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II Congresso Internacional de Criatividade acontece de 27 a 29 de junho na PUC-Campinas

Por Sílvia Perez

Entre os dias 27 e 29 de junho, a PUC-Campinas, em parceria com a Associação Brasileira de Criatividade e Inovação – CRIABRASILIS – realizará o II Congresso Internacional de Criatividade e Inovação – Teorias e Práticas em Contextos Interdisciplinares.

O objetivo do Congresso é divulgar a produção brasileira sobre criatividade e inovação, possibilitar o intercâmbio de pessoas e organizações, contribuir para uma reflexão criativa e atuação inovadora, fazer a interface entre os diferentes campos de expressão criativa e de inovação, incentivar as produções científicas, artísticas, culturais e educacionais no país.

O evento contará com a participação de conferencistas pesquisadores brasileiros e estrangeiros, com trabalhos em 22 áreas temáticas: Políticas públicas inovadoras; Ética na criatividade e inovação; Inovação e impacto social; Educação e criatividade; Ciência e tecnologia; Inovação e sustentabilidade; Inovação e Empreendedorismo; Projetos sociais inovadores; Invenções e Patentes; Educação de Talentos; Economia criativa; Criação e invenção; Patrimônio cultural; Cidades inteligentes; Complexidade e metadesign; O papel da criatividade na saúde; Ambientes inteligentes; Inovação e processos organizacionais; Criatividade e inovação na mídia brasileira; Psicologia positiva e bem-estar subjetivo; Ecoinovação e desenvolvimento sustentável; Artes e Literatura.

De acordo com a presidente do Congresso, Profa. Dra. Solange Muglia Wechsler, o evento é muito importante, principalmente, nesse momento de crise em que o país atravessa. “Por ser um Congresso Interdisciplinar, vamos debater os mais diferentes temas, porque queremos pensar de maneiras diferentes, já que em momentos de crise precisamos ser criativos, desenvolver soluções inovadoras para construirmos um país melhor”, destaca.

A programação conta com 43 opções de minicursos e oficinas no primeiro dia de evento; já no segundo e terceiro dias, acontecerão mesas-redondas, debates, conferências, pôsteres para que os participantes possam pensar em soluções criativas para as mais variadas situações.

Mais informações sobre o evento e inscrições estão disponíveis no link: www.congressocriatividade.org.br

Eclesiocom

E no dia 17 de agosto de 2017, a PUC-Campinas sedia a XII Conferência Brasileira de Comunicação Eclesial, a Eclesiocom, das 8h às 17h. As atividades no período da manhã acontecerão no Auditório Dom Agnelo Rossi, já no período da tarde, os Grupos de Trabalho serão nas salas do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CCHSA), no Campus I da Universidade.

Podem ser inscritos trabalhos científicos que foquem a relação entre a Comunicação e Religião, em especial que abordem o cenário brasileiro contemporâneo, a partir dos campos da Comunicação Social e das Ciências Humanas. O prazo de inscrição vai até o dia 15 de junho (http://portal.metodista.br/eclesiocom/2017/inscricoes).

Informações pelo e-mail: clc.12eclesiocom@puc-campinas.edu.br

Editorial: Comunicação e História

Em 2005, dos seis mil calouros que entraram na PUC-Campinas, 52% vinham de outras cidades e boa parte deles se preparava para viver a experiência de morar fora da casa dos pais, incluindo a “república” como alternativa de residência. Enquanto isso, os veteranos, representados pelo Diretório Central de Estudantes, DCE, expunham críticas e reparos à Reforma Universitária, à época item de pauta do meio acadêmico brasileiro.

Quase 60 anos antes disso, em 1946 o casal italiano Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi chegavam ao Brasil, iniciando uma jornada dedicada às artes, cujo ápice foi a criação do MASP (Museu de Arte de São Paulo). O tema foi tratado na tese de doutorado da professora da Faculdade de Arquitetura da PUC-Campinas, Vera Santana Luz, defendida em 2004.

Rememorando os anos de 1930, o neto adotivo do Barão de Itapura resgatou reminiscências do tempo em que morou no palacete que, na década seguinte, seria o primeiro campus universitário de Campinas.

Apesar de datas diferentes e temas diversos, os parágrafos acima têm um elemento comum: foram extraídos de matérias publicadas no Jornal da PUC-Campinas, que nesta edição dedica todo seu espaço às comemorações do Jubileu de Diamante da Universidade.

