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Espaço Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários

Projetos de Extensão são classificados entre os melhores do país em Edital do MEC 

A PUC-Campinas submeteu 26 propostas, sendo 12 projetos e 14 programas de extensão ao Edital PROEXT 2016 MEC/SESu, publicado pelo Ministério da Educação. Trata-se do principal instrumento de financiamento da Extensão Universitária do país. Todas as propostas da PUC-Campinas foram avaliadas positivamente, sendo que 16 obtiveram nota final acima de 91 pontos, numa escala que varia entre 0 e 100 pontos.

O resultado final contemplou 3 programas e 5 projetos com recursos financeiros para apoiar seu desenvolvimento, perfazendo um total de R$ 1.305.929,13. Com este resultado, a PUC-Campinas ficou em 8º lugar dentre todas as Instituições de Ensino do país que apresentaram propostas e, pelo segundo ano consecutivo, em 1º lugar no segmento das Instituições Comunitárias de Ensino Superior (ICES)

RESULTADO FINAL EDITAL PROEXT 2016  
PROGRAMAS E PROJETOS CLASSIFICADOS E CONTEMPLADOS COM RECURSOS NO TOTAL
DOCENTE MODALIDADE TÍTULO
1. Pedro de Miranda PROGRAMA Desenvolvimento de Atuação em Rede para cooperativas de catadores de materiais recicláveis de Campinas-SP.
2. Karina de Carvalho Magalhães PROGRAMA Empreendedorismo e Empregabilidade: desenvolvendo competências e preparando Pessoas com Deficiência para o Mundo do Trabalho no Centro Interdisciplinar de Atenção à Pessoa com Deficiência (CIAPD) da PUC-Campinas.
3. Roberto Silva Jr PROGRAMA Esporte e Lazer: estratégias de participação e tecnologia para a inclusão de pessoas com deficiência.
DOCENTE MODALIDADE LINHA TEMÁTICA
1. Fábio Augusto Morales Soares PROJETO Lugares da religião em Campinas: patrimônio, espaço e cultura material.
2. Vagner Roberto Bergamo PROJETO Esportes Unificados: Modelo Para o Desenvolvimento do Esporte e Lazer Inclusivo.
3. José Henrique Spécie PROJETO Oficina da Cidadania.
4. Cristiane Feltre PROJETO Observatório de políticas públicas e migrações da RMC.
5. Amilton da Costa Lamas PROJETO Promoção da inclusão social/digital de deficientes visuais através de soluções de Engenharia Elétrica.

 

tabela 1

tabela 2

 

 

 

 

Artigo: Para além da Universidade

Por Lucas Jerônimo

As possibilidades pretendidas desde o ingresso na Universidade norteiam a relevância obtida a partir de um projeto de Extensão, consolidado por uma necessidade externa e de mesmo modo pela potencialidade possível a partir da experiência acadêmica. O projeto “Reflexões Críticas Sobre a Mídia no Processo de Educomunicação” é um desses exemplos.

Lucas participou do projeto de Extensão “Reflexões Críticas Sobre a Mídia no Processo de Educomunicação". Crédito: Álvaro Jr.
Lucas participou do projeto de Extensão “Reflexões Críticas Sobre a Mídia no Processo de Educomunicação”. Crédito: Álvaro Jr.

O objetivo é compreendido a partir da construção coletiva, quando os conhecimentos absorvidos em sala de aula são transportados para o lado de fora, em uma via de mão dupla. Essa vivência se torna ainda mais motivadora quando a partilha se dá para a construção de novos contextos formativos, para a educação, e para a relação essencial entre esta e as perspectivas dadas pelo advento de novas mídias, em constante transformação.

É possível materializar essas observações a partir da vivência in loco, como no caso desse projeto, em que a transferência e partilha de conhecimentos se dão com professores do Ensino Fundamental e Médio que se dispõem à integração por meio de oficinas temáticas acerca do tema central do Projeto de Extensão Universitária.

Nesse sentido, repensar a dinâmica do nosso processo de formação passa a ser fator essencial. É quando a técnica ganha corpo e movimento que percebe-se de que forma a atuação do estudante de Extensão se destaca para além da grade curricular, e a vivência universitária passa a ser agregada não só como a repetição de conteúdos e o cumprimento de metas probatórias.

Como eixo condutor da experiência de Extensão está a aproximação de realidades diversas àquilo que, às vezes, está limitado a vivências pessoais e de caráter privado, ou seja, o que se enquadra em limites que já não contemplam a necessidade. A vivência comunitária é transformadora, mas só quando a universidade se integra e não apenas aplica a “receita pronta” de como deve ou não ser.

