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Não ensina quem não organiza e não organiza quem não planeja…

Na atividade docente o planejamento não tem valor menor nem ocorre em menor frequência que aulas, atividades laboratoriais, procedimentos de avaliação e de recuperação que recheiam nosso cotidiano acadêmico.

A rigor, ensinar pressupõe planejamento continuado de cada aula e de cada passo, ao longo de toda a jornada que nos dispomos a percorrer, juntamente com alunos e alunas, na direção do conhecimento.

Sabemos que a aula começa no dia anterior, nos preparativos, seleção de recursos e avaliação dos métodos que definimos para momentos e conteúdos determinados. Só então, nos sentimos seguros e confiantes para entrar em sala e, como costumamos dizer “dar uma boa aula”.

Docentes mais experientes conhecem a capacidade dos alunos para distinguir e reconhecer o professor que planeja e traz a aula organizada, com ponto de partida definido, percurso traçado e objetivo ancorando, solidamente, todo o processo.

O planejamento, que trazemos introjetado, na condição de professor e professora, tem dimensões diversas, desde o microuniverso de um exercício didático, até o macroplanejamento de todo um semestre letivo.

Ajustados a essas dimensões variadas estão o tempo dedicado e o envolvimento articulado de diversas pessoas. Normalmente conduzimos sozinhos e por conta própria o planejamento das nossas aulas, mas ao planejamento individual precedem instâncias mais amplas e coletivas, como a que nos compete fazer agora, nesta Semana de Planejamento Pedagógico.

Sob orientação da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), contando com a colaboração de pessoas com amplo conhecimento de pedagogia, didática e planejamento, atuando como um Corpo Docente com objetivos congruentes e valores similares, constituímos um grupo eficiente e capacitado para planejar os largos caminhos vislumbrados para o semestre entrante, que formam a base de orientação para todas as demais ações pedagógicas, até o final de junho.

Nesse sentido, o planejamento não é só exercício de orientação técnica, mas, também, contributo à segurança que queremos e precisamos na sala de aula.

Portanto, acima e além de quaisquer outras considerações, cabe lembrar que o Planejamento Pedagógico é tão importante para cada um de nós, como todos nós, participando ativamente, somo vitais para que o planejamento renda orientação segura e ferramentas eficientes, que vamos usar a cada dia letivo.

Boas-vindas a um semestre produtivo e compensador.

 

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht

Reitora

Refletindo erros e acertos

Mais um ano letivo se inicia e, como sempre, estamos refletindo os erros e os acertos ocorridos nos anos anteriores, com o propósito de aprimorarmos, ainda mais, nosso desempenho em sala de aula.

Nesse contexto, o Planejamento Acadêmico-Pedagógico é um aliado especial, cujo foco está voltado para ações que possibilitem a apropriação e a troca de saberes pedagógicos por parte do corpo docente da Universidade, tendo em vista a qualificação do processo de ensino-aprendizagem.

A temática desse ano é “Ensino Superior: fundamentos, metodologias e práticas”, em que é mostrado, mais uma vez, o compromisso da Universidade em direcionar o ensino superior para além da sua aplicação pura e simples, permitindo ao aluno da Graduação ser mais do que um usuário de técnicas e tecnologias, mas alguém que cria e a quem, permanentemente, são impostos novos desafios.

Alguns destaques podem ser feitos, como a palestra de abertura, com o tema “Fundamentos filosóficos e pedagógicos das metodologias de ensino”, a ser proferida pelo Prof. Dr. Dermeval Saviani; a Mesa-Redonda que acontecerá no dia 1o de fevereiro, às 19h30, com o tema “Metodologias: tradicional e ativas”, com a participação de vários docentes da PUC-Campinas; a palestra que ocorrerá no dia 2 de fevereiro, às 20h, proferida pelo Prof. Dr. Samuel Mendonça, com o tema “Paradoxos das práticas no ensino superior: caminhos desviados”; e o Encontro Pedagógico que acontecerá no dia 6 de fevereiro, às 14h, com a temática “Trilhas de aprendizagem: Gamificação, PBL, Aulas Invertidas e Portfólio”, em que serão apresentados e disponibilizados, a todos os docentes, os trabalhos desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), Estratégias de Aprendizagem Inovadoras, em conjunto com o Departamento de Desenvolvimento Educacional (DDE).

