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Campinas anos 70, a era do concreto e do automóvel

Por Luiz Roberto Saviani Rey

Este artigo é o terceiro da série sobre os 75 anos da Universidade.

O início dos anos 1970 e todo o período que se estende até 1980 são marcados por uma revolução inédita no campo urbanístico e viário em Campinas, como também por inovações no processo político-administrativo, consubstanciadas pela transferência da sede de governo do Palácio dos Azulejos – o solar do Barão de Itatiba, do rico período cafeeiro -, para o moderno edifício da Avenida Anchieta, o Palácio dos Jequitibás.

Dos modestos alargamentos de ruas e avenidas centrais da década anterior, da construção do Viaduto Miguel Cury como grande obra, a cidade salta para rasgos de dimensões bem maiores e calcados no concreto, fazendo surgir extensas e rápidas vias expressas, pontes e viadutos que a dimensionam para seu destino de cidade do automóvel.

Consolidada como polo de investimentos nos diversos setores àquela altura, e em pleno desenvolvimento, sua administração resgata o Plano de Melhoramentos Urbanos de Campinas, desenvolvido pelo engenheiro Prestes Maia, entre 1934 e 1938, e instituído pelo Ato 118, de 1938, chancelado pelo então prefeito João Alves dos Santos. Um plano ousado destinado à construção de uma metrópole, ao tempo em que a cidade detinha estrutura acanhada e arcaica.

Prestes Maia, posteriormente prefeito de São Paulo, mostrou-se visionário e profético quanto às potencialidades de Campinas. Suas réguas e esquadros vislumbraram uma futura megametrópole e, sobre a planta daquela cidade ainda quase rural e modesta, havia ele lançando as bases do traçado urbano atual, preparando a urbe para a “Era do Automóvel”.

Comércio em Campinas na década de 1970/ Acervo do Museu da Imagem e do Som- Luiz Granzotto
Comércio em Campinas na década de 1970/ Acervo do Museu da Imagem e do Som- Luiz Granzotto

Seu plano apresentava um aspecto vinculado ao urbanismo funcionalista e higienista, com enfoque em conceitos de estética urbana e valorização da paisagem. Previa largas e extensas avenidas contemplando áreas futuras de ocupação urbana e promovendo interligações entre os quatro pontos cardeais. Um plano radio-concêntrico.

Com isso, e com uma nova visão administrativa imprimida nos governos Orestes Quércia e Lauro Péricles, são construídas, com vertiginoso vigor e em tempo recorde, obras viárias de porte e de alto custo, baseadas no concreto e em estruturas portentosas.

Construção do Hospital Mario Gatti em Campinas/ Acervo do Museu da Imagem e do Som - Luiz Granzotto
Construção do Hospital Mario Gatti em Campinas/ Acervo do Museu da Imagem e do Som – Luiz Granzotto

Surgem como elemento renovador a Via Expressa Suleste e sua dimensão de rodovia longa e de extenso viaduto (hoje a Via Lix da Cunha), ligando a Via Anhanguera ao Centro da cidade; surge a Via Norte-Sul, interligando a região do Taquaral, toda a Zona Norte, aos bairros da região do Proença.

O Viaduto São Paulo, conhecido como Laurão, entre o Centro e a região Leste, cobre uma extensão de mais de 350 metros na Avenida Moraes Salles, sobre a depressão formada pelo leito do córrego Proença. Obras que passam a integrar áreas e bairros distantes, anteriormente ligados por ruas estreitas, convencionais.

As vias abertas favorecem a expansão industrial/comercial e atraem o setor de serviços que se multiplica velozmente, fortalecendo o setor bancário e financeiro. Campinas expande seus limites para além da Via Anhanguera em vasta área residencial e comercial e ganha um Distrito Industrial de grandes dimensões, planejado em terreno próximo ao Aeroporto de Viracopos. Uma área com infraestrutura para abrigar dezenas de empresas de grande e médio portes. O Distrito atrai indústrias como a Mercedes Benz e a região ganha uma nova rodovia, a Bandeirantes.

Colocação de mastros na Caravela, na Lagoa do Taquaral / Acervo do Museu da Imagem e do Som-  Luiz Granzotto
Colocação de mastros na Caravela, na Lagoa do Taquaral / Acervo do Museu da Imagem e do Som- Luiz Granzotto

Na extensão dessas reformas revolucionárias, a revitalização do Parque Portugal, no entorno da Lagoa do Taquaral, revela uma cidade moderna e humana, e a construção do Centro de Convivência Cultural, com seu Teatro de Arena – na busca pela substituição do Teatro Municipal Carlos Gomes, demolido em 1965 -, faz reviver e coloca em ebulição a cultura campineira, com o acréscimo da Orquestra Sinfônica.