O conhecimento e a produção acadêmica com a comunidade ampliam, sobretudo, as fronteiras e podem evidenciar profissionais egressos com possibilidades de atuação social superiores.

 

Extensão: a relação entre Universidade e Comunidade externa

Por Duílio Fabbri

Aprender a ler imagens e a compreender os seus possíveis sentidos tornaram-se habilidades necessárias para desenvolver a capacidade de interagir com o mundo de forma consistente e consciente. No Projeto de Extensão “Reflexões críticas sobre a mídia no processo de educomunicação”, desenvolvido junto aos professores da Escola Estadual Prado e Silva, tem-se como perspectiva o fato de que aprender sobre o mundo editado pela mídia, a ler além das aparências; a compreender a polifonia presente nos enunciados da narrativa midiática não são tarefas fáceis, mas desejáveis para uma leitura crítica do mundo. Da mesma forma, discutir a responsabilidade social dos veículos de comunicação, compreender as intrincadas relações de poder que estão por trás de sua composição, além de capacitar professores e alunos para entender os sentidos, o significado implícito no discurso midiático, também é papel da Extensão.

Lucas Jerônimo e o Coordenador do Projeto Duílio Fabbri- Crédito: Álvaro Jr.
Lucas Jerônimo e o Coordenador do Projeto Duílio Fabbri- Crédito: Álvaro Jr.

Do ponto de vista institucional, entendendo a Universidade formada por um tripé em que se integram Ensino, Pesquisa e Extensão, este projeto não só se relaciona e contribui para o projeto pedagógico do Curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), bem como com as diretrizes de Extensão difundidas pela Instituição. O projeto pertence ao eixo aglutinador Cultura e Arte, cujo cerne é aplicar concretamente, via Extensão, o conhecimento produzido e existente na Universidade no enfrentamento, nas reflexões críticas do mundo que nos acerca e no entendimento de novas tecnologias e linguagens. Como professor de Extensão, responsável pelo projeto, conto com dois alunos bolsistas, que têm tarefas específicas, com aderência à Faculdade de Jornalismo, em que os mesmos estão a aplicar e a desenvolver os conhecimentos da área estudada.

 

Duílio Fabbri é extensionista e diretor adjunto do curso de Design Digital

Lucas Jerônimo – extensionista

Sinalizador eletrônico promove autonomia da pessoa com deficiência visual

Soluções de engenharia elétrica para pessoas com deficiência visual fazem parte do Projeto de Extensão da PUC-Campinas em parceria com a Pró-Visão

Por Amanda Cotrim

Estimular a sensibilidade e proporcionar a autonomia da pessoa com deficiência visual são os objetivos do Projeto de Extensão da Universidade, “Soluções de Engenharia Elétrica de apoio e melhoria da qualidade de vida de deficientes visuais”, coordenado pelo Prof. Dr. Amilton da Costa Lamas em parceria com a instituição Pró-Visão, de Campinas. O Professor Lamas e o aluno bolsista Lucas P. Hubert desenvolvem soluções criativas e práticas que podem ser adaptadas no dia a dia das pessoas com deficiência visual, como o uso de sinalizador eletrônico que propicia, entre outros, o aumento do senso de localização e promove a autonomia da pessoa com deficiência. Segundo dados do senso realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 23,9% da população brasileira tem algum tipo de deficiência visual.

A Universidade oferece o conhecimento técnico e a instituição o conhecimento específico- Crédito: Arquivo
A Universidade oferece o conhecimento técnico e a instituição o conhecimento específico- Crédito: Arquivo

“Os estudantes são desafiados a pensar em soluções com tecnologia simples, o que é um imenso desafio”. 

“Desenvolvemos um artefato, no qual a pessoa com deficiência, assistida pela Pró-Visão, é desafiada a encontrar os objetos distribuídos aleatoriamente na piscina. O projeto é desenvolvido em parceria com os técnicos especializados da Instituição, que depois replicarão o artefato e trabalharão com as pessoas com deficiência visual. Esse tipo de sinalizador pode ser fabricado com qualquer outro material que a pessoa tem dentro de casa, como um pote de maionese, que pode carregar o dispositivo baseado em engenharia eletrônica”, comenta o Coordenador. O sinalizador eletrônico emite som, vibra e também emite luz, auxiliando as pessoas que têm visão subnormal (não totalmente cego).

