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Estudante de Relações Públicas é selecionada entre mais de mil participantes no Programa “As Líderes do Futuro”

Por Armando Martinelli

A estudante do quarto ano de Relações Públicas (noturno) da PUC-Campinas, Larissa Baptistella Silva, foi selecionada entre mais de mil participantes e ficou entre as dez finalistas do Programa “As Líderes do Futuro”, criado pela EXEC, uma das principais consultorias de recrutamento e desenvolvimento de altos executivos do Brasil, em parceria com a revista Exame e a Repense Game.  Com o objetivo de conectar mulheres e estudantes de alto potencial com empresárias de sucesso, o Programa contempla ainda uma etapa final com sessões de mentoria, de reconhecido valor no mundo do trabalho, entre as finalistas e as executivas.

A estudante credita sua escolha, principalmente, à capacidade de estabelecer relacionamentos positivos e à habilidade para trabalhar em equipe. “O teste aplicado para a seleção exigiu vários aspectos conectados com as habilidades comportamentais. Acredito que a minha capacidade de compreender as colegas e de conversar e refletir sobre as melhores atitudes na condução conjunta do trabalho foram definidores para o meu êxito”, disse Larissa Baptistella.

Agora, na fase final do Programa, Larissa tem como mentora a executiva Nadir Moreno, Presidente da UPS Brasil, uma das maiores empresas de Logística do mundo. “Espero aprender muito nos encontros com minha mentora e aplicar todo esse conhecimento em meu dia a dia”, reforça.

Ainda para Larissa, um dos pontos fundamentais do Programa, e motivo de grande orgulho por ter sido uma das finalistas, reside no fato de que a participação das mulheres em cargos de liderança das empresas ainda é muito pequena em comparação com os homens. “Há uma grande mudança da Universidade, onde as mulheres costumam ser maioria em grande parte dos cursos para o mundo do trabalho, no qual os altos escalões ainda são dominados pelos homens. Espero que essa constatação se modifique e que em um futuro próximo as mulheres alcancem a merecida igualdade de reconhecimento por sua capacidade profissional”, finaliza Larissa Baptistella.

 Conheça um pouco mais sobre Larissa Baptistella

 Por que escolheu cursar Relações Públicas?

Escolhi cursar Relações Públicas por ser um curso transversal, que possibilita ao profissional dialogar com qualquer área e posição dentro de uma organização. Considero a comunicação e a construção de relacionamentos estratégicos fatores fundamentais e diferenciais para qualquer carreira profissional.

Como pretende conduzir sua carreira profissional?

Pretendo buscar, cada vez mais, novas experiências e vivências sem necessariamente mudar de empresa, para, assim, construir uma carreira sólida, para me desenvolver diariamente e auxiliar na evolução de outras pessoas. Para mim, esse é o ponto mais importante: bons exemplos mudaram minha vida, por isso, sempre penso no que eu posso fazer para modificar a vida de outras pessoas. O conhecimento é uma planta a ser cultivada.

O que espera do dia a dia dentro de uma organização empresarial?

Em primeiro lugar, um ambiente que se assemelhe aos nossos valores. É impossível trabalhar em um lugar em que você não acredita, pois estaremos fadados ao insucesso e infelicidade. Somos jovens e ansiosos, sofremos com a crise de querer abraçar o mundo, por isso, a paciência é fundamental para qualquer passo, e, claro, trabalhar num ambiente em que haja planos para o seu crescimento, mas sem esquecer que deve sempre partir de você. O plano de carreira é seu.

Quais são seus hobbies? O que gosta de fazer nas horas livres?

Não são muitas horas livres na semana, mas eu aproveito os finais de semana para ficar com meus amigos e visitar meus pais. Diversão é coisa séria e faz parte!

Alguma mensagem aos estudantes que estão iniciando ou querem ingressar em RP.

Gostar de se comunicar, ou pelo menos ter empatia com pessoas, na verdade, é o básico para qualquer profissão. O profissional de Relações Públicas tem embasamento suficiente para ser completo, mas, claro, vai do aluno, estar conectado com as movimentações do mercado e comportamentos. Tudo está cada vez mais rápido, e imerso no conceito V.U.C.A  (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo), assim, o profissional deve se preparar para se adaptar às diversas situações.

Uma frase ou mensagem que te inspira

“100% dos clientes são pessoas. 100% dos empregados são pessoas. Se você não entende de pessoas, você não entende de negócios”. (Simon Sinek).

