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Educação em debate

Fundamentos, metodologias e práticas do ensino superior são tema do Planejamento Acadêmico-Pedagógico do 1o semestre de 201. Palestra acontece no dia 02 e os encontros nos dias 03 e 06 de fevereiro.

Por Sílvia Perez

A reflexão dos docentes deve estar presente em todas as etapas do planejamento e da prática do ensino, buscando metodologias que servirão de base para as atividades que serão propostas durante o período de aulas. Nesse sentido, a PUC-Campinas oferece a palestra “Paradoxos das práticas no ensino superior: caminhos desviados”, que será ministrada pelo Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade, Prof. Dr. Samuel Mendonça, no dia 2 de fevereiro, às 20h, no Auditório Dom Gilberto.

Prof. Dr. Samuel Mendonça é Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação/ Crédito: Álvaro Jr.

De acordo com o Prof. Dr. Samuel Mendonça, a palestra vai discutir duas dimensões de práticas do ensino superior. De um lado, a perspectiva conhecida como tradicional e, de outro, a de metodologias ativas. “A proposta é desconstruir a ideia de que as metodologias ativas possam substituir o ensino tradicional. A partir da crítica da concepção de educação tradicional de John Dewey, presente na obra Experience and Education, destacaremos pontos fortes e frágeis dessa vertente responsável pela formação de gerações de docentes que compõem o corpo docente da Pontifícia Universidade Católica de Campinas”, explica.

Caminhos

“Busca-se demonstrar que as metodologias ativas são ‘caminhos’, isto é, processos para a aprendizagem; no entanto, a educação é muito mais do que isto. Considerar as metodologias ativas como substitutivas de concepções de educação parece-nos um equívoco, mesmo no caso da concepção tradicional de ensino. Assim, argumenta-se com Gert Biesta, – que esteve em um Seminário do Programa de Pós-Graduação em Educação e da Faculdade de Educação da PUC-Campinas, em 2013, – a partir da obra Beyond Learning: Democratic Education for a Human Future que o fenômeno da learnification, isto é, da ênfase dada a técnicas de aprendizagem em diversos países do mundo é perigoso em relação à educação”, alerta.

De acordo com o docente, é preciso superar práticas de ensino superior que não sejam consequentes para a aprendizagem. “Paradoxalmente, não há caminho único e verdadeiro de práticas do ensino superior. Assim, sejam as práticas de ensino tradicional ou construídas a partir de metodologias ativas, o ponto fundamental para garantir o ensino e, quiçá, a aprendizagem dos estudantes do nível superior, intitula-se ‘professor’ e é este o sujeito principal que carrega sua concepção educacional que está em constante transformação, na significativa consideração de estudantes que nasceram já no século XXI”, finaliza.

A importância da Interdisciplinaridade

Nima Spigolon: A interdisciplinaridade supera fragmentação que marcou a concepção do conhecimento / Crédito: Álvaro Jr

No Encontro Pedagógico Práticas Interdisciplinares – relatos de experiência, a professora da Faculdade de Educação da Unicamp, Nima Imaculada Spigolon, vai discutir as práticas interdisciplinares. “Estou muito emocionada com o convite de retornar à PUC-Campinas, é interessante esse potencial de interlocução entre a PUC-Campinas e a Unicamp, com deslocamento intelectual, acadêmico, afetivo e dialógico. Farei uma conversa cujo mote principal são os processos de formação humana, porque não basta formar para o mercado, certificar, é preciso que essa formação aconteça com base no humano e nas relações que estabalecemos em sociedade”, acrescenta.

“Ao lançarmos mão dessa perspectiva, a interdisciplinaridade surge como parte de um conjunto de ações político-pedagógicas para superar a fragmentação/dicotomização e hierarquização que marcou a concepção do conhecimento entre as disciplinas, sendo capaz então, de proporcionar aproximações, relacionando-as entre si para uma maior compreensão e intervenção na realidade. Portanto, interdisciplinaridade se caracteriza por dois movimentos dialéticos: a problematização da situação, pela qual se desvela a realidade, e a sistematização dos conhecimentos de forma integrada”, defende.

Para concluir, ela recorda que, para Paulo Freire, a interdisciplinaridade é o processo metodológico de construção do conhecimento pelo sujeito com base em sua relação com o contexto, com a realidade e com a cultura.

