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PUC-Campinas 76 anos

Por Prof. Dr. Wagner José Geribello – assessor especial da reitoria

Junho é mês do aniversário da PUC-Campinas. Precisamente no dia sete, a Universidade completa 76 anos da sua trajetória crescente e profícua, iniciada em 1941, com a implantação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, prioritariamente voltada à formação de professores.

Setenta e seis anos depois daquele dia 7 de junho, a Instituição transformou-se na mais importante Universidade privada da região polarizada pela cidade de Campinas, que continua formando professores, mas forma, também, mais de quatro dezenas de modalidades profissionais de nível universitário, cobrindo praticamente todas as áreas de atuação, incluindo Ciências Exatas, Econômicas, Sociais e Sociais Aplicadas, Biológicas e das áreas Médicas e da Saúde.

Além do Ensino, aos 76 anos de atividades, a PUC-Campinas é um importante polo de Pesquisa, enquanto a Extensão consolida laços fortes da Universidade com a sociedade.

Em 76 anos de História, a Instituição manteve com determinação as bases do projeto inicial, constituindo-se como entidade disposta ao crescimento continuado e ao melhoramento permanente das suas competências e objetivos.

O sucesso dessa História explica, legitima e endossa o calendário comemorativo programado para o mês de junho, incluindo sessões artísticas, resgate de eventos, momentos e personalidades importantes na trajetória da Universidade, além de atividades que marcam a atualidade e a contemporaneidade da PUC-Campinas, em especial no campo da tecnologia do Século XXI.

A programação comemorativa expõe os fundamentos da cultura da Universidade, que jamais deixa de lembrar e reverenciar seu passado, sem descuidar do compromisso com o tempo presente, projetando um futuro cada vez melhor.

Orientada pela fé cristã, em sua condição de Instituição Confessional, que implica um compromisso irrestrito com o desenvolvimento social e a cultura da paz, da solidariedade e da fraternidade, a PUC-Campinas comemora com entusiasmo seu 76o ano de fundação convidando a comunidade acadêmica a participar ativamente dos festejos. Anote na sua agenda, convide seus colegas e não deixe de participar… afinal, você faz parte dessa História.

Campinas e a década decisiva: anos 1990

Por Luiz Roberto Saviani Rey

Os traços vigorosos de progresso e desenvolvimento riscados nas décadas anteriores encontram e revelam aos olhos do Brasil e do mundo, nos anos 1990, uma Campinas moderna e avançada, colocada – sem surpresas para quem acompanhou sua trajetória – em compatibilidade industrial e tecnológica com grandes centros norte-americanos e europeus.  É na década que se estende de 1990 a 1999 que a cidade se nivela a polos mundiais importantes e se consolida como uma metrópole diferenciada, reunindo as características de município industrial de ponta, rumando para se tornar o Vale do Silício brasileiro e espécie de hub do MERCOSUL.

Em consequência, os acréscimos populacionais, em porte e densidade, verificados no período, naturais de um processo rápido e vertiginoso de progresso, produzem um aquecimento econômico espantoso, mantendo sua crescente População Economicamente Ativa (PEA) ocupada em atividades urbanas de serviços – que se acentuam e se aprimoram no período. Campinas aproxima-se e começa a superar a casa de um milhão de habitantes.

Campinas na década de 1990- Crédito: Acervo do Museu da Imagem e do Som de Campinas
Campinas na década de 1990- Crédito: Acervo do Museu da Imagem e do Som de Campinas

O segmento imobiliário torna-se carro-chefe do processo e no setor industrial/tecnológico reside a alavanca motora do progresso. Setores que primam pela qualidade, coadjuvados por centros de pesquisas de relevância, como a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) e a Unicamp.

Surgem os problemas mais efetivos de grandes aglomerações humanas, aliados à carência de investimentos, de infraestrutura física e social em caráter universal; Campinas sofre com a conurbação, gerando sua Região Metropolitana de forma natural e carente. A cidade padece do desenvolvimento desenfreado, da expansão desordenada, em detrimento da qualidade ambiental, e com o crescimento da violência e da criminalidade. É o preço a pagar!

Em meio à década, Campinas perde uma de suas lideranças, o então prefeito José Roberto Magalhães Teixeira – que morre no início do último ano de seu governo. Uma figura cujas políticas e ações contribuíram para desenvolver a cidade, desde a instalação do Trade Point, um dos pioneiros do Brasil, no início da década.

Mesmo com tais dificuldades, enfrentando questões críticas como o saneamento básico e a violência, atuando no sentido de superações, a cidade não se dobra e segue adiante, a passos acelerados, rumo a novas décadas de pujança e vigor econômico.

saviani


Luiz Roberto Saviani Rey é Professor do Curso de Jornalismo da PUC-Campinas e autor dos livros: A maldição dos eternos domingos sem derby (romance de costumes); O retiro antes da Laguna – Taunay em Campinas (romance histórico); O menino herói da Guerra Paulista – O bombardeio de Campinas (romance histórico) e A crônica é jornalística e brasileira (didático).