 

A felicidade de contribuir para a transformação social das pessoas

Por Sílvia Perez

“Hoje eu não me vejo trabalhando em uma empresa de fins lucrativos”, com essa frase, a auxiliar administrativo Ana Paula dos Santos Lemos demonstra que o emprego na Organização Não Governamental Grupo Primavera é mais do que um simples trabalho, já se transformou em um propósito de vida.

Ana Paula justifica sua afirmação explicando que por meio do trabalho é possível ver a transformação social das pessoas. “Você vê a evolução das crianças, a postura delas quando entram na instituição e a mudança de quando elas terminam o projeto Jovem Aprendiz.”

A ONG Grupo Primavera atua há 36 anos no Jardim São Marcos, em Campinas, e atende crianças e adolescentes de 06 a 18 anos, moradores de bairros próximos à entidade. Nessas três décadas, são incontáveis as histórias de sucesso registradas pela instituição, uma delas da própria Ana Paula, que chegou ao local ao qual sua filha já frequentava desde os sete anos, depois de ficar desempregada e se surpreendeu com o acolhimento. “Comecei a fazer cursos, participar do grupo de mães e, então, surgiu uma vaga na recepção, depois vim para o administrativo”, conta.

Mas não foi a evolução de carreira que mais marcou Ana Paula, mas sim a mudança pessoal: “Eu nunca acreditei em mim e quando você está com pessoas que acreditam no seu potencial, isso dá um impulso na sua vida, com o apoio do projeto, consegui cursar a Faculdade de Administração”, ressalta.

Quem também viu sua vida ser transformada ao contribuir para a evolução social das crianças, adolescentes e até mesmo das famílias atendidas pelo trabalho da ONG foi a Gestora Executiva do Grupo Primavera, Ruth Maria de Oliveira, que trabalha há 13 anos na entidade. “A troca é muito grande, diante da satisfação que eu recebo, acho até muito pouco o que eu faço. É o salário que dinheiro nenhum paga”, revela.

O percurso percorrido ao longo de pouco mais de uma década não foi fácil, logo no início percebeu que teria um grande desafio pela frente: “A primeira coisa que eu identifiquei foi que as crianças e adolescentes não sonhavam, o que contrastava muito com a realidade que eu via ao também dar aulas em uma escola particular, então, começamos a trazer palestras para que as nossas crianças e adolescentes pudessem conhecer a história de vida de pessoas que tiveram sucesso”.

Além disso, foi feito um planejamento para que todos os funcionários pudessem conhecer mais de perto a realidade das crianças e jovens atendidos. “Entendemos que precisávamos olhar essas crianças como crianças. Para isso, fizemos um tour pelo bairro até as áreas mais precárias. Era preciso entender a realidade delas até para poder cobrá-las e planejar nosso trabalho para dar condições para elas reescreverem as suas histórias, por isso, conhecer o contexto é tão importante”, reforça Ruth.

Os resultados de tanto empenho não demoraram a chegar. Algumas das meninas atendidas pela ONG, no passado, hoje trabalham na instituição e agora os sonhos fazem parte da realidade desses jovens que estão por aqui. Um exemplo é Mariane Rodrigues Tomé, de 14 anos, que espera um dia se tornar juíza. “Aqui é a minha família, eles ensinam a gente, mostram como você pode se desenvolver e se comportar depois no trabalho”, afirma.

Fazer o bem faz bem

Para a professora da Faculdade de Psicologia da PUC-Campinas, Profa. Dra. Rita Maria Majaterra Khater, a prática do voluntariado é benéfica. “É muito interessante porque fazer o bem para a sociedade também deixa feliz aquela pessoa que se vê como agente de mudança social”, explica.

Os benefícios desse trabalho foram tema de um estudo de uma universidade britânica, publicado na revista BMC Public Health, que aponta que os voluntários têm uma mortalidade 20% menor quando comparados com os não voluntários.

Depoimentos

 

Elisandra Patrícia dos Santos

Assistente da Diretoria – Grupo Primavera

“Fui aluna do Projeto Pacto, depois fiz colégio técnico e estou há três anos trabalhando aqui. Quando saí não perdi o vínculo, participava de encontros de ex-alunos e assim soube da vaga. É gratificante porque hoje eu tenho a oportunidade de retribuir para outras pessoas aquilo que eu recebi.”