O aprendizado no ambiente virtual

As Trilhas de Aprendizagem: Gamificação, PBL (Problem Based Learning), Sala de Aula Invertida e Portfólio vão discutir as estratégias de aprendizagens inovadoras. De acordo com a docente da Faculdade de Educação da PUC-Campinas, Profa. Dra. Fernanda de Oliveira Soares Taxa Amaro, a temática das Trilhas de Aprendizagem vai tratar do aprendizado no ambiente virtual, sendo que o professor tem a liberdade de escolher por onde quer começar a “trilhar” seu conhecimento. “Os conteúdos estão disponíveis na plataforma AVA e o professor pode escolher qual quer ver primeiro. São selecionados três textos básicos para o professor ler, além disso, foi montado um e-book e também são sugeridos outros três textos complementares, de forma que o professor é o grande sujeito do seu próprio aprendizado”, destaca.

Profa. Dra. Fernanda de Oliveira Soares Taxa Amaro é docente na Faculdade de Educação. / Crédito: Álvaro Jr.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo a Profa. Dra. Fernanda de Oliveira Soares Taxa Amaro, no curso sobre Gamificação, por exemplo, o aprendizado será dinâmico e com incentivo. “À medida que você avança, vai ganhando pontos de habilidade. Já para o PBL, foram feitas entrevistas com os professores. Outra possibilidade de troca de experiências dentro da plataforma é o Mural de Práticas Docentes, espaço em que os docentes podem se comunicar e postar seus portfólios”, explica.

A autoaprendizagem é a palavra-chave das Trilhas de Aprendizagem que, para a Profa. Dra. Fernanda de Oliveira Soares Taxa Amaro, tem como ponto de reflexão a percepção do docente quanto ao uso do ambiente virtual. “Buscamos fazer um levantamento dos primeiros sentimentos e crenças que eles tiveram ao usar o espaço on-line”, finaliza.

 

Não ensina quem não organiza e não organiza quem não planeja…

Na atividade docente o planejamento não tem valor menor nem ocorre em menor frequência que aulas, atividades laboratoriais, procedimentos de avaliação e de recuperação que recheiam nosso cotidiano acadêmico.

A rigor, ensinar pressupõe planejamento continuado de cada aula e de cada passo, ao longo de toda a jornada que nos dispomos a percorrer, juntamente com alunos e alunas, na direção do conhecimento.

Sabemos que a aula começa no dia anterior, nos preparativos, seleção de recursos e avaliação dos métodos que definimos para momentos e conteúdos determinados. Só então, nos sentimos seguros e confiantes para entrar em sala e, como costumamos dizer “dar uma boa aula”.

Docentes mais experientes conhecem a capacidade dos alunos para distinguir e reconhecer o professor que planeja e traz a aula organizada, com ponto de partida definido, percurso traçado e objetivo ancorando, solidamente, todo o processo.

O planejamento, que trazemos introjetado, na condição de professor e professora, tem dimensões diversas, desde o microuniverso de um exercício didático, até o macroplanejamento de todo um semestre letivo.

Ajustados a essas dimensões variadas estão o tempo dedicado e o envolvimento articulado de diversas pessoas. Normalmente conduzimos sozinhos e por conta própria o planejamento das nossas aulas, mas ao planejamento individual precedem instâncias mais amplas e coletivas, como a que nos compete fazer agora, nesta Semana de Planejamento Pedagógico.

Sob orientação da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), contando com a colaboração de pessoas com amplo conhecimento de pedagogia, didática e planejamento, atuando como um Corpo Docente com objetivos congruentes e valores similares, constituímos um grupo eficiente e capacitado para planejar os largos caminhos vislumbrados para o semestre entrante, que formam a base de orientação para todas as demais ações pedagógicas, até o final de junho.

Nesse sentido, o planejamento não é só exercício de orientação técnica, mas, também, contributo à segurança que queremos e precisamos na sala de aula.

Portanto, acima e além de quaisquer outras considerações, cabe lembrar que o Planejamento Pedagógico é tão importante para cada um de nós, como todos nós, participando ativamente, somo vitais para que o planejamento renda orientação segura e ferramentas eficientes, que vamos usar a cada dia letivo.

Boas-vindas a um semestre produtivo e compensador.

