Arquivo da tag: arcebispo

Trezentos anos de Aparecida: Jornada Missionária

No Ano Santo da Misericórdia, a Arquidiocese de Campinas se prepara para uma grande Jornada Missionária, de três de outubro a oito de dezembro de 2016.

A Celebração do dia de Nossa Senhora Aparecida ocorreu na Praça da Catedral Metropolitana de Campinas. A padroeira foi homenageada em 12 de outubro de 2016.

Imagem peregrina no Instituto Educacional Imaculada, em Campinas, no dia 07 de outubro/ Crédito: Marcelo Aoki
Imagem peregrina no Instituto Educacional Imaculada, em Campinas, no dia 07 de outubro/ Crédito: Marcelo Aoki

Em comunhão com todas as dioceses do Brasil, a Arquidiocese se anima e dá início aos preparativos para comemorar os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, completos em 2017, e 10 anos do Documento de Aparecida. Assim, o início da Jornada Missionária se marcará por peregrinação ao Santuário Nacional de Aparecida, quando as paróquias devem se organizar para receber a imagem peregrina.

A recomendação é para que a informações sobre como participar da peregrinação e das outras atividades programadas sejam obtidas na secretaria de sua Paróquia.

(Texto: Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de Campinas)

75 anos de base para os próximos anos

 Para o Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da PUC-Campinas, Dom Airton José dos Santos, a Universidade forma pessoas que fazem a diferença na sociedade.

Por Amanda Cotrim

O papel da Igreja Católica na educação formal brasileira é histórico, desde a época dos jesuítas. Esse compromisso para com a formação da sociedade se expandiu ao longo dos anos, passando por escolas, faculdades, centros de pesquisa, institutos de ensino e Pontifícias pelo Brasil. A PUC-Campinas é uma dessas instituições de saberes que surgiu para contribuir para o desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas e, hoje, para o país, por meio da produção do conhecimento, de novas perspectivas, análises e soluções, numa sociedade cada vez mais complexa. Segundo o Grão-Chanceler da PUC-Campinas, a presença da Universidade na história é perene. “Nosso objetivo é com o futuro. Esses 75 anos constituem a base dos próximos anos”.

Qual é a importância da participação da Igreja Católica na educação formal brasileira?

 É importante retomarmos os primórdios da Igreja Católica no Brasil, com a vinda dos portugueses. A primeira preocupação dos jesuítas foi trabalhar a formação e a educação da população; então, há mais de 500 anos a Igreja Católica promove a educação, com escolas, centros de pesquisas, faculdades, institutos de ensino e, mais recentemente, as Pontifícias pelo Brasil. Isso denota a responsabilidade que a Igreja tem com a formação das pessoas e com o desenvolvimento da cultura e do conhecimento. A importância da Igreja Católica na educação formal do Brasil é de primeira linha.

Como o senhor avalia esses 75 anos de história da PUC-Campinas?

Nestes 75 anos, a presença da PUC-Campinas tem sido marcante na história da cidade de Campinas e da região. Desde o seu início, na década de 1940, por inspiração do Bispo Dom Barreto (um dos idealizadores da PUC-Campinas) e de Monsenhor Salim (primeiro Reitor da Universidade), a Igreja sempre se preocupou em contribuir com a formação das pessoas e com o desenvolvimento local e regional. A presença da PUC-Campinas na história é perene.

Nosso objetivo é com o futuro. Esses 75 anos constituem a base dos próximos muitos anos que virão. E a PUC-Campinas permanecerá em cada época da história contribuindo de modo significativo para o desenvolvimento da sociedade.

Nesse contexto histórico em que vivemos, a Universidade tem muito a contribuir, com análises, perspectivas e soluções. A realidade está aí para ser enfrentada, com inteligência, competência, e a PUC-Campinas tem tudo para oferecer isso.

O que podemos destacar como excelência da Universidade?