Lais Gonçalves de Lima

Chef de Cozinha – Grupo Primavera

“Fiquei na entidade de 2004 a 2011, depois fui aluna do Projeto Pacto, voluntária e estagiária, há um ano fui contratada como Chef de Cozinha. Aqui para mim sempre foi um bom lugar, um bom ambiente, onde você vê os resultados.”

Josiane Teixeira Pires Brito

Gerente de Produto – Grupo Primavera

“Fui aluna de 1986 a 1993, no ano seguinte fiz estágio e vim trabalhar no Grupo Primavera em 1996. Eu sinto que a gente cresce junto com a instituição, quando a gente vê aquela menina que passou pelo projeto estudou, formou uma família e está dando certo, você vê que com o seu trabalho está transformando vidas.”

Ah, a primavera!

Por Silvia Perez

Em contagem regressiva para o início da estação mais colorida e cheirosa do ano, você já parou para reparar na beleza natural e nas espécies nativas ou exóticas que estão por perto? Pois é, caso a correria do dia a dia ainda não tenha lhe permitido observar ao redor, saiba que a Faculdade de Biologia da PUC-Campinas vai te dar uma mãozinha.

Um estudo orientado pela Profa. Dra. Rita de Cássia Violin Pietrobom revela que a diversidade de espécies no Campus é bastante alta. O trabalho focou nas espécies encontradas no estacionamento dos alunos do Campus II, onde há 96 árvores de 12 espécies diferentes, sendo algumas exóticas e outras nativas. De acordo com a docente, o estudo foi importante porque avaliou a saúde dessas árvores e a boa notícia é que elas não apresentam risco de queda.

Outro fator interessante que deve ser observado com atenção é a riqueza natural existente tanto nos Campi I e II da PUC-Campinas. No Campus II, por exemplo, existem áreas de preservação ambiental, inclusive com uma nascente, um viveiro de mudas nativas, além de um jardim experimental, que apresenta um canteiro para plantas medicinais e outro para plantas tóxicas.

A Profa. Dra. Rita de Cássia Violin Pietrobom chama a atenção para o fato de que a flora contribui para a fauna e vice-versa. “Plantas atraem pássaros que podem ser polinizadores ou dispersores de seus frutos, quanto maior a diversidade de plantas, maior a diversidade de aves”, explica.

Confira algumas das espécies encontradas no Campus II e como são popularmente conhecidas:

Ipê-amarelo: planta nativa – floresce uma vez por ano. As folhas caem antes da floração e as flores duram apenas quatro dias.

Esponja-de-garrafa-pendente: planta exótica.

Esponjinha: planta nativa – muito utilizada na ornamentação porque suas flores lembram pompons.

Pata-de-vaca: planta exótica – tem este nome porque as folhas tem o formato parecido com o da pata de uma vaca. Suas flores atraem beija-flores.

A palmeira – pode ser chamada de palmeira mesmo.

Coração-roxo: planta ornamental exótica – além de ser ornamental é uma planta bioindicadora, ou seja, pode ser usada no monitoramento da qualidade do ar.

 

Lírio-amarelo: planta exótica.

 

 

Professora de R.I. da PUC-Campinas representou o Brasil em fóruns de cooperação entre China e América Latina

Por Armando Martinelli

A docente de Relações Internacionais (R.I.) da PUC-Campinas, Profa. Me. Kelly Ferreira foi uma das representantes da comitiva brasileira que participou, recentemente, de dois fóruns para discutir o aprofundamento de mecanismos de cooperação entre a China e a América Latina, sendo eles: Diálogo de Jovens Pesquisadores China-América Latina 2017 e do 4º Fórum Sino-Latino-Americano de Jovens Líderes.

A República Popular da China é o maior país da Ásia Oriental e o mais populoso do mundo, com mais de 1,42 bilhão de habitantes, quase um quinto da população da Terra. É uma república socialista, governada pelo Partido Comunista da China (PCC), que, desde 1978, ajustou sua economia ao mundo globalizado, permitindo a entrada do capital internacional, principalmente atraídos pelos baixos custos de produção, mão de obra abundante e mercado consumidor amplo. A economia chinesa, apesar de uma desaceleração nos últimos anos, tem registrado crescimentos sucessivos e desde o início do Século XXI tornou-se a segunda maior potência econômica do planeta.

