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O perigo veste verde: plantas tóxicas causadoras de acidentes no Brasil

Por Profa. Dra. Rita de Cássia Violin Pietrobom – Docente do Curso de Ciências Biológicas – PUC-Campinas

Durante a primavera, a maioria das plantas floresce produzindo um espetáculo de cores que harmoniza e alegra os ambientes. Entretanto, a beleza das plantas pode esconder um perigo real para a saúde de pessoas e animais. Ao longo da evolução, as plantas desenvolveram verdadeiras armas químicas para defender-se dos herbívoros, como microscópicos cristais pontiagudos, substâncias irritantes, paralisantes e toxinas letais capazes de matar uma pessoa em poucos minutos.

Inúmeras plantas utilizadas na ornamentação produzem substâncias tóxicas, muitas delas bastante conhecidas da população brasileira. A comigo-ninguém-pode (Figura 1) é uma folhagem comum nos lares brasileiros. É uma planta cercada de superstições. Popularmente é conhecida por afastar mau-olhado e absorver a energia negativa do ambiente. No interior de suas folhas são produzidos cristais microscópicos no formato de agulha, envoltos por uma toxina causadora de reações inflamatórias. A ingestão de partes da planta pode ocasionar forte irritação nas mucosas, inflamação seguida por edema de glote nos casos mais graves. A espirradeira (Figura 2) é utilizada com frequência na composição de jardins e arborização urbana. Tem este nome, pois muitas pessoas ao aproximar-se da planta começam a espirrar. Todas as partes da planta são tóxicas. A inalação da fumaça, o contato com a seiva e a ingestão de partes da planta podem causar intoxicação, devido à presença de glicosídeos cardioativos. Os sintomas da intoxicação podem variar de uma simples irritação até taquicardia, podendo culminar na morte dependendo da quantidade ingerida. A avelós (Figura 3), a bico-de-papagaio e a coroa-de-cristo (Figura 4) são espécies de beleza exótica muito populares no Brasil. Todas elas produzem látex, uma substância leitosa com propriedades cáusticas e irritantes. O contato do látex com a pele pode provocar reações alérgicas e inflamatórias. Nos olhos, pode causar queimaduras na córnea, cegueira temporária ou permanente. A ingestão do látex pode gerar dores, náuseas, vômitos e diarreia.

Comigo-ninguém-pode
Espirradeira
Avelós
Coroa-de-cristo

Casos de intoxicações por plantas têm sido um grande problema para a saúde pública do país. De acordo com último levantamento do SINITOX (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas) realizado em 2014, foram registrados 854 casos de intoxicação por plantas. Vale ressaltar que muitos acidentes envolvendo plantas tóxicas não são registrados ou informados ao SINITOX, portanto estes números não refletem a realidade. O cuidado na escolha das plantas para ornamentação deve ser redobrado em um ambiente frequentado por crianças e animais. A maioria dos casos de intoxicação por plantas ocorre em crianças de um a nove anos de idade. Em caso de intoxicação, é importante procurar o serviço médico antes de realizar qualquer procedimento. Se possível, levar uma foto ou parte da planta para que o profissional da saúde possa identificar a espécie. Em Campinas, o Centro de Controle de Informação e Assistência Toxicológica de Campinas (CIATox/Campinas) mantém um número de telefone para informações em caso de emergência (19) 3521-7555. É importante conhecer as características das plantas antes de utilizá-las na ornamentação de ambientes, na alimentação ou como medicação.

Ex-aluno do Curso de Engenharia Elétrica da PUC-Campinas é selecionado para o Leaders in Innovation Fellowship, na Royal Academy of Engineering, em Londres

Por Armando Martinelli

O ex-aluno de Engenharia Elétrica da PUC-Campinas, Douglas William de Toledo, foi selecionado para o Curso Leaders in Innovation Fellowship, na Royal Academy of Engineering (Londres), que aconteceu de 16 a 27 de outubro. A participação de Douglas foi financiada pela FAPESP, responsável pela seleção do projeto, intitulado: “Rotas acessíveis com informação digital de direções utilizando aplicativo de celular e dispositivos inteligentes de baixo custo”.

