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O Avanço Tecnológico e a Sociedade Contemporânea

Por Profa. Me. Sílvia Cristina de Matos Soares – Diretora dos cursos:  Engenharia de Software, Sistemas de Informação e Gestão da Tecnologia da Informação

Mudanças sempre ocorreram, ao longo dos anos, na sociedade. Alguém duvida dessa afirmação? Acreditamos que a resposta a essa pergunta seja “ninguém duvida”. Talvez, há alguns anos, essas mudanças não aconteciam com a velocidade que acontecem hoje. A influência do avanço tecnológico sobre as gerações existentes, provavelmente, não será a mesma sobre as próximas gerações, considerando o crescimento exponencial no uso de tecnologia.

Atualmente, vivenciamos a existência da geração X, que inclui os nascidos no início de 1960 até o final dos anos 70 (às vezes, são incluídos os nascidos até 1982), da geração Y (também chamada Millennial), que inclui os nascidos em fins dos anos 70 e início dos anos 90 e da geração Z (também chamada iGeneration, Gen Z, Plurais ou Centennial), que compreende os nascidos entre o fim de 1992 a 2010. As diferentes características dessas gerações comandam a sua coexistência, que é um desafio para os seres humanos. O modo como cada geração age em relação ao ambiente de trabalho, aos relacionamentos, às relações familiares e à forma de interação com as coisas do mundo são diferentes.  Tais diferenças podem trazer benefícios e conflitos. Quando, por exemplo, a geração mais nova, com uma de suas características, que é a sua maior agilidade para a solução de problemas, consegue ser entendida e apreendida pelas gerações mais antigas, percebemos um ganho, um aprendizado benéfico para a sociedade e para as organizações. Porém, por outro lado, quando as gerações mais antigas se recusam a aprender com os mais novos, devido, também, a uma característica da geração mais nova relacionada à procura de informação imediata e do modo mais fácil e superficial, percebemos a instalação de conflitos, que dificultam o processo de tomada de decisão e o prosseguimento de ações que dependem de um consenso.

A geração Y “trouxe” para a sociedade os indivíduos que cresceram em um momento de prosperidade econômica, de grande avanço tecnológico e que nasceram em um mundo globalizado. Essa geração e a geração Z consomem uma grande diversidade de conteúdo virtual, enquanto as gerações mais antigas tentam se acostumar com os novos tempos. São gerações conhecidas como nativos digitais, familiarizadas com a internet, com os tablets, com o armazenamento em nuvem e estão sempre conectadas.

O fato de os indivíduos terem a necessidade de estar constantemente conectados deu origem a um problema enfrentado pelas gerações Y e Z. Quanto tempo é possível aguentar sem utilizar a internet ou a tecnologia sem sofrer com a abstinência? A resposta a essa pergunta constata a existência do problema, hoje chamado de nomofobia (uma abreviação, do inglês, para no-mobile-phone phobia). Esse termo é utilizado para descrever o pavor de não ter o celular disponível, ou seja, está relacionado à dependência tecnológica ou ao uso problemático do telefone móvel.

Ao mesmo tempo que a sociedade descobre um novo problema relacionado à saúde, essa dependência da tecnologia gera uma grande demanda por informações que, por sua vez, aumenta a necessidade de novas tecnologias para armazená-las, guardá-las, buscá-las e utilizá-las em benefício do ser humano. Os cientistas fazem uma previsão sobre um futuro tecnológico próximo, por volta de 2045, relacionado à singularidade das máquinas. Nesse futuro, a tecnologia terá avançado no sentido de possibilitar às máquinas serem mais inteligentes que os seres humanos. Enquanto esse futuro próximo está por vir, temos o desafio de tentar manter o equilíbrio para o uso das tecnologias, com o foco em seu uso para o benefício da sociedade.