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Projeto aborda direitos e inclusão social no Parque Oziel e Monte Cristo

Por Amanda Cotrim

 Mais do que um discurso de inclusão, era necessário possibilitar sua compreensão e possibilidade de transformar o discurso em ação. O Projeto de Extensão ”Comunidades acessíveis: sensibilização para promover a inclusão”, desenvolvido na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas, tinha um objetivo bem claro: mobilizar os alunos e funcionários da EMEF/EJA Oziel Alves Pereira, localizada na região do Parque Oziel e Jardim Monte Cristo, em Campinas, e de maneira indireta, seus familiares. “Queríamos que eles pudessem compreender a importância de conhecer os seus direitos sociais e o que é a inclusão”, conta a docente responsável pelo projeto, Profa. Me. Beatriz H Bueno Brandão.

Profa. Beatriz Brandão, responsável pelo projeto de extensão/ Crédito: Álvaro Jr.
Profa. Beatriz Brandão, responsável pelo projeto de extensão/ Crédito: Álvaro Jr.

Alunos e professores da escola puderam conhecer e fazer uso de tecnologias assistivas, bem como participar de uma integração com os recursos humanos e materiais disponíveis na PUC-Campinas relacionados aos temas do Projeto de Extensão. Segundo Beatriz, os alunos bolsistas também se beneficiaram ao elaborar as oficinas, o que possibilitou o desenvolvimento da capacidade analítica e crítica desses estudantes de graduação, além de promover uma aproximação com cenários futuros de atuação profissional, fatores que são compartilhados por eles nos trabalhos coletivos realizados na faculdade.

O Projeto de Extensão se desenvolve em 2014/2015 e previu a realização de palestras e oficinas na escola da região do Parque Oziel e Jardim Monte Cristo. “Essa região tem como características a grande densidade demográfica e a insuficiência de infraestrutura básica. O Projeto de Extensão propôs a realização dessas atividades com a finalidade de informar, difundir e sensibilizar os participantes sobre os direitos básicos do homem e do cidadão, bem como sobre os conceitos da Mobilidade Urbana, da Acessibilidade e do Desenho Universal”, explica.

O Projeto de Extensão também foi importante, revela Beatriz, para desenvolver práticas inclusivas, regatar e consolidar o sentimento de pertencimento e cidadania dos envolvidos, introduzi-los em ações de percepção e transformação do ambiente em que vivem, privilegiando a inclusão e o acesso de todos, em acordo com a missão institucional da Universidade. E intenta ainda como contribuição acadêmica estar em consonância com os eixos temáticos propostos pelo MEC para a extensão universitária em relação aos “Desafios das Metrópoles”, tema onde se inserem as questões trabalhadas, além da divulgação em eventos nacionais e internacionais.

Participantes do projeto simulam as sensações de não poderem enxergar. Crédito: Álvaro Jr.
Participantes do projeto simulam as sensações de não poderem enxergar. Crédito: Álvaro Jr.

Beatriz explica que a EMEF Oziel Alves Pereira já era uma escola inclusiva, tida como modelo de atendimento na região. “Entre as atividades vivenciadas houve também a assistência de um vídeo, por audiodescrição, com os olhos vendados. Isso é transformador para que qualquer pessoa possa compreender a importância da inclusão”, avalia.

“Conscientizar quanto aos direitos legais referentes à acessibilidade e mobilidade urbana; sensibilizar e evidenciar para as potencialidades de espaços acessíveis, urbanos e nas edificações, bem como para a convivência e valorização das capacidades e habilidades das pessoas foi o nosso grande objetivo”, finaliza.

 

A pessoa com deficiência e o universo do trabalho

Profa. Dra. Karina de Carvalho Magalhães

O tema Gestão da Diversidade trata de um assunto atual na sociedade moderna e nas Organizações: a inclusão dos grupos historicamente marginalizados, em especial, pessoas com diversos tipos de deficiências no universo do trabalho. Por um lado houve um movimento legal para a garantia da inclusão deste seguimento da sociedade na vida laboral, como a Lei de Cotas, implantada acerca de 25 anos no Brasil, que estabelece percentual de 2% a 5% de cotas para a contratação de pessoas com deficiência nas empresas com mais de 100 funcionários, por outro lado, muitas dificuldades ainda são encontradas para a efetiva inclusão das pessoas com deficiência no mundo laboral, sendo elas: a falta de conhecimento em relação às potencialidades e capacidades deste público para o trabalho, a falta de conhecimento acerca da deficiência, a falta de acessibilidade e de adaptação dos postos de trabalho, a falta de compreensão dos gestores acerca da pessoa com deficiência e a ausência de plano de carreira para esse grupo de profissionais.

Profa. Dra. Karina Magalhães
Profa. Dra. Karina Magalhães

O atual momento aponta para o olhar das empresas voltado para a necessidade de oferecer às pessoas com deficiência condições adequadas de trabalho, seja por meio da adaptação estrutural e técnica às atividades concernentes a função exercida pelo profissional com deficiência, seja pelos estímulos a mudanças de atitudes em respeito a diversidade, na busca de novas práticas que ampliem o nível de empregabilidade da pessoa com deficiência (Carvalho-Freitas, 2009).

Um dos principais desafios das empresas refere-se à conscientização de que a inclusão de pessoas com deficiência permite novas formas de relacionamentos e a valorização de potenciais humanos, de troca de saberes, de experiências e visões de mundo, que possibilitará a riqueza da diversidade. Neste contexto, a convivência com a pessoa com deficiência no ambiente de trabalho, contribui valiosamente para refletir acerca da diversidade humana com respeito, aceitação, abertura e atitude proativa.

O ingresso e permanência no mercado de trabalho é uma excelente estratégia para o desenvolvimento do potencial de qualquer pessoa. Pensar a dimensão dessa conquista para a pessoa com deficiência, é qualificá-la continuamente como protagonista da sua história, responsável por suas escolhas, independente, autônoma, digna e reconhecida socialmente.

Desta forma, percebe-se que a inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho permite uma série de reflexões nas relações de trabalho, a qual desencadeia a necessidade de novos estudos e da ampliação de estratégias inclusivas para o ingresso e permanência da pessoa com deficiência no mundo do trabalho.

Profa. Dra. Karina de Carvalho Magalhães é Coordenadora do Centro Interdisciplinar da Pessoa com Deficiência da PUC-Campinas

 

 

PUC-Campinas Informa

Aula inaugural aborda a inclusão da pessoa com deficiência

Palestrante Zelia Bittencourt - Crédito: Álvaro Jr.
Palestrante Zelia Bittencourt – Crédito: Álvaro Jr.

A Faculdade de Serviço Social trouxe o tema “Políticas Públicas de Inclusão da pessoa com deficiência” para o centro do debate em sua aula inaugural. A palestrante Zelia Bittencourt é formada pela PUC-Campinas e Doutora em Saúde Coletiva pela UNICAMP abordou que apesar das conquistas e da legislação que existe sobre a inclusão social, as barreiras são muitas, especialmente ao que tange o mundo do trabalho e a escolarização. “Existem políticas públicas, o desafio é a sua aplicação”, afirma.  Zélia lembrou o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que entrou em vigor em janeiro de 2016, o qual vislumbra a ampliação dos direitos da pessoa com deficiência, principalmente ao que tange os direitos civis. A especialista reforçou a importância da divulgação dessa nova legislação para que a questão da deficiência seja debatida em todas as esferas da sociedade.

 

Acessibilidade nas bibliotecas da PUC-Campinas

As Bibliotecas do Sistema de Bibliotecas e Informação  oferecem condições de acessibilidade atitudinal, programacional, arquitetônica, comunicacional , metodológica e tecnológica.

A presença da pessoa com deficiência nas Bibliotecas da PUC-Campinas é garantida pela existência de acessibilidade atitudinal expressa no atendimento inclusivo pelos funcionários em relação os usuários em geral.

As Bibliotecas são dotadas de rampas, elevadores com voz, piso tátil, espaço adequado para circulação entre as estantes e mobiliário adequado, como altura de balcão para atendimento aos usuários cadeirantes, permitindo então a acessibilidade arquitetônica a todos os seus usuários.

Para vencer as barreiras comunicacionais, instrumentais e digitais, as Bibliotecas dispõem de ajuda técnica no atendimento às pessoas com deficiência visual, cegueira e baixa visão, oferecendo softwares conversores de texto em áudio, como o NVDA, lupas eletrônicas e o equipamento BookReader que permite autonomia no uso de materiais bibliográficos como os livros e revistas a partir de simples digitalização dos textos e imagens que podem ser ouvidas através de software conversor interno, em microcomputadores existentes nas Salas de Apoio, bem como o  acervo Braille também presente nas Bibliotecas.

A existência de acessibilidade nas Bibliotecas da PUC-Campinas está representada nas atitudes de nossos funcionários e na infraestrutura física e de recursos de informação e de equipamentos adequados para nosso público em geral com o objetivo único de colaborar no processo de aprendizagem por meio da obtenção de autonomia de competência informacional para a formação plena de nossa comunidade acadêmica.

 

 

Com informações de Rosa M.V.Bertolini Oliveira, Coordenadora do SBI/PUC-Campinas