Mesmo com expressivos números em relação à economia mundial, as relações comerciais com o Brasil ainda caminham de modo bastante precário, é o que aponta a Profa. Me. Kelly Ferreira. “Apesar de algumas ações esporádicas, especialmente no período do governo Lula, a verdade é que o Brasil não criou uma política planejada para estreitar as relações com a China. E, sem dúvida, existe um vasto campo de relações comerciais a serem exploradas, porém, o empresariado nacional ainda enfrenta dificuldades básicas, com a barreira da língua e a adaptabilidade dos produtos”, comenta a Professora de Relações Internacionais da PUC-Campinas.

Ainda para a docente de R.I. da PUC-Campinas, “uma política de cooperação com ganhos mútuos poderia beneficiar o Brasil, caso a política externa brasileira tivesse uma estratégia eficiente para lidar com a China. Essa falta de preparo prejudica demais o país, porque não é o Brasil que vende para a China, é a China que vem comprar do Brasil”, complementa.

A Profa. Me. Kelly Ferreira pesquisa a China desde sua graduação e a segunda potência econômica do mundo também foi tema de sua dissertação de Mestrado. Docente na disciplina de Introdução às Relações Internacionais do Curso de R.I da PUC-Campinas, no segundo semestre de 2017 ela ministrará “Práticas de como negociar com a China”.

Abaixo, quadro com os principais produtos exportados do Brasil para a China.

 

EXPORTAÇÕES
2017
(US$ MILHÕES) TON (MIL)
Soja, mesmo triturada 7.445 19.213
Minérios de ferro e seus concentrados 3.776 63.511
Óleos brutos de petróleo 2.801 8.461
Pastas químicas de madeira, exceto para dissolução 689 1.666
Carne bovina, congelada 272 65
Carne de aves 248 131
Ferro-ligas 187 24
Centrifugadores, aparelhos para filtrar ou depurar 172 5
Pasta química de madeira, para dissolução 137 205
Couros e peles curtidos ou em crosta 130 55
Óleo de soja 125 168
Veículos aéreos 98 0,1
Outros 876 2.419
Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC)

O poder transformador da dança

Por Sílvia Perez

A dança é uma linguagem da arte capaz de expressar as mais diversas possibilidades de assimilação do mundo, que consegue aproximar pessoas de diferentes culturas e crenças, rompendo barreiras e superando limites. Nada mais adequado do que fazer da dança uma ferramenta de mudança social, e foi essa a aposta da Associação Beneficente Semear de Campinas, uma instituição filantrópica, com três unidades: Parque Via Norte, Residencial Vila Olímpia e no Centro da cidade, e que atua como um serviço de convivência e fortalecimento de vínculos para crianças e adolescentes de 6 a 14 anos.

A Instituição presta atendimento social e desenvolve atividades socioeducativas para cerca de 300 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, no contraturno do horário escolar, para que eles possam ter novas possibilidades e um futuro melhor. Entre as diversas atividades desenvolvidas pela entidade da unidade Vila Olímpia, a Oficina de Hip Hop ganha destaque. Iniciado há seis anos, o projeto hoje começa a colher os frutos do trabalho, mas o professor de dança, Wellington Rodrigues dos Reis, lembra que o começo não foi fácil “quando cheguei, as crianças e adolescentes tinham muito receio, muitas limitações, aos poucos, foram me conhecendo, ganhando confiança no projeto e tudo foi melhorando”.

Apesar das dificuldades do início, o professor de dança nunca deixou de acreditar no projeto. “Eu também venho de projetos sociais e, por isso, acredito que é possível correr atrás e acreditar nos sonhos. Será difícil, mas não impossível”.

O trabalho diário e persistente, ao longo de seis anos, começou a revelar o poder transformador da dança. “Foi um trabalho de formiga, mas por meio da dança, as crianças começaram a aprender valores como respeitar os colegas, ajudar aqueles que têm mais dificuldade, trabalhar em grupo”, ressalta o professor.

De acordo com a coordenadora geral da Associação Beneficente Semear, Roberta Dantas de Oliveira Santos, que trabalha na entidade há oito anos, os resultados são visíveis. “Quase todas as crianças atendidas aqui participam da Oficina de Hip Hop, que trabalha diretamente a autoestima delas, elas passaram a se conhecer e a se cuidar mais. Além disso, conseguem se expressar melhor por meio da dança. É gratificante”, explica.

O engajamento das crianças e adolescentes e o sucesso do projeto o levou para fora dos muros da Semear, com apresentações em empresas, entidades e até mesmo em um teatro da cidade. “Muitas dessas crianças chegam sem sonhos e com a dança eles passam a enxergar um futuro diferente, dois dos alunos daqui ganharam bolsa para participar de uma companhia de dança profissional. Quando fizemos a apresentação de fim de ano em um teatro, muitas famílias nunca haviam pisado em um espaço como aquele antes. Ver a emoção das mães assistindo ao espetáculo dos filhos levou todos às lágrimas”, destaca Roberta.