O Jornal é só um exemplo do compromisso de transparência e diálogo que a Instituição mantém com sua comunidade e com a sociedade em geral, mantendo, desde sua fundação, processos e recursos de comunicação, expondo fatos, ideias e posicionamentos nascidos no meio universitário ou de interesse da comunidade acadêmica.

Assim, no mais amplo sentido do termo, incluindo aspectos jornalísticos, comunicação é um item que se agrega com relevância a tantos outros que a Universidade cultiva e faz florescer desde sua fundação.

Em 75 anos, a comunicação na Universidade, voltada à comunidade acadêmica, alunos em especial e da Universidade, voltada à comunidade externa, acompanhou e divulgou os passos mais importantes e significativos dessa caminhada, como também abriu espaço para o cotidiano e as temáticas rotineiras, mostrando-se abrangente e permanente na missão de informar, sem nunca deixar de promover a interação entre os diversos componentes da comunidade acadêmica e desta com a sociedade.

A edição comemorativa o Jornal da PUC-Campinas resgata fatos e pessoas que se destacaram em75 anos de História, bem como abre espaço para manifestações diversas sobre o significado dessa História para os tempos presente e futuro da Universidade. Esse movimento reafirma e confirma que, nos seus diferentes modos de ser e fazer, com variados recursos, incluindo os mais atuais e modernos, de perfil informatizado, a comunicação destaca-se como preocupação precípua e valor de primeira grandeza da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Artigo: Para além da Universidade

Por Lucas Jerônimo

As possibilidades pretendidas desde o ingresso na Universidade norteiam a relevância obtida a partir de um projeto de Extensão, consolidado por uma necessidade externa e de mesmo modo pela potencialidade possível a partir da experiência acadêmica. O projeto “Reflexões Críticas Sobre a Mídia no Processo de Educomunicação” é um desses exemplos.

Lucas participou do projeto de Extensão “Reflexões Críticas Sobre a Mídia no Processo de Educomunicação". Crédito: Álvaro Jr.
Lucas participou do projeto de Extensão “Reflexões Críticas Sobre a Mídia no Processo de Educomunicação”. Crédito: Álvaro Jr.

O objetivo é compreendido a partir da construção coletiva, quando os conhecimentos absorvidos em sala de aula são transportados para o lado de fora, em uma via de mão dupla. Essa vivência se torna ainda mais motivadora quando a partilha se dá para a construção de novos contextos formativos, para a educação, e para a relação essencial entre esta e as perspectivas dadas pelo advento de novas mídias, em constante transformação.

É possível materializar essas observações a partir da vivência in loco, como no caso desse projeto, em que a transferência e partilha de conhecimentos se dão com professores do Ensino Fundamental e Médio que se dispõem à integração por meio de oficinas temáticas acerca do tema central do Projeto de Extensão Universitária.

Nesse sentido, repensar a dinâmica do nosso processo de formação passa a ser fator essencial. É quando a técnica ganha corpo e movimento que percebe-se de que forma a atuação do estudante de Extensão se destaca para além da grade curricular, e a vivência universitária passa a ser agregada não só como a repetição de conteúdos e o cumprimento de metas probatórias.

Como eixo condutor da experiência de Extensão está a aproximação de realidades diversas àquilo que, às vezes, está limitado a vivências pessoais e de caráter privado, ou seja, o que se enquadra em limites que já não contemplam a necessidade. A vivência comunitária é transformadora, mas só quando a universidade se integra e não apenas aplica a “receita pronta” de como deve ou não ser.

O conhecimento e a produção acadêmica com a comunidade ampliam, sobretudo, as fronteiras e podem evidenciar profissionais egressos com possibilidades de atuação social superiores.

 

Extensão: a relação entre Universidade e Comunidade externa

Por Duílio Fabbri

Aprender a ler imagens e a compreender os seus possíveis sentidos tornaram-se habilidades necessárias para desenvolver a capacidade de interagir com o mundo de forma consistente e consciente. No Projeto de Extensão “Reflexões críticas sobre a mídia no processo de educomunicação”, desenvolvido junto aos professores da Escola Estadual Prado e Silva, tem-se como perspectiva o fato de que aprender sobre o mundo editado pela mídia, a ler além das aparências; a compreender a polifonia presente nos enunciados da narrativa midiática não são tarefas fáceis, mas desejáveis para uma leitura crítica do mundo. Da mesma forma, discutir a responsabilidade social dos veículos de comunicação, compreender as intrincadas relações de poder que estão por trás de sua composição, além de capacitar professores e alunos para entender os sentidos, o significado implícito no discurso midiático, também é papel da Extensão.