Feitos e efeitos de uma Campinas renovada e contemporânea em um período rico, em que a Pontifícia Universidade Católica de Campinas, a PUC-Campinas, recebe a bênção papal e ganha dimensão de universidade nacional!

Luiz Roberto Saviani Rey é Professor do Curso de Jornalismo da PUC-Campinas e autor dos livros: A maldição dos eternos domingos sem derby (romance de costumes); O retiro antes da Laguna – Taunay em Campinas (romance histórico); O menino herói da Guerra Paulista – O bombardeio de Campinas (romance histórico) e A crônica é jornalística e brasileira (didático).

Cidade Digital segregada

Pesquisa de mestrado desenvolvida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo aponta os desafios para a construção de um território digital

 

Por Amanda Cotrim

É possível falar em tecnologia sem falar em infraestrutura? Por acreditar que não era possível, Renato Manjaterra Loner decidiu estudar no seu mestrado esses dois espaços: o eletrônico e o físico, a fim de compreender o conceito de “Cidade Digital”, que tem como mote a inserção do município na sociedade da informação, possibilitando ferramentas digitais como a extensão do modo de vida de seus cidadãos.

Primeiro ponto de wifi do Campinas Digital, na Prefeitura, fica a 500 metros do bairro mais incluído da cidade – Crédito: Álvaro Jr.
Primeiro ponto de wifi do Campinas Digital, na Prefeitura, fica a 500 metros do bairro mais incluído da cidade – Crédito: Álvaro Jr.

“Eu entendo que cidade digital é a cidade onde o cidadão, além de ter acesso às benesses da sociedade informacional, tem condições de usufruí-las”. Sua pesquisa identificou, no entanto, que nem todos têm acesso aos serviços de uma cidade digital. O estudo considerou que a desigualdade no acesso está relacionada a outras desigualdades sociais, como saneamento básico, segurança pública, renda e escolaridade.

A dissertação trabalhou com dois exemplos opostos de inclusão: o bairro Cambuí, o mais incluído, segundo a pesquisa, e o bairro Cidade Singer, na região do Campo Belo, próximo ao aeroporto de Viracopos, como o bairro menos incluído. O critério utilizado pelo pesquisador foi a escolaridade, a quantidade de domicílios com computador conectado à internet e o rendimento familiar, segundo os micro-dados da amostra do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por setor censitário (conjunto de uma média de cem domicílios). “O primeiro ponto de wifi do Campinas Digital, na Prefeitura, fica justamente cerca de 500 metros do setor censitário mais incluído da cidade”, considera Manjaterra Loner.

O estudo criou três mapas da cidade de Campinas, a partir de três segmentos: conectividade, escolaridade e renda. “Em seguida, estabelecemos a média desses três indicadores e produzimos o quarto mapa, que distingue os setores censitários mais incluídos dos menos incluídos digitalmente e informacionalmente. A esse índice dei o nome de Índice de Segregação Digital, que foi composto por uma fórmula parecida com a do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano, da ONU)”, compara.

“A concentração de investimentos nos serviços da “cidade digital” obedece à mesma lógica de outros benefícios construídos na cidade, como áreas verdes, saneamento, iluminação, segurança, água, ou seja, são concentrados nos territórios mais ricos. Então, entendemos o motivo da Cidade Singer ser o último território incluído no Programa Campinas Digital. É porque é o bairro mais pobre, carente de outros serviços”, contextualiza.

Renato Mantejarra- Mestre em Arquitetura e Urbanismo
Renato Mantejarra- Mestre em Arquitetura e Urbanismo

O objetivo do estudo, segundo Manjaterra Loner, foi oferecer um subsídio científico para que a construção da “Cidade Digital” pelo poder público se pautasse pela universalização das benesses da informatização do território. “A falta de definição do que seja cidade digital é o que permite que a sua construção se dê ao gosto do gestor ‘da vez’. Com um índice que aponte os territórios mais carentes desse tipo de investimento; a municipalidade pode decidir onde investir”, ressalta.

O trabalho, segundo Manjaterra Loner, oferece à Prefeitura de Campinas um mapa detalhado de onde estão os pontos mais urgentes de investimento público em infraestrutura e tecnologia, para que a população tenha acesso à ‘nova era’. “Agora é possível enxergar onde estão os territórios segregados e formular políticas públicas de inclusão desses territórios”.

 

SERVIÇO

Para ter acesso a pesquisa completa, acesse o link

Ou encontre a pesquisa na Biblioteca da PUC-Campinas. Informações em: (19) 3343-7058

 

 

O meio ambiente é onde os problemas moram

Por Amanda Cotrim

Já foi o tempo em que o Meio Ambiente estava associado à flora e à fauna. Isso mudou. Sua concepção hoje é a do lugar que é habitado. Com as cidades cada vez mais populosas, o Meio Ambiente é também urbano. É nesse lugar que o Conselho Municipal do Meio Ambiente (COMDEMA) de Campinas atua, como garantem as representantes da PUC-Campinas no COMDEMA, Profa. Dra. Nícia Barbin e Profa. Dra. Laura Bueno. O Conselho, que é deliberativo, não só aconselha como decide sobre os projetos do município.