Com o aplicativo, a pessoa com deficiência visual registra o nome do produto de sua preferência pela voz

Para Lamas, o Projeto de Extensão “é uma grande simbiose de conhecimento”. A Universidade oferece o conhecimento técnico e a instituição oferece o conhecimento específico sobre as necessidades da pessoa com deficiência visual. Por parte da PUC-Campinas, os alunos de Extensão desenvolvem o projeto baseados em conhecimentos de eletrônica básica e circuitos digitais. “Os estudantes são desafiados a pensar em soluções com tecnologia simples, o que é um imenso desafio. Além disso, têm de abrir mão do “engenheres” (uso de jargão tecnológico) e usar uma linguagem acessível”, aponta Lamas. Ao todo, o Projeto de Extensão trabalha com 10 técnicos da Pró-Visão e 30 pessoas com deficiência visual.

O aplicativo do celular detecta e identifica o produto, auxiliando a pessoa com deficiência- Crédito: Arquivo
O aplicativo do celular detecta e identifica o produto, auxiliando a pessoa com deficiência- Crédito: Arquivo

 Localizador de objetos

O Projeto de Extensão também desenvolveu um aplicativo baseado na tecnologia Near Field Communication (NFC) para celulares com Andróide. O aplicativo auxilia a pessoa com deficiência visual a se localizar e identificar objetos e suas características. O sistema desenvolvido pode auxiliar na busca por livros em bibliotecas e em produtos nos supermercados, entre outros. Com o aplicativo, a pessoa com deficiência visual registra o nome do produto de sua preferência pela voz; o aplicativo detecta e identifica o produto e auxilia o deficiente a localizá-lo no ambiente.

O Coordenador explica que o Near Field Communication (NFC) é um conjunto de padrões de comunicação de rádio entre dois dispositivos em uma distância relativamente curta, envolvido por um campo magnético que permite a troca de informações. Por meio das etiquetas dos produtos, o sistema identifica as características do mesmo e gera informação em áudio para a pessoa com deficiência visual. Para que o sistema funcione, o estabelecimento precisa utilizar etiquetas NFC nos produtos.

Semáforo especial

Outro dispositivo produzido dentro do Projeto de Extensão é o semáforo especial. “Ele foi desenvolvido para que a pessoa com deficiência, fazendo uso do seu celular, aproxime o dispositivo do semáforo e receba informação sonora sobre o estado do semáforo (aberto ou fechado para o tráfego), orientando se é possível ou não atravessar a rua”, explica Lamas. A pessoa com deficiência é sinalizada sobre o tempo que ela tem para iniciar ou finalizar a travessia por meio da variação da frequência do sinal auditivo.

Então técnica da Pró-Visão experimenta o “Semáforo inteligente”- Crédito: Arquivo
Então técnica da Pró-Visão experimenta o “Semáforo inteligente”- Crédito: Arquivo

Segundo Lamas, todos os conhecimentos adquiridos no curso de Engenharia Elétrica da PUC-Campinas são aplicáveis no desenvolvimento dos artefatos. “As tecnologias aplicadas são testadas e validadas com o público-alvo. São procedimentos simples e necessariamente baratos. Nós desenvolvemos a engenharia, juntamente com os técnicos da Pró-Visão e depois, após a apropriação das técnicas, eles replicarão esse conhecimento com as pessoas com deficiência e seus familiares. O semáforo especial é uma solução simples que pode ser viabilizada pelo poder público, por exemplo, com pouco recurso financeiro” finaliza.

 

 

Projeto conscientiza pacientes com Diabetes

Se não for tratado adequadamente, o Diabetes pode causar insuficiência renal, doenças cardiovasculares, cegueira e amputação dos membros

Por Beatriz Meirelles

O conhecimento produzido na Universidade pode ir muito além das salas de aula e os Projetos de Extensão oferecidos pela PUC-Campinas são um exemplo disso. Pensando em contribuir com as pessoas que têm Diabetes, a Faculdade de Enfermagem mantém o projeto “Educação em Saúde e Portadores de Diabetes”, que, por meio de ações educativas busca conscientizar e prevenir essa doença, que segundo o Ministério da Saúde atinge 13 milhões brasileiros.

É uma doença de difícil controle e necessita de atendimento e acompanhamento multiprofissional.

O Diabetes é uma doença crônica metabólica caracterizada pelo aumento da glicose no sangue. O distúrbio acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir a insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo. A insulina promove a redução da glicemia ao permitir que o açúcar que está no sangue penetre as células, para ser utilizado como fonte de energia.

