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Política Internacional, empreendedorismo e novos caminhos

Por Wagner Geribello

Mensalmente, a equipe do Departamento de Comunicação Social da PUC-Campinas repete o ciclo de produção deste Jornal, começando pela seleção de temas de interesse da comunidade acadêmica.

Parte dos assuntos emerge de fatos e acontecimentos que despontam na mídia e polarizam as atenções da sociedade, sobre os quais docentes são convidados a lançar um olhar analítico, a partir das suas áreas de atuação, competências e conhecimento.

Neste mês, a pauta está centrada no polêmico fenômeno Donald Trump, analisado por um historiador, que traz alguns questionamentos e outros tantos esclarecimentos sobre idas e vindas da conjuntura internacional, relacionadas ao presidente americano.

Do terreno inseguro da atualidade, saltou-se para o horizonte simultaneamente promissor e incerto do futuro, mostrando que empreendedorismo é um caminho importante a ser considerado frente à perspectiva de que, em duas décadas, cerca de 60% das profissões hoje existentes terão desaparecido do mercado de trabalho. Para os alunos que estão preparando o futuro e planejando carreiras, a matéria constitui item obrigatório de conhecimento e reflexão.

Ainda com relação às perspectivas futuras, esta edição trata dos Campi Inteligentes, mostrando como a tecnologia vai melhorar, em todos os aspectos, os espaços em que a comunidade universitária exerce suas atividades. Considerando a impressionante cifra de 30 mil pessoas circulando pelos Campi da PUC-Campinas, diariamente, bom saber como a tecnologia da informação vai ajudar a gestão de diversos itens que afetam diretamente essa gente toda, do trânsito, ao abastecimento de água.

Referenciada no mês de maio, tempo de frio e data das mães, esta edição também tem espaço para esses assuntos, recomendando cuidados com doenças respiratórias por conta do frio e sugerindo investimento total na qualidade do relacionamento com os filhos, uma vez que o cotidiano moderno rouba muito em quantidade da convivência que mães e filhos querem e precisam ter.

Fatos interessantes e novidades sobre o Sistema de Bibliotecas e Informação da Universidade, que reúne acervo superior a 760 mil itens, ecos de eventos importantes acontecidos recentemente, como o Colóquio sobre a Cultura da Paz, a 1a Mostra de Talentos da Graduação, focada na qualidade e na criatividade dos Trabalhos de Conclusão de Cursos, a Mostra de Cinema Italiano e a Campanha Maio Amarelo também estão em destaque nesta edição, reunindo motivos de sobra para ler, refletir, comentar e divulgar.

Maio Amarelo

A PUC-Campinas, por meio do Departamento de Segurança Universitária, está reforçando o trabalho de orientação de pedestres e motoristas para que atravessem nas faixas demarcadas e respeitem a sinalização de trânsito nos Campi I e II. Além disso, neste mês, em que acontece mundialmente o Movimento Maio Amarelo, que busca chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito, a Universidade vai disponibilizar faixas no sentido de sensibilizar, mobilizar e engajar os alunos, professores e funcionários.

O Maio Amarelo é simbolizado por um laço, que indica a aliança de forças em prol de um objetivo, como ficou marcado em movimentos como o Outubro Rosa e Novembro Azul, de combate ao câncer de mama e câncer de próstata, respectivamente. A cor amarela justifica-se por ser mundialmente conhecida como advertência e alerta no trânsito, e pretende-se que represente tanto um momento de reflexão para os motoristas e pedestres, como um alerta para a necessidade de redução de acidentes de trânsito.

Para se ter uma ideia da importância do tema, dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Inforsiga-SP) apontam que na região administrativa de Campinas, composta por 17 municípios, houve um aumento de 12% no número de mortes por acidentes de trânsito em janeiro de 2017, no comparativo com o mesmo período do ano anterior. No primeiro mês deste ano foram registradas 85 mortes, contra 76 em 2016.

 

1ª Mostra de Talentos da Graduação

Por Armando Martinelli

Com o tema Inovação, Criatividade e Excelência na produção de TCC, a PUC-Campinas organizou nos dias 25 e 26 de abril a 1a Mostra de Talentos da Graduação, evento que aconteceu, simultaneamente, no Campus I (Auditórios Dom Gilberto e Cardeal Agnelo Rossi) e no Campus II (Auditório Monsenhor Salim).

