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Retrospectiva PUC-Campinas 2016

O ano de 2016 da PUC-Campinas foi de muitas conquistas e comemorações. Em junho, a Universidade celebrou seus 75 anos de fundação, fato que rendeu inúmeras comemorações ao longo do ano. Porém, como não é possível falar sobre tudo que a Universidade promoveu, elencamos os principais acontecimentos que foram notícia

Por Amanda Cotrim

Em maio, a PUC-Campinas realizou o Colóquio Laudato Si’: Por uma Ecologia Integral, que contou com a presença do Magnífico Reitor da PUC-Rio, Prof. Dr. Pe. Josafá Carlos de Siqueira. O tema escolhido foi baseado na Encíclica do Papa Francisco, “Laudato Si’: sobre o cuidado da Casa Comum”, que apresenta texto sobre a ecologia humana; o primeiro documento escrito integralmente pelo Papa Francisco, que buscou inspiração nas meditações de São Francisco de Assis, patrono dos animais e do meio ambiente.

Restauro do Solar do Barão, antigo Campus Central.
Restauro do Solar do Barão, antigo Campus Central.

O ano de 2016 também foi importante, pois a Universidade anunciou o restauro do Solar do Barão, antigo Campus Central. A iniciativa será possível em razão do financiamento coletivo, que se dará tanto por pessoa jurídica e física, quanto por edital de fomento. Diante da responsabilidade cultural que a legislação orienta, a PUC-Campinas observa que a preservação do patrimônio cultural é uma obrigação de toda a sociedade civil.

A Universidade foi destaque no Guia do Estudante de 2016, ficando entre as melhores universidades, segundo a avaliação realizada pelo Guia do Estudante. Ao todo, a Instituição teve 33 cursos estrelados, que constarão na publicação GE Profissões Vestibular 2017. A publicação estará nas bancas a partir do dia 14 de outubro de 2016. A Universidade recebeu 120 estrelas, tendo os cursos de Direito e Pedagogia avaliados com cinco estrelas, considerada a mais alta.  Além destes, 17 cursos, foram estrelados com quatro estrelas.

Nos 75 anos da PUC-Campinas, o Jornal da Universidade também foi especial, pois resgatou vários acontecimentos históricos que marcaram a instituição. A edição comemorativa do Jornal da PUC-Campinas resgatou fatos e pessoas que se destacaram em 75 anos de História, bem como abriu espaço para manifestações diversas sobre o significado dessa História para os tempos presente e futuro da Universidade. Esse movimento reafirmou e confirmou que, nos seus diferentes modos de ser e fazer, com variados recursos, incluindo os mais atuais e modernos, de perfil informatizado, a comunicação destacou-se como preocupação precípua e valor de primeira grandeza da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

A instituição também reconheceu e homenageou os Docentes Pesquisadores da PUC-Campinas, evento que fez parte das Comemorações aos 75 anos de fundação da Universidade.

Semana Monsenhor Salim: Integrando as comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade, por meio do Museu Universitário e da Faculdade de História, promoveu a Semana Monsenhor Dr. Emílio José Salim, de 13 a 17 de junho, no Campus I. Em meio a palestras com mediadores e rodas de conversa, que abordaram temas como “Década de 1940: o surgimento das Faculdades Campineiras”, “Monsenhor Dr. Emílio José Salim e o seu tempo (1941 a 1968)”, “Memórias e Convivências”, a PUC-Campinas buscou refletir sobre a conjuntura nacional e internacional, no período de atuação de seu primeiro Reitor, Monsenhor Dr. Emílio José Salim. Corpo e alma da Instituição desde o seu nascedouro, e à época, uma das maiores autoridades de Ensino Superior do País, o Monsenhor Dr. Emílio José Salim foi peça chave da organização da maioria dos cursos superiores da Igreja nas décadas de 40 e 50. Tornou-se o principal esteio do projeto de implantação das Faculdades Campineiras e seu primeiro Reitor, entre os anos de 1958 a 1968.

40 anos de reconhecimento: No ano do Jubileu de Diamante da PUC-Campinas, a Faculdade de Ciências Contábeis comemorou os 40 anos de Reconhecimento do Curso.

Destaque na Extensão: a PUC-Campinas foi destaque no Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU), o maior e principal encontro brasileiro da área de Extensão. Em 2016, em sua sétima edição, o Congresso aconteceu na Universidade Federal de Ouro Preto, no mês de setembro. A Universidade teve destaque no evento ao participar com 12 comunicações orais e 23 pôsteres, totalizando 35 apresentações.

Alunos e professores se destacaram: A Universidade, em 2016, comemorou muitas conquistas junto aos seus alunos, como a Parceria com a CPFL Energia e Dell, a qual possibilitou que os estudantes do curso de Engenharia Elétrica da PUC-Campinas, por meio da disciplina “Práticas de Engenharia”, ministrada pelo Prof. Dr. Marcos Carneiro e pelo Prof. Me. Ralph Robert Heinrich, participam do “Projeto Residência Tecnológica”, considerado um exercício inovador de ensino-aprendizagem.

Ainda na Engenharia Elétrica, o aluno Giordano Muneiro Arantes venceu em primeiro lugar Prêmio Melhor Trabalho de Conclusão de Curso, com o trabalho “Sensores para melhoria na locomoção de pessoas com deficiência visual”. Outro aluno premiado foi o estudante de Jornalismo da PUC-Campinas, Ricardo Domingues da Costa Silva, que venceu o 19º prêmio FEAC de Jornalismo, na categoria Produto Universitário, assim como Jhonatas Henrique Simião, de 22 anos, que ficou em primeiro lugar no 9º Prêmio ABAG/RP de Jornalismo “José Hamilton Ribeiro”.