Se não tratado, o Diabetes pode causar insuficiência renal, amputação de membros, cegueira, doenças cardiovasculares, como Acidente Cerebral Vascular – AVC (derrame) e infarto. É uma doença de difícil controle e necessita de atendimento e acompanhamento multiprofissional. Segundo o Ministério da Saúde, o diabetes já é considerado uma epidemia, que atinge todas as camadas sociais. “Os dados são muito expressivos. Existem pessoas que nem sabem da existência da doença”, afirma a orientadora do projeto de Extensão, Profa. Dra. Carmen Villalobos.

Conscientizar para tratar

Sob a orientação da Profa. Dra. Carmen Villalobos, o Projeto promove orientações fundamentais sobre a prevenção das complicações da doença, por meio de oficinas, que acontecem às terças e quartas-feiras, nas salas de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) do Hospital da PUC-Campinas, no Campus II da Universidade. Nessas oficinas, são atendidos crianças, adultos e idosos diabéticos ou pré-diabéticos da cidade de Campinas e região.

As alunas do último ano do Curso de Enfermagem, Jaqueline Batista Pedrosa e Juliana Contrera estão envolvidas no projeto como bolsistas há dois anos e afirmam que, por meio de desenhos, figuras, filmes, vídeos e slides interativos é possível estabelecer um vínculo de confiança com a população que permite trazer e levar as informações que podem, de fato, mudar alguma coisa na vida das pessoas portadoras da doença. “Fazer o paciente captar a nossa mensagem por meio das oficinas faz nosso trabalho valer a pena” afirma a docente

O projeto de Extensão da Profa. Dra. Carmem Villalobos teve início em fevereiro de 2014 e, até agora, foram atendidas 240 pessoas.

Aluna Jaqueline Batista Pedrosa, Profa Carmen Villalobos e aluna Juliana Contrera - Crédito: Álvaro Jr.
Aluna Jaqueline Batista Pedrosa, Profa Carmen Villalobos e aluna Juliana Contrera – Crédito: Álvaro Jr.

 “Esse projeto é muito bom e muito importante para essas senhoras que, assim como eu, são teimosinhas”, brinca dona Severina Maria da Silva, de 78 anos, que há 40 anos é portadora de Diabates.  “Muitas informações que eu não sabia, descobri nessas oficinas, como o que eu devo comer e que quantidade”, comenta.  “É muito comum que os pacientes não saibam detectar sintomas e nossa função aqui é prevenir as complicações e ver o que as pessoas, de fato, sabem sobre diabetes. Abordamos até mesmo o aspecto nutricional: o que os pacientes estão comendo? O que pode, o que não pode, pois muitos realmente não sabem”, conta a orientadora Professora Carmen.

O projeto de Extensão da Profa. Dra. Carmem Villalobos teve início em fevereiro de 2014 e, até agora, foram atendidas 240 pessoas. No Brasil, sete milhões de pessoas, acima de 18 anos, têm a doença, segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Um estudo recente da SBD aponta que mais de 60% deles não sabem que têm a doença.

Para as alunas envolvidas no projeto, a prevenção é muito importante e trabalhar com a educação da população é um desafio constante, uma vez que mudar o comportamento do ser humano é um desafio, principalmente em adultos. “O adulto é mais difícil de conscientizar. Ele vem comendo errado a vida inteira, a doença chega e muda seus hábitos alimentares. A criança que já tem a doença é condicionada desde pequena e isso faz com que ela seja mais consciente” explica a aluna Juliana Contrera.

No projeto, filmes e vídeos são utilizados para dar um “choque de realidade” como forma de alerta. “Nosso desafio constante com este projeto é evitar que o paciente chegue ao hospital. Lutamos para que esse paciente se conscientize. Eles sabem o que não deveriam fazer, mas, mesmo assim, fazem” observa orientadora, Profa. Carmen

“AS MENINAS DA CARMEN”: REFERÊNCIA DENTRO E FORA DAS SALAS DE AULA

O projeto de Extensão, além de oferecer uma bolsa de estudos, permite um aprofundamento na temática e no assunto e uma vivência na realidade, segundo as alunas, uma bagagem pra vida toda “O projeto proporciona um olhar para fora da sala de aula. No curso, a maior carga curricular é dentro do Hospital e aqui podemos trabalhar com outros aspectos das pessoas e, principalmente, com a educação e com a comunidade” afirma Jaqueline.  “Como professora, acompanhar as alunas e ver que elas começam sem saber nada de Diabetes e, agora, estão dominando o assunto é, para mim, uma enorme satisfação” ressalta a orientadora.

Alunas Jaqueline Pedrosa e Juliana Contrera - Crédito: Álvaro Jr
Alunas Jaqueline Pedrosa e Juliana Contrera – Crédito: Álvaro Jr

As alunas se tornaram referência dentro da própria Faculdade. Elas contam que professores e alunos reconhecem a importância do trabalho que realizam e quando têm dúvidas sobre Diabetes sempre correm para “As meninas da Carmen”, como ficaram conhecidas dentro da Universidade.