 Em primeiro lugar, destaco a qualidade das atividades de ensino promovidas pela Universidade, em todos os níveis, incluindo o Colégio de Aplicação PIO XII, como o grande diferencial. Essa excelência, constatamos na atuação dos alunos formados nas diferentes áreas de conhecimento oferecidas pela Universidade, como por exemplo, professores, engenheiros, médicos, desembargadores, juízes, que além de demonstrarem a competência profissional, destacam-se pelo comprometimento com a construção de uma sociedade mais justa e solidária, nos vários níveis: municipal, estadual e nacional.

Destaco, ainda, a presença da PUC-Campinas na área da saúde e sua importância para a comunidade, por meio das atividades desenvolvidas pelo Hospital Universitário (Hospital e Maternidade Celso Pierro), que traduz, na prática, a missão da PUC-Campinas. Os profissionais da área da saúde, tanto da Universidade quanto do Hospital, são homens e mulheres de alta competência, que trabalham para produzir o melhor para a sociedade. Eu destaco que o Hospital da PUC-Campinas tem algo que poucos hospitais oferecem: o ambiente propício para profissionais se desenvolverem e, principalmente, o atendimento à população; um atendimento que não enxerga classe. Atendemos as pessoas porque são pessoas. Antes de sermos cuidadores, oferecemos um serviço que anda escasso na sociedade: a caridade. Servimos às pessoas porque elas são feitas à imagem e semelhança de Deus. Finalmente, ressalto que a excelência da Universidade revela-se também no crescimento da Pesquisa e da Iniciação Científica, que levam à produção do conhecimento e, com isso, à criação de novos cursos de Mestrado e Doutorado.

Gostaria que o senhor deixasse uma mensagem para os alunos e professores da PUC-Campinas que lerão esta entrevista.

 Os alunos quando buscam a PUC-Campinas é por algo que vai além de uma escolha circunstancial. Eles já têm no coração alguma expectativa, um chamado, ou porque alguém da família estudou na Universidade ou porque sabe da qualidade da Instituição. Então, a partir disso, gostaria de dizer para os alunos que a PUC-Campinas não é apenas uma instituição educacional, mas uma escola de vida, em que o aluno desenvolve uma visão de mundo, de futuro e recebe uma formação que vai além do conhecimento profissional, porque eles serão pessoas que vão interferir na sociedade, “como gente” e não como um competidor, vão trabalhar para que possamos viver numa sociedade que seja boa para todos.

Para os professores, eu digo: vocês são aqueles que introduzem os alunos ao conhecimento. Por isso, devem acompanhar, subsidiar e dar condições para que os alunos ampliem seus horizontes. O testemunho de um bom mestre não se mede apenas pelo conteúdo estudado, mas pelo cuidado que tem com a aprendizagem do aluno e o seu desenvolvimento como pessoa. O corpo docente da PUC-Campinas tem essa capacidade de apontar caminhos para que os alunos sejam grandes. Se o estudante não superar o seu professor, assumindo o protagonismo da sua formação, esse professor não foi bom. O discípulo deve superar o seu mestre.

Casa comum: “Precisamos nos dar as mãos e trabalharmos juntos”

O Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Dom Airton José dos Santos, participou da cerimônia que oficializou a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016, na Câmara Municipal de Valinhos, em fevereiro. Neste ano, a Campanha traz uma reflexão sobre o Meio Ambiente.

O evento contou com autoridades políticas e religiosas e com a palestra de Dom Airton José, que discursou sobre o tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano: “Casa Comum, Nossa Responsabilidade”.

“Esse tema é bastante pertinente para esta época e, de modo especial, neste momento em que vivemos, pois quase somos agredidos por essas doenças novas que estão surgindo e que vão se transformando em epidemia. Cuidar do Meio Ambiente, cuidar da Casa Comum, é pensar também que nós podemos vencer as epidemias e as doenças. Mas, para isso, precisamos dar as mãos e trabalharmos juntos”, disse Dom Airton José à TV Câmara de Valinhos.

Para conferir o discurso na íntegra do Grão-Chanceler da PUC-Campinas sobre a Campanha da Fraternidade 2016, ouça abaixo: