Universidade internacionalizada

Por Amanda Cotrim

A globalização é um fenômeno que suscita inúmeras discussões no campo científico. E uma coisa é fato: estar numa universidade global é uma oportunidade para estabelecer contato com outras culturas, se apropriar de novas informações ou novos formatos de entendimento sobre o mundo. Atualmente, valoriza-se a capacidade de comunicação entre diferentes línguas e códigos sociais. O estabelecimento de relações que envolvam diferentes modos de vida e valores é um diferencial, e essa é a opinião do Coordenador do Departamento de Relações Externas (DRE) da PUC-Campinas, Prof. Dr. Douglas Ferreira Barros. “O intercâmbio é, hoje, um momento importante da formação pessoal e profissional. Desejável para a construção da carreira profissional, e também para o engrandecimento humano, capacitando o profissional para contribuir para as mudanças em sociedades complexas ‘sem fronteiras’, que exigem do cidadão posicionamento crítico e ações em relação a problemas locais, que influem e se relacionam com os problemas globais.

Estudante Daniel Silva na França (Foto: Arquivo PUC-Campinas)
Estudante Daniel Silva, na França (Foto: Arquivo PUC-Campinas)

Globalizar, no bom sentido do termo, gera experiências novas, o que interfere instantaneamente nos hábitos das pessoas, como aconteceu com o Daniel Barjud Silva, quando ele foi estudar na École d´Architecture de Grenoble, na França. “A adaptação em Grenoble foi muito fácil, logo adotamos a cultura dos parques, praças e passeios. O contato com o novo, viver outra realidade, aprender nova língua, realmente é uma experiência inesquecível”, relata Daniel.  Mas não é porque a experiência é transformadora que ela é, necessariamente, sempre fácil. “A minha adaptação foi um tanto complicada; as diferenças se tornam gigantes quando deixamos nossa família e vamos encarar outra realidade e num lugar distante”, expõe Adriana Aparecida de Oliveira Braz, que foi para Portugal, na Universidade Nova Lisboa.

Adriana Braz em Portugal (Foto: Arquivo PUC-Campinas)
Adriana Braz em Portugal (Foto: Arquivo PUC-Campinas)

Segundo Barros, em algumas áreas de formação, a experiência fora do país de origem tem sido considerada como uma  etapa imprescindível da boa formação para o mundo do trabalho, havendo, em algumas áreas, a necessidade da experiência internacional para o exercício profissional. E é com esse intuito que a PUC-Campinas tem buscado se internacionalizar, promovendo parcerias com Instituições de Ensino em países diversos, dos demais continentes. Hoje, a Universidade mantém parcerias com 45 universidades. “Além disso, estamos atualmente com 18 acordos em processo de análise ou assinatura. Temos também parcerias com uma ONG e com Associações, a exemplo do International Federation of Medical Students – IFMSA, que visa o intercâmbio de um mês para estágio na área de medicina, o Conselho de Reitores de Universidades Brasileiras – CRUB / Consejo de Rectores de Universidades Chilenas – CRUCH, e a Conférence des recteurs et des principaux des universités du Québec – CRUB/CREPUQ. Estamos assinando, também, um acordo com a Organização de Estados Americanos – OEA.

Benefícios em se fazer um intercâmbio:

Para o Coordenador, “os aspectos positivos da Internacionalização superam quaisquer possíveis impactos que se avaliem como negativos, pois é um trabalho de enriquecimento até em casos no quais a experiência parece não ser tão proveitosa”, pontua. O destino mais procurado, de acordo com Barros, ainda é os Estados Unidos, que em 2014, foi a escolha de 29% dos alunos intercambistas da PUC-Campinas. “Isso se deve à oportunidade do Programa Federal “Ciência Sem Fronteiras”, e pela iniciativa do governo em oferecer o “Inglês Sem Fronteiras (ISF)”, que possibilita ao candidato do “Ciência Sem Fronteiras” cursar o inglês básico de forma gratuita”, explica. Já nos programas de intercâmbio entre as Instituições de Ensino Parceiras da Universidade, os destinados mais procurados estão entre Portugal e países de língua espanhola, “em razão da facilidade do idioma”, considera.

O que é necessário para me candidatar a um intercâmbio?

De acordo com o Coordenador, em relação ao idioma, cada universidade estrangeira define os requisitos; algumas exigem formação de alto nível (inclusive exame de proficiência oficial) e outras não. “Portanto, nós pedimos que os alunos fiquem atentos aos requisitos específicos de cada edital para o intercâmbio de interesse. A Mount Royal University (Canadá), por exemplo, exige o TOEFL (nota mínima 83), enquanto outras universidades como a Universidad de Monterrey (México) e a Università degli Studi di Cagliari (Itália) exigem apenas comprovante de conhecimento do idioma, sem necessidade de certificação oficial.

Confira os requisitos mínimos para os alunos participarem dos programas de intercâmbio oferecidos pela PUC-Campinas, clicando aqui. 

Dados dos alunos que foram estudar no exterior por meio da Universidade:
Em 2013, a PUC-Campinas enviou 111 alunos para o exterior;
Em 2014, a PUC-Campinas enviou 134 alunos para o exterior.
Passo a passo. O aluno poderá:
1º Passo: consultar o site do DRE
2º Passo: acessar o site para conhecer mais sobre os diferentes Programas de Intercâmbio oferecidos pela PUC-Campinas
3º Passo: conferir os depoimentos de alunos que retornaram de diferentes programas de intercâmbio no site e visualizar fotos.
4º Passo: obter informações sobre notícias e palestras de universidades estrangeiras. 
Para os estudantes que já aprovados e os que desejam participar de intercâmbio, o site tem informações para os preparativos da ida e do retorno do aluno, assim como está disponibilizado o “Guia para Alunos Intercambistas”. 
Para o esclarecimento de dúvidas, os alunos podem entrar em contato com o DRE, por meio dos endereços eletrônicos (e-mails) dre@puc-campinas.edu.br ou dre.international@puc-campinas.edu.br ou pelo telefone 3343-7261.