Em 2016, a Profa. Dra. Maria Cristina da Silva Schicchi, docente do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da PUC-Campinas foi outorgada com o Prêmio ANPARQ 2016, da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, na categoria Artigo em Periódico, pela publicação “The Cultural Heritage of Small and Medium- Size Cities: A New Approach to Metropolitan Transformation in São Paulo-Brazil”, editado na traditional Dwellings and Settlements Review (v. XXVII, p. 41-54, 201).

Semana Cardeal Agnelo Rossi: Integrando às comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade, por meio do Museu Universitário e da Faculdade de História, promoveu a Semana Cardeal Agnelo Rossi, em setembro de 2016. A Instituição reuniu a comunidade universitária e a sociedade em geral e homenageou o Cardeal Agnelo Rossi, que ajudou a consolidar os alicerces da PUC-Campinas.

Outorga do Título Doutor Honoris Causa ao prof Dr José Renato Nalini - Lançamento do livro Cardeal Agnelo Rossi
Outorga do Título Doutor Honoris Causa ao prof Dr José Renato Nalini – Lançamento do livro Cardeal Agnelo Rossi

A PUC-Campinas também viveu dois momentos muito importantes em 2016: outorgou o título de Doutor Honoris Causa ao Professor Doutor José Renato Nalini, formado em Direito pela PUC-Campinas, Mestre e Doutor em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Leciona desde 1969, quando iniciou suas atividades no Instituto de Educação Experimental Jundiaí (atual E.E. Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto) dando aula de Sociologia em aperfeiçoamento para professores. Desde então, nunca mais deixou de lecionar.

A Instituição também foi palco da terceira edição do projeto “Palavra Livre – Conscientização Política no Processo Eleitoral”, com sabatina aos candidatos à Prefeitura e à Câmara de Vereadores de Campinas, no mês de setembro. O projeto “Palavra Livre” acontece desde 2005 e promove debates democráticos sobre temas diversificados da atualidade. Em 2008, como parte do projeto, foi realizada a primeira Sabatina com candidatos à Prefeitura de Campinas, o que se repetiu em 2012 e em 2016.

Dom Gilberto participa da Semana em sua homenagem
Dom Gilberto participa da Semana em sua homenagem

Semana Dom Gilberto: Integrando às comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade promoveu a Semana Dom Gilberto Pereira Lopes, em outubro, reunindo comunidade universitária e a sociedade em geral, homenageando o Bispo Emérito de Campinas Dom Gilberto Pereira Lopes, que atuou como Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da Pontifícia Universidade Católica de Campinas no período de 1982 a 2004. A homenagem mostrou o histórico trabalho de Dom Gilberto frente à Arquidiocese de Campinas e à PUC-Campinas e prestou agradecimento pela sua dedicação e amor para com a Universidade e para com o seu povo.

Colóquio “A Doutrina Social da Igreja: Ciência e Sociedade”: Integrando às comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade realiza de 07 a 10 de novembro de 2016 o Colóquio “A Doutrina Social da Igreja: Ciência e Sociedade”. O evento foi organizado pelo Núcleo de Fé e Cultura e teve o objetivo de discutir a Doutrina Social da Igreja, por meio de conferências e mesas-redondas.

Cursos de Extensão na PUC-Campinas: via expressa para a atualização profissional

A Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEXT) dispõe de uma variedade de Cursos de Extensão a serem oferecidos em 2017, como forma de estimular a busca por atualização profissional, em face de demandas emergentes em todas as áreas do conhecimento humano. Esses cursos são caracterizados por atividades que promovem aprendizagem pontual, atualizada e ágil. São propostos e desenvolvidos por professores que também são profissionais atuantes em áreas específicas.

A sociedade exige mudanças rápidas e inovações que são repassadas para as atividades profissionais. Essa rapidez e esse ambiente em constante mudança exigem que os profissionais, de todas as áreas, se atualizem constantemente. Nesse contexto, os Cursos de Extensão oferecem oportunidades de atualização pontual para estudantes e profissionais, independentemente de área ou idade. Com a visão de que atualização e aprendizagem continuada passam a ser a tônica da sociedade, a PROEXT, em parceria com os vários Centros e Faculdades da Universidade, oferece Cursos de Extensão com um conceito de “life long learning”, atendendo às expectativas tanto de jovens estudantes em formação quanto do segmento de pessoas que se consideram na meia-idade ou na terceira idade.

A intenção é fazer com que profissionais egressos dos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação da PUC-Campinas, ao longo de uma história de 75 anos, possam sempre voltar à Universidade para desenvolver ideias novas e para aprender metodologias de trabalho inovadoras de forma a permanecerem sintonizados com a evolução da sociedade.

O conjunto de Cursos de Extensão oferecidos pela PUC-Campinas procura harmonizar os temas clássicos de cada área profissional com outros emergentes, estimulados pelas rápidas e constantes mudanças no cenário sócio-econômico-político e também religioso. Para demonstrar essa diversidade, destacam-se alguns, dentre os 84 cursos em condições para serem oferecidos ao público interno e externo no próximo ano: (CEA) Capacitação em Gestão de Projetos – Método e Prática; (CEATEC) Computação Criativa: Introdução ao Pensamento Computacional com Scratch; (CLC) Projetos e Roteiros Turísticos Religiosos; (CCHSA) Crimes digitais – aspectos materiais e processuais; (CCV) Fonoaudiologia Forense: Legislação, Áreas de Interesse e Mercado de Trabalho. A lista completa dos Cursos de Extensão da PUC-Campinas pode ser acessada pelo link: http://www.puc-campinas.edu.br/extensao/ .

Destaca-se, ainda, que a PUC-Campinas dispõe de um Acordo com empresas e entidades profissionais para descontos em Cursos de Extensão que está em pleno funcionamento e oferece 15% de desconto para alunos, ex-alunos, funcionários e associados de empresas, sindicatos e demais instituições. Esse desconto é extensivo aos dependentes, o que amplia a visibilidade dos cursos junto ao público da Região Metropolitana de Campinas.

Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários/CCE – PROEXT

 

Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários: 6º Encontro de Anual de Extensão Universitária

O 6º Encontro de Anual de Extensão Universitária da PUC-Campinas, realizado no dia 19 de setembro de 2016, evento promovido pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, objetivou possibilitar aos alunos, bolsistas de Extensão, apresentar o desenvolvimento de seus Planos de Trabalho, iniciados em abril de 2016, e os principais resultados alcançados até este momento. Visou também promover reflexões qualificadas sobre temas pertinentes relacionados ao desenvolvimento de Projetos de Extensão junto aos docentes e discentes da Universidade.

Neste ano, a palestra de abertura do 6º Encontro de Anual de Extensão Universitária foi proferida pela docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Profa. Dra. Henriette Tognetti Penha Morato. Dentre os vários temas tratados em sua exposição oral, destacaram-se os desafios em relação aos métodos de intervenção adotados nos projetos de Extensão. A partir da compreensão de que os procedimentos de intervenção devem ser submetidos e também definidos no cotidiano das ações de extensão, a Profa. Henriette Morato discorreu sobre vários exemplos de Projetos de Extensão em que o cotidiano das ações foi fundamental para o redirecionamento dos métodos de intervenção, assim como dos sentidos a eles atribuídos, seja pela equipe executora, seja pelo público-alvo. Os exemplos mencionados pela docente do Instituto de Psicologia da USP foram também bastante ilustrativos em termos da possibilidade de articular Extensão, Ensino e Pesquisa num processo de enriquecimento recíproco para todos os evolvidos.

No período da tarde, pelo terceiro ano consecutivo, as sessões de Comunicação Oral contaram com a presença de avaliadores externos, isto é, docentes convidados, provenientes de outras Universidades, que contribuíram com sua experiência para aperfeiçoar as atividades de Extensão desenvolvidas na PUC-Campinas. Em 2016, as apresentações orais dos 64 alunos bolsistas de Extensão foram avaliadas pelos seguintes professores: Profa. Dra. Andreia Osti (Departamento de Educação – Universidade Estadual Paulista – UNESP); Prof. Dr. Edison Duarte (Departamento de Estudos de Atividade Física Adaptada – Faculdade de Educação Física – Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP); Profa. Dra. Regina Helena Pires de Brito (Núcleo de Estudos Lusófonos do Programa de Pós-Graduação em Letras – Universidade Presbiteriana Mackenzie – MACKENZIE); Profa. Dra. Maria Aparecida Diniz Ehrhardt (Assessora da Pró-Reitoria de Extensão – Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP); Profa. Dra. Márcia Aparecida Lima Vieira (Faculdade de Ciências Humanas – Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP), além da já mencionada Profa. Dra. Henriette Tognetti Penha Morato.

A sexta edição do Encontro de Anual de Extensão Universitária trouxe também uma novidade em relação aos anos anteriores. Pela primeira vez, uma sessão de comunicação oral foi dedicada aos estudantes que participam dos grupos de aprendizagem do Programa de Educação Tutorial (PET) da Universidade.

Afetividade como porta de entrada do aprendizado infantil

Projeto de Extensão da PUC-Campinas incentiva tomada de posição afetiva do professor em sala de aula e colhe bons resultados

 Por Amanda Cotrim

Não é preciso ter só competência para entrar em uma sala de aula e ensinar crianças de 7 a 12 anos de idade. É preciso compreender o lugar do professor, da criança e da escola; ou seja, é necessário olhar para o contexto social e saber quem é o aluno. As escolas públicas, localizadas em bairros com pouca ou nenhuma infraestrutura social, são as mais penalizadas pelo abandono do poder público e o trabalho do professor é afetado diretamente.

Coordenadora dos anos iniciais da Escola Estadual Gloria Aparecida Rosa Viana, Ana Julia Fernandes Silva. /Álvaro Jr.
Coordenadora dos anos iniciais da Escola Estadual Gloria Aparecida Rosa Viana, Ana Julia Fernandes Silva. /Álvaro Jr.

Como acessar esse aluno, que chega à escola e necessita de um ensino de qualidade, mas também de atenção? Como saber o limite entre ser professor e ser amigo? Essas perguntas motivaram a criação do Projeto de Extensão “Processos afetivos e relações interpessoais no contexto da educação infantil”, que tem como responsável a Profa. Dra. Rita Maria Manjaterra Khater, da Faculdade de Psicologia da PUC-Campinas.

O objetivo inicial do projeto era desenvolver atividades com os professores de escolas da rede pública estadual de Campinas. “A perspectiva teórica passa pelo entendimento da relação entre eu e o outro, onde a afetividade é considerada um elemento essencial para o processo de desenvolvimento humano; como uma porta de entrada para o aprendizado”, destaca a professora Rita.

As escolas públicas que participam do projeto foram escolhidas pela Diretoria de Ensino de Campinas Oeste/Álvaro Jr.
As escolas públicas que participam do projeto foram escolhidas pela Diretoria de Ensino de Campinas Oeste/Álvaro Jr.

As escolas públicas que participam do projeto foram escolhidas pela Diretoria de Ensino de Campinas Oeste, órgão responsável pela supervisão das escolas de maior índice de vulnerabilidade social. Os professores participantes lecionam para os anos iniciais (1ª a 5ª série) e os anos finais (6ª a 9ª série), além do Ensino Médio. Os encontros com a equipe do projeto de Extensão da PUC-Campinas são quinzenais e ocorrem na Escola Estadual Gloria Aparecida Rosa Viana, no Satélite Iris II, e na Escola Estadual Prof. Élcio Antonio Selmi, no Residencial Cosmos, ambas na região Noroeste de Campinas.