Lucas Jerônimo e o Coordenador do Projeto Duílio Fabbri- Crédito: Álvaro Jr.
Lucas Jerônimo e o Coordenador do Projeto Duílio Fabbri- Crédito: Álvaro Jr.

Do ponto de vista institucional, entendendo a Universidade formada por um tripé em que se integram Ensino, Pesquisa e Extensão, este projeto não só se relaciona e contribui para o projeto pedagógico do Curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), bem como com as diretrizes de Extensão difundidas pela Instituição. O projeto pertence ao eixo aglutinador Cultura e Arte, cujo cerne é aplicar concretamente, via Extensão, o conhecimento produzido e existente na Universidade no enfrentamento, nas reflexões críticas do mundo que nos acerca e no entendimento de novas tecnologias e linguagens. Como professor de Extensão, responsável pelo projeto, conto com dois alunos bolsistas, que têm tarefas específicas, com aderência à Faculdade de Jornalismo, em que os mesmos estão a aplicar e a desenvolver os conhecimentos da área estudada.

 

Duílio Fabbri é extensionista e diretor adjunto do curso de Design Digital

Lucas Jerônimo – extensionista

Artigo: Discursos, Ciências e Miçangas

 Por Eliane Fernandes Azzari

Para revisitar ciências e a relação entre a contestação de discursos de repetição e a ruptura de paradigmas, acato o papel político da linguagem  –  prática social  ideologicamente norteada – materializada em enunciados que me permitem a análise de  discursos, o que faço a seguir.

Trabalhando com Ciências Humanas na atualidade, interesso-me pelo novo paradigma que as Tecnologias da Informação e Comunicação Digitais (TICDs) têm fomentado na construção do conhecimento, oferecendo brechas para o trato pedagógico da linguagem.

Contrariando paradigmas vigentes, Francis Bacon, por exemplo, contestou discursos ao escrever ensaios em inglês que instigaram mudanças no pensamento científico ocidental tanto nas Ciências Naturais como nas Humanas – que só teriam atingido status de Ciência no início do século XX, quando Dilthey tratou estudos interpretativos acerca da vida por “ciências do homem ou do espírito”. Em Of Studies, Bacon inaugura um inglês menos prolixo para sugerir que um dos objetivos do ato de estudar é “pesar e considerar ideias”.

Trabalhando com Ciências Humanas na atualidade, interesso-me pelo novo paradigma que as Tecnologias da Informação e Comunicação Digitais (TICDs) têm fomentado na construção do conhecimento, oferecendo brechas para o trato pedagógico da linguagem. Nessa direção, via rede social síncrona, cheguei ao enunciado “Japão pede que universidades cancelem cursos de humanas” e, depois, a um texto publicado pela Embaixada do Japão no Brasil. Já que estudo discursos para, também, pesar ideias criticamente, leio no texto que afirma que o Japão é “especializado em módulos e processos de alta tecnologia e conhecimento técnico”, um discurso neoliberalista que reitera o conceito de estado-nação e adota tom assertivo (“será necessário aumentar a produtividade de trabalho”) para golpear as Ciências Humanas. A urgência em “focar aspectos vocacionais mais práticos” que “antecipem melhor as necessidades da sociedade”, trata a “vocação” para as tecnologias por mera instrumentalidade técnica, discurso contestável.

Numa sociedade perigosamente desprovida de Ciências Humanas não haveria promoção dos letramentos necessários para legitimar direitos e deveres – públicos e privados

Procurando a mesma rede por discursos de resistência, acabei por encontrar os de repetição. Uma comunidade popularizada por membros das Humanidades enuncia com humor: “Ajudar o povo de humanas a fazer miçanga[1]” – satirizando, mas também reforçando, estereótipo identitário, contextualizado em uma ciência menor. “Fazer miçanga” remeteria à função-artesão, atuação posta às margens da sociedade tecnologizada?