 

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht

Reitora

Inclusão escolar do aluno com deficiência

Por Claudia Gomes

Abordar o tema da inclusão escolar de alunos com deficiências é assumir que especificidades existem, e que devem ser consideradas, porém, é alertar também para a necessidade de elaboração de políticas públicas de acompanhamentos preventivos e interventivos nas diferentes esferas que compõem o desenvolvimento humano.

Segundo o Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde das Pessoas com Deficiência (BRASIL, 2009), não podemos desconsiderar que, dentre as possíveis causas das necessidades especiais, estão presentes as questões hereditárias, mas também as decorrentes da falta e da inadequação da assistência às mulheres durante a gestação e o parto, a desnutrição, as doenças transmissíveis e as crônicas, as perturbações psiquiátricas, os traumas e lesões, eventos esses que podem e devem ser evitados por meio de políticas públicas sociais de saúde.

Já no âmbito escolar, com a promulgação do Decreto n. 6.571 (09/2008), que regulamenta a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva Inclusiva (BRASIL, 2008), não podemos desconsiderar que os amparos legais vêm possibilitando gradativamente a inclusão de alunos com deficiências no ensino regular. Entretanto, se por um lado as estatísticas parecem animadoras, por outro, não podemos deixar de considerar que o indicador de inclusão, quando delimitado pela realização da matrícula do aluno, não garante que a permanência e desenvolvimento do aluno, como proclamado pelos diferentes documentosr, de fato está sendo efetivado.

Neste sentido, um dos grandes desafios que cercam o debate da inclusão é a análise do processo na perspectiva do próprio aluno incluído. Ainda evidenciamos que seja pelo desconhecimento das necessidades e potencialidades destes alunos, ou pela supervalorização de suas características, a discussão das ações ainda estão embasadas em uma representação focada no “estereótipo do aluno perfeito”, no qual alunos com deficiência se distanciam por suas características físicas, cognitivas, sensoriais ou relacionais.

Abrir novos espaços de correspondência social para esses alunos, para que se identifiquem, é premissa para que venham a alcançar novas formas de representar seu desenvolvimento escolar, o que é ainda é desconsiderado pelas ações e práticas inclusivas nas escolas atualmente, ao focarem em suas ações metodologias conteúdistas e instrucionais, que por um lado privam e excluem a necessária relação humana que deveria caracterizar os processos educacionais e, por outro, ratificam a distinção da representação “de quem ensina e quem aprende”, “dos melhores e dos piores”; “dos eficientes e dos deficientes”.

Segundo Glatt (1991), os papéis atribuídos socialmente aos indivíduos com deficiências têm uma dupla função, servem tanto de ingresso e indicação ao local adequado onde eles devem se sentar, como também determina o script que o indivíduo terá que atuar em suas relações no “Teatro da Vida” (1991: 09).

Para tanto, de acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Inclusão, o processo de inclusão deve propiciar o direito de cada aluno constituir sua própria identidade, ao mesmo tempo em que deve saber reconhecer essa identidade, os direitos de igualdade e respeito às diferenças dos outros (BRASIL, 2008). Efetivar a garantia de acesso, permanência e desenvolvimento de alunos com deficiências nas escolas regulares, possibilita a modernização das práticas pedagógicas, assim como um maior respeito à diferença e à diversidade dos alunos, para além da compreensão da escola como espaço de socialização, ou ainda, de práticas de compensação sociais.

Defender a análise do processo de inclusão na perspectiva do aluno deficiente é alertar para a necessidade de criação de interações pedagógicas, como condição central para repensarmos o processo de desenvolvimento humano, com a consideração dos sujeitos como ativos e construtores, com a devida exploração dos significados e da compreensão interpretativa acerca da alteridade.

Segundo Berger e Luckman (1976), a relação de socialização está intimamente ligada à produção emocional, no entanto, só se pode falar de interiozação, e portanto, socialização de fato, quando o indivíduo absorve os papéis e as atitudes dos outros como suas, quando há, primeiramente, um processo de identificação.

O processo de inclusão escolar deve propiciar um processo dialético entre a identificação do aluno deficiente com o outro e a auto-identificação de suas necessidades, ou seja, um processo tensional entre a identidade atribuída e a identidade apropriada. Neste caso, cabe ressaltar, que a identidade atribuída a alunos com deficiência só pode ser apropriada por este aluno atrelada ao mundo que a formaliza, ou melhor, esta identidade a ser apropriada só é possível em um meio que confirme esta auto-identificação, e a escola é o espaço pleno do desenvolvimento de tais relações humanas.