“Esse projeto está sendo essencial, pois nele discutimos situações que muitas vezes o professor passa na sala de aula, mas não divide com ninguém. A afetividade é uma construção, então, é fundamental que o professor seja carinhoso com o aluno, porque na casa da criança muitas vezes é o oposto, é uma vida de violência, e a escola é o lugar onde se pode fazer a diferença”, opina a Coordenadora dos anos iniciais da Escola Estadual Gloria Aparecida rosa Viana, Ana Julia Fernandes Silva.

“No momento em que escolhemos trabalhar com crianças, temos que ter consciência de que a relação afetuosa será construída no cotidiano e que a afetividade em sala de aula é uma ferramenta para o ensino. As crianças precisam da gente”, defende Graziele de Oliveira, professora da 1ª a 5ª série. Sua colega de trabalho, Vanizi Maria Marçal, compartilha desse sentimento: “Com o projeto da PUC-Campinas, podemos falar sobre as nossas vivências em sala de aula e trabalharmos juntos para aprimorar a nossa postura diante da criança”, considera.

Professores precisam ser ouvidos

Projeto: "Processos afetivos e relações interpessoais no contexto da educação infantil"/ Álvaro Jr.
Projeto: “Processos afetivos e relações interpessoais no contexto da educação infantil”/ Álvaro Jr.

Para o Coordenador dos anos finais (6ª a 9ª série), da Escola Estadual Prof. Élcio Antonio Selmi, Manuel Gondim, o projeto de extensão da Universidade se diferencia porque tem como foco o professor. Segundo ele, nos últimos anos, a escola em que Gondim trabalha registrou conflitos na relação professor x aluno ao que tange, principalmente, a indisciplina e ao desrespeito. “Esse projeto veio num momento muito importante. Era preciso ouvir o professor. Muitos projetos visam os alunos, o que é fundamental, mas quase não enxergam esse profissional que é essencial para a qualidade do ensino”, observa.

Gondim relata que no início das reuniões com os seus colegas professores e com a responsável pelo Projeto de Extensão da PUC-Campinas, Profa. Rita, surgiram algumas dúvidas, como, por exemplo, o limite do ser professor e ser amigo. “Nos encontros, discutimos muito isso, porque é uma dúvida geral. E o limite é justamente até onde vai o pedagógico”, ressalta.

Uma relação dialógica e dialética

Para a aluna bolsista do Projeto de Extensão da PUC-Campinas, Pamela de Oliveira, que está no 4º ano de Psicologia, “foi fundamental ter essa vivência com os professores e perceber o docente por outro ponto de vista. Ele, muitas vezes, é fragilizado por esse sistema de educação, o que o impossibilita de exercer a afetividade. E esse é o desafio do nosso projeto”, afirmou a estudante.

“Levamos sempre atividades lúdicas para motivar a reflexão durante os encontros junto aos professores e também porque acreditamos que essas atividades ajudam a construir a afetividade”, complementa o aluno bolsista do Projeto de Extensão, Romulo Lopes, de 20 anos, aluno do segundo ano de Psicologia.

Para a responsável pelo projeto de Extensão, Professora Rita, o entendimento do papel da dimensão afetiva para o desenvolvimento humano é uma importante contribuição da psicologia para a prática pedagógica. “Possibilitar para o professor oportunidade de discutir práticas facilitadoras da construção de uma boa relação entre professor e aluno permeada por segurança e aconchego emocional, solidariedade entre pares e com proximidade nos relacionamentos humanos, contribui para que a aprendizagem ocorra com maior eficiência. Este projeto de extensão espera colaborar na formação dos professores no que se refere ao aprimoramento dos processos afetivos do  cotidiano dessas escolas”, considera.

 

 

 

 

Projeto da PUC-Campinas auxilia no diagnóstico de crianças com atraso neuromotor

 O projeto é desenvolvido no âmbito da Extensão Universitária, pela Faculdade de Fisioterapia. Iniciativa capacita profissionais da unidade básica de saúde 

Por Amanda Cotrim

Instrumentalizar, capacitar e promover a autonomia de profissionais da área da saúde da Unidade Básica de Saúde (UBS), no Parque Floresta, na região Noroeste de Campinas, a fim de que eles identifiquem os fatores de risco ao desenvolvimento neuromotor, em crianças de zero a 24 meses de idade, e verifiquem se essas crianças apresentam o desenvolvimento motor compatível com as orientações da Caderneta de Saúde é um dos objetivos do Projeto de Extensão na atividade desde o início do ano.

O atraso neuromotor infantil se dá, entre outras razões, pela falta de estímulo dos responsáveis e por fatores socioambientais adversos à saúde, que afetam o sistema nervoso central, provocando diferentes alterações e sequelas. Nesse cenário, os profissionais das Unidades Básicas de Saúde têm papel relevante no diagnóstico precoce.

O Projeto identificou os profissionais de saúde da Unidade Básica selecionada como seu público-alvo e, desde então, promove oficinas técnicas e socioeducativas com este público para, no desenvolvimento da educação permanente, capacitá-los a identificar crianças com provável atraso de desenvolvimento e desenvolvimento normal com fatores de risco.

Segundo a docente responsável pelo projeto, Profa. Me. Maria Valéria Corrêa, da Faculdade de Fisioterapia, sabendo identificar fatores de risco, alterações e atrasos do desenvolvimento neuromotor infantil, os profissionais das Unidades Básicas de Saúde podem encaminhar as crianças, o mais rapidamente possível, para avaliação e tratamento específicos.

“Nesse aspecto, o Projeto carrega em si uma forte transformação social, à medida que o nosso público-alvo, que no caso são os profissionais da Unidade Básica de Saúde do Parque Floresta, tornam-se verdadeiros vigilantes do desenvolvimento neuromotor em bebês e crianças”, considera a Profa. Me. Maria Valéria.

