Museu arquidiocesano de Arte Sacra de Campinas

Por Pe. Rafael Capelato

O Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Campinas (MAAS) foi fundado, em 1964, pelo Arcebispo Dom Paulo de Tarso Campos (1941-1968). O primeiro conjunto de peças destinado a constituir o acervo foi reunido por iniciativa do próprio Dom Paulo que solicitou a diversas paróquias antigas, a doação de obras de valor histórico e artístico. Além disso, ele fez doação de sua coleção pessoal para o acervo inicial. O primeiro edifício a sediar tais peças sacras localizava-se na Avenida Aquidabã e contava com amplo espaço. O primeiro curador foi o historiador Celso Maria de Mello Pupo, que organizou o museu e inventariou as obras então reunidas. Seu inventário continua sendo o mais completo para o conhecimento do acervo artístico da entidade.

Pe. Rafael Capelato/ Arquivo: Arquidiocese
Pe. Rafael Capelato/ Arquivo: Arquidiocese

Consta no Diário Oficial do Estado de São Paulo, a. LXXV, n. 107, (11/6/1965), 94 que “Entre os seus objetivos: organizar e manter um museu histórico e de arte sacra; promover conferências e cursos de museologia, de divulgação de fatos, acontecimentos e de arte sacra; organizar e manter um serviço de documentação e arquivo da Arquidiocese de Campinas; promover periodicamente exposição e mostras de documentos históricos e de arte sacra; elaborar o inventário artístico da Arquidiocese, defendendo seu patrimônio histórico, ou melhor, patrimônio artístico, velando pela sua conservação e recolhendo ao museu as peças de maior valor que não estejam habitualmente entregues ao culto”. Os apelos pelo cuidado com os bens patrimoniais artísticos da Igreja Católica por parte da Santa Sé e de esferas do governo local, somados à vasta cultura e zelo artístico de Dom Paulo culminaram, então, com a ideia da fundação.

Em 2014, o Museu Arquidiocesano de Campinas completou o cinquentenário de sua fundação, após não poucas intempéries. Na ocasião o Arcebispo Metropolitano, Dom Airton José dos Santos, decidiu transferi-lo para o Palácio Episcopal, no bairro Nova Campinas. Dom Airton alude à necessidade de espaço físico mais adequado que abrigue e valorize o rico acervo, bem como para melhores condições de acessibilidade do público, dentro de um projeto que visa também fazer do mesmo edifício um centro de memórias da Igreja de Campinas. Está em andamento a transferência das obras e operacionalização de um novo plano expográfico, adequado à nova sede.

A equipe que está trabalhando nesse processo é composta pelo Doutor em História e Bens Culturais da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana – Roma, Padre Rafael Capelato; pela Doutora em História pela Universidade de São Paulo (USP), Professora Janaína Camilo; pela Doutoranda em História da Arte pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Paula Elizabeth de Maria Barrantes; pelo Graduado em História pela PUC-Campinas, Luiz Raphael Tonon; pelo Graduado em História pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Thiago Avansi; pelo Graduado em História pela UNESP, Gabriel Amstalden; pelo Graduado em História pela PUC-Campinas, Diego da Silva Souza; e pelo Formado em restauro de arte sacra, Padre João Augusto Pezzuto.

Padre Rafael Capelato: Diretor ad hoc da transferência e reorganização do MAAS, Vigário Geral da Arquidiocese de Campinas.