Mas a mudança provocada pelo trabalho social não gera resultados apenas nas pessoas e nas famílias que são atendidas pelos projetos, essa transformação acontece em quem atua diretamente com essa comunidade, como destaca a coordenadora Roberta: “Não tem preço o que a gente recebe aqui, ver que os adolescentes que estão saindo hoje são muito diferentes dos que estão entrando agora. Observamos que os casos de bullying caíram muito, assim como a falta de respeito de um com o outro. Eles estão trabalhando as emoções, por meio da educação socioemocional e estão aprendendo a resolver por si próprio seus conflitos”.

Para a psicóloga Profa. Dra. Rita Maria Majaterra Khater, de um modo geral as instituições vêm complementar um déficit na educação pública, que deveria ter mais oferta de ensino em período integral, e que esse trabalho é uma prática de cidadania. “É uma prática de mão dupla porque ela faz o bem para a sociedade, mas também é gratificante para aquela pessoa que se vê como agente transformador dessa sociedade”.

 

 

 

 

 

 

Viajar para aprender

Por Armando Martinelli

Desenvolver um segundo idioma de forma mais ágil e sólida, conhecer uma nova cultura, adquirir experiência, continuar a vida acadêmica com Mestrados e Doutorados, enfim, são muitos os motivos relacionados com a procura por intercâmbios ou viagens ao exterior, e todos sempre válidos, especialmente quando conectados ao aprendizado.

Ciente dessa valiosa contribuição para a vida acadêmica, profissional e pessoal dos alunos, a PUC-Campinas, por meio do Departamento de Relações Externas (DRE), estimula e fomenta iniciativas com esse propósito.

O Coordenador do Departamento de Relações Externas da PUC-Campinas, Prof. Dr. Douglas Ferreira Barros, informa que atualmente o DRE possui 95 parcerias com Instituições de Ensino Internacionais. “Na página do DRE, no Portal da PUC-Campinas, o aluno pode encontrar essa listagem completa, bem como outras informações sobre programas de intercâmbio acadêmico”, disse o Prof. Dr. Douglas Ferreira Barros.

http://www.puc-campinas.edu.br/dre/intercambio/#1457549172853-ea3782c8-c221

Ainda para o Coordenador do DRE da PUC-Campinas, os alunos podem se aprofundar no tema por meio do Buddy Program, programa de apadrinhamento de alunos de intercâmbio. “O Buddy Program é uma excelente oportunidade dos alunos da PUC-Campinas entrarem em contato direto com outra cultura, treinarem o idioma, fazerem novas amizades com os alunos de intercâmbio estrangeiros e integrá-los à comunidade da PUC-Campinas”, reforça o Prof. Dr. Douglas Ferreira Barros.

https://www.puc-campinas.edu.br/dre/programa-de-apadrinhamento-buddy-program/

Idiomas

Pensando em auxiliar no aperfeiçoamento da proficiência nos idiomas inglês e espanhol de alunos, professores e funcionários, a PUC-Campinas oferece cursos em diferentes níveis, de forma gratuita. Os cursos são elaborados em conjunto pela Diretoria da Faculdade de Letras e a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEXT) e, normalmente, oferecidos a cada novo semestre.

Além disso, a PUC-Campinas possui programas específicos com três instituições externas, são elas:

University of Victoria (UVIC): para aprender inglês no Canadá, com 30% de desconto.

Fundación de La Lengua: com bolsa de estudos no valor de 510 euros para estudar espanhol em Valladolid, Espanha.

Campos Magnolie: desconto de 22% sobre o valor do curso para estudar italiano em Castelraimondo, Itália.

Os destinos mais procurados pelos alunos de intercâmbio, em 2016:

Viajantes por país

Figura 1. Distribuição percentual de alunos out de Intercâmbio, por País. PUC-Campinas. Departamento de Relações Externas, 2016.

Cursos em que os alunos de intercâmbio mais viajaram, em 2016:

Viajantes por curso

Figura 2. Distribuição percentual de alunos out de Intercâmbio, por Curso da Universidade. PUC-Campinas. Departamento de Relações Externas, 2016.