Assim, a participação intensa do corpo docente é importante em todas as atividades, pois ele terá acesso a diversas metodologias que aperfeiçoarão o processo de ensino-aprendizagem, utilizando a mais apropriada para o desenvolvimento do seu trabalho docente.

Prof. Dr. Orandi Mina Falsarella

Pró-Reitor de Graduação

Agnelo Rossi: Generosidade e vocação para ensinar

PUC-Campinas homenageia o Cardeal Dom Agnelo Rossi durante semana comemorativa e dá seu nome ao auditório do CCHSA 

Por Amanda Cotrim

Uma semana comemorativa que poderia ser definida com suas palavras: emoção e admiração. Foram esses sentimentos que guiaram os cinco dias de evento da Semana Cardeal Agnelo Rossi, a qual ocorreu do dia 12 ao dia 16 de setembro, no novo auditório do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CCHSA) – que a partir de agora se chamará Auditório Dom Agnelo Rossi – e no Auditório Dom Gilberto, ambos no Campus I.

Todos que participaram das homenagens ao Cardeal, puderam conhecer um acervo inédito das roupas usadas pelo religioso, em uma exposição promovida pelo Museu da PUC-Campinas. Também puderam saber quem foi Dom Agnelo pelos olhos de seu sobrinho, o docente da Faculdade de Direito e desembargador, Francisco Vicente Rossi. “Meu tio foi um homem visionário, um professor generoso”, lembrou. Durante o evento, também se destacou a importância de Dom Agnelo Rossi na vida da PUC-Campinas. “Foi o primeiro Vice-Reitor da Universidade e inaugurou o Campus I, quando a Instituição recebeu o título de Pontifícia e deixou de ser Faculdade Católica”, ressaltou Rossi.

Para o Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da PUC-Campinas, Dom Airton José dos Santos, “Dom Agnelo Rossi está presente nos espaços da Universidade. Não é possível pensar a PUC-Campinas sem pensar Dom Agnelo”, afirmou. E continuou: “Tudo que ele plantou, estamos colhendo”, referindo-se aos bonfrutos semeados pelo ex-Reitor.

Um dos maiores nomes da Igreja Católica

 Dom Agnelo Rossi foi Presidente da Comissão Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e anunciado Cardeal pelo Papa Paulo VI, em 1965. Recebeu a investidura no dia 25 de fevereiro desse mesmo ano, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, tomando posse desse título na Igreja Grande Mãe de Deus, em Roma, no dia 27 de fevereiro de 1965.

Em virtude de seus acentuados trabalhos episcopais, foi convocado pelo Papa Paulo VI, em outubro de 1970, para fazer parte da Cúria Romana, como Presidente da Congregação da “Propaganda Fide”, hoje conhecida como “Evangelização dos Povos”, um dos mais importantes Dicastérios da Santa Sé, supervisionando todo trabalho missionário da Igreja, em razão do qual percorreu 98 países, em visitas pastorais.

Em abril de 1984, o então Papa João Paulo II o nomeou Presidente da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica. Foi nomeado Cardeal-Bispo de Sabina – Poggio – Mirteto, eleito Decano do Sacro Colégio Cardinalício e Cardeal-Bispo da Primeira Diocese de Roma, Ostia Antica. Em 07 de junho de 1993, voltou ao Brasil, fixando sua residência em Helvetia, dedicando-se à escrituração de seus livros. Construiu as Igrejas de Nossa Senhora de Guadalupe e São Miguel Arcanjo no bairro do Matão, em Campinas.

Cardeal de São Paulo participa de homenagem a Dom Agnelo Rossi

Dom Odilo Scherer esteve na PUC-Campinas para homenagear o Cardeal Dom Agnelo Rossi/ Crédito: Álvaro Jr.
Reitora, Dom Odilo Dom Airton e Prof.  Rossi/ Crédito: Álvaro Jr.