Claudia Gomes concluiu seu doutorado em Psicologia pela PUC-Campinas, onde pesquisou a posição do sujeito aluno na inclusão escolar. 

 

 

Espaço Pró-Reitoria de Graduação

Informações sobre a disciplina que está cursando? Consulte o Plano de Ensino da Disciplina

Por Pró-Reitoria de Graduação

O aluno pode visualizar o Plano de Ensino das Disciplinas que estão sendo cursadas acessando na Área Logada do Aluno, clicando em Acadêmico (no rodapé). Na opção “Informativo Acadêmico” deve ser selecionado o link “código da disciplina”.

O Plano de Ensino da Disciplina é um documento elaborado pela Faculdade com a participação dos professores e do Núcleo Docente Estruturante e aprovado pelo Conselho de Faculdade e Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD). Ele contém a ementa, os objetivos específicos, a avaliação do processo de aprendizagem e estratégias de recuperação, a bibliografia (básica e complementar) e o conteúdo programático.

PROGRAD-m

 Manual do Aluno da Graduação

Informações e orientações sobre o Calendário Acadêmico, Matrícula, frequência, infraestrutura, telefones, bibliotecas, entre outras.  Este manual, destinado aos alunos dos cursos de Graduação (Bacharelados, Licenciaturas e Superiores de Tecnologia) e sequencial da PUC-Campinas, contém informações importantes para a vida na Universidade, e responde a muitas questões do cotidiano que o discente deve conhecer, desde o seu ingresso na PUC-Campinas. Ele permite ao aluno a tranquilidade de vivenciar a Universidade ao conhecer adequadamente seus direitos e deveres. O Manual do Aluno da Graduação está disponível na Área Logada do Aluno, clicando em Documentos.

Jovens , álcool e carro: uma atração perigosa

Projeto de Extensão conscientiza estudantes sobre a combinação fatal do álcool com volante

 

Por Beatriz Videira

Os jovens fazem parte da cruel realidade dos acidentes de carro, onde também se tornam personagens principais.  Segundo dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), 41% dos mortos em acidentes de trânsito estão na faixa etária de 15 a 34 anos. Eles estão mais expostos aos acidentes, levando-se em conta os padrões de comportamento e hábitos de lazer que quase sempre envolvem a bebida alcoólica.

O papel da educação no processo de prevenção / Crédito: Álvaro Jr.
O papel da educação no processo de prevenção / Crédito: Álvaro Jr.

O projeto de extensão “Prevenção de acidente de trânsito relacionado a risco e álcool na juventude”, da PUC Campinas, liderado pelo docente  da Faculdade de Medicina da PUC Campinas, Prof. Dr. José Gonzaga Teixeira Camargo, realiza um trabalho de conscientização e desenvolve atividades educativas para alunos do 2º e 3º anos do Ensino Médio de Escolas Públicas e Privadas da região Metropolitana de Campinas.

Segundo o professor, “o projeto visa basicamente conseguir capacitar os alunos das escolas secundárias a fazerem escolhas seguras no que diz respeito à bebidas alcoólicas e direção.”

O projeto é liderado pelo docente  da Faculdade de Medicina da PUC Campinas, Prof. Dr. José Gonzaga Teixeira Camargo/ Crédito: Álvaro Jr.
O projeto é liderado pelo docente da Faculdade de Medicina da PUC Campinas, Prof. Dr. José Gonzaga Teixeira Camargo/ Crédito: Álvaro Jr.

O trabalho de extensão começou em novembro de 2014 e recebeu alunos da escola Pio XII e Porto Seguro. Geralmente, são de duas a quatro visitas por mês com turmas de no máximo 30 alunos. No Campus II da PUC-Campinas, os jovens que participam do projeto acompanham palestras sobre os riscos da combinação álcool e volante com Polícia Militar, EMDEC (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), e Corpo de Bombeiros. Mariângela Pereira, Analista de Educação da EMDEC e palestrante, conta que “com uma abordagem educativa procuramos alertar os jovens sobre a importância de se fazer escolhas seguras no trânsito.”  Os alunos também acompanham o depoimento de vítimas de acidente no trânsito. Após ouvir os profissionais, os alunos aprendem sobre os mecanismos de ação do álcool no organismo, através de uma aula do Prof. Dr José Gonzaga.