De acordo com a docente da PUC-Campinas, as disciplinas curriculares da graduação que abordam temas envolvendo bebês e crianças demonstraram que quanto mais precocemente a criança com risco ou alterações em seu desenvolvimento neuromotor participar de um programa como este, desenvolvido pela PUC-Campinas, o diagnóstico cinético funcional será mais rápido e as intervenções que se fizerem necessárias serão realizadas precocemente.

O aluno de Fisioterapia que participa do Projeto de Extensão como bolsista, afirma que contribuir para que os profissionais do Centro de Saúde se tornem autônomos para identificar os fatores de risco ao desenvolvimento infantil e as crianças portadoras de atraso neuromotor é uma das suas motivações para participar. “Aprendi com o Projeto a respeitar a questão socioeconômica e cultural da população que frequenta o Centro de Saúde. Aprendo muito com a equipe multiprofissional, além de gostar da área de pediatria para a minha formação acadêmica”, ressalta o estudante Gustavo Martignago.

O Projeto no dia a dia dos funcionários

“A parceria com a PUC-Campinas está sendo muito bem desenvolvida, principalmente se considerarmos a região em que a UBS está inserida, com uma população infantil bastante carente. Estamos muito felizes com essa oportunidade porque o Projeto qualifica o trabalho dos profissionais: agentes comunitários, auxiliares, enfermeiros e médicos na identificação de riscos ao desenvolvimento neuromotor das crianças”, avalia a Coordenadora da Unidade Básica de Saúde no Parque Floresta, Luciamara Targa.

O Projeto de Extensão ainda está em desenvolvimento, mas projeta como resultado a produção conjunta de material informativo em forma de cartilha ou folder, em linguagem acessível, para explicar e treinar o conteúdo à família ou responsável pela criança.

“No final, publicaremos o material informativo como instrumento de orientação aos pais ou responsáveis pela população infantil do Projeto e para outras crianças, as quais serão beneficiadas apesar do término das atividades de Extensão”, finaliza a professora Maria Valéria Corrêa.

 

Projeto aborda direitos e inclusão social no Parque Oziel e Monte Cristo

Por Amanda Cotrim

 Mais do que um discurso de inclusão, era necessário possibilitar sua compreensão e possibilidade de transformar o discurso em ação. O Projeto de Extensão ”Comunidades acessíveis: sensibilização para promover a inclusão”, desenvolvido na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas, tinha um objetivo bem claro: mobilizar os alunos e funcionários da EMEF/EJA Oziel Alves Pereira, localizada na região do Parque Oziel e Jardim Monte Cristo, em Campinas, e de maneira indireta, seus familiares. “Queríamos que eles pudessem compreender a importância de conhecer os seus direitos sociais e o que é a inclusão”, conta a docente responsável pelo projeto, Profa. Me. Beatriz H Bueno Brandão.

Profa. Beatriz Brandão, responsável pelo projeto de extensão/ Crédito: Álvaro Jr.
Profa. Beatriz Brandão, responsável pelo projeto de extensão/ Crédito: Álvaro Jr.

Alunos e professores da escola puderam conhecer e fazer uso de tecnologias assistivas, bem como participar de uma integração com os recursos humanos e materiais disponíveis na PUC-Campinas relacionados aos temas do Projeto de Extensão. Segundo Beatriz, os alunos bolsistas também se beneficiaram ao elaborar as oficinas, o que possibilitou o desenvolvimento da capacidade analítica e crítica desses estudantes de graduação, além de promover uma aproximação com cenários futuros de atuação profissional, fatores que são compartilhados por eles nos trabalhos coletivos realizados na faculdade.

O Projeto de Extensão se desenvolve em 2014/2015 e previu a realização de palestras e oficinas na escola da região do Parque Oziel e Jardim Monte Cristo. “Essa região tem como características a grande densidade demográfica e a insuficiência de infraestrutura básica. O Projeto de Extensão propôs a realização dessas atividades com a finalidade de informar, difundir e sensibilizar os participantes sobre os direitos básicos do homem e do cidadão, bem como sobre os conceitos da Mobilidade Urbana, da Acessibilidade e do Desenho Universal”, explica.

O Projeto de Extensão também foi importante, revela Beatriz, para desenvolver práticas inclusivas, regatar e consolidar o sentimento de pertencimento e cidadania dos envolvidos, introduzi-los em ações de percepção e transformação do ambiente em que vivem, privilegiando a inclusão e o acesso de todos, em acordo com a missão institucional da Universidade. E intenta ainda como contribuição acadêmica estar em consonância com os eixos temáticos propostos pelo MEC para a extensão universitária em relação aos “Desafios das Metrópoles”, tema onde se inserem as questões trabalhadas, além da divulgação em eventos nacionais e internacionais.

Participantes do projeto simulam as sensações de não poderem enxergar. Crédito: Álvaro Jr.
Participantes do projeto simulam as sensações de não poderem enxergar. Crédito: Álvaro Jr.

Beatriz explica que a EMEF Oziel Alves Pereira já era uma escola inclusiva, tida como modelo de atendimento na região. “Entre as atividades vivenciadas houve também a assistência de um vídeo, por audiodescrição, com os olhos vendados. Isso é transformador para que qualquer pessoa possa compreender a importância da inclusão”, avalia.

“Conscientizar quanto aos direitos legais referentes à acessibilidade e mobilidade urbana; sensibilizar e evidenciar para as potencialidades de espaços acessíveis, urbanos e nas edificações, bem como para a convivência e valorização das capacidades e habilidades das pessoas foi o nosso grande objetivo”, finaliza.

