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Programa PUC–Campinas Empreende está com inscrições abertas até o dia 15 de setembro

Por Sílvia Perez

Quem deseja empreender terá a oportunidade de receber informações valiosas, por meio do Programa PUC-Campinas Empreende, sobre como começar o próprio negócio, qual o melhor ramo de atividade para se investir, principalmente agora, diante desse cenário de crise econômica e desemprego que o país atravessa. As inscrições para o 2º semestre podem ser realizadas até o dia 15 de setembro.

Podem se inscrever alunos ou ex-alunos dos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação da Universidade, assim como professores e funcionários da PUC-Campinas.

O PUC-Campinas Empreende inclui dois projetos: Ideias de Negócio e Pré-Incubação de Ideias.

O Coordenador do Programa, Tiago Aguirre, explica a diferença entre os projetos: “O projeto Ideias de Negócio apoia a criação de grupos interdisciplinares e a experimentação de ferramentas para modelagem de negócios utilizadas por Startups e Corporações, estimulando a formação de uma comunidade de empreendedores. Já o projeto Pré-Incubação de Ideias atua no processo de validação das ideias de negócio por meio do relacionamento com potenciais clientes do produto ou serviço idealizado, no desenvolvimento do protótipo de um produto, processo ou serviço, estimulando a criação de novas empresas que ofereçam ao mercado produtos ou serviços diferenciados”, destaca.

Mais informações sobre o programa e inscrições estão disponíveis no link: https://www.puc-campinas.edu.br/proext/programa-puccampinas-empreende/.

 

A Universidade e o Empreendedorismo

Por Tiago Aguirre – Coordenador do Programa PUC-Campinas Empreende

Cada vez mais encontro pessoas conversando sobre o futuro das relações pessoais, sobre como será o mercado de trabalho do futuro. A Internet e a mobilidade estão transformando os meios de comunicação e a forma que nos relacionamos. Algumas vezes, busco refletir: Por quê? Para quê? Muitas vezes encontro um porque, mas nem sempre é trivial achar o para que.

Neste momento de incertezas, comenta-se que 60% das profissões atuais não existirão nos próximos 20 anos. O que fazer? Quais são as competências do profissional do futuro? Como prepará-los? Qual o papel da Universidade?

De outro lado, como diriam os enxadristas, a carreira corporativa tradicional está “em xeque”. Jovens profissionais passam em processos seletivos exigentes e, se não se identificam com a cultura da empresa, saem em busca de algo melhor. Estão priorizando seus objetivos pessoais. E fica a dúvida: onde encontrarão algo melhor?

Podemos entender a cultura de “priorizar os objetivos pessoais” como a cultura de “construção de sonhos”, que é base do Empreendedorismo. Nas palavras do Prof. Fernando Dolabela, “empreendedor é alguém que sonha e busca transformar seu sonho em realidade”.

Nesse contexto, a Universidade precisa estar preparada para oferecer para a comunidade interna e externa, ambiente propício para auxiliar a construção dos mais diversos sonhos. É importante lembrar que, como toda área de conhecimento, existem métodos e ferramentas que auxiliam o processo empreendedor. Assim sendo, oferecer ambiente de capacitação e experimentação é o que se pode esperar das Universidades.

Na PUC-Campinas, por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEXT), apresenta-se o Programa PUC-Campinas Empreende, com projetos orientados ao apoio, capacitação e integração da comunidade de alunos, egressos, professores e funcionários com o Ecossistema Empreendedor da Região Metropolitana de Campinas. Busca-se, dessa forma, auxiliar na formação de profissional capacitado a transformar a realidade do mercado, seja por meio de sua atuação nas empresas e corporações existentes, seja na construção de novas empresas que geram trabalho e renda de maneira sustentável ambiental, social e economicamente.

 

Inscrições para o Programa PUC-Campinas Empreende vão até o dia 24

Por Sílvia Perez

Com o cenário de crise econômica e desemprego no país, muitas pessoas desejam empreender, começar o próprio negócio, mas nesse momento surgem várias dúvidas: “Por onde eu começo?”, “Qual é o melhor ramo para investir”, entre outras. Se você se identificou com a situação acima não perca tempo, inscreva-se para o Programa PUC-Campinas Empreende 2017, as inscrições vão até o dia 24 de março.

Podem se inscrever alunos ou ex-alunos dos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação da Universidade, assim como professores e funcionários da PUC-Campinas.

O PUC-Campinas Empreende inclui dois projetos: Ideias de Negócio e Pré-Incubação de Ideias.