O projeto de Douglas Toledo está vigente na Fase 1 do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). Participam do projeto os pesquisadores Prof. Dr. David Bianchini e Prof. Dr. Antonio Carlos Demanboro, ambos ligados aos Programas de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Sistemas de Infraestrutura Urbana da PUC-Campinas. O Projeto contou com o apoio do NIT – Núcleo de Inovação Tecnológica da PUC-Campinas.

Para Douglas William de Toledo, “o projeto selecionado pela FAPESP tem como intuito central ajudar na acessibilidade de rotas dentro de estabelecimentos, que em sua grande maioria carecem de informações de direções, dificultando a autonomia e tomada de decisão das pessoas que, geralmente, visitam os lugares pela primeira vez e, principalmente, para os portadores de deficiência visual”.

O Curso Leaders in Innovation Fellowship, na Royal Academy of Engineering (Londres), é voltado a pesquisadores que estão em fase de desenvolvimento do plano de negócio na área de inovação. Durante o treinamento de 15 dias, os participantes tiveram cursos intensivos sobre empreendedorismo e liderança em inovação, além de acesso a especialistas e oportunidades de networking internacional.

“É uma ótima oportunidade para mostrar os produtos a empreendedores ingleses, e, com certeza, aprimorar minhas habilidades em empreendedorismo, liderança e negociação”, reforçou o ex-aluno da PUC-Campinas.

Todos os produtos desenvolvidos e projetos em andamento de Douglas William de Toledo podem ser vistos no site www.viisolutions.com.br.

Clique e confira a informação da FAPESP em http://www.fapesp.br/11269

E.T. – O Extraterrestre: 35 anos de encantamento

Por Armando Martinelli

E.T. – O Extraterrestre, um dos grandes clássicos do cinema mundial, completa 35 anos em 2017. Recorde de bilheteria, aclamado pela crítica, a história do alienígena perdido na Terra mantém seu encanto até hoje, pois trata-se daqueles filmes primorosos tanto do ponto de vista narrativo como técnico.

O então jovem Steven Spielberg, já reconhecido em razão do sucesso de Contatos Imediatos do Terceiro Grau, que lhe concedeu sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Diretor, retoma em E.T. a ficção do mundo extraterreno, mas, diferentemente de Contatos Imediatos, o qual realiza sob a perspectiva dos adultos, dessa vez o faz pela visão das crianças.

No entanto, o grande equívoco que pode ser cometido com relação a E.T. é rotulá-lo somente como um filme sobre extraterrestres. Por trás das estripulias de Elliott (Henry Thomas) e seus irmãos Michael (Robert MacNaughton) e Gertie (Drew Barrymore) para esconderem o amigo alienígena da perseguição dos policiais e demais autoridades que buscam capturá-lo a todo custo, reside o cerne da produção, a mensagem sobre ser uma criança em meio ao divórcio dos pais, suas reações, a solidão.

O mundo do jovem Elliot transcorre na tela, já que grande parte do filme é fotografado com a câmera à meia altura, representando literalmente o ponto de vista de uma criança. Com isso, o diretor transforma todos os espectadores em crianças também. Essa foi a forma encontrada por Spielberg para manter um tom de fábula ao filme, e, assim, nos colocar literalmente dentro dessa jornada pela mente de uma criança tentando se adaptar à sua nova realidade.

Não bastassem o roteiro afinado, os efeitos especiais requintados para a época e toda a genialidade de Spielberg, E.T. ainda conta com uma trilha sonora arrebatadora, composta por John Williams, o que lhe valeu sua 14ª indicação ao Oscar na categoria e sua quarta vitória (foi a quarta trilha na História do Cinema a levar, no mesmo ano, o Oscar, o Globo de Ouro, o Grammy e o BAFTA).

E.T. – O Extraterrestre é merecidamente reverenciado mundo afora, sendo uma obra obrigatória às crianças e para todos os adultos que não se privam de cultivar a magia dessa época da vida.

 

Confira o trailer comemorativo dos 20 anos da obra, completos em 2002.  – https://www.youtube.com/watch?v=qYAETtIIClk