Informações adicionais nos seguintes links:

http://www.puc-campinas.edu.br/dre/#1459269998965-46cc33b9-600a

https://www.puc-campinas.edu.br/extensao/curso-de-extensao/?curso=236990&classe=01&aass=20171

https://www.puc-campinas.edu.br/extensao/curso-de-extensao/?curso=236740&classe=01&aass=20171

Jornal da PUC-Campinas inova e agora estará disponível também em aplicativo

Por Sílvia Perez

Garantir o rápido acesso à informação, ao jornalismo científico, a artigos e novidades da academia, por esses motivos, a PUC-Campinas lança no dia 7 de junho o aplicativo do Jornal da PUC-Campinas.

A publicação, que já era digital, se modernizou para garantir mais facilidade e agilidade aos leitores. Na ferramenta mobile estarão armazenadas as edições do Jornal a partir de maio de 2017, funcionando, assim, como uma espécie de “banca” ou “biblioteca” de consulta.

A cada nova edição, o usuário receberá uma notificação o convidando para a leitura. O aplicativo estará disponível para aparelhos com tecnologia Android ou IOS e pode ser baixado gratuitamente na Play Store ou na Apple Store.

De acordo com o Coordenador do Departamento de Comunicação Social da PUC-Campinas, Alcino Ricoy Júnior, a ideia do aplicativo surgiu para conquistar um público mais jovem. “O Jornal traz temas atuais, interessantes e de reflexão, muitas vezes em debate em sala de aula, por isso, oferecer o aplicativo nos aproxima ainda mais dos nossos estudantes, que poderão acompanhar e até mesmo repercutir as nossas matérias, com uma abordagem mais científica”, destaca.

 

Dia Mundial Sem Tabaco – Iniciativas reforçaram os malefícios do tabagismo

Por Armando Martinelli

Celebrado no dia 31/5, o Dia Mundial Sem Tabaco mobiliza inúmeras instituições ao redor do mundo em campanhas pelo controle do tabagismo, causa de diversas doenças, incluindo o câncer, e responsável por seis milhões de mortes por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A Fundação do Câncer (www.cancer.org.br) mostrou o impacto econômico do tabagismo no crescimento sustentável dos países e os riscos à saúde da população, por meio de ações em seus diferentes canais nas redes sociais. As peças trouxeram imagens e frases sobre os efeitos do tabagismo na natureza e na vida das pessoas. Na campanha, também foram apresentados dados relevantes sobre o desmatamento global, desigualdade social, poluição, custos para saúde, entre outros.

Outra campanha de impacto foi realizada pela Associação de Defesa da Saúde do Fumante (ADESF), que procurou conscientizar o público sobre os problemas do cigarro, mostrando de forma criativa, como fumar pode trazer um risco maior à vida do que atividades normalmente consideradas mais perigosas do que o ato de dar uma tragada.

São três filmes que colocam pessoas mergulhando com crocodilos; desarmando bombas ou pulando de base jump, situações cujo número de mortalidade é bem inferior ao decorrente do tabagismo. Em um deles, no comercial que compara o mergulho com crocodilos com os problemas provocados pelo cigarro, por exemplo, a taxa de mortalidade provocada pela atividade perigosa é de 250 óbitos por ano no mundo, contra uma média anual de seis milhões de mortes causadas pelo tabagismo.

Confira os vídeos nos links abaixo:

Crocodilo: https://www.youtube.com/watch?v=jE53_bE-h-U

Bomba: https://www.youtube.com/watch?v=hcefusJxxOw

Base Jump: https://www.youtube.com/watch?v=5amV8QHdhKE

 

Campi Inteligentes: Conheça o Projeto da PUC-Campinas para tornar seus Campi mais modernos e sustentáveis

Por Sílvia Perez

Provavelmente você já ouviu falar em “Cidades Inteligentes”, o tema inclusive foi abordado na edição passada do Jornal da PUC-Campinas, mas você já parou para pensar que o Campus também pode ser trabalhado com o intuito de se tornar “inteligente”? Para introduzir o assunto, devemos lembrar que não é o espaço físico que é “inteligente”, mas, sim, as pessoas que o projetam, constroem, operam, mantêm e vivem nele. A ideia básica é de que espaços para serem caracterizados como “inteligentes” fazem uso de novas tecnologias com o objetivo de melhorar a vida das pessoas que os ocupam, bem como procuram transformá-los em locais sustentáveis contribuindo para uma vida melhor para as gerações futuras.