Profa Dra Laura Bueno e Profa. Dra. Nícia Barbinb (Foto: Álvaro Jr).
Profa Dra Laura Bueno e Profa. Dra. Nícia Barbinb (Foto: Álvaro Jr).

Segundo a docente na Faculdade de Biologia e titular no Conselho Municipal do Meio Ambiente, Profa. Dra. Nícia Barbin, licenças para as concessões de obras na Rodovia Dom Pedro I, no Aeroporto de Viracopos e na continuação da Avenida Mackezine, em Campinas, foram as pautas mais discutidas pelo Conselho, em 2014. “Além dessas demandas, a revitalização do centro, a crise hídrica e a dengue foram discutidas e trabalhadas pelo Conselho”, contou.

Profa. Dra. Nícia Barbin é a titular no Conselho do Meio Ambiente (Foto: Álvaro Jr).
Profa. Dra. Nícia Barbin é a titular no Conselho do Meio Ambiente (Foto: Álvaro Jr).

Para a suplemente da PUC-Campinas no COMDEMA, a docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade, Profa. Dra. Laura Bueno, o Meio Ambiente é uma área extremamente interdisciplinar, em que moram muitos conflitos. “O estado de São Paulo tem a melhor legislação de Meio Ambiente, porque é o estado que tem mais problemas”, ressalta.

De acordo com as docentes, o COMDEMA, além de ser um conselho deliberativo, também possui diversos grupos de trabalhos, como o grupo que estuda o uso do solo, a educação ambiental, os resíduos sólidos, entre outros temas. Se uma rua precisar ser aberta e um empreendimento construído, o grupo de trabalho estuda o caso; se ele entender que não é um projeto viável para o Meio Ambiente, leva a argumentação para o plenário do COMDEMA, que vota. Universidades, como a PUC-Campinas e a Unicamp, são muito solicitadas a participar desses grupos técnicos, em razão do conhecimento científico que os representantes possuem. “É muito importante haver a participação da população, porque é a preocupação com a cidade que a gente pretende ter”, considera Nícia. “Todos os alunos da Universidade deveriam, pelo menos uma vez, assistir às reuniões. Qualquer pessoa pode participar das reuniões e opinar, não podendo, no entanto, votar; é uma experiência de cidadania contemporânea fundamental, mas poucos sabem e praticam isso”, completa a Professora Laura.

Profa Dra. Laura é suplemente no COMDEMA
Profa  Laura é suplemente no COMDEMA Foto: Álvaro Jr. 

As representantes da PUC-Campinas explicam que a participação de pesquisadores e docentes da área dá legitimidade para as discussões dos projetos, porque são respaldadas no conhecimento científico. “As nossas falas são sempre ouvidas com muita atenção”, acrescenta a docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo quanto à importância de se ter instituições de ensino e de pesquisa participando da administração pública de uma cidade.

O Conselho Municipal do Meio Ambiente foi criado em 24 de maio de 2001 e é deliberativo, isto quer dizer que o COMDEMA tem a responsabilidade de votar, aprovar ou reprovar os projetos municipais que vão ao encontro da pasta. Atualmente, o Conselho conta com 30 membros.

“Existe participação real da Universidade no debate sobre os problemas da cidade”, afirma representante da PUC-Campinas no CMDU

Mobilidade Urbana

Com as manifestações de junho de 2013, que inicialmente reivindicaram melhores condições de transporte e a redução da passagem de ônibus, o debate sobre mobilidade urbana se aflorou. Além de fenômenos sociais, como as manifestações, também é possível participar do debate político sobre questões que interessam toda a sociedade, por meio dos Conselhos Municipais. Em Campinas, são 34 Conselhos e seus Conselheiros (titular e suplente) têm atuação por dois anos, podendo ser renovados. Tanto o titular como o suplente somam um voto.

A PUC-Campinas participa de 12 Conselhos Municipais. São eles: Proteção e Defesa dos animais, Trânsito e Transporte, Habitação, Saúde, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Alimentação Escolar, Entorpecentes, Defesa do Patrimônio Cultural, Educação, Segurança Alimentar e Desenvolvimento Urbano. O Jornal abordará, ao longo das edições, a participação dos Conselhos que representam a Universidade no debate público. Nesta edição, o tema é “Mobilidade Urbana”. Para conversar sobre esse assunto, o Jornal da PUC-Campinas convidou os representantes da Universidade no Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU), os docentes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Prof. Me. Fábio Muzetti e o Prof. Me. João Verde, titular e suplente, respectivamente.