Dom Odilo Scherer esteve na PUC-Campinas, no dia 15 de setembro, para homenagear o Cardeal Dom Agnelo Rossi. Na ocasião, Scherer, que foi seu sucessor como Arcebispo de São Paulo, ressaltou os trabalhos do religioso na Congregação de Solidariedade aos Povos, destacando a vocação internacional de Dom Agnelo. O Cardeal de São Paulo também lembrou que Dom Agnelo foi nomeado Bispo com menos de 40 anos de idade, o que é, segundo ele, muito raro nos dias de hoje.

“Ele organizou a Arquidiocese em regiões episcopais, nos anos 1960, uma década de grande expansão demográfica brasileira. Ele foi visionário, pois criou depois as dioceses, em razão desse crescimento urbano”, explicou Scherer.

Após sua participação no evento, o Arcebispo de São Paulo falou ao Jornal da PUC-Campinas. Segundo ele, Dom Agnelo deixou muitas marcas na Igreja e por isso ele deveria ser lembrado, como são os grandes homens. “Fico muito feliz pela oportunidade de estar aqui e ajudar a lembrar de quem foi Dom Agnelo”, opinou.

Núcleo de Fé e Cultura

 A PUC-Campinas inaugurou, em 2015, seu Núcleo de Fé e Cultura, uma prática já adotada pela PUC-São Paulo, em que Dom Odilo é o Grão-Chanceler. Sobre a importância dessa iniciativa, o religioso afirmou que a universidade católica traz a inspiração da doutrina católica e a universidade é o espaço que congrega diversas visões de mundo e até mesmo de religiões. “Houve um tempo em que se dividia Fé e Ciência. Hoje isso não é mais possível. Penso que ambas não se excluem, no entanto, é preciso refletir sobre como uma está em conexão com a outra. São duas abordagens diversas sobre a mesma realidade, que não se contradizem, mas se complementam. O Núcleo de Fé e Cultura tem esse papel de reflexão e é muito importante em uma universidade católica”, concluiu.

 

Novos cursos de Graduação, Mostra de Profissões e Vestibular 2017

Por Prof Dr. Orandi Mina Falsarella

Em meio às comemorações dos 75 anos de sua fundação, a PUC-Campinas anuncia a abertura de oito novos cursos de Graduação, que já estarão disponíveis para o Vestibular 2017. As inscrições, que se iniciaram no dia 05/08/2016, podem ser realizadas pelo Portal da Universidade (www.puc-campinas.edu.br). São eles: Medicina Veterinária, Relações Internacionais, Engenharia de Software, Engenharia Mecânica, Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos, Superior de Tecnologia em Gestão Comercial, Superior de Tecnologia em Gestão Financeira e Superior de Tecnologia em Gestão Pública.

Os Cursos Superiores de Tecnologia terão duração de cinco semestres e serão oferecidas 60 vagas para cada um, apenas no período Noturno. As aulas ocorrerão no Campus II, localizado na Avenida John Boyd Dunlop – s/nº – Jd. Ipaussurama – Campinas/SP.

O Curso de Relações Internacionais terá a duração de oito semestres, com o oferecimento de 60 vagas. As aulas acontecem no Campus I (Rodovia Dom Pedro I, km 136, Parque das Universidades – Campinas/SP) em período Integral – Matutino/Vespertino do 1o ao 6o semestre e Vespertino/Noturno no 7o e 8o semestre.

O Curso de Engenharia de Software terá a duração de oito semestres e serão oferecidas 60 vagas. O período de aulas será Matutino, do 1o ao 6o semestre e Noturno nos 7o e 8o semestre. Já o Curso de Engenharia Mecânica terá a duração de dez semestres, com o oferecimento de 60 vagas. O período de aulas será Integral – Matutino/ Vespertino, do 1o ao 6o semestre e Vespertino/Noturno do 7o ao 10o semestre. As aulas de ambos serão ministradas no Campus I.

Já o Curso de Medicina Veterinária terá a duração de oito semestres no período Integral e 10 semestres se cursado no período Noturno. Serão oferecidas 120 vagas, 60 por turno. As aulas ocorrerão no Campus II.