Muito embora este tema tenha enorme amplitude permeando praticamente todos os principais problemas encontrados dentro de uma cidade, do ponto de vista da tecnologia utilizada existe uma concentração significativa na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) utilizando-a como ferramenta capaz de emprestar algum tipo de “inteligência” à mitigação dos problemas abordados.

Dessa forma, sensores, softwares inteligentes, redes de comunicação com grande capacidade e capilaridade constituem o cerne da nova forma de se enfrentar as crescentes dificuldades existentes em nossas cidades na área de mobilidade urbana, de energia, de geração e coleta de resíduos, entre outras. O advento da Internet of Things (IoT) contribuirá para a promoção e difusão desse arsenal de tecnologias colocando a robótica e a automação como instrumentos primordiais na redução de desperdícios e melhoria nas condições de vida dos seres humanos.

Nos Campi da PUC-Campinas circulam, diariamente, quase 30 mil pessoas e enfrentam situações e problemas similares aos encontrados externamente. Assim, criar novas abordagens para os problemas, bem como utilizar abordagens semelhantes àquelas que serão ou estão sendo testadas nas cidades inteligentes constituem-se oportunidades interessantes para os alunos, professores e funcionários da Instituição, de conviverem com esses problemas e soluções os quais permearão, com certeza, muitas discussões no futuro.

Houve uma seleção de cinco dimensões sobre as quais novos projetos estarão sendo desenvolvidos dentro do projeto “guarda-chuva”, Campi Inteligentes, são elas: Energia, Água e Resíduos, Mobilidade, Segurança e TIC. A PUC-Campinas, por meio de sua Pró-Reitoria de Administração (PROAD), vem suportando os Campi Inteligentes com uma preocupação constante de inovar na tratativa dos problemas enfrentados e buscar atingir os principais objetivos do projeto, aumentar a sustentabilidade dos espaços e melhorar a vida da comunidade.

Nesta reportagem será abordada apenas a dimensão da Energia. Esse é um assunto que estará cada vez mais presente no cotidiano das pessoas. São questões fundamentais: a necessidade crescente da sociedade por energia com a sua evolução; a importância de ampliar a participação das fontes renováveis dentro das matrizes energéticas dos países; a a melhor eficiência do consumo; e o aumento do controle sobre o consumo de energia buscando a redução dos custos produtivos.

Nesse cenário, o principal objetivo é transformar o insumo energia num produto gerenciável dentro dos Campi. Simplificadamente, gerenciar esse insumo significa estabelecer novos processos que permitam: reduzir o seu consumo sem qualquer tipo de perda no serviço prestado; ampliar a sua oferta principalmente por meio de fontes renováveis; rever a aquisição de energia elétrica das concessionárias: reduzir perdas nas redes; e educar as comunidades sobre o uso da energia. Diversos projetos estão em andamento a fim de perseguir esse objetivo. Serão tratados apenas dois, um pelo lado da oferta e outro pelo lado da demanda.

Falando pelo lado da demanda, o principal uso final da energia na Universidade é a iluminação. Duas vertentes são importantes nesse contexto: a primeira, tecnológica, é reduzir o consumo das lâmpadas e a segunda, educacional, é de não deixar iluminados, sempre que possível, ambientes sem a presença de pessoas.

Partindo desse conceito, a PUC-Campinas elaborou um projeto para participar do Programa de Eficiência Energética 2016 da CPFL Energia, o qual foi contemplado. Ele prevê a substituição de 15.500 lâmpadas fluorescentes por lâmpadas de LED nos prédios acadêmicos dos Campus I e II. Essa substituição deverá reduzir em 50% o consumo de energia utilizada para iluminar esses prédios e em mais de 90% o custo de manutenção dos próximos cinco anos. Além disso, a substituição provocará uma melhoria da iluminação desses locais ampliando o fluxo luminoso médio.

De acordo com o Diretor da Faculdade de Engenharia Mecânica, que encabeça o projeto, Prof. Dr. Marcos Carneiro da Silva, a lâmpada fluorescente comum tem de catálogo, uma vida útil de 10 mil horas, no entanto, na prática durante essa vida útil, ela sofre desde cedo perdas significativas na sua capacidade de iluminar obrigando a sua substituição em um número de horas muito inferior à prevista inicialmente. Já as lâmpadas de LED tem duração prevista de 40 mil horas, mantendo mais de 70% da capacidade luminosa. “Além da economia que isso representa em termos de consumo de energia, o projeto junto à CPFL também prevê colaborar para a educação no consumo de energia, por meio de palestras para a comunidade universitária. Além disso, os professores também estão comprometidos a passar a ideia adiante para os alunos em sala de aula”, destaca.

