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Ah, a primavera!

Por Silvia Perez

Em contagem regressiva para o início da estação mais colorida e cheirosa do ano, você já parou para reparar na beleza natural e nas espécies nativas ou exóticas que estão por perto? Pois é, caso a correria do dia a dia ainda não tenha lhe permitido observar ao redor, saiba que a Faculdade de Biologia da PUC-Campinas vai te dar uma mãozinha.

Um estudo orientado pela Profa. Dra. Rita de Cássia Violin Pietrobom revela que a diversidade de espécies no Campus é bastante alta. O trabalho focou nas espécies encontradas no estacionamento dos alunos do Campus II, onde há 96 árvores de 12 espécies diferentes, sendo algumas exóticas e outras nativas. De acordo com a docente, o estudo foi importante porque avaliou a saúde dessas árvores e a boa notícia é que elas não apresentam risco de queda.

Outro fator interessante que deve ser observado com atenção é a riqueza natural existente tanto nos Campi I e II da PUC-Campinas. No Campus II, por exemplo, existem áreas de preservação ambiental, inclusive com uma nascente, um viveiro de mudas nativas, além de um jardim experimental, que apresenta um canteiro para plantas medicinais e outro para plantas tóxicas.

A Profa. Dra. Rita de Cássia Violin Pietrobom chama a atenção para o fato de que a flora contribui para a fauna e vice-versa. “Plantas atraem pássaros que podem ser polinizadores ou dispersores de seus frutos, quanto maior a diversidade de plantas, maior a diversidade de aves”, explica.

Confira algumas das espécies encontradas no Campus II e como são popularmente conhecidas:

Ipê-amarelo: planta nativa – floresce uma vez por ano. As folhas caem antes da floração e as flores duram apenas quatro dias.

Esponja-de-garrafa-pendente: planta exótica.

Esponjinha: planta nativa – muito utilizada na ornamentação porque suas flores lembram pompons.

Pata-de-vaca: planta exótica – tem este nome porque as folhas tem o formato parecido com o da pata de uma vaca. Suas flores atraem beija-flores.

A palmeira – pode ser chamada de palmeira mesmo.

Coração-roxo: planta ornamental exótica – além de ser ornamental é uma planta bioindicadora, ou seja, pode ser usada no monitoramento da qualidade do ar.

 

Lírio-amarelo: planta exótica.

 

 

O meio ambiente é onde os problemas moram

Por Amanda Cotrim

Já foi o tempo em que o Meio Ambiente estava associado à flora e à fauna. Isso mudou. Sua concepção hoje é a do lugar que é habitado. Com as cidades cada vez mais populosas, o Meio Ambiente é também urbano. É nesse lugar que o Conselho Municipal do Meio Ambiente (COMDEMA) de Campinas atua, como garantem as representantes da PUC-Campinas no COMDEMA, Profa. Dra. Nícia Barbin e Profa. Dra. Laura Bueno. O Conselho, que é deliberativo, não só aconselha como decide sobre os projetos do município.

Profa Dra Laura Bueno e Profa. Dra. Nícia Barbinb (Foto: Álvaro Jr).
Profa Dra Laura Bueno e Profa. Dra. Nícia Barbinb (Foto: Álvaro Jr).

Segundo a docente na Faculdade de Biologia e titular no Conselho Municipal do Meio Ambiente, Profa. Dra. Nícia Barbin, licenças para as concessões de obras na Rodovia Dom Pedro I, no Aeroporto de Viracopos e na continuação da Avenida Mackezine, em Campinas, foram as pautas mais discutidas pelo Conselho, em 2014. “Além dessas demandas, a revitalização do centro, a crise hídrica e a dengue foram discutidas e trabalhadas pelo Conselho”, contou.

Profa. Dra. Nícia Barbin é a titular no Conselho do Meio Ambiente (Foto: Álvaro Jr).
Profa. Dra. Nícia Barbin é a titular no Conselho do Meio Ambiente (Foto: Álvaro Jr).

Para a suplemente da PUC-Campinas no COMDEMA, a docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade, Profa. Dra. Laura Bueno, o Meio Ambiente é uma área extremamente interdisciplinar, em que moram muitos conflitos. “O estado de São Paulo tem a melhor legislação de Meio Ambiente, porque é o estado que tem mais problemas”, ressalta.

De acordo com as docentes, o COMDEMA, além de ser um conselho deliberativo, também possui diversos grupos de trabalhos, como o grupo que estuda o uso do solo, a educação ambiental, os resíduos sólidos, entre outros temas. Se uma rua precisar ser aberta e um empreendimento construído, o grupo de trabalho estuda o caso; se ele entender que não é um projeto viável para o Meio Ambiente, leva a argumentação para o plenário do COMDEMA, que vota. Universidades, como a PUC-Campinas e a Unicamp, são muito solicitadas a participar desses grupos técnicos, em razão do conhecimento científico que os representantes possuem. “É muito importante haver a participação da população, porque é a preocupação com a cidade que a gente pretende ter”, considera Nícia. “Todos os alunos da Universidade deveriam, pelo menos uma vez, assistir às reuniões. Qualquer pessoa pode participar das reuniões e opinar, não podendo, no entanto, votar; é uma experiência de cidadania contemporânea fundamental, mas poucos sabem e praticam isso”, completa a Professora Laura.

Profa Dra. Laura é suplemente no COMDEMA
Profa  Laura é suplemente no COMDEMA Foto: Álvaro Jr. 

As representantes da PUC-Campinas explicam que a participação de pesquisadores e docentes da área dá legitimidade para as discussões dos projetos, porque são respaldadas no conhecimento científico. “As nossas falas são sempre ouvidas com muita atenção”, acrescenta a docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo quanto à importância de se ter instituições de ensino e de pesquisa participando da administração pública de uma cidade.

O Conselho Municipal do Meio Ambiente foi criado em 24 de maio de 2001 e é deliberativo, isto quer dizer que o COMDEMA tem a responsabilidade de votar, aprovar ou reprovar os projetos municipais que vão ao encontro da pasta. Atualmente, o Conselho conta com 30 membros.