Com o objetivo central de aproximar a Universidade do mundo do trabalho e divulgar, ainda mais, os Trabalhos de Conclusão de Curso dos alunos, o evento também possibilitou fomentar novas parcerias e apoiar o empreendedorismo. “A ideia da Mostra de Talentos foi proporcionar um momento exclusivamente voltado para dialogar com representantes de organizações públicas e privadas, alunos, egressos, docentes, pesquisadores e convidados sobre os muitos desafios que a Universidade enfrenta para capacitar os formandos com competência, pró-atividade e criatividade, habilidades exigidas pela sociedade contemporânea”, disse o Pró-Reitor de Graduação da PUC-Campinas, Prof. Dr. Orandi Mina Falsarella.

Ainda para o Prof. Dr. Orandi Mina Falsarella, “A qualidade dos Trabalhos de Conclusão de Curso de nossos alunos sempre foi motivo de destaque, por isso, a consolidação da 1a Mostra de Talentos da PUC-Campinas vem estreitar, ainda mais, o elo da Universidade com o mundo do trabalho, potencializando as realizações de nossos alunos para toda a comunidade e buscando selar novas parcerias com as instituições da região”.

O evento, além de promover exposições dos melhores TCCs de cada curso, também contou com palestras e mesas-redondas com vários convidados externos. Foi assim, por exemplo, no Auditório Monsenhor Salim (Campus II), com a palestra da docente da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Profa. Dra. Jeanne Liane Marlene sobre Oportunidades, competências e expectativas na formação para o profissional da área de Saúde e Biológicas. O Auditório Cardeal Agnelo Rossi (Campus I), entre outras atividades, recebeu a Mesa-Redonda sobre Oportunidades, competências e expectativas na formação para o profissional da área de Ciências Humanas e Sociais, com a presença do Dirigente da Diretoria de Ensino de Campinas Oeste, Prof. Antônio Admir Schiavo e os docentes da PUC-Campinas, Prof. Dr. Luís Renato Vedovato (Faculdade de Direito) e Prof. Dr. Oscar Mellim Filho (Faculdade de Ciências Sociais).

O Auditório Dom Gilberto (Campus I) também sediou várias conferências, entre elas a palestra “Além da formação: perspectivas de carreira para o profissional de mercado”, ministrada pelo consultor internacional e um dos pioneiros no comércio eletrônico nacional, Mirko Mayeroff. O executivo, agraciado com o troféu de destaque do mundo digital, em 2016, ressaltou as rápidas transformações que regem a dinâmica dos negócios contemporâneos. “Inúmeros casos de sucesso de startups no mundo digital surgiram de projetos de TCC. Essa aproximação entre o mundo acadêmico e o mercado de trabalho é vital para a contínua inovação. Os alunos devem estar sempre à frente do tempo, pensando em soluções para um mundo que ainda não existe”, frisou Mirko Mayeroff.

V FEIRA DE ESTÁGIO

Algumas das principais empresas do país estarão presentes na V Feira de Estágio da PUC-Campinas, que acontece no dia 24 de maio, das 9h às 21h, na Praça de Alimentação e Serviços do Campus I.

O evento, organizado pela Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) e pelo Escritório de Talentos e Carreiras da PUC-Campinas (vide abaixo), contará com a participação de empresas como: EF INTERCÂMBIO, TOZZINI FREIRE, LUXOTTICA, HST, MANAGEMENT SOLUTIONS, MARS BRASIL/ROYAL CANIN, GM e WESTROCK, entre outras.

São esperados cerca de 10 mil estudantes de toda a região de Campinas que, além de se candidatarem a processos seletivos, também poderão participar de workshops e assistir a palestras sobre o mercado de trabalho, ministradas por profissionais das empresas presentes.

“Trata-se de uma excelente chance para os universitários obterem informações adicionais sobre os desafios e as tendências do atual mundo do trabalho, além de postularem uma vaga de estágio em alguma das principais empresas do país”, disse o Pró-Reitor de Graduação da PUC-Campinas, Prof. Dr. Orandi Mina Falsarella.