Após o contato dos alunos com a temática, os estudantes vão até o Ambulatório de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da PUC-Campinas, onde conhecem vítimas em processo de reabilitação e também fazem uma visita ao Hospital Universitário, passando pela Enfermaria de Cirurgia, pela Enfermaria de Ortopedia e pelo Pronto Socorro. Para o Professor Gonzaga, essa experiência prática dos alunos é  importante para causar impacto, pois hoje, segundo o docente, “essa geração de agora precisa ver para crer; eles precisam tocar nas coisas e a partir do momento que eles vêem inloco o que esta acontecendo, acreditam que o perigo está de fato presente na realidade”, expõe.

A aluna Vitória Sebra, da escola Porto Seguro, ressalta que o projeto deu aos alunos a oportunidade de conhecer a realidade  “o que é passado pra gente não chega nem perto do que estamos vendo aqui hoje.  O choque de realidade é tanto entre os jovens que Vitória conta que durante a visita ao Hospital tudo que conseguia pensar era  “nossa, poderia ser eu aqui.”

Segundo pesquisas retiradas do Portal do Transito Brasileiro, com dados obtidos através da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) e do PARE (Programas de Redução de Acidentes nas Estradas), cerca de 90% dos casos de traumas podem ser evitados, por meio de escolhas seguras, evitando fatores de riscos, como abuso de álcool, drogas, excesso de velocidade, desatenção, inexperiência e a não utilização de equipamentos de proteção, como o cinto de segurança. Assim, é preciso sensibilizar os jovens, fazendo com que reflitam antes de tomar decisões arriscadas, como dirigir embriagados.

Alunos do Ensino Médio de Escolas Públicas e Privadas da região Metropolitana de Campinas participam do projeto/ Crédito: Álvaro Jr.
Alunos do Ensino Médio de Escolas Públicas e Privadas da região Metropolitana de Campinas participam do projeto/ Crédito: Álvaro Jr.

O papel da educação nesse processo de prevenção é a única saída, na opinião do Professor de Medicina , José Gonzaga, ‘‘nós já estamos no extremo, em termos de que a medicina poderia oferecer; nós já trabalhamos muito no  problema agora é necessário trabalhar para evitar, para que não aconteça o problema, e não existe outra forma a nao ser a educação.”

Para o docente, é importante que o conhecimento gerado na Universidade extrapole os muros acadêmicos, uma vez que essa é a essência da Extensão, “você poder ensinar ao paciente maneiras de evitar a doença dele, deixar a saúde de ser algo centrado somente nos profissionais de saúde, mas capacitando as pessoas a cuidarem de si mesmas”  finaliza Gonzaga.

Universidade internacionalizada

Por Amanda Cotrim

A globalização é um fenômeno que suscita inúmeras discussões no campo científico. E uma coisa é fato: estar numa universidade global é uma oportunidade para estabelecer contato com outras culturas, se apropriar de novas informações ou novos formatos de entendimento sobre o mundo. Atualmente, valoriza-se a capacidade de comunicação entre diferentes línguas e códigos sociais. O estabelecimento de relações que envolvam diferentes modos de vida e valores é um diferencial, e essa é a opinião do Coordenador do Departamento de Relações Externas (DRE) da PUC-Campinas, Prof. Dr. Douglas Ferreira Barros. “O intercâmbio é, hoje, um momento importante da formação pessoal e profissional. Desejável para a construção da carreira profissional, e também para o engrandecimento humano, capacitando o profissional para contribuir para as mudanças em sociedades complexas ‘sem fronteiras’, que exigem do cidadão posicionamento crítico e ações em relação a problemas locais, que influem e se relacionam com os problemas globais.

Estudante Daniel Silva na França (Foto: Arquivo PUC-Campinas)
Estudante Daniel Silva, na França (Foto: Arquivo PUC-Campinas)

Globalizar, no bom sentido do termo, gera experiências novas, o que interfere instantaneamente nos hábitos das pessoas, como aconteceu com o Daniel Barjud Silva, quando ele foi estudar na École d´Architecture de Grenoble, na França. “A adaptação em Grenoble foi muito fácil, logo adotamos a cultura dos parques, praças e passeios. O contato com o novo, viver outra realidade, aprender nova língua, realmente é uma experiência inesquecível”, relata Daniel.  Mas não é porque a experiência é transformadora que ela é, necessariamente, sempre fácil. “A minha adaptação foi um tanto complicada; as diferenças se tornam gigantes quando deixamos nossa família e vamos encarar outra realidade e num lugar distante”, expõe Adriana Aparecida de Oliveira Braz, que foi para Portugal, na Universidade Nova Lisboa.