O Coordenador do Programa, Tiago Aguirre, explica a diferença entre os projetos: “O projeto Ideias de Negócio apoia a criação de grupos interdisciplinares e a experimentação de ferramentas para modelagem de negócios utilizadas por Startups e Corporações, estimulando a formação de uma comunidade de empreendedores. Já o projeto Pré-Incubação de Ideias atua no processo de validação das ideias de negócio por meio do relacionamento com potenciais clientes do produto ou serviço idealizado, no desenvolvimento do protótipo de um produto, processo ou serviço, estimulando a criação de novas empresas que ofereçam ao mercado produtos ou serviços diferenciados”, destaca.

Mais informações sobre o programa e inscrições estão disponíveis no link: https://www.puc-campinas.edu.br/proext/programa-puccampinas-empreende/.

 

Meu futuro? É empreendedor!

Qual será a profissão do futuro? Quais carreiras sumirão e quais estarão em ascensão daqui cinco anos? Será que a escolha que estou fazendo vai “pagar minhas contas”?

Essas e outras questões sobre carreira são sempre repetidas, ano após ano, seja nos colégios, no cursinho pré-vestibular, em casa e, também, durante nossa passagem pela universidade. Arrisco dizer que é durante nossa passagem pela universidade que a pressão pela escolha realmente aparece: “Nossa, já se passaram dois anos desde que iniciei o curso e ainda estou em dúvida… será que paro agora ou vou até o final? O que vão pensar de mim se eu desistir agora? O processo seletivo das empresas tem ‘desafios’, será que estou preparado? E se… E se… E se…”.

Não precisamos ser estudiosos em História para perceber que a sociedade vem mudando seus desejos cada vez mais rapidamente. Detalhe: a sociedade sempre buscou por mudanças. Está no nosso DNA, na nossa natureza, no nosso INSTINTO, o desejo contínuo de mudança. A evolução da espécie humana está associada ao desejo de mudança para uma situação que proporcione um “algo a mais”, seja “mais comida”, “mais poder” ou “mais conforto”. Como, então, estar preparado para o futuro? O tempo médio dos cursos superiores é de 4 anos e a Apple ou a Samsung lançam novos equipamentos a cada 7 ou 8 meses (quando muito)…

Uau! A filosofia de algumas empresas antigamente era de um “produto para uma vida inteira”, e, agora, a “vida inteira” de um produto é de 7 meses? Novamente a pergunta: Como devemos nos preparar para o futuro?

Talvez a resposta esteja mais próxima do que pensamos… Como é parte do instinto do ser humano o desejo de mudança, que tal explorarmos esse “potencial interno”? O grande diferencial dos profissionais de sucesso, em todas as épocas, é a capacidade de identificar oportunidades e AGIR rapidamente. Uma boa ideia representa menos que 10% do sucesso. Os outros 90% vêm do esforço, da persistência, da ATITUDE de transformar uma ideia em realidade.

Outro ponto importante: ninguém consegue abraçar o mundo sozinho. Ou seja, profissionais de sucesso interagem, integram, colaboram, constroem seus sonhos em equipe. E reconhecem o valor desse trabalho em equipe. E o que é interessante: a maior parte das empresas que mais crescem é composta por times multidisciplinares: Esporte com Marketing; Engenharia com Saúde; Educação com Tecnologia; Estatística com Administração Financeira. Apenas para citar algumas oportunidades.

Nesse cenário, estar preparado para o futuro é investir tempo compartilhando com pessoas de diversas áreas de formação, nossas expectativas e competências, avaliando sempre a possibilidade de construir algo novo.

Para apoiar esse processo de construção de um novo futuro para nossa comunidade interna, desenvolvemos o Programa PUC-Campinas Empreende que oferece um ambiente de compartilhamento de ideias e construção de oportunidades entre os alunos da Universidade, potencializando a relação com empresas e investidores, e reconhecendo com prêmios o esforço e a dedicação de nossos alunos.

Em 2015, estaremos na 3a edição do Desafio de Ideias e na 2a edição da Pré-Incubação de projetos. Com intensidade e persistência, bons frutos estão surgindo. E a profissão do futuro? Empreender… E é já!! Prepare-se e seja bem-vindo ao PUC-Campinas Empreende 2015!

O Docente Tiago Aguirre é o responsável pelo projeto PUC-Campinas Empreende

 

 

Nada sobre nós sem nós

Empreendedorismo social de pessoas com deficiência intelectual é alternativa de inserção no mercado de trabalho

“Eu não gosto de ficar parada. Se eu não trabalhar, enlouqueço”, ri às gargalhadas. Para Ivani, o trabalho vai além de uma atividade de mercado. Pelo contrário, as atividades manuais, que mais tarde viram mercadoria, são a forma encontrada por ela para manter-se viva.