Numa sociedade perigosamente desprovida de Ciências Humanas não haveria promoção dos letramentos necessários para legitimar direitos e deveres – públicos e privados. Assim, acalentar discursos de repetição tecnicistas e contrários às Humanidades destinaria seus profissionais a escolher apenas entre as velhas linhas de produção ou a fabricação de miçangas.

Prof. Me. Eliane Fernandes Azzari é docente na Faculdade de Letras 

Mídias Sociais: uma realidade que não tem mais volta

Relacionamento no mundo digital foi tema do 30º Fórum de Debates em Relações Públicas, no dia 1o de setembro, no auditório Dom Gilberto, no Campus I da PUC-Campinas

Por Amanda Cotrim

Fugir de um cenário cada vez mais interativo, mediado pelas redes sociais, é algo praticamente impossível. Em vez de “brigar” com essa já não tão nova realidade, a especialista em mídias sociais e professora na Universidade de São Paulo (USP), Carolina Terra, uma das palestrantes do 30º Fórum de Debates em Relações Públicas da PUC-Campinas, sugere que os profissionais de comunicação se adaptem. Mais do que saber mexer nas redes sociais, “o profissional precisa entender as novas mídias, porque este é um cenário que não tem mais volta”, ressalta.

Carolina Terra é consultora em mídias sociais- Crédito: Álvaro Jr
Carolina Terra é consultora em mídias sociais- Crédito: Álvaro Jr

Para ter uma divulgação bem-sucedida, seja em que área for, é fundamental não ter apenas visibilidade, mas, sobretudo, estratégia. “A marca que não entender que a comunicação mudou e que para estar nas mídias sociais é essencial interagir com o seu público, nem abra uma Fan Page”, recomenda Carolina. Além de a “interação” ser quase uma palavra de ordem, é muito importante que a marca seja transparente: “se a marca ou a empresa não der sua versão, os usuários darão, e a imagem da empresa será pautada a partir de terceiros”, considera.

O palestrante e Relações Públicas, Pedro Vitor de Melo Alves- Crédito: Álvaro Jr
O palestrante e Relações Públicas, Pedro Vitor de Melo Alves- Crédito: Álvaro Jr

O 30º Fórum de Debates em Relações Públicas da PUC-Campinas recebeu também o especialista em mídias digitais, Pedro Vitor de Melo Alves. Para ele, a comunicação digital, hoje, faz parte da vida das pessoas e das empresas, afetando a forma como consumimos e nos relacionamos, “sendo assim, se faz necessário conhecermos melhor esse mundo digital”. De acordo com Alves, num mundo cada vez mais conectado, a atenção das pessoas parece ser o produto mais importante. “Mas para que o profissional de mídias sociais consiga captar a atenção das pessoas, ele precisa estar atento ao contexto”, considera. “Saber o que está acontecendo, entender qual é o seu público-alvo e buscar onde está a sua audiência é essencial”, completa Carolina.

Para uma boa divulgação é importante, segundo a consultora, que o conteúdo seja de interesse, isto é, que mais do que uma informação seja uma prestação de serviço. “Se a marca/empresa apenas divulgar conteúdo institucional, isso não vai gerar interesse e visibilidade”, defende.

"As redes sociais não são neutras"- Foto: Álvaro Jr.
“As redes sociais não são neutras”- Foto: Álvaro Jr.

A docente também ressalta que as redes sociais, assim como qualquer veículo de comunicação, não são neutras, “quem paga, aparece mais. No entanto, é importante lembrar que há alternativas de divulgação, para além de mídias como Facebook. Às vezes, uma boa estratégia num blog ou num site pode gerar engajamento”.

O Fórum de Debates em Relações Públicas é um evento tradicional na PUC-Campinas, dirigido a toda comunidade interessada, como profissionais de comunicação, e principalmente aos profissionais da área de Relações Públicas.

Tome Ciência: Mês de outubro

Formatação de Texto!