Para o Vestibular 2017, a PUC-Campinas oferecerá 57 cursos, entre Bacharelados, Licenciaturas e Superiores de Tecnologia. As inscrições acontecem de 05 de agosto a 25 de setembro de 2016.

Mostra de Profissões 2016

A 5a Mostra de Profissões acontecerá nos dias 26 e 27 de agosto de 2016, no estacionamento do Shopping Center Iguatemi Campinas. O evento é aberto ao público e contará com a participação de professores, diretores e alunos da PUC-Campinas, que irão esclarecer dúvidas referentes às diversas profissões e cursos oferecidos pela Universidade.

 

Projeto aborda direitos e inclusão social no Parque Oziel e Monte Cristo

Por Amanda Cotrim

 Mais do que um discurso de inclusão, era necessário possibilitar sua compreensão e possibilidade de transformar o discurso em ação. O Projeto de Extensão ”Comunidades acessíveis: sensibilização para promover a inclusão”, desenvolvido na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas, tinha um objetivo bem claro: mobilizar os alunos e funcionários da EMEF/EJA Oziel Alves Pereira, localizada na região do Parque Oziel e Jardim Monte Cristo, em Campinas, e de maneira indireta, seus familiares. “Queríamos que eles pudessem compreender a importância de conhecer os seus direitos sociais e o que é a inclusão”, conta a docente responsável pelo projeto, Profa. Me. Beatriz H Bueno Brandão.

Profa. Beatriz Brandão, responsável pelo projeto de extensão/ Crédito: Álvaro Jr.
Profa. Beatriz Brandão, responsável pelo projeto de extensão/ Crédito: Álvaro Jr.

Alunos e professores da escola puderam conhecer e fazer uso de tecnologias assistivas, bem como participar de uma integração com os recursos humanos e materiais disponíveis na PUC-Campinas relacionados aos temas do Projeto de Extensão. Segundo Beatriz, os alunos bolsistas também se beneficiaram ao elaborar as oficinas, o que possibilitou o desenvolvimento da capacidade analítica e crítica desses estudantes de graduação, além de promover uma aproximação com cenários futuros de atuação profissional, fatores que são compartilhados por eles nos trabalhos coletivos realizados na faculdade.

O Projeto de Extensão se desenvolve em 2014/2015 e previu a realização de palestras e oficinas na escola da região do Parque Oziel e Jardim Monte Cristo. “Essa região tem como características a grande densidade demográfica e a insuficiência de infraestrutura básica. O Projeto de Extensão propôs a realização dessas atividades com a finalidade de informar, difundir e sensibilizar os participantes sobre os direitos básicos do homem e do cidadão, bem como sobre os conceitos da Mobilidade Urbana, da Acessibilidade e do Desenho Universal”, explica.

O Projeto de Extensão também foi importante, revela Beatriz, para desenvolver práticas inclusivas, regatar e consolidar o sentimento de pertencimento e cidadania dos envolvidos, introduzi-los em ações de percepção e transformação do ambiente em que vivem, privilegiando a inclusão e o acesso de todos, em acordo com a missão institucional da Universidade. E intenta ainda como contribuição acadêmica estar em consonância com os eixos temáticos propostos pelo MEC para a extensão universitária em relação aos “Desafios das Metrópoles”, tema onde se inserem as questões trabalhadas, além da divulgação em eventos nacionais e internacionais.

Participantes do projeto simulam as sensações de não poderem enxergar. Crédito: Álvaro Jr.
Participantes do projeto simulam as sensações de não poderem enxergar. Crédito: Álvaro Jr.

Beatriz explica que a EMEF Oziel Alves Pereira já era uma escola inclusiva, tida como modelo de atendimento na região. “Entre as atividades vivenciadas houve também a assistência de um vídeo, por audiodescrição, com os olhos vendados. Isso é transformador para que qualquer pessoa possa compreender a importância da inclusão”, avalia.

“Conscientizar quanto aos direitos legais referentes à acessibilidade e mobilidade urbana; sensibilizar e evidenciar para as potencialidades de espaços acessíveis, urbanos e nas edificações, bem como para a convivência e valorização das capacidades e habilidades das pessoas foi o nosso grande objetivo”, finaliza.