O que é o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e como ele funciona?

Prof. Me. João Verde (J.V.): De acordo com o Estatuto da Cidade, todo o município tem de ter Conselhos variados para que a sociedade possa participar das decisões sobre os problemas da cidade.

O CMDU é um Conselho Consultivo que fornece apoio à legislação urbana criada pelo executivo ou pelos vereadores. Todas as leis de âmbito urbanístico, como o plano diretor, mobilidade, habitação, entre outros, são discutidas no CMDU. Pelo Estatuto dos Conselhos Municipais, as universidades têm direito à participação, sem terem de ser escolhidas. Cada Conselho tem um número de entidades que participam.

No CMDU, além da PUC-Campinas, que tem acento permanente, participam associações de bairro, de classe, associações técnicas – como arquitetos e engenheiros.

Prof. Me. Fábio Muzetti (F.M.): O trabalho é voluntário. Nos reunimos uma vez por mês, apresentamos propostas, damos parecer sobre projetos de lei, porque, às vezes, a ideia é boa, mas inaplicável. Além disso, é importante lembrar que nem todos os Conselhos Municipais de Campinas são deliberativos, ou seja, que têm poder de decisão. A maioria é consultivo, como é o caso do CMDU. Para se tornar deliberativo é preciso alterar a lei orgânica do município. Contudo, está tramitando uma lei federal da Presidenta Dilma, que quer transformar todos os conselhos em deliberativos.

Como o tema “Mobilidade Urbana” vem sendo discutido no CMDU?

J.V.: Andar a pé é mobilidade urbana. O grande erro é não reconhecer isso. Se a cidade fosse criada para ser mais densa, com atividades de comércio e lazer perto de casa, num raio de 500 metros, estaria tudo resolvido. A pessoa se movimentaria a pé, de bicicleta e, eventualmente, pegaria ônibus. O investimento seria mais bem direcionado. Isso traria diversas facilidades. Muita gente pensa que mobilidade urbana é só ônibus. O poder público necessita ver como a cidade precisa funcionar como um todo. Se a população puder evitar o transporte, melhor ainda.

Qual é a avaliação da proposta das Ciclovias e como ela é tratada no CMDU?

F.M.: Em Chicago, a ciclovia funciona. Mas lá a cidade é plana. Em Campinas, a condição tomográfica é mais complexa. Não são todos os lugares possíveis. Muita gente não tem condicionamento físico; tem a alta temperatura, enfim, fatores que, muitas vezes, não são percebidos.

Qual é o maior desafio enquanto Conselheiros?

F.M.: Infelizmente, os assuntos são tratados em pastas distintas: transporte, urbanismo, infraestrutura. Portanto, eles aparecem separadamente, quando são questões interdisciplinares. Nosso maior desafio como Conselheiros é articular essas ações. As leis vêm “picadas”; o político, às vezes, não pensou no reflexo de determinada lei em outras áreas. Ele pensou somente na tarifa, ou somente no percurso do ônibus, por exemplo.

O que vocês destacariam de melhor no CMDU?

F.M.: A interdisciplinaridade do Conselho é importante: existem advogados, políticos, engenheiros. São, aproximadamente, 25 conselheiros no CMDU e cada entidade conta com dois conselheiros. Eu e o Professor João Verde somos um voto, representando a PUCCampinas.

J.V.: Existe a participação real da Universidade no debate sobre os problemas da cidade, pois não é somente a nossa opinião, mas questões que estão em sala de aula, no dia a dia. Levamos os debates para os alunos e vice-versa. Realizamos, recentemente, um seminário com professores da PUC-Campinas na Prefeitura para falar sobre a revitalização do centro de Campinas.

Qual é a motivação de vocês para serem conselheiros?

J.V.: Melhorar a cidade e participação social. Porque para mim, é uma questão crucial do nosso trabalho como profissional, que não se resume somente em ser professor, mas ser alguém que está trabalhando pela cidade.

F.M.: Eu destaco que uma das motivações é sair do espaço acadêmico e mostrar o conhecimento que a Universidade produz.

J.V.: Sem contar o impacto da participação da PUC-Campinas nos Conselhos Municipais refletido em sala de aula, com os alunos lendo as notícias, vindo perguntar e pesquisar. Isso gera interesse por parte deles. Algo muito importante para o desenvolvimento e a capacitação que a Universidade oferece aos alunos.

Foto: Álvaro Jr. Representante da PUC-Campinas no CMDU, Prof. Me. Fabio Muzetti
Foto: Álvaro Jr.
Representante da PUC-Campinas no CMDU, Prof. Me. Fabio Muzetti