Escritório de Talentos e Carreira

A PUC-Campinas lança o Escritório de Talentos e Carreiras, iniciativa que visa potencializar a busca por estágios e, futuramente, auxiliar os alunos com orientações para entrevistas, oficinas de confecção de CV, ampliação de networking, banco de vagas, entre outras ações.

“O Escritório de Talentos e Carreiras é uma evolução da Central de Estágio, e tem como premissa aproximar, ainda mais, o aluno da PUC-Campinas do universo do trabalho. Em breve, além de portal exclusivo, teremos um espaço físico no Campus I (ao lado da Central de Atendimento do Aluno – CAA) com profissionais dedicados a auxiliar os alunos com a busca de estágio”, destaca o Prof. Dr. Orandi Mina Falsarella.

O Escritório de Talentos e Carreiras permitirá que as empresas acessem os CV cadastrados, bem como insiram oportunidades de estágio no banco de vagas da Instituição. Além dos alunos, o sistema permitirá que egressos possam participar do banco de vagas. “Outra atividade dessa área é gerenciar os documentos de estágios obrigatórios e não obrigatórios, além do relacionamento com as unidades concedentes de vagas e agentes de integração, atividade hoje já desenvolvida pela Universidade”, completa o Pró-Reitor de Graduação da PUC-Campinas.

A Era Trump: política e pós-verdade no século XXI Tensão entre EUA e Coreia do Norte reacende o “fantasma” da Guerra Fria

Por Lindener Pareto, Historiador, Doutor em História da Arquitetura e do Urbanismo pela FAU-USP e Professor de História Contemporânea na PUC-Campinas

Em 2016, diante das eleições norte-americanas que levaram Donald Trump à presidência dos EUA, o consagrado “Dicionário Oxford” elegeu a palavra “pós-verdade” (post-truth) como a palavra-conceito do ano. Como efeito, o conceito se refere à política da pós-verdade, e vale dizer que os fatos objetivos são menos influentes na opinião pública do que as crenças pessoais e emoções. Vide a lógica que dominou os debates políticos entre Trump e Hilary e também entre os lados do referendo da Brexit, que optou pela saída do Reino Unido da União Europeia.

No entanto, o conceito – a despeito de não figurar nas análises políticas antes da década de 1990 – é fundamental para a narrativa da história do Século XX, marcado pelo nacionalismo mais exacerbado, pela propaganda totalitária crucial para as barbáries dos campos de concentração e o genocídio perpetrado pelo Nazismo. No período que se seguiu ao fim da II Guerra Mundial (1939-1945), as duas máquinas de propaganda mais poderosas do mundo, a dos Estados Unidos da América (EUA) e a da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), se valeram dos embates narrativos repletos da “arte da mentira” para disputarem o mundo entre si na Guerra Fria (1945-1991).

A propaganda anticomunista que tomou conta do imaginário político norte-americano na década de 1950, o Macarthismo, é peça chave na deflagração de um dos conflitos mais sangrentos entre o capitalismo americano e o socialismo soviético, a Guerra da Coreia (1950-1953). Dividida entre as influências soviéticas e chinesas e as norte-americanas, a península da Coreia foi palco de um impasse militar que acabou com a criação da Zona Desmilitarizada (ZDC), entre a Coreia do Norte (Socialista) e a Coreia do Sul (Capitalista) que perdura até os dias de hoje.

Ora, a vitória de Donald Trump – arauto fanfarrão das redes sociais e da Sociedade do Espetáculo e símbolo das subjetividades da “pós-verdade” – retomou um dos espectros mais sombrios da Guerra Fria, a iminência da catástrofe nuclear. Imbuído do mais chauvinista nacionalismo americano e numa guerra incessante contra as diversas mídias que insistem em fazer a crítica de sua figura e de seu governo, Trump passa ao apelo da necessidade da guerra pela liberdade para resolver de vez o problema histórico com a Coreia do Norte. Diante da escalada do programa nuclear norte-coreano e das palavras de ordem do regime de Kim Jong-um, também eivado da retórica política da pós-verdade, Donald Trump procura demonstrar sua força militar e, sobretudo, estabelecer uma política externa que dê conta de preservar seus aliados, Japão e Coreia-do-Sul, na região.

Certamente, a história e a retórica como farsa no atual impasse político não são novidades do nosso tempo. As relações de poder na era da pós-verdade estão ancoradas na inversão, traduzida por Michel Foucault (1926-1984), da emblemática frase do estrategista militar Carl Von Clausewitz (1780-1831). Foucault diz que a guerra não é continuação da política por outros meios e, sim, a própria política é a continuação de um estado permanente de guerra, que estabelece combates silenciosos nas instituições e nas disputas retóricas, sendo capaz de retomar espectros de uma Guerra Fria interminável e, na prática, levar a humanidade ao seu ato final de corpos aniquilados por um eventual desastre nuclear.

 

Referências bibliográficas
ARENDT, H. As origens do Totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
FOUCAULT, M. Em defesa da sociedade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010.
HOBSBAWM, E. A Era dos Extremos: o breve século XX,1914-1991.São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

 

A Universidade e o Empreendedorismo

Por Tiago Aguirre – Coordenador do Programa PUC-Campinas Empreende

Cada vez mais encontro pessoas conversando sobre o futuro das relações pessoais, sobre como será o mercado de trabalho do futuro. A Internet e a mobilidade estão transformando os meios de comunicação e a forma que nos relacionamos. Algumas vezes, busco refletir: Por quê? Para quê? Muitas vezes encontro um porque, mas nem sempre é trivial achar o para que.

Neste momento de incertezas, comenta-se que 60% das profissões atuais não existirão nos próximos 20 anos. O que fazer? Quais são as competências do profissional do futuro? Como prepará-los? Qual o papel da Universidade?

De outro lado, como diriam os enxadristas, a carreira corporativa tradicional está “em xeque”. Jovens profissionais passam em processos seletivos exigentes e, se não se identificam com a cultura da empresa, saem em busca de algo melhor. Estão priorizando seus objetivos pessoais. E fica a dúvida: onde encontrarão algo melhor?

Podemos entender a cultura de “priorizar os objetivos pessoais” como a cultura de “construção de sonhos”, que é base do Empreendedorismo. Nas palavras do Prof. Fernando Dolabela, “empreendedor é alguém que sonha e busca transformar seu sonho em realidade”.

Nesse contexto, a Universidade precisa estar preparada para oferecer para a comunidade interna e externa, ambiente propício para auxiliar a construção dos mais diversos sonhos. É importante lembrar que, como toda área de conhecimento, existem métodos e ferramentas que auxiliam o processo empreendedor. Assim sendo, oferecer ambiente de capacitação e experimentação é o que se pode esperar das Universidades.

Na PUC-Campinas, por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEXT), apresenta-se o Programa PUC-Campinas Empreende, com projetos orientados ao apoio, capacitação e integração da comunidade de alunos, egressos, professores e funcionários com o Ecossistema Empreendedor da Região Metropolitana de Campinas. Busca-se, dessa forma, auxiliar na formação de profissional capacitado a transformar a realidade do mercado, seja por meio de sua atuação nas empresas e corporações existentes, seja na construção de novas empresas que geram trabalho e renda de maneira sustentável ambiental, social e economicamente.

 

“O desenvolvimento é o novo nome da paz”

Por Sílvia Perez

A frase que intitula este texto não é nova, foi pronunciada há cinquenta anos pelo hoje Beato Papa Paulo VI, em uma das encíclicas mais importantes da Doutrina social da Igreja Católica, a Populorum Progressio, que significa O Desenvolvimento dos Povos. Este documento, inclusive, foi a inspiração para o Colóquio “Por uma Cultura da Paz, em Comemoração aos 50 anos da Encíclica Populorum Progressio, realizado nos dias 8, 9 e 10 de maio, na PUC-Campinas.

A conferência de abertura do evento foi proferida pelo Bispo Diocesano de São Carlos, Dom Paulo Cézar Costa, que reforçou a importância da encíclica que toma a desigualdade um ponto crucial. “Papa Paulo VI considerou que o desenvolvimento deve ser integral, do homem todo e de todo o homem, o desenvolvimento é fundamental para a paz. Passaram-se cinquenta anos, mas ainda existe grande diferença entre ricos e pobres, existe violência, guerras, pobreza, e para que haja paz é preciso haver justiça, quando não há relações justas, falta a paz”, explicou Dom Paulo.