Juliana e Jaqueline se envolveram e se aprofundaram tanto na temática que envolvia o projeto que acabaram descobrindo a vontade em seguir carreira nessa área. Hoje, graças ao projeto, alunas adquiriram novas competências que podem ser comunicadas em aulas ou palestras. Tiveram a oportunidade de  participar de congressos da área da saúde e apresentar trabalhos que dizem respeito ao diabetes; chegaram até a levar trabalhos com os resultados parciais do plano de trabalho de extensão para Congressos internacionais em Cuba e Portugal. “Se o projeto de Extensão não tivesse oferecido esta oportunidade, nada disso seria possível” concluem as alunas.

 

ESPAÇO PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO

Universidade se apóia em ensino, pesquisa e extensão

Em setembro de 2015 aconteceram três eventos muito importantes na PUC-Campinas, o V Encontro Anual de Extensão Universitária, o XX Encontro de Iniciação Científica e o V Encontro de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico, momentos que envolveram professores pesquisadores, extensionistas e  alunos dos diversos cursos de graduação da Universidade,  que têm a oportunidade de apresentar os novos projetos e os resultados alcançados no ano  anterior.

Uma Universidade, para ter essa denominação, tem que se apoiar em atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão e o envolvimento dos alunos em projetos de Pesquisa e Extensão, sem dúvida alguma qualifica o ensino de graduação, além de abrir caminho para que os discentes sigam a carreira acadêmica, por meio da realização de cursos de Pós Graduação Stricto Sensu (mestrado e/ou doutorado),  ou se envolvam com projetos sociais e cheguem a resultados que possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.

Esses são mais alguns exemplos de atividades que ocorrem fora da sala de aula e que contribuem para a formação integral da pessoa humana, um diferencial dessa Universidade expresso na sua Missão.

 

 

ESPAÇO PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO

5º Encontro Anual de Extensão Universitária

No âmbito da Semana Acadêmica da PUC-Campinas, a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEXT) realizou o 5º Encontro Anual de Extensão Universitária.

Um evento que proporcionou contexto institucional apropriado para que os 68 alunos bolsistas de Extensão, vinculados aos 34 Projetos de Extensão e coordenados por docentes da Universidade, apresentassem e desenvolvessem seus Planos de Trabalho e os principais resultados alcançados até o momento.

Visando contribuir para o processo de qualificação das atividades de Extensão da Universidade, pelo segundo ano consecutivo, convidados externos, docentes com experiência na coordenação de Projetos e/ou Programas de Extensão, avaliaram as sessões de comunicação oral.

O 5º Encontro Anual de Extensão Universitária aconteceu no dia 21 de setembro, nas dependências do Campus I da PUC-Campinas. A palestra de abertura do evento foi proferida pelo Presidente do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (FORPROEX) e Pró-Reitor de Extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA), Prof. Dr. Fernando Arthur de Freitas Neves.

 

Projeto combate a intolerância religiosa nas escolas

Projeto de Extensão da PUC-Campinas nas escolas da Rede Pública de Ensino alia história das religiões à história do patrimônio de Campinas

Por Amanda Cotrim

O Brasil é um país multicultural. Essa frase já foi repetida muitas vezes para identificar o País como sendo um lugar de muitas religiões, costumes e etnias. Mas isso não faz do Brasil um lugar, necessariamente, harmônico. Os conflitos existem. Pensando em combater o preconceito e a intolerância religiosa, a PUC-Campinas mantêm, desde fevereiro de 2015, o projeto de extensão Os lugares da religião: Espaço, Patrimônio e Cultura Material em Campinas, que tem como objetivo “ofertar aos professores da rede pública o conhecimento sobre a religião, seja a deles ou a dos outros”, explica o docente da Faculdade de História e responsável pelo projeto, Prof. Dr. Fabio Augusto Morales Soares.

O Professor Fabio Morales explica a relação entre religião, patrimônio e memória / Crédito: Álvaro Jr.
O Professor Fabio Morales explica a relação entre religião, patrimônio e memória / Crédito: Álvaro Jr.