 

Esporte Unificado é mais inclusão

Modalidade foi inspirada no Special Olympics, cuja filosofia é promover oportunidades iguais para todos os esportistas

 

Por Amanda Cotrim

A inclusão da pessoa com deficiência no esporte é tema de diversos estudos na Academia. Há quem defenda que o esporte Paraolímpico é inclusivo uma vez que os atletas com deficiência se relacionam. Mas também há quem defenda que ele não é tão inclusivo assim, por se tratar de eventos específicos para pessoas com deficiências, o que acaba por promover a segregação, ainda que este não seja o seu objetivo. “O modo Paralímpico é muito importante no processo de evidenciar as possibilidades de pessoas com deficiência na prática esportiva. Contudo, o modelo trabalha com atletas de alto desempenho, uma vez que estabelece índices. Ao estabelecer índices, acaba excluindo grande parcela dos participantes, em todos os níveis e categorias de competições, inclusive escolar”, defende o docente do Curso de Educação Física da PUC-Campinas e ex-técnico da seleção brasileira de basquete feminino, Professor Vagner Bergamo.

Pensando sobre a importância da inclusão no esporte, o docente elaborou o Projeto de Extensão “Esporte Unificado: o valor social da inclusão”, realizado nos anos de 2014 e 2015, o qual envolveu funcionários com deficiência da PUC-Campinas e os estudantes da Universidade.

O Projeto teve como base a filosofia criada pelo Special Olympics, a qual defende o esporte como projeto educativo. Desse modo, o Esporte Unificado “é diferente de tudo o que as pessoas entendem por esporte”, adianta. Na prática, Bergamo explica que o atleta com deficiência tem um parceiro, sem deficiência, e eles jogam juntos. “Além da aproximação entre os esportistas, o Esporte Unificado promove a inclusão, de fato, porque independentemente do nível de habilidade da pessoa, todos podem ganhar”, pois são divididos em grupos equitativos, ressalta o docente.

Professor Vagner Bergamo/ Crédito: Álvaro Jr.
Professor Vagner Bergamo/ Crédito: Álvaro Jr.

No Projeto de Extensão, participaram os funcionários da Universidade que têm deficiência e os estudantes de Educação Física da PUC-Campinas. Essa interação trouxe resultados imediatos. Segundo o docente, os funcionários com deficiência deixaram de se relacionar apenas entre eles – uma característica muito comum como forma de se protegerem de preconceito – para serem incluídos em todas as atividades físicas e culturais que a PUC-Campinas proporciona. “Com o Projeto, esses funcionários entenderam que podem se relacionar com qualquer pessoa, independentemente da deficiência. O Esporte Unificado, nesse aspecto, foi fundamental”, considera Bergan. Ao todo, 12 pessoas participaram do Projeto.

Esporte Unificado: o valor social da inclusão/ Crédito: Álvaro Jr.
Esporte Unificado: o valor social da inclusão/ Crédito: Álvaro Jr.

No Projeto de Extensão, a participação dos alunos do curso de Educação Física, como agente mediador no processo de desenvolvimento dos funcionários com deficiências, trouxe resultados imediatos. Segundo o docente, os funcionários com deficiência deixaram de se relacionar apenas entre eles – uma característica muito comum como forma de se protegerem de preconceito – para serem incluídos em todas as atividades físicas e culturais que a PUC-Campinas proporciona. “Com o Projeto, esses funcionários entenderam que podem se relacionar com qualquer pessoa, independentemente da deficiência. O Esporte Unificado, nesse aspecto, foi fundamental”, considera Bergamo. Ao todo, 12 pessoas participaram do Projeto.

A prática do Esporte Unificado também contou com a participação das pessoas atendidas pelo Centro Interdisciplinar de Atendimento à Pessoa com Deficiência (CIAPD), da PUC-Campinas. Além dessa inclusão, houve outra: a de não haver distinção por gênero, isto é, homens e mulheres jogavam pela mesma equipe.

Projeto de Extensão teve como base a filosofia criada pelo Special Olympics/ Crédito: Álvaro Jr.
Projeto de Extensão teve como base a filosofia criada pelo Special Olympics/ Crédito: Álvaro Jr.

 

 

 

 

 

 O Esporte Unificado: entre o jogo e as regras

Special Olympics, que atualmente congrega 180 países, é considerado o segundo maior evento do mundo, perdendo apenas para as Olimpíadas. Bergamo garante que no Esporte Unificado o sistema de jogo não muda, mas as regras são flexibilizadas. “Em vez de o juiz punir quem comentou a infração, ele orienta o jogador e avisa que aquilo não pode acontecer, apresentando o motivo. Então, mais do que um juiz, ele é um educador. Outro ponto a ser considerado é a tolerância: na modalidade como o basquete tradicional, o jogador não pode ficar mais de três segundos dentro da área restritiva, no Esporte Unificado esse tempo aumenta para cinco, seis segundos. Se o árbitro perceber que o jogador está querendo humilhar seu adversário, ele interfere na jogada e avisa o técnico para tirar aquele jogador. A ideia é fazer com que todos possam entrar no jogo, mesmo que um jogador tenha menor rendimento do que outro. É uma filosofia de chance de igualdade”.

 

Inédito: Curso de Extensão “Declaração de Nulidade nos Tribunais Eclesiásticos” na PUC-Campinas

 

Por Pe. Adriano Broleze

O curso de extensão “Declaração de Nulidade nos Tribunais Eclesiásticos”  acontece na Universidade, ou seja, os Tribunais Eclesiásticos são organismos de aplicação da justiça eclesiástica, isto é, resolvem questões próprias relativas a Sacramentos e outros assuntos da própria Igreja. As pessoas que trabalham e atuam nos Tribunais Eclesiásticos, necessariamente precisam estar capacitadas, isto é, preparadas como em todos os outros tribunais civis. O curso de Extensão, promovido pela PUC – Campinas,  é uma oportunidade que a Universidade oferece de aprimoramento, para todos os que queiram trabalhar nos Tribunais Eclesiásticos ou que desejam aumentar seu conhecimento Jurídico, Canônico e Teológico. É sem dúvida uma ótima oportunidade para conhecer mais sobre os organismos da Igreja.