Calma! Não é uma tarefa de outro planeta. Escrever em uma linguagem acadêmica pode ser complicado. Mas se há algo que dá tanto trabalho quanto é a formatação do texto dentro das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O ideal é que a produção do texto e a formação aconteçam simultaneamente, para que o trabalho árduo de formatação não fique para o final do processo. Assim, fica mais fácil “memorizar” as normas. Contudo, como as dificuldades sobre a ABNT não são consenso, estudantes da Universidade Federal de Pernambuco criaram uma plataforma onde é possível editar o texto já dentro de templates padronizados. Confira a reportagem da Revista Galileu clicando aqui. E abra este link para usar a plataforma.

Estudo compara padrões do sono em casas com e sem luz elétrica:

Um novo estudo observou diferenças no ciclo diário e na produção de melatonina entre pessoas que têm energia elétrica em casa – e são expostos à luz artificial à noite – e quem não tem acesso à eletricidade.

O estudo foi feito por pesquisadores do Brasil, do Reino Unido e da Suécia, que compararam padrões de sono de uma população de seringueiros e operários que vivem e trabalham em áreas remotas da Amazônia brasileira.

Confira a reportagem completa no site da FAPESP. 

CIAPD prepara pessoas com deficiência para o mercado de trabalho

Uma das formas mais significativas de inclusão social é a entrada no mercado de trabalho. Pensando deste modo, o Centro Interdisciplinar de Atenção à Pessoa com Deficiência (CIAPD) da PUC-Campinas, em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da PUC-Campinas, abre as portas para pessoas com deficiência física, mobilidade reduzida, sensorial, intelectual e múltipla, a partir de 16 anos de idade.

O CIAPD foi criado na década de 90, e desde então promoveu diferentes modalidades de projetos sempre com ênfase na inclusão social da pessoa com deficiência. Especificamente, no ano de 2014, adentrou uma nova fase no trabalho de inclusão social, voltada para a preparação da pessoa com deficiência para o mercado de trabalho.

 Confira a reportagem completa, aqui. 

 

Espaço Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários

Apesar de existir uma indicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para que toda paróquia católica do país tenha uma equipe de Pastoral da Comunicação, essa meta ainda está longe de ser alcançada. Uma das principais dificuldades, segundo especialistas, é que para agir nessa área não é suficiente boa vontade e trabalho voluntário. Assim, além da disponibilidade dos agentes de pastoral é importante um conhecimento mais especializado – tanto técnico quanto teórico – na área da Comunicação.

Esse é o objetivo do projeto de extensão “Comunicação e Ação Pastoral: elaboração de Plano de Comunicação Institucional junto às paróquias da Forania São João XXIII, da Arquidiocese de Campinas”, desenvolvido pelo Prof. Lindolfo Alexandre de Souza, da Faculdade de Jornalismo, e que conta com dois alunos bolsistas. Na primeira etapa do projeto foram realizadas oficinas de capacitação para que os agentes de pastoral pudessem elaborar um Plano de Comunicação Institucional para cada uma das sete paróquias da Forania. E um plano que levasse em consideração a realidade de cada paróquia, com suas possibilidades, recursos disponíveis, cronograma e prioridades.

Após os planos elaborados, os agentes de pastoral estão participando de oficinas de capacitação para o aperfeiçoamento da comunicação paroquial, ao mesmo tempo em que são acompanhados na implementação das ações previstas nos planos de comunicação. Entre os temas das oficinas estão técnicas para produzir jornais e boletins paroquiais impressos, uso da internet para a evangelização, organização do quadro de avisos e dicas para o uso adequado do microfone, entre outras.

O projeto iniciou em agosto de 2014 e tem previsão de término em dezembro de 2015. Após a intervenção, o objetivo é que as equipes paroquiais de Pastoral da Comunicação estejam organizadas e capacitadas para a continuidade das ações, sem a necessidade de acompanhamento do docente nem dos alunos extensionistas.

Universidade internacionalizada

Por Amanda Cotrim

A globalização é um fenômeno que suscita inúmeras discussões no campo científico. E uma coisa é fato: estar numa universidade global é uma oportunidade para estabelecer contato com outras culturas, se apropriar de novas informações ou novos formatos de entendimento sobre o mundo. Atualmente, valoriza-se a capacidade de comunicação entre diferentes línguas e códigos sociais. O estabelecimento de relações que envolvam diferentes modos de vida e valores é um diferencial, e essa é a opinião do Coordenador do Departamento de Relações Externas (DRE) da PUC-Campinas, Prof. Dr. Douglas Ferreira Barros. “O intercâmbio é, hoje, um momento importante da formação pessoal e profissional. Desejável para a construção da carreira profissional, e também para o engrandecimento humano, capacitando o profissional para contribuir para as mudanças em sociedades complexas ‘sem fronteiras’, que exigem do cidadão posicionamento crítico e ações em relação a problemas locais, que influem e se relacionam com os problemas globais.

Estudante Daniel Silva na França (Foto: Arquivo PUC-Campinas)
Estudante Daniel Silva, na França (Foto: Arquivo PUC-Campinas)

Globalizar, no bom sentido do termo, gera experiências novas, o que interfere instantaneamente nos hábitos das pessoas, como aconteceu com o Daniel Barjud Silva, quando ele foi estudar na École d´Architecture de Grenoble, na França. “A adaptação em Grenoble foi muito fácil, logo adotamos a cultura dos parques, praças e passeios. O contato com o novo, viver outra realidade, aprender nova língua, realmente é uma experiência inesquecível”, relata Daniel.  Mas não é porque a experiência é transformadora que ela é, necessariamente, sempre fácil. “A minha adaptação foi um tanto complicada; as diferenças se tornam gigantes quando deixamos nossa família e vamos encarar outra realidade e num lugar distante”, expõe Adriana Aparecida de Oliveira Braz, que foi para Portugal, na Universidade Nova Lisboa.

Adriana Braz em Portugal (Foto: Arquivo PUC-Campinas)
Adriana Braz em Portugal (Foto: Arquivo PUC-Campinas)

Segundo Barros, em algumas áreas de formação, a experiência fora do país de origem tem sido considerada como uma  etapa imprescindível da boa formação para o mundo do trabalho, havendo, em algumas áreas, a necessidade da experiência internacional para o exercício profissional. E é com esse intuito que a PUC-Campinas tem buscado se internacionalizar, promovendo parcerias com Instituições de Ensino em países diversos, dos demais continentes. Hoje, a Universidade mantém parcerias com 45 universidades. “Além disso, estamos atualmente com 18 acordos em processo de análise ou assinatura. Temos também parcerias com uma ONG e com Associações, a exemplo do International Federation of Medical Students – IFMSA, que visa o intercâmbio de um mês para estágio na área de medicina, o Conselho de Reitores de Universidades Brasileiras – CRUB / Consejo de Rectores de Universidades Chilenas – CRUCH, e a Conférence des recteurs et des principaux des universités du Québec – CRUB/CREPUQ. Estamos assinando, também, um acordo com a Organização de Estados Americanos – OEA.

Benefícios em se fazer um intercâmbio:

Para o Coordenador, “os aspectos positivos da Internacionalização superam quaisquer possíveis impactos que se avaliem como negativos, pois é um trabalho de enriquecimento até em casos no quais a experiência parece não ser tão proveitosa”, pontua. O destino mais procurado, de acordo com Barros, ainda é os Estados Unidos, que em 2014, foi a escolha de 29% dos alunos intercambistas da PUC-Campinas. “Isso se deve à oportunidade do Programa Federal “Ciência Sem Fronteiras”, e pela iniciativa do governo em oferecer o “Inglês Sem Fronteiras (ISF)”, que possibilita ao candidato do “Ciência Sem Fronteiras” cursar o inglês básico de forma gratuita”, explica. Já nos programas de intercâmbio entre as Instituições de Ensino Parceiras da Universidade, os destinados mais procurados estão entre Portugal e países de língua espanhola, “em razão da facilidade do idioma”, considera.

O que é necessário para me candidatar a um intercâmbio?

De acordo com o Coordenador, em relação ao idioma, cada universidade estrangeira define os requisitos; algumas exigem formação de alto nível (inclusive exame de proficiência oficial) e outras não. “Portanto, nós pedimos que os alunos fiquem atentos aos requisitos específicos de cada edital para o intercâmbio de interesse. A Mount Royal University (Canadá), por exemplo, exige o TOEFL (nota mínima 83), enquanto outras universidades como a Universidad de Monterrey (México) e a Università degli Studi di Cagliari (Itália) exigem apenas comprovante de conhecimento do idioma, sem necessidade de certificação oficial.

Confira os requisitos mínimos para os alunos participarem dos programas de intercâmbio oferecidos pela PUC-Campinas, clicando aqui. 

