelmente, nos Estados Unidos, ganhou o mundo e a História a associação entre cinema e pipoca como elementos complementares, algo assim como peixe e vinho branco, mantendo o texto no plano da gastronomia.

Todavia, pipoca não é o único e talvez nem o mais importante alimento relacionado ao cinema. Quem já passou dos 60 anos certamente se lembra dos “baleiros” que circulavam nas salas de exibição com uma bandeja de madeira, nivelada à altura da barriga e pendente do pescoço por uma tira de tecido, contendo barras de chocolate, balas diversas e produtos da época como as caixinhas de “Mentex”. Normalmente, eram garotos de baixo ingresso econômico que trocavam trabalho pela possibilidade de ver cinema (o principal divertimento popular da época) sem pagar ingresso.

Aqui no Brasil, nos anos 1970, e um pouco antes que isso, nos Estados Unidos, apareceu o “drive-in”, um pátio de estacionamento de veículos, uma grande tela à frente e serviço de lanchonete, servido em bandejas que ficavam penduradas na janela lateral do veículo, temperando com “hot dog” e “milk-shake” as cenas projetadas na tela.

Hoje, a comilança cinematográfica, renascida no “shopping center”, continua apostando na pipoca, mas inclui refrigerante e guloseimas outras, com direito a console no braço da poltrona para facilitar o “picnic”.

Todavia, quando se trata de cinema, comida não é só acompanhamento, mas embute, também, na história da sétima arte, uma significativa quantidade de filmes tematizados em comida, ou na falta dela.

Os documentários ganham de longe no tratamento do tema, quantitativamente considerado, indo desde o questionamento da fome como fez, por exemplo, José Padilha, em Garapa, ou Jorge Furtado no curta Ilha das Flores, até produções que tratam do inverso, ou seja, do excesso alimentar, como o filme de Estela Renner, Muito Além do Peso, sobre obesidade infantil.

O cinema de ficção também registra muitas (e eventualmente boas) incursões pela gastronomia, com ampla variedade de abordagens.

Em 1973, Marco Ferrer dirigiu A Comilança, uma estranha e muito crítica história sobre um grupo de amigos que se internam em uma casa de campo decididos a morrer de tanto comer… e conseguem!

Pouco mais de uma década depois, em 1987, Gabriel Axel dirigiu a Festa de Babette, ambientado no interior da Dinamarca do século XIX, que termina com um lauto banquete de iguarias sofisticadas da culinária francesa, preparadas pela jovem Babette, emigrada daquele país.

Em 1998, Ettore Scola reuniu Vittorio Gassman, Fanny Ardant, Marie Gillain e Giancarlo Giannini em um restaurante, em que ocorre todo o enredo de O Jantar, incluindo as ponderações da personagem interpretada por Giannini sobre as características de um verdadeiro “bife à milanesa”.

Em tempos mais recentes, o argelino radicado na França, Abdellatif Kechiche, fez o Segredo do Grão, cujo principal protagonista, por assim dizer, é o cuscuz marroquino.

O diretor turco, Tassos Boulmetis, também resgata pitadas da gastronomia mediterrânea no excelente O Tempero da Vida, enquanto Juliet Binoche e Johnny Depp estão em Chocolate, produção americana dirigida por Lasse Hallström, ambientada na França.

Entretanto, quando se trata de comida, ou da falta dela, como mencionado no início deste comentário, talvez a incursão ficcional mais ousada do cinema tenha acontecido em 1973, quando o diretor Richard Fleisher colocou nas telas Soylent Green (exibido no Brasil como No Mundo de 2020, à Beira do Fim), com Charlton Heston e Edward G. Robinson, prevendo um (à época) distante futuro no qual a alimentação dos seres humanos (?) é suprida por biscoitos feitos de… seres humanos (??).

Enfim, o cardápio que mistura cinema e comida é grande, basta escolher e assistir.

Bom apetite!

Wagner Geribello é Doutor em Educação e Consultor Editorial do Jornal da PUC-Campinas