Coluna Pensando o Mundo: JUBILEU DE DIAMANTE

 

Por Wagner Geribello

Caracterizado pelo brilho inigualável, tonalidades diversas, refração da luz branca nas cores do arco-íris, disposição peculiar dos átomos de carbono que o tornam mais compacto e resistente que qualquer outra matéria natural, a pedra que só pode ser riscada por outra similar faz jus à máxima de que “o diamante é para sempre” e, portanto, escolhido para simbolizar a longevidade e a consistência das instituições que atingem o jubileu dos 75 anos de atividades.

Em 2016, a Pontifícia Universidade Católica de Campinas vai comemorar seu Jubileu de Diamante, reunindo muita história de sucesso para ser contada e outro tanto de entusiasmo para o tempo que sucede essa comemoração.

A PUC-Campinas nasceu ousada e inovadora, plantando em Campinas a semente do ensino superior quando essa atividade era escassa no Brasil e praticamente um monopólio das capitais estaduais.

Em 1941, docentes e funcionários da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras ocuparam o casarão da Rua Marechal Deodoro, antiga residência da família Souza Aranha, para receber 233 candidatos ao processo vestibular dos Cursos de formação de professores.

Desse passo inicial, até os dias de hoje, quando milhares de alunos frequentam dezenas de Cursos e Programas de Graduação e Pós-Graduação, em três campi, a PUC-Campinas escreveu páginas e inscreveu conquistas na história da educação brasileira, incluindo a representativa cifra de 160 mil alunos formados.

Quando uma instituição atinge essas marcas, nada mais esperado que um período de comemoração, que abra espaço para resgatar em detalhes, relembrar com afeto e divulgar com entusiasmo essa história de conquista e sucesso. Para isso, está em preparação um calendário amplo e variado de eventos que farão de 2016 um ano especial na PUC-Campinas, envolvendo toda a comunidade acadêmica.

Diretamente envolvido com a comemoração do Jubileu de Diamante, o Jornal da PUC-Campinas vai dedicar espaço para divulgar e registrar eventos e acontecimentos referentes à data, mas vai, também, contribuir diretamente para o resgate histórico da Universidade e das pessoas a ela relacionadas, abrindo espaço permanente para efemérides, matérias, entrevistas e artigos que aproximem a comunidade acadêmica atual do passado e do presente da Universidade.

Nesta edição temática do Jornal da PUC-Campinas, dedicada à ciência, o resgate histórico assinala o momento em que a Instituição começou sua produção científica formal, com a implantação do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia.

Período de transição, marcado por profundas reformas na constituição e organização da atividade universitária no País, a entrada na década de 1970 registrou uma série de mudanças na então Universidade Católica de Campinas, a mais significativa delas ocorrida em 8 de setembro de 1972, por força do Decreto Sacra Congregatio pro Institutione Catholica, constituindo a Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Esse período foi marcado, também, pela consolidação da pós-graduação stricto sensu nas universidades brasileiras, que além do Ensino e da Extensão assumiram com mais intensidade o terceiro elemento constitutivo do tripé das competências universitárias, a Pesquisa.

A PUC-Campinas, uma vez mais, esteve entre as primeiras Instituições Particulares de Ensino Superior localizadas fora das capitais de Estado a investir na pós-graduação, instituindo o Mestrado em Psicologia. No ano seguinte, iniciativa similar foi aplicada à área de Linguística e, antes do fim da década, em 1977, a pós-graduação stricto-sensu chegou à Biblioteconomia e à Filosofia.

A criação desses Programas consolidou a produção científica na Universidade que, atualmente, oferece programas completos (mestrado e doutorado) em diversas áreas do conhecimento. Esse movimento de ampliação e consolidação da pós-graduação implicou o aprimoramento da titulação do corpo docente, instalação de laboratórios e áreas específicas para atividades de pesquisa, além de inserir a Universidade no ambiente de pesquisa, incluindo habilitação para participar de editais das agências governamentais de fomento, com acesso a verbas e bolsas de pesquisa.

Assim, no Jubileu de Diamante, a PUC-Campinas comemora não só inegável contribuição ao Ensino, como também se coloca como importante polo gerador de conhecimento no cenário brasileiro.

Prof. Dr. Wagner Geribello é Consultor do Jornal da PUC-Campinas