Com o entendimento de que a paz só será possível a partir do desenvolvimento dos povos, o documento do Papa Paulo VI enfatiza a questão do diálogo. “Papa Francisco retoma a questão propondo a necessidade do diálogo entre os povos e da fraternidade entre as nações para a construção de uma sociedade mais equilibrada, porque a partir do diálogo é possível encontrar soluções”, destacou o Bispo.

O documento do pontífice que colocou a Igreja Católica em solidariedade com os países mais pobres do mundo há cinco décadas continua atual. “Em um mundo globalizado, a solidariedade também deve ser globalizada, inclusive com a percepção da solidariedade dos bens, visando a eliminação do desequilíbrio econômico e olhando para os mais necessitados”, reforçou.

O Colóquio “Por uma Cultura da Paz, em Comemoração aos 50 anos da Encíclica Populorum Progressio” foi organizado pelo Núcleo de Fé e Cultura da Universidade e aconteceu nos Auditórios Dom Gilberto e Cardeal Agnelo Rossi, ambos no Campus I da PUC-Campinas.

 

Campi Inteligentes: Conheça o Projeto da PUC-Campinas para tornar seus Campi mais modernos e sustentáveis

Por Sílvia Perez

Provavelmente você já ouviu falar em “Cidades Inteligentes”, o tema inclusive foi abordado na edição passada do Jornal da PUC-Campinas, mas você já parou para pensar que o Campus também pode ser trabalhado com o intuito de se tornar “inteligente”? Para introduzir o assunto, devemos lembrar que não é o espaço físico que é “inteligente”, mas, sim, as pessoas que o projetam, constroem, operam, mantêm e vivem nele. A ideia básica é de que espaços para serem caracterizados como “inteligentes” fazem uso de novas tecnologias com o objetivo de melhorar a vida das pessoas que os ocupam, bem como procuram transformá-los em locais sustentáveis contribuindo para uma vida melhor para as gerações futuras.

Muito embora este tema tenha enorme amplitude permeando praticamente todos os principais problemas encontrados dentro de uma cidade, do ponto de vista da tecnologia utilizada existe uma concentração significativa na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) utilizando-a como ferramenta capaz de emprestar algum tipo de “inteligência” à mitigação dos problemas abordados.

Dessa forma, sensores, softwares inteligentes, redes de comunicação com grande capacidade e capilaridade constituem o cerne da nova forma de se enfrentar as crescentes dificuldades existentes em nossas cidades na área de mobilidade urbana, de energia, de geração e coleta de resíduos, entre outras. O advento da Internet of Things (IoT) contribuirá para a promoção e difusão desse arsenal de tecnologias colocando a robótica e a automação como instrumentos primordiais na redução de desperdícios e melhoria nas condições de vida dos seres humanos.

Nos Campi da PUC-Campinas circulam, diariamente, quase 30 mil pessoas e enfrentam situações e problemas similares aos encontrados externamente. Assim, criar novas abordagens para os problemas, bem como utilizar abordagens semelhantes àquelas que serão ou estão sendo testadas nas cidades inteligentes constituem-se oportunidades interessantes para os alunos, professores e funcionários da Instituição, de conviverem com esses problemas e soluções os quais permearão, com certeza, muitas discussões no futuro.

Houve uma seleção de cinco dimensões sobre as quais novos projetos estarão sendo desenvolvidos dentro do projeto “guarda-chuva”, Campi Inteligentes, são elas: Energia, Água e Resíduos, Mobilidade, Segurança e TIC. A PUC-Campinas, por meio de sua Pró-Reitoria de Administração (PROAD), vem suportando os Campi Inteligentes com uma preocupação constante de inovar na tratativa dos problemas enfrentados e buscar atingir os principais objetivos do projeto, aumentar a sustentabilidade dos espaços e melhorar a vida da comunidade.