Uma vez por mês, o Professor Morales e dois alunos-bolsistas promovem oficinas nas escolas da rede pública e, juntamente com os educadores, realizam um estudo sobre religião em um ou mais templos religiosos de Campinas, uma atividade que alia cultura, arte e arquitetura. Em abril de 2015, o estudo foi sobre o catolicismo, na Catedral Metropolitana, no Largo do Rosário e na Basílica do Carmo. Em maio de 2015, foi a vez do islamismo, em que professores visitaram a Mesquita da Sociedade Islâmica de Campinas, no Parque São Quirino. Em agosto de 2015, o projeto estudará o judaísmo, na Sinagoga localizada na Rua Barreto Leme, no Centro de Campinas; em setembro de 2015, será a vez do budismo, no Templo Higashi Honganji, no Jardim Chapadão; em outubro, a umbanda no Terreiro Vó Benedita, na Vila Ipê, e, em novembro, será a vez do neopentecostalismo, na Igreja Universal, em Campinas.

“À medida que as religiões são fenômenos sociais extremamente complexos e diversificados, selecionamos dois aspectos das experiências religiosas presentes na cidade: a arquitetura e os objetos sagrados. Desse modo, além de conhecer melhor – evitando preconceitos vários – o campo religioso da cidade, os participantes têm acesso de um modo aprofundado ao patrimônio material edificado da cidade, assim como aos objetos sagrados em cada uma das religiões”, explica Soares.

O estudante do quarto ano do curso de História da PUC-Campinas, Renan Corrêa Teruya, de 30 anos, é extensionista no projeto. Renan é responsável em explicar sobre as fachadas dos espaços religiosos visitados. Já a também extensionista Camila Médici, 20 anos, tem a responsabilidade de falar sobre os objetos sagrados de cada templo visitado.  “Auxiliamos o professor Soares desde a reflexão acadêmica sobre as religiões até a preparação de textos e atividades que vamos usar com os professores da rede pública”, explica Renan. “No final do projeto, teremos um site completo com informações acadêmicas sobre as religiões que estamos estudando”, adianta o docente.

A PUC-Campinas mantêm, desde fevereiro de 2015, o projeto de extensão Os lugares da religião: Espaço, Patrimônio e Cultura Material em Campinas/ Crédito: Álvaro Jr.
A PUC-Campinas mantêm, desde fevereiro de 2015, o projeto de extensão Os lugares da religião: Espaço, Patrimônio e Cultura Material em Campinas/ Crédito: Álvaro Jr.

As atividades são realizadas de duas maneiras: uma oficina expositiva, em que os alunos-bolsistas vão até as escolas e apresentam a história arquitetural de cada uma das religiões presentes em Campinas. No sábado seguinte a essa exposição, “realizamos em conjunto estudos do meio, em que visitamos edifícios religiosos. Tanto nas oficinas expositivas quanto nas visitas aos edifícios religiosos, os professores participam ativamente, seja na forma de complementos ao discurso preparado, seja na forma de novos encaminhamentos às questões apresentadas”, revela Soares.

O docente explica, por exemplo, que a Catedral Metropolitana, dedicada à Nossa Senhora da Conceição está repleta de referências à arquitetura clássica e renascentista, e tem a ver com o processo de europeização (via arquitetura eclética) das cidades brasileiras no contexto da “modernização capitalista” e da formação da nova rede urbana paulista, o que não impediu o fato de que a técnica utilizada ser a taipa de pilão, tipicamente colonial, construída por trabalho escravo; “a Mesquita no Parque São Quirino é uma réplica do Domo da Rocha, em Jerusalém, mesquita construída sobre o antigo templo de Salomão e sobre a rocha onde Abraão teria quase sacrificado Isac/Ismael – dentro do domo da Rocha, assim como dentro da Mesquita de Campinas, existe um mihrab, que é um nicho na parede que indica a direção de Meca, conectando todas as mesquitas às geografia sagrada do Islã”, contextualiza. Já a Igreja Universal na Avenida João Jorge, por sua vez, tem um misto de arquitetura grega e judaica, o que tem a ver com a afirmação desta denominação no cenário religioso brasileiro, compensando sua curta história com a incorporação de uma longuíssima tradição arquitetural. “O terreiro da Vó Benedita, finalmente, não se reconhece facilmente, pois sua arquitetura é absolutamente residencial, o que se explica pela perseguição latente a religiões de matriz africana e afro-brasileira em nossa sociedade, supostamente, tolerante”, ressalta.

Professores da rede pública de ensino em Campinas durante as oficinas do Projeto de Extensão / Crédito: Álvaro Jr.
Professores da rede pública de ensino em Campinas durante as oficinas do Projeto de Extensão / Crédito: Álvaro Jr.