Dados dos alunos que foram estudar no exterior por meio da Universidade:
Em 2013, a PUC-Campinas enviou 111 alunos para o exterior;
Em 2014, a PUC-Campinas enviou 134 alunos para o exterior.
Passo a passo. O aluno poderá:
1º Passo: consultar o site do DRE
2º Passo: acessar o site para conhecer mais sobre os diferentes Programas de Intercâmbio oferecidos pela PUC-Campinas
3º Passo: conferir os depoimentos de alunos que retornaram de diferentes programas de intercâmbio no site e visualizar fotos.
4º Passo: obter informações sobre notícias e palestras de universidades estrangeiras. 
Para os estudantes que já aprovados e os que desejam participar de intercâmbio, o site tem informações para os preparativos da ida e do retorno do aluno, assim como está disponibilizado o “Guia para Alunos Intercambistas”. 
Para o esclarecimento de dúvidas, os alunos podem entrar em contato com o DRE, por meio dos endereços eletrônicos (e-mails) dre@puc-campinas.edu.br ou dre.international@puc-campinas.edu.br ou pelo telefone 3343-7261.

 

Serviços PUC-Campinas: têm dúvidas? Consulte-nos

Por Amanda Cotrim

Os calouros não conhecem e muitos alunos veteranos ainda têm dúvidas sobre os serviços que a PUC-Campinas oferece aos seus estudantes. A reportagem tem o objetivo de explicar o que o aluno pode buscar e encontrar em alguns dos departamentos da Universidade. Por exemplo, muitos alunos têm dúvidas sobre o que é a Secretaria Geral e o que é a Secretaria Acadêmica do Centro. Outra dúvida constante refere-se às Práticas de Formação. Nesta edição, será explicado o motivo de a Universidade adotar essas atividades e qual é o objetivo delas.

 Um mecanismo fundamental entre a PUC-Campinas e seus alunos é a comunicação. Em pleno século XXI, as relações comunicacionais se dão de inúmeras maneiras, e uma delas é por meio da tecnologia. O estudante pode, e deve, se comunicar com a Universidade sempre que for preciso. Para isso, ele precisa conhecer algumas ferramentas de comunicação e divulgação do conhecimento dentro da Instituição.

Confira:

Ferramentas de comunicação e divulgação do conhecimento

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A PUC-Campinas oferece três importantes meios de comunicação: o Portal, as Mídias Sociais e o Jornal da PUC-Campinas. Essas plataformas de comunicação são bem diferentes entre si. Para que você possa interagir com a Universidade e contribuir para ampliar o nosso projeto de comunicação, conheça cada uma dessas ferramentas.

Jornal da PUC-Campinas

O Periódico é mensal e on-line. O jornal também está no Portal da PUC-Campinas, em versão eletrônica. É o espaço para a divulgação científica e cultural de pesquisas, estudos, trabalhos de conclusão de curso, artigos acadêmicos, projetos da PUC-Campinas. Ou seja, o material produzido pela Comunidade Universitária que é de interesse da sociedade.

O Portal é diferente do Jornal

O Portal é o local em que o aluno encontrará as notícias de interesse acadêmico, desde cursos, eventos, seminários, palestras, e demais assuntos referentes ao Ensino, à Pesquisa e à Extensão dentro da Universidade.

Redes Sociais

Foto: Álvaro Jr.
Foto: Álvaro Jr.

Dados apontam que 85,3 milhões de brasileiros, acima de 16 anos, têm acesso à internet; desse total, 46 milhões são usuários de redes sociais. A PUC-Campinas está no Facebook, Twitter, Linkedin e Instagram. Nas mídias sociais da Universidade você vai encontrar todo o conteúdo do Jornal e do Portal da PUC-Campinas. Além disso, você pode interagir com os outros estudantes. As redes sociais também informam atividades que muitas vezes não estão no Portal e no Jornal da PUC-Campinas e que podem interessar nossos estudantes, como produções culturais e científicas e a divulgação de eventos acadêmicos e agenda cultural.

Secretaria Geral x Secretaria Acadêmica do Curso

As Secretarias Acadêmicas se constituem em uma ramificação da Secretaria Geral nos Centros, onde os alunos devem se dirigir para esclarecer dúvidas, fazer consultas, solicitar documentos ou apresentar algum requerimento.