Nesta reportagem será abordada apenas a dimensão da Energia. Esse é um assunto que estará cada vez mais presente no cotidiano das pessoas. São questões fundamentais: a necessidade crescente da sociedade por energia com a sua evolução; a importância de ampliar a participação das fontes renováveis dentro das matrizes energéticas dos países; a a melhor eficiência do consumo; e o aumento do controle sobre o consumo de energia buscando a redução dos custos produtivos.

Nesse cenário, o principal objetivo é transformar o insumo energia num produto gerenciável dentro dos Campi. Simplificadamente, gerenciar esse insumo significa estabelecer novos processos que permitam: reduzir o seu consumo sem qualquer tipo de perda no serviço prestado; ampliar a sua oferta principalmente por meio de fontes renováveis; rever a aquisição de energia elétrica das concessionárias: reduzir perdas nas redes; e educar as comunidades sobre o uso da energia. Diversos projetos estão em andamento a fim de perseguir esse objetivo. Serão tratados apenas dois, um pelo lado da oferta e outro pelo lado da demanda.

Falando pelo lado da demanda, o principal uso final da energia na Universidade é a iluminação. Duas vertentes são importantes nesse contexto: a primeira, tecnológica, é reduzir o consumo das lâmpadas e a segunda, educacional, é de não deixar iluminados, sempre que possível, ambientes sem a presença de pessoas.

Partindo desse conceito, a PUC-Campinas elaborou um projeto para participar do Programa de Eficiência Energética 2016 da CPFL Energia, o qual foi contemplado. Ele prevê a substituição de 15.500 lâmpadas fluorescentes por lâmpadas de LED nos prédios acadêmicos dos Campus I e II. Essa substituição deverá reduzir em 50% o consumo de energia utilizada para iluminar esses prédios e em mais de 90% o custo de manutenção dos próximos cinco anos. Além disso, a substituição provocará uma melhoria da iluminação desses locais ampliando o fluxo luminoso médio.

De acordo com o docente da Faculdade Mecânica, que encabeça o projeto, Prof. Dr. Marcos Carneiro da Silva, a lâmpada fluorescente comum tem de catálogo, uma vida útil de 10 mil horas, no entanto, na prática durante essa vida útil, ela sofre desde cedo perdas significativas na sua capacidade de iluminar obrigando a sua substituição em um número de horas muito inferior à prevista inicialmente. Já as lâmpadas de LED tem duração prevista de 40 mil horas, mantendo mais de 70% da capacidade luminosa. “Além da economia que isso representa em termos de consumo de energia, o projeto junto à CPFL também prevê colaborar para a educação no consumo de energia, por meio de palestras para a comunidade universitária. Além disso, os professores também estão comprometidos a passar a ideia adiante para os alunos em sala de aula”, destaca.

A substituição das lâmpadas já começou e todo processo deve ser concluído até junho de 2017. No Campus II, o trabalho está praticamente 100% pronto, no Campus I, a entrada do CEATEC, conhecida como Cabine 8, está em 95% e a Cabine 1 que abrange a área dos prédios H, está em 10%.

É importante destacar que a PUC-Campinas possui mais de 20 mil lâmpadas instaladas em seus Campi, esse projeto abrange a troca por lâmpadas mais eficientes nos prédios acadêmicos da Universidade, ficando as áreas administrativas para serem substituídas a médio e longo prazo.

Usina Fotovoltaica

Mais uma inovação do projeto “Campi Inteligentes” é a construção de uma Usina Fotovoltaica no Campus I, essa usina terá potência de 12,5 kWp, geração máxima de energia da usina, de acordo com a posição do sol.

A previsão é de que essa Usina Fotovoltaica da PUC-Campinas entre em operação em 31 de maio deste ano e vai gerar o suficiente para iluminar todas as salas de aula do Centro de Tecnologia e 60% das salas de aula do prédio H15, fato que foi possível pela utilização da iluminação com tecnologia LED.

“A instalação da Usina foi inovadora, pois criou um laboratório para os cursos do Centro de Ciências Exatas, Ambientais e de Tecnologias (CEATEC) embaixo das placas solares. Esse projeto realizado pelos docentes do Curso de Arquitetura e Urbanismo, Caio Ferreira e Wilson Barbosa Neto, foi tão feliz que a maquete é fotografada por todos os fornecedores de painéis solares que nos visitam, sendo classificada como uma ideia muito inovadora. Nesse laboratório, os alunos vão poder ver como funciona e saber mais sobre geração de energia fotovoltaica, bem como estão sendo preparadas informações interessantes também para os visitantes”, explicou o Prof. Dr. Marcos Carneiro da Silva.