– Desde quando você borda e pinta panos de prato?
– Desde sempre.
– Com quem você aprendeu?
– Com a minha mãe. Em razão da epilepsia, ela entendeu que era melhor eu estar perto dela, em vez de trabalhar numa empresa.

A aluna no CIAD, Ivani Lopes, borda, pinta e vende seus produtos
A aluna no CIAD, Ivani Lopes, borda, pinta e vende seus produtos

E foi assim que Ivani Vieira Lopes, de 43 anos, tornou-se sua própria “empresa”. Além dos trabalhos artísticos, como a pintura e o bordado, ela, juntamente com sua mãe, adquiriu um carrinho de cachorro-quente e vende os lanches que prepara.

Já que o mercado tradicional não se adequou a ela, Ivani adequou o “mercado” às suas necessidades. A empreendedora, que é mãe de um rapaz de 19 anos, pretende, agora, ampliar suas atividades de mercado com o apoio do CIAD (Centro Interdisciplinar de Atenção à Pessoa com Deficiência), que freqüenta desde os 20 anos.

No segundo semestre de 2014, o CIAD, em parceria com a Pró-Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários da PUC-Campinas, adentrou uma nova fase no trabalho de inclusão social, que já pratica desde 1997. Agora, todas as energias dos profissionais estão concentradas em preparar os alunos para o mercado de trabalho, como explica a atual Coordenadora do Centro Interdisciplinar de Atenção à Pessoa com Deficiência, a psicóloga Karina Magalhães.

Tecnologia como ferramenta para empreender

Muitos alunos se dedicam à costura, artesanato e ao marketing por meio das redes sociais, como é o caso da Letícia Fernandes Nicoletti, 32 anos, que é consultora de uma marca de produtos cosméticos. “Agora com as oficinas de inclusão digital, os alunos vão aprimorar a qualificação para o mercado de trabalho”, explica a professora da oficina, Cristiana Dias.

Leticia Nicoletti - Consultora de produtos comesméticos e aluna no CIAD
Leticia Nicoletti – Consultora de produtos cosméticos e aluna no CIAD

Quando eu pergunto com quem Letícia aprendeu a arte de vender, ela logo me corrige e diz que ela não é vendedora. “Eu sou consultora. É diferente”. E continua: “comecei a me envolver com essa atividade por causa da minha mãe, que sempre trabalhou com cosméticos, maquiagem”, conta. Durante a entrevista, Letícia manifesta suas habilidades profissionais e quase convence a repórter a comprar a mercadoria: “Sabe por que esse produto é melhor do que os outros?”, a jovem empreendedora tem a resposta, sendo capaz de convencer qualquer consumidor que se trata do melhor produto do mercado.

Concentração. Atividades físicas são fundamentais para a inclusão no mercado de trabalho
Concentração. Atividades físicas são fundamentais para a inclusão no mercado de trabalho

Essa habilidade para os negócios foi adquirida em razão da integração de Letícia com os outros alunos do CIAD, como garante sua mãe, Dona Enedina Nicoletti. “Hoje, ela é formada em técnico administrativo pelo SENAI e agora vai aprimorar suas habilidades, nessa nova etapa do CIAD”, acredita. Letícia é calma e disciplinada. Fez questão de organizar a mesa para que pudesse mostrar suas mercadorias.

Para o Coordenador das Oficinas de Modalidades Esportivas do CIAD, Professor Vanderlei Palandrani Junior, “é necessário que as pessoas sejam reconhecidas pelas suas potencialidades e não pela sua deficiência, retratada por seu diagnóstico clínico. O trabalho para construção de um projeto que inclua ações empreendedoras é imprescindível para qualquer ser humano, independente de suas características e condições”, completa.

Além da inclusão digital e atividades físicas, haverá preparação para o mundo do trabalho e orientação vocacional, que vão possibilitar, segundo a Coordenadora do CIAD, que os alunos se tornem empreendedores de suas ações, possibilitando sua efetiva atuação profissional no mercado de trabalho formal e informal.

Atualmente, o CIAD inclui 160 alunos com diferentes tipos de  deficiências (física, mobilidade reduzida, intelectual e sensorial). O público atendido é composto por 60 pessoas institucionalizadas , ou seja, atendidas por instituições, tais como a APAE de Arthur Nogueira e o Instituto Norberto de Souza Pinto; 69 pessoas com deficiência intelectual, três pessoas com deficiência sensorial e 28 pessoas com deficiência múltipla (física e intelectual). Os alunos são moradores de Campinas e Região Metropolitana (Sumaré, Jaguariúna, Valinhos, Hortolândia e Capivari).

Aula com as mídias digitais faz parte das atividades de inclusão no mercado de trabalho
Aula com as mídias digitais faz parte das atividades de inclusão no mercado de trabalho

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