A Faculdade de Teologia e a Faculdade de Direito possuem a matéria de Direito Canônico e os alunos da PUC que frequentam esses cursos tem a possibilidade de receber esse conhecimento. Porém como Curso de Extensão é a primeira vez que está sendo oferecido.

 A razão reside justamente na necessidade de compreendermos que não basta a boa vontade ou um mero desejo de justiça para atuar nos Tribunais. É preciso, conhecimento técnico, até para evitar que a injustiça aconteça. Doutro lado a PUC-Campinas abre suas portas para que a sociedade, e nesse caso, a sociedade que se interessa por essa área do Direito, conheça e se aprimore essa temática. Pela quantidade de inscritos verificamos que foi uma ideia ótima.

Causas julgadas pelos tribunais eclesiásticos

Os Tribunais Eclesiásticos podem julgar todas as causas relacionadas aos Sacramentos e a vida própria da Igreja Católica. Em sua grande maioria as causas julgadas pelos Tribunais são de Declaração de Nulidade Matrimonial. Mais podem também acontecer causas patrimoniais e até penais. Tudo dentro da competência e da finalidade canônica.

As partes podem, depois de um casamento que não chegou a se firmar, pedir a Declaração da Nulidade Matrimonial. Pode essa Declaração ser requerida tanto pelo homem ou pela mulher, ou até mesmo por ambos. Também o chamado Promotor de Justiça do Tribunal Eclesiástico, poderá pedir a nulidade matrimonial em determinadas circunstancias, visto que o matrimonio é um Sacramento de ordem pública.

 Todos aqueles maiores de quatorze anos e que de algum modo são conhecedores dos fatos alegados pelas partes que pedem justiça, poderão participar como testemunhas. Contudo, por prática admitimos somente os maiores de idade. O fato é que não desejamos julgar a pessoa, mas se existiu ou não o matrimonio colocado em questão.

CONFIRA O VÍDEO DA TV PUC-CAMPINAS

O tempo de um processo é muito variável, pois, se a causa está clara e as testemunhas comparecem com rapidez o processo evidentemente é mais rápido. Em média geral, os processos, no Tribunal Eclesiástico duram um ano. O custo no Tribunal Eclesiástico da Província Eclesiástica de Campinas é  de um salário mínimo. Esse valor só é possível porque todas as Dioceses da Província subsidiam as despesas do Tribunal Eclesiástico.

 Se a sentença for favorável, acontece algo interessante, pois se Declarada a Nulidade do Matrimonio,  significa dizer que ele não existiu. Ocorreu um evento, uma locomoção de pessoas e até uma festa, mas não o Sacramento. Logo, a pessoa não vai se casar novamente na Igreja, mas ela vai se casar na Igreja, pois, o casamento anterior não existiu enquanto Sacramento. Resumindo sim, se ela desejar ela poderá celebrar validamente seu matrimonio, ou seja, poderá casar na Igreja.

Quem tem fé e se casa na Igreja, casa com o firme desejo de viver uma união para a vida toda. Infelizmente, nem sempre isso acontece, seja por um vício de consentimento ou por um impedimento legal canônico ou civil. Nesses casos cabe a ação nos Tribunais Eclesiásticos pedindo a Declaração de Nulidade Matrimonial.

Prof. Dr. Adriano Broleze é Doutor em Direito Canônico e Docente na PUC-Campinas

Leitura do Território

Projeto de Extensão colabora com agentes da Prefeitura de Campinas na leitura sobre o território urbano

Por Amanda Cotrim

No contexto da parceria entre a PUC-Campinas e a Prefeitura de Campinas, o Projeto de Extensão Parque Linear Ribeirão das Pedras [uma metodologia para desenvolvimento de projetos urbanos], coordenado pelo docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Prof. Me. Fábio Boretti, desenvolveu um ensaio de diretrizes urbanísticas para o Parque Linear Ribeirão das Pedras, uma área verde que se constitui no trajeto do córrego Ribeirão das Pedras, o qual nasce no bairro Alto Taquaral, passa pelo Parque Dom Pedro e chega até Barão Geraldo, percorrendo cerca de 9 km. O objetivo do Projeto de Extensão foi elaborar uma metodologia para o desenvolvimento de projeto urbanos, utilizando o Parque Linear Ribeirão das Pedras como caso de estudo, proporcionando intercâmbio entre docente,  seus alunos bolsistas de extensão  e os técnicos do poder público, fomentando, assim, autonomia dos gestores municipais para futuras demandas similares.

Ensaio projetual (equipamentos básicos de apoio ao parque) / Crédito: Material de arquivo
Ensaio projetual (equipamentos básicos de apoio ao parque) / Crédito: Material de arquivo

“Desenvolvemos uma metodologia de leitura do território para um projeto urbano, a partir de uma demanda do poder público, como foi o caso do Ribeirão das Pedras. Dessa forma, é possível aplicar a mesma metodologia para realizar a leitura de outros territórios da cidade”, explica Boretti, que já adianta que, em 2016, será a vez do Projeto de Extensão “Parque Capivari Mirim”, na região próxima ao aeroporto de Viracopos. “Esses projetos possibilitam que os alunos enxerguem o território como um todo: desde as características territoriais e ambientais, passando pelos sistemas urbanos até as relações sociais que operam no local, compreendendo as características e as demandas específicas de cada lugar. Assim, os estudantes conseguem, por exemplo, conectar áreas verdes e espaços públicos, compreendendo o território urbano como um sistema integrado” ressalta.