A Secretaria Geral é responsável pela administração, registro, emissão e arquivo de documentos (crédito: Álvaro Jr)
A Secretaria Geral é responsável pela administração, registro, emissão e arquivo de documentos (crédito: Álvaro Jr)

A Secretaria Geral, que fica no prédio A02 no Campus I, é o setor da Universidade responsável pela administração, registro, emissão e arquivo de documentos, como, também, presta atendimento especializado aos Centros, Faculdades, demais setores da Universidade. No que diz respeito aos alunos, a Secretaria Geral é responsável pela verificação e controle dos documentos escolares apresentados para ingresso nos cursos de graduação e pós-graduação, pelo registro das atividades acadêmicas, pela emissão de documentos escolares e pela emissão e registro de diplomas e certificados. A Secretaria Geral também atende a demandas de outras instituições, especialmente as de ensino superior.

De acordo com o Secretário Geral da Universidade Prof. Dr. Pe. José Benedito de Almeida David, o estudante pode entrar em contato com a Secretaria Geral pela Área Logada do Aluno (site do Aluno) ou procurá-la presencialmente, quando o assunto estiver fora da alçada de atuação da Secretaria Acadêmica do Centro em que está a sua faculdade. “Considerando que a Secretaria Geral tem um trabalho conjunto com as Secretarias Acadêmicas dos Centros, o aluno deve se dirigir inicialmente à Secretaria Acadêmica de seu Centro”, explicou.

Quando se tratar de emissão de diploma ou certificado, o aluno concluinte deve dirigir-se ao setor de diplomas da Secretaria Geral para solicitar a emissão de seu diploma ou certificado de conclusão de curso.

Para que o aluno possa conhecer as normas e esclarecer suas dúvidas, a PUC-Campinas disponibiliza as informações no Portal da Universidade. “Os estudantes podem entrar na Área Logada do Aluno, em que terão acesso e poderão conhecer o Estatuto e Regimento da Universidade, o Regulamento de Matrícula, o Manual do Aluno, o Calendário Geral da Universidade e as normas e critérios acadêmicos que regem a vida acadêmica na Universidade”, recomenda.

Departamento de Relações Externas

O Departamento de Relações Externas (DRE) da PUC-Campinas é responsável pelos Projetos de Cooperação Nacional e Internacional da Universidade, cujo objetivo é fomentar a troca de informações e a produção de conhecimento, incentivando a formação integral de alunos e professores.

Se o aluno pretende realizar algum intercâmbio acadêmico, é com o Departamento de Relações Externas que irá tratar. O DRE também atua como facilitador da experiência internacional dos estudantes, divulgando e promovendo palestras, apresentações, feiras e workshops que informem ao aluno sobre cursos, programas e bolsas de estudos. A PUC-Campinas oferece inúmeras possibilidades de atividades no exterior. Por isso, o aluno deve ficar sempre atento ao Portal e às Redes Sociais da Universidade.

Práticas de Formação

Alunos aprendem fotografia em Prática de Formação. (Foto: Álvaro Jr).
Alunos aprendem fotografia em Prática de Formação. (Foto: Álvaro Jr).

As Práticas de Formação foram criadas para possibilitar ao aluno da PUC-Campinas ampliar e enriquecer sua formação. Com as aulas das Práticas de Formação, o aluno terá contato com conteúdos de diversas áreas do conhecimento, experiências, oportunidades para desenvolver novas habilidades, e convivência com alunos de outros cursos.

As Práticas de Formação são um banco de recursos educativos que ajudam o aluno no processo de ensino e aprendizado mais qualificado. As possibilidades são inúmeras, desde atividades de mercado até atividades esportivas e artísticas.

ATENÇÃO: As Práticas de Formação são obrigatórias, por isso, o aluno deve ficar atento aos prazos dos processos de matrícula. Contudo, não é preciso pressa, pois as vagas não são distribuídas pela ordem de chegada.

Para aproveitar bem as Práticas de Formação, o estudante deverá conhecer o elenco de atividades do semestre, dentre as quais irá selecionar as de seu interesse. Nele, encontrará o nome do professor, da atividade, sua descrição, os dias e os horários das turmas, e o local em que será realizada. Preste atenção nas observações e pré-requisitos da atividade, pois algumas necessitam de conhecimentos prévios.