Adriana Braz em Portugal (Foto: Arquivo PUC-Campinas)
Adriana Braz em Portugal (Foto: Arquivo PUC-Campinas)

Segundo Barros, em algumas áreas de formação, a experiência fora do país de origem tem sido considerada como uma  etapa imprescindível da boa formação para o mundo do trabalho, havendo, em algumas áreas, a necessidade da experiência internacional para o exercício profissional. E é com esse intuito que a PUC-Campinas tem buscado se internacionalizar, promovendo parcerias com Instituições de Ensino em países diversos, dos demais continentes. Hoje, a Universidade mantém parcerias com 45 universidades. “Além disso, estamos atualmente com 18 acordos em processo de análise ou assinatura. Temos também parcerias com uma ONG e com Associações, a exemplo do International Federation of Medical Students – IFMSA, que visa o intercâmbio de um mês para estágio na área de medicina, o Conselho de Reitores de Universidades Brasileiras – CRUB / Consejo de Rectores de Universidades Chilenas – CRUCH, e a Conférence des recteurs et des principaux des universités du Québec – CRUB/CREPUQ. Estamos assinando, também, um acordo com a Organização de Estados Americanos – OEA.

Benefícios em se fazer um intercâmbio:

Para o Coordenador, “os aspectos positivos da Internacionalização superam quaisquer possíveis impactos que se avaliem como negativos, pois é um trabalho de enriquecimento até em casos no quais a experiência parece não ser tão proveitosa”, pontua. O destino mais procurado, de acordo com Barros, ainda é os Estados Unidos, que em 2014, foi a escolha de 29% dos alunos intercambistas da PUC-Campinas. “Isso se deve à oportunidade do Programa Federal “Ciência Sem Fronteiras”, e pela iniciativa do governo em oferecer o “Inglês Sem Fronteiras (ISF)”, que possibilita ao candidato do “Ciência Sem Fronteiras” cursar o inglês básico de forma gratuita”, explica. Já nos programas de intercâmbio entre as Instituições de Ensino Parceiras da Universidade, os destinados mais procurados estão entre Portugal e países de língua espanhola, “em razão da facilidade do idioma”, considera.

O que é necessário para me candidatar a um intercâmbio?

De acordo com o Coordenador, em relação ao idioma, cada universidade estrangeira define os requisitos; algumas exigem formação de alto nível (inclusive exame de proficiência oficial) e outras não. “Portanto, nós pedimos que os alunos fiquem atentos aos requisitos específicos de cada edital para o intercâmbio de interesse. A Mount Royal University (Canadá), por exemplo, exige o TOEFL (nota mínima 83), enquanto outras universidades como a Universidad de Monterrey (México) e a Università degli Studi di Cagliari (Itália) exigem apenas comprovante de conhecimento do idioma, sem necessidade de certificação oficial.

Confira os requisitos mínimos para os alunos participarem dos programas de intercâmbio oferecidos pela PUC-Campinas, clicando aqui. 

Dados dos alunos que foram estudar no exterior por meio da Universidade:
Em 2013, a PUC-Campinas enviou 111 alunos para o exterior;
Em 2014, a PUC-Campinas enviou 134 alunos para o exterior.
Passo a passo. O aluno poderá:
1º Passo: consultar o site do DRE
2º Passo: acessar o site para conhecer mais sobre os diferentes Programas de Intercâmbio oferecidos pela PUC-Campinas
3º Passo: conferir os depoimentos de alunos que retornaram de diferentes programas de intercâmbio no site e visualizar fotos.
4º Passo: obter informações sobre notícias e palestras de universidades estrangeiras. 
Para os estudantes que já aprovados e os que desejam participar de intercâmbio, o site tem informações para os preparativos da ida e do retorno do aluno, assim como está disponibilizado o “Guia para Alunos Intercambistas”. 
Para o esclarecimento de dúvidas, os alunos podem entrar em contato com o DRE, por meio dos endereços eletrônicos (e-mails) dre@puc-campinas.edu.br ou dre.international@puc-campinas.edu.br ou pelo telefone 3343-7261.