Oficina realizada entre alunos bolsistas e técnicos da prefeitura - secretaraia do verde. / Crédito: Material de arquivo
Oficina realizada entre alunos bolsistas e técnicos da prefeitura – secretaraia do verde. / Crédito: Material de arquivo

O trabalho desenvolvido no Projeto de Extensão “Parque Linear Ribeirão das Pedras” considerou as características da população que não só mora no entorno, mas percorre ou cruza o território de extensão do Rio das Pedras, levando em consideração a renda, a forma de ocupação do lote, o tipo de comércio, relação domicilio- trabalho e renda, mobilidade urbana, uso e apropriação de equipamentos e espaços públicos.

“A convivência entre os estudantes do Projeto de Extensão e os gestores da Secretaria do Verde enriqueceu o aprendizado pela possibilidade de eles terem contato com diversos olhares sobre o mesmo “problema” de pesquisa, tendo de compreender o território estudado e a relação do mesmo com a restante da cidade de Campinas”, avalia.

Fábio Boretti considera que o estudo urbanístico tanto produzido para o Parque Linear Ribeirão das Pedras quanto o que será desenvolvido para o Capivari Mirim capacitará o poder público na proteção e recuperação do ecossistema ligado ao rio, conectando áreas verdes e espaços públicos, controlando as enchentes e proporcionando áreas verdes destinadas a atividades culturais e de lazer.

ensaio projetual para o parque linear / Crédito: Material de arquivo
ensaio projetual para o parque linear / Crédito: Material de arquivo

 

 

 

 

 

Metodologia:

O Parque Linear é um projeto urbano previsto no plano de desenvolvimento de Campinas.  A metodologia desenvolvida contemplou as etapas de coleta de dados, interpretação e análise, construção do diagnóstico urbano, elaboração de diretrizes de projeto e desenvolvimento de alguns ensaios.

O primeiro passo foi conhecer o local que seria estudado. Os alunos foram, literalmente, a campo para entenderem o lugar e as pessoas que ali moram e circulam; detectando quais eram os espaços públicos, suas especificas apropriações, linhas de ônibus, os espaços de lazer e cultura, ou seja, um mapeamento do território. Os alunos fizeram fotos do local e produziram um arquivo de foto aérea utilizando fontes e programas da internet e então elaboram uma planta do território estudado. Depois desse trabalho prático, os estudantes, junto com o docente orientador, se reuniram para debater o “objeto”, pesquisam bibliografias, artigos científicos e, assim, produziram as bases para a realização do estudo.

Por fim, tanto o processo quanto os resultados do trabalho foram compilados e sistematizados, com a finalidade de expor o desenvolvimento do projeto e criar uma referência para desafios futuros semelhantes que a Secretaria do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável possa enfrentar.

 

 

População reduz consumo de energia após projeto da PUC-Campinas

Projeto de Extensão contribui com a sustentabilidade ambiental considerando o conforto térmico e a iluminação

Por Amanda Cotrim

O Projeto de Extensão “Sustentabilidade Ambiental Considerando o Conforto Térmico e a Iluminação” teve impacto real na vida da comunidade externa, público-alvo do projeto, possibilitando uma melhora nas condições de vida e no conhecimento sobre o conforto térmico e a iluminação. “A economia na conta de energia elétrica foi a mudança mais relatada pelas pessoas que participaram do projeto. Apresentamos a elas alguns tipos de lâmpadas, mostrando o desempenho e o consumo, o que deu mais clareza para que os participantes do projeto pudessem escolher lâmpadas mais econômicas”, explica o docente responsável pelo projeto e professor da Faculdade de Engenharia Elétrica, Prof. Me. Francisco de Salles Cintra Gomes.

O Projeto de Extensão foi realizado com a participação de trabalhadores da construção civil vinculados à Comunidade São Francisco e com o Centro de Assistência Social (CAS) Copiosa Redenção, na região do Campo Grande, em Campinas. Ao todo, 30 pessoas foram impactadas diretamente e 150 indiretamente pelo projeto. O Projeto de Extensão contou com a participação de um professor e de três estudantes universitários, bolsistas de Extensão, com o intuito de desenvolver atividades, oficinas na forma dialogada e material didático, com a participação de trabalhadores da construção civil, desenvolvendo temas sobre a sustentabilidade ambiental de projetos e/ou construções no que tange ao conforto térmico e à iluminação.

Coordenador do Projeto de Extensão/ Crédito: Álvaro Jr
Prof. Salles, responsável pelo Projeto de Extensão/ Crédito: Álvaro Jr

O Projeto desenvolvido entre 2014 e 2015 teve como foco estimular a conscientização dos participantes para o tema da Sustentabilidade Ambiental e para a conduta cidadã. “Foi um contínuo e mútuo aprendizado”, observa Salles. “Durante os trabalhos, todo o conhecimento acadêmico foi colocado em prática, envolvendo os estudantes de extensão que tiveram a oportunidade de conviver com realidades econômicas e culturais diferentes”, acrescenta. A receptividade da comunidade externa também foi um fator importante, ressalta o docente.

Aluno de Extensão, Matheus Fontanesi, atuou no ano de 2015. / Crédito: Arquivo
Aluno de Extensão, Matheus Fontanesi, atuou no ano de 2015. / Crédito: Arquivo

A importância da Extensão:

“Os resultados do Trabalho de Extensão são excelentes. Além do conhecimento conjunto adquirido nas atividades, os participantes que constituem o  público-alvo têm reais possibilidades de melhorar suas condições de vida, com a conscientização de que podem ser agentes multiplicadores, levando às suas casas e aos amigos o conhecimento adquirido sobre Sustentabilidade Ambiental considerando o Conforto Térmico e a Iluminação”, enfatiza Salles. Já para os alunos bolsistas de Extensão , o projeto deu condições para uma formação integral, por meio da vivência, da participação e da contribuição para com outra realidade, como aponta o docente. “É a busca de soluções para uma sociedade melhor”, resume Salles.

Reportagem da TV PUC-Campinas.