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PUC-Campinas realiza a 1a Mostra de Talentos da Graduação: inovação, criatividade e excelência da produção de TCC

Por Sílvia Perez

O mês de abril marca o início de um trabalho que busca valorizar as produções dos alunos da PUC-Campinas, trata-se da “1a Mostra de Talentos da Graduação: inovação, criatividade e excelência da produção de TCC”, que vai acontecer nos dias 25 e 26 de abril.

De acordo com o Pró-Reitor de Graduação, Prof. Dr. Orandi Mina Falsarella, o evento busca apresentar os talentos da Universidade para a comunidade. “É uma forma de dar visibilidade aos trabalhos brilhantes que nossos alunos produzem, mesmo porque o Trabalho de Conclusão de Curso é a despedida do estudante da Universidade para a entrada no mercado profissional”, destaca.

A “1a Mostra de Talentos da Graduação: inovação, criatividade e excelência da produção de TCC” vai receber tanto a comunidade universitária, composta por alunos, professores e funcionários da Instituição, como o público externo, com destaque para a presença de representantes de empresas que atuam na Região Metropolitana de Campinas (RMC).

A Coordenadora da Coordenadoria Geral de Graduação, Profa. Mariangela Cagnoni, ressalta que os alunos se dedicam muito para a produção do TCC e que a notícia da Mostra serviu como um incentivo a mais para os estudantes. “Muitos alunos que ainda não estão no último período, já estão pensando na produção do trabalho, porque veem o evento como uma oportunidade, uma vez que ele visa valorizar os melhores trabalhos. É como uma recompensa, depois de tanto esforço”, explica.

O evento ocorrerá simultaneamente nos Auditórios Cardeal Agnelo Rossi, Dom Gilberto e Monsenhor Salim, no Campus I e II da Universidade. Vão participar da Mostra os alunos cujos trabalhos foram selecionados pelas diretorias das Faculdades da PUC-Campinas, e eles receberão Certificado pela apresentação, organização, palestra ou conferência.

Serviço:

1a Mostra de Talentos da Graduação: inovação, criatividade e excelência da produção de TCC na PUC-Campinas
Data: 25 e 26/04
Horário: 8h30 às 22h
Locais: Auditório Cardeal Agnelo Rossi, Auditório Dom Gilberto e Auditório Monsenhor Salim, Campus I e Campus II, respectivamente.
Público: Alunos, professores, funcionários e público externo.
Entrada: Gratuita

 

O CINEMA E O SAGRADO

Por Prof. Me Arnaldo Lemos Filho, professor das Faculdades de Ciências Sociais, Direito, Educação e Serviço Social

A exibição do filme “Silêncio”, de Martin Scorcese nos oferece a oportunidade de analisar as relações entre o cinema e o sagrado. A própria palavra silêncio estrutura a narrativa, referindo-se a três níveis: uma complexa questão teológica, a resistência do meio japonês à evangelização e a fé dos católicos japoneses perseguidos. Na alma do padre Rodrigues, personagem central, a dúvida instala-se: onde está Deus perante o sofrimento dos seus filhos?

O filme permite discutir a possibilidade de o sagrado ser expresso na tela. Historicamente, todas as artes possuem suas raízes na religião. Em todas as suas manifestações primitivas, as artes se inspiraram nas crenças religiosas. O cinema, “la sola arte non nata del culto” teve, ao contrário das outras artes, origens eminentemente profanas. Nascido do desenvolvimento moderno da técnica, no contexto do cientificismo e da ideologia do progresso do homem, é profano também por sua estrutura industrial e comercial.

O cinema pode trazer as questões de fé e da religião cristã. Mas quais são os limites e o poder da imagem para a expressão do sagrado e do religioso?

A noção de sagrado é complexa e ambígua. Os termos “sagrado” e “religioso” não são idênticos, pois um tema religioso não constitui condição necessária nem suficiente para se atingir o sagrado. Muitos filmes de santos ou de temas bíblicos não têm nada de sagrado. Por outro lado, um filme pode atingir a evocação do sagrado sem possuir um tema estritamente religioso.

Daí se inferem duas vias, ou melhor, duas leis na evocação do sagrado no cinema: uma, a transcendência que se encarna, a outra, aquela que acentua a encarnação da transcendência. Na primeira via, o cinema atinge o sagrado por um estilo de transparência, pela ascese e austeridade no cenário, na iluminação e na música. São poucos os filmes que alcançam a expressão do sagrado por essa via e devem seu êxito aos dons verdadeiramente criadores de seus diretores.

Na segunda via, a encarnação da transcendência, o cinema se coloca dentro de seus limites, procurando atingir o sagrado inserindo a transcendência no carnal, no cotidiano. A face de um homem pode tornar-se para seus irmãos a face humana de Deus: um santo, um pobre, um pecador. Escolhendo enraizar-se na banalidade e insignificância do cotidiano, tais filmes se aproximam do mistério da Encarnação.

Ao assistir ao filme, procure definir qual via Scorcese escolheu para expressar o sagrado.

Veja o trailer do filme: https://www.youtube.com/watch?v=cdQwu7SEuZQ