Projetos Interligados

Segundo Silva, quando a Usina foi pensada, a ideia inicial era de que pudesse suprir apenas a iluminação do Centro de Tecnologia, no entanto, com o projeto de substituição das lâmpadas dos prédios acadêmicos, foi possível expandir o alcance da Usina Fotovoltaica para mais 60% do prédio H15.

“Esse é o primeiro passo nesse sentido, mas o objetivo é ainda fazer muito mais para garantir a modernização e sustentabilidade nos Campi, ampliando inclusive a produção de energia solar no futuro”, concluiu o docente.

 

A Maternidade Moderna

Por Sílvia Perez

Se ser mãe antigamente já não parecia ser uma tarefa fácil, hoje em dia, a “arte” da maternidade parece ainda mais complicada. Além das inúmeras responsabilidades que um filho apresenta na vida de uma mãe, a mãe moderna tem de se desdobrar entre os afazeres domésticos, o trabalho profissional, o relacionamento com o parceiro e a criação e educação dos filhos.

O sentimento de culpa se torna companheiro das mães, já que a rotina corrida diminui o tempo de convivência com os filhos. De acordo com a docente da Faculdade de Psicologia da PUC-Campinas, Profa. Dra. Rita Maria Manjaterra Khater, as mães não devem sentir essa culpa. “O que importa é a qualidade e não a quantidade do tempo que as mães têm de interação com os filhos. É importante aproveitar esse tempo para passar exemplos, valores e estar presente”, destaca.

Na era digital, o “estar presente” não significa de corpo presente, é possível estar disponível para os filhos mesmo a distância. “As mães podem utilizar os recursos tecnológicos para acompanhar os filhos, quando são um pouco maiores, com aplicativos de mensagem para perguntar, por exemplo, como se saíram em uma prova, é uma forma de demonstrar carinho e interesse, de estar presente mesmo que não fisicamente”, exemplifica a professora.

A docente enfatiza que as mães devem deixar os diversos papéis da vida – mãe, esposa, profissional, dona de casa – fluírem sem culpabilidade. “Hoje em dia, os filhos também querem ver uma mãe moderna, que desempenhe outras atividades, por isso, a mãe não tem de sentir culpa quando está longe dos filhos. Quando deixamos de superproteger nossos filhos, eles desenvolvem uma capacidade de independência e de resiliência muito maior”, finaliza.

 

Queda nas temperaturas, aumento das doenças respiratórias

Por Armando Martinelli

A chegada do outono, e o consequente início dos meses com temperaturas mais baixas do ano, podem gerar alguns inconvenientes à saúde. Entre os mais comuns estão a proliferação das doenças respiratórias infecciosas e o acirramento das doenças respiratórias crônicas, decorrentes da associação entre a menor dispersão dos poluentes (baixa umidade do ar) com a aglomeração de pessoas em locais fechados. Essas condições são ideais para a transmissão de vírus e bactérias que passam a circular em concentração maior, enquanto o organismo das pessoas tende a ficar com a imunidade mais baixa por conta do ressecamento das vias respiratórias.

As doenças respiratórias infecciosas mais comuns são gripe e resfriado, e algumas das doenças respiratórias crônicas mais recorrentes são asma, bronquite, rinite alérgica e doença pulmonar obstrutiva.

De acordo com o Docente de Pneumologia da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas, Prof. Dr. Paulo Roberto Tonidandel, a prevenção é uma das atitudes mais importantes e pode ser feita por meio de simples ações no dia a dia. “Alguns hábitos corriqueiros como lavar as mãos adequadamente e evitar locais fechados e com grande circulação de pessoas podem reduzir o contágio e ajudar na recuperação para quem já está doente”, disse o docente da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas.

