Editorial

Os meses que prenunciam o fechamento do semestre letivo assinalam um período especial no calendário acadêmico, marcado pelo fechamento dos conteúdos curriculares, maratonas de provas e trabalhos de conclusão de curso, longos períodos de estudo e muita atividade.

O Jornal da PUC-Campinas ajusta-se ao tempo acadêmico, apostando na dinâmica e na variedade para marcar esta edição.

Conceitos de pedagogia e técnicas didáticas formam os elementos básicos da matéria que aborda o uso de jogos para consolidar conhecimento, mostrando a fórmula aplicada na Faculdade de Administração, em que o tabuleiro de jogos reparte com os livros o espaço da sala de aula.  Os resultados são promissores e você fica sabendo porque conhecendo a posição de professores e alunos sobre esse novo método para ensinar e aprender.

Assim como os jogos, o teatro também estimula a imaginação, principalmente quando mistura realidade e fantasia, caminho trilhado pelos alunos do Grupo de Teatro do Centro de Cultura e Arte (CCA). Eles prepararam e apresentarão o espetáculo “Fantasia”, que mostra quanto e como as artes cênicas podem ser estimulantes ao raciocínio e imaginação das pessoas. Além das informações sobre o espetáculo, a edição do Jornal da PUCCampinas,
lincada com o Portal da Universidade, registra o local, datas e horários de apresentação da peça… e você, claro, vai lá aplaudir os colegas que militam o CCA.

Do teatro, uma guinada para a política. Dois artigos assinados por professores da Universidade desdobram reflexões e considerações sobre o processo eleitoral que renovou as Casas legislativas e as lideranças do Poder Executivo da Federação e das unidades federadas.

Aproando o processo eleitoral como um todo, observado pela ótica jurídica, um dos artigos ajuda o leitor a refletir sobre elementos que
fundamentam e norteiam a práxis política, como são as associações e relações entre o direito ao voto e o exercício da cidadania. Ao que tudo indica, análises formalizadas e o senso comum convergem para a ideia de que a maturação política da sociedade é diretamente proporcional à frequência do exercício do voto, o que significa que a eleição, independentemente de resultados, é, sempre, fator de evolução social.

Todavia, se a eleição, em si mesma, significa evoluir socialmente, o processo verificado em outubro, sobretudo no segundo turno, expôs
manchas que salpicam as relações sociais, como é o caso de expressões perversas e doloridas de racismo, sectarismo e preconceito. Até mesmo a grande imprensa deu guarida a lamentáveis manifestações dessa natureza, como pode ser observado, por exemplo, no Fórum dos Leitores do Jornal O Estado de S. Paulo, edição de segunda-feira, 27/10/2014. À luz das Ciências Sociais, o artigo retoma o tema, mostrando como é tão necessário quanto difícil lavar a sociedade das nódoas de conceitos que precedem e sufocam a razão.

A experiência vivida da humanidade mostra que a guerra, muitas vezes, se impõe como consequência extremada dos confrontos e conflitos sociais. A edição deste mês trata do tema, incluindo a sugestão cinematográfica e artigos referentes ao centenário do conflito que, entre 1914 e 1918, ceifou milhões de vidas, passando para a História com a macabra alcunha de Primeira Grande Guerra.

Veja também  informações mais que oportunas sobre o vírus Ebola e noticiário atualizado da Universidade, mostrando que esta edição reúne conteúdo de sobra para abastecer as atividades mais importantes da vida acadêmica: reflexão e debate.