Para a Coordenadora Pedagógica dos anos finais (do 6º ao 9º ano), da escola Estadual Luis Gonzaga Horta Lisboa, em Campinas, em que o projeto de Extensão é realizado, Jaqueline Salione Silveira, “a iniciativa é muito bem-vinda pela sua relevância cultural. Ficamos encantados com a possibilidade de aliar a cultura da cidade de Campinas com o que cada religião traz de informação cultural. Eu propus levar os alunos para acompanhar as oficinas, porque acreditamos que o projeto é muito rico para o conhecimento cultural desse aluno”, opina a Coordenadora.

A intolerância às religiões de matriz africana.

Segundo o Professor Morales, não se apagam 300 anos de escravidão africana por decreto. O racismo, segundo ele, estruturou a sociedade colonial e imperial brasileira e a república não se esforçou para integrar os negros. “O racismo derivado da escravidão e das formas de reprodução da condição subalterna da população negra (ausência de Estado de bem-estar social + baixos salários + representações midiáticas depreciativas) é, certamente, o principal fator para a explicação da intolerância às religiões de matriz africana. Mas não só”, considera.

Nada como o conhecimento e informação para desmistificar uma situação de preconceito. Isso é o que acredita a Coordenadora Jaqueline, que adiantou que transmitirá todo o conhecimento adquirido aos alunos no final do projeto. “Eu penso em trabalhar com todas as religiões e no final do projeto apresentar todas suas características culturais como um trabalho geral para os estudantes”, finalizou.

Espaço Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários

Apesar de existir uma indicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para que toda paróquia católica do país tenha uma equipe de Pastoral da Comunicação, essa meta ainda está longe de ser alcançada. Uma das principais dificuldades, segundo especialistas, é que para agir nessa área não é suficiente boa vontade e trabalho voluntário. Assim, além da disponibilidade dos agentes de pastoral é importante um conhecimento mais especializado – tanto técnico quanto teórico – na área da Comunicação.

Esse é o objetivo do projeto de extensão “Comunicação e Ação Pastoral: elaboração de Plano de Comunicação Institucional junto às paróquias da Forania São João XXIII, da Arquidiocese de Campinas”, desenvolvido pelo Prof. Lindolfo Alexandre de Souza, da Faculdade de Jornalismo, e que conta com dois alunos bolsistas. Na primeira etapa do projeto foram realizadas oficinas de capacitação para que os agentes de pastoral pudessem elaborar um Plano de Comunicação Institucional para cada uma das sete paróquias da Forania. E um plano que levasse em consideração a realidade de cada paróquia, com suas possibilidades, recursos disponíveis, cronograma e prioridades.

Após os planos elaborados, os agentes de pastoral estão participando de oficinas de capacitação para o aperfeiçoamento da comunicação paroquial, ao mesmo tempo em que são acompanhados na implementação das ações previstas nos planos de comunicação. Entre os temas das oficinas estão técnicas para produzir jornais e boletins paroquiais impressos, uso da internet para a evangelização, organização do quadro de avisos e dicas para o uso adequado do microfone, entre outras.

O projeto iniciou em agosto de 2014 e tem previsão de término em dezembro de 2015. Após a intervenção, o objetivo é que as equipes paroquiais de Pastoral da Comunicação estejam organizadas e capacitadas para a continuidade das ações, sem a necessidade de acompanhamento do docente nem dos alunos extensionistas.

Espaço Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários

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Cursos de Extensão têm maior adesão dos últimos quatro anos

 Por Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários

 Encerraram-se, no dia 6 de março, as inscrições dos Planos de Trabalho de Extensão a serem desenvolvidos por alunos bolsistas no ano de 2015. A boa notícia é que foram feitas 83 inscrições, o maior número dos últimos quatro anos, relacionadas aos Projetos de Extensão dos docentes dos cinco Centros da Universidade.

 O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 31 de março, com início das atividades em 1º de abril. Serão concedidas 60 bolsas com valor de R$ 400,00 (quatrocentos reais) para dedicação de 24 horas semanais.

 Outras informações sobre os Projetos de Extensão institucionais da Universidade podem ser consultadas aqui. 

Jovens , álcool e carro: uma atração perigosa

Projeto de Extensão conscientiza estudantes sobre a combinação fatal do álcool com volante

 

Por Beatriz Videira

Os jovens fazem parte da cruel realidade dos acidentes de carro, onde também se tornam personagens principais.  Segundo dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), 41% dos mortos em acidentes de trânsito estão na faixa etária de 15 a 34 anos. Eles estão mais expostos aos acidentes, levando-se em conta os padrões de comportamento e hábitos de lazer que quase sempre envolvem a bebida alcoólica.