Ainda para o Especialista, “a boa alimentação e a ingestão de líquidos também são fundamentais, tanto para quem está saudável quanto para quem já apresenta algum sintoma de doença respiratória. Para os já portadores de doenças crônicas, como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica entre outras, a melhor prevenção é o adequado tratamento das patologias durante o ano todo”.

Grupos de risco

Os grupos com maior vulnerabilidade são gestantes, idosos e crianças menores de dois anos, além de pessoas com doenças crônicas. Não por acaso são as pessoas com preferência para tomar a vacina da gripe, considerada umas das medidas preventivas fundamentais.

Para as crianças, a temporada de frio pode ser ainda mais prejudicial e, por isso, precisam de atenção especial. “É importante que os bebês sejam alimentados com leite materno, evitem locais com muitas pessoas e fiquem em ambientes limpos e arejados”, completa o Prof. Dr. Paulo Roberto Tonidandel.

Seguem alguns cuidados e dicas para a prevenção

  1. Atente-se às mudanças de temperatura ao trocar de ambiente. Vale sempre ter um agasalho a tiracolo.
  2. A circulação do ar evita a proliferação do vírus. Deixe o ambiente o mais ventilado e arejado possível.
  3. Evite locais fechados e com grande circulação de pessoas.
  4. Ao tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz, preferencialmente com lenço de papel descartável.
  5. Lave as mãos várias vezes por dia, com água e sabonete, especialmente se estiver ou passar por locais públicos. Se não tiver como lavar, higienize com álcool em gel.
  6. Se apresentar febre acompanhada de sintomas como tosse e dor de garganta, procure atendimento médico.
  7. Alimente-se bem, com muitas frutas e verduras e ingestão de líquidos.
  8. Quando gripado, evite contato desnecessário com crianças e recém-nascidos.
  9. As roupas que ficaram por muito tempo no fundo do armário podem ter acumulado poeira e outros agentes causadores de alergia. Lave-as antes de usar e mantenha-as protegidas, em sacos, ao guardá-las.
  10. Mesmo no frio, ingira dois litros de água, diariamente. Ela é indispensável para o bom funcionamento do organismo, incluindo os mecanismos de defesa.

Gripe ou resfriado: diferenças

A gripe é uma infecção mais forte do que o resfriado, costuma durar menos tempo e apresenta mais complicações. A gripe pode ser perigosa em idosos, bebês e pessoas com doenças crônicas. O resfriado, por sua vez, raramente causa complicações sérias, embora também possa impactar no dia a dia das pessoas com sintomas desagradáveis.

Gripe: mais intensa do que o resfriado, caracterizada por dor no corpo, dor de garganta, tosse, geralmente com febre.

Resfriado: tosse, coriza e espirro, sem febre.

 

Sistema de Bibliotecas e Informação da PUC-Campinas passa por reestruturação

Por Sílvia Perez

O projeto de reestruturação do Sistema de Bibliotecas e Informação (SBI) da PUC-Campinas visa garantir maior modernização de uma área vital e muito demandada em toda a Universidade, as bibliotecas.

De acordo com o Supervisor do SBI, Sérgio Eduardo Silva Caldas, a reestruturação tem o objetivo de acompanhar as mudanças da sociedade e os avanços tecnológicos. “O desafio é estruturar desde os recursos humanos, bem como nosso sistema, no sentido de trazer inovações e tecnologias para atender o novo perfil de usuários de informação”, explica.

Uma das mudanças previstas nesse processo é a possibilidade da busca integrada, ou seja, o usuário fará uma busca em um único campo, que oferecerá todo acervo disponível seja em livros, publicações ou outros, sem a necessidade de segmentar essa busca, por exemplo, por título ou autor.

Além disso, o acervo digital deve ser ampliado e os processos automatizados, garantindo maior agilidade ao usuário.

Conheça o fluxo de informações e o volume de atendimentos nas bibliotecas da PUC-Campinas em 2016:

Campus II Campus I Campus I – Unidade 2
Acervo 189.812 Acervo 283.652 Acervo 291.788
Alunos 3.160 Alunos 9.324 Alunos 3.774
Consulta 172.351 Consulta 339.336 Consulta 256.957
Empréstimos 88.867 Empréstimos 105.745 Empréstimos 111.219
Frequência 132.577 Frequência 261.028 Frequência 197.660