A substituição das lâmpadas já começou e todo processo deve ser concluído até junho de 2017. No Campus II, o trabalho está praticamente 100% pronto, no Campus I, a entrada do CEATEC, conhecida como Cabine 8, está em 95% e a Cabine 1 que abrange a área dos prédios H, está em 10%.

É importante destacar que a PUC-Campinas possui mais de 20 mil lâmpadas instaladas em seus Campi, esse projeto abrange a troca por lâmpadas mais eficientes nos prédios acadêmicos da Universidade, ficando as áreas administrativas para serem substituídas a médio e longo prazo.

Usina Fotovoltaica

Mais uma inovação do projeto “Campi Inteligentes” é a construção de uma Usina Fotovoltaica no Campus I, essa usina terá potência de 12,5 kWp, geração máxima de energia da usina, de acordo com a posição do sol.

A previsão é de que essa Usina Fotovoltaica da PUC-Campinas entre em operação em 31 de maio deste ano e vai gerar o suficiente para iluminar todas as salas de aula do Centro de Tecnologia e 60% das salas de aula do prédio H15, fato que foi possível pela utilização da iluminação com tecnologia LED.

“A instalação da Usina foi inovadora, pois criou um laboratório para os cursos do Centro de Ciências Exatas, Ambientais e de Tecnologias (CEATEC) embaixo das placas solares. Esse projeto realizado pelos docentes do Curso de Arquitetura e Urbanismo, Caio Ferreira e Wilson Barbosa Neto, foi tão feliz que a maquete é fotografada por todos os fornecedores de painéis solares que nos visitam, sendo classificada como uma ideia muito inovadora. Nesse laboratório, os alunos vão poder ver como funciona e saber mais sobre geração de energia fotovoltaica, bem como estão sendo preparadas informações interessantes também para os visitantes”, explicou o Prof. Dr. Marcos Carneiro da Silva.

Projetos Interligados

Segundo Silva, quando a Usina foi pensada, a ideia inicial era de que pudesse suprir apenas a iluminação do Centro de Tecnologia, no entanto, com o projeto de substituição das lâmpadas dos prédios acadêmicos, foi possível expandir o alcance da Usina Fotovoltaica para mais 60% do prédio H15.

“Esse é o primeiro passo nesse sentido, mas o objetivo é ainda fazer muito mais para garantir a modernização e sustentabilidade nos Campi, ampliando inclusive a produção de energia solar no futuro”, concluiu o docente.

 

A Maternidade Moderna

Por Sílvia Perez

Se ser mãe antigamente já não parecia ser uma tarefa fácil, hoje em dia, a “arte” da maternidade parece ainda mais complicada. Além das inúmeras responsabilidades que um filho apresenta na vida de uma mãe, a mãe moderna tem de se desdobrar entre os afazeres domésticos, o trabalho profissional, o relacionamento com o parceiro e a criação e educação dos filhos.

O sentimento de culpa se torna companheiro das mães, já que a rotina corrida diminui o tempo de convivência com os filhos. De acordo com a docente da Faculdade de Psicologia da PUC-Campinas, Profa. Dra. Rita Maria Manjaterra Khater, as mães não devem sentir essa culpa. “O que importa é a qualidade e não a quantidade do tempo que as mães têm de interação com os filhos. É importante aproveitar esse tempo para passar exemplos, valores e estar presente”, destaca.

Na era digital, o “estar presente” não significa de corpo presente, é possível estar disponível para os filhos mesmo a distância. “As mães podem utilizar os recursos tecnológicos para acompanhar os filhos, quando são um pouco maiores, com aplicativos de mensagem para perguntar, por exemplo, como se saíram em uma prova, é uma forma de demonstrar carinho e interesse, de estar presente mesmo que não fisicamente”, exemplifica a professora.

A docente enfatiza que as mães devem deixar os diversos papéis da vida – mãe, esposa, profissional, dona de casa – fluírem sem culpabilidade. “Hoje em dia, os filhos também querem ver uma mãe moderna, que desempenhe outras atividades, por isso, a mãe não tem de sentir culpa quando está longe dos filhos. Quando deixamos de superproteger nossos filhos, eles desenvolvem uma capacidade de independência e de resiliência muito maior”, finaliza.