O papel da educação no processo de prevenção / Crédito: Álvaro Jr.
O papel da educação no processo de prevenção / Crédito: Álvaro Jr.

O projeto de extensão “Prevenção de acidente de trânsito relacionado a risco e álcool na juventude”, da PUC Campinas, liderado pelo docente  da Faculdade de Medicina da PUC Campinas, Prof. Dr. José Gonzaga Teixeira Camargo, realiza um trabalho de conscientização e desenvolve atividades educativas para alunos do 2º e 3º anos do Ensino Médio de Escolas Públicas e Privadas da região Metropolitana de Campinas.

Segundo o professor, “o projeto visa basicamente conseguir capacitar os alunos das escolas secundárias a fazerem escolhas seguras no que diz respeito à bebidas alcoólicas e direção.”

O projeto é liderado pelo docente  da Faculdade de Medicina da PUC Campinas, Prof. Dr. José Gonzaga Teixeira Camargo/ Crédito: Álvaro Jr.
O projeto é liderado pelo docente da Faculdade de Medicina da PUC Campinas, Prof. Dr. José Gonzaga Teixeira Camargo/ Crédito: Álvaro Jr.

O trabalho de extensão começou em novembro de 2014 e recebeu alunos da escola Pio XII e Porto Seguro. Geralmente, são de duas a quatro visitas por mês com turmas de no máximo 30 alunos. No Campus II da PUC-Campinas, os jovens que participam do projeto acompanham palestras sobre os riscos da combinação álcool e volante com Polícia Militar, EMDEC (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), e Corpo de Bombeiros. Mariângela Pereira, Analista de Educação da EMDEC e palestrante, conta que “com uma abordagem educativa procuramos alertar os jovens sobre a importância de se fazer escolhas seguras no trânsito.”  Os alunos também acompanham o depoimento de vítimas de acidente no trânsito. Após ouvir os profissionais, os alunos aprendem sobre os mecanismos de ação do álcool no organismo, através de uma aula do Prof. Dr José Gonzaga.

Após o contato dos alunos com a temática, os estudantes vão até o Ambulatório de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da PUC-Campinas, onde conhecem vítimas em processo de reabilitação e também fazem uma visita ao Hospital Universitário, passando pela Enfermaria de Cirurgia, pela Enfermaria de Ortopedia e pelo Pronto Socorro. Para o Professor Gonzaga, essa experiência prática dos alunos é  importante para causar impacto, pois hoje, segundo o docente, “essa geração de agora precisa ver para crer; eles precisam tocar nas coisas e a partir do momento que eles vêem inloco o que esta acontecendo, acreditam que o perigo está de fato presente na realidade”, expõe.

A aluna Vitória Sebra, da escola Porto Seguro, ressalta que o projeto deu aos alunos a oportunidade de conhecer a realidade  “o que é passado pra gente não chega nem perto do que estamos vendo aqui hoje.  O choque de realidade é tanto entre os jovens que Vitória conta que durante a visita ao Hospital tudo que conseguia pensar era  “nossa, poderia ser eu aqui.”

Segundo pesquisas retiradas do Portal do Transito Brasileiro, com dados obtidos através da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) e do PARE (Programas de Redução de Acidentes nas Estradas), cerca de 90% dos casos de traumas podem ser evitados, por meio de escolhas seguras, evitando fatores de riscos, como abuso de álcool, drogas, excesso de velocidade, desatenção, inexperiência e a não utilização de equipamentos de proteção, como o cinto de segurança. Assim, é preciso sensibilizar os jovens, fazendo com que reflitam antes de tomar decisões arriscadas, como dirigir embriagados.

Alunos do Ensino Médio de Escolas Públicas e Privadas da região Metropolitana de Campinas participam do projeto/ Crédito: Álvaro Jr.
Alunos do Ensino Médio de Escolas Públicas e Privadas da região Metropolitana de Campinas participam do projeto/ Crédito: Álvaro Jr.

O papel da educação nesse processo de prevenção é a única saída, na opinião do Professor de Medicina , José Gonzaga, ‘‘nós já estamos no extremo, em termos de que a medicina poderia oferecer; nós já trabalhamos muito no  problema agora é necessário trabalhar para evitar, para que não aconteça o problema, e não existe outra forma a nao ser a educação.”

Para o docente, é importante que o conhecimento gerado na Universidade extrapole os muros acadêmicos, uma vez que essa é a essência da Extensão, “você poder ensinar ao paciente maneiras de evitar a doença dele, deixar a saúde de ser algo centrado somente nos profissionais de saúde, mas capacitando as pessoas a cuidarem de si mesmas”  finaliza Gonzaga.