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Estudante do Curso de Arquitetura e Urbanismo é a ganhadora do Concurso Cultural “Por que sou PUC-Campinas?”

Por Sílvia Perez

Com a frase: “Só na PUC-Campinas minha estrela brilha na fé e na ciência, me permitindo unir carreira ao coração”, a aluna do Curso de Arquitetura e Urbanismo, Letícia de Paula Rosa, ganhou o concurso cultural “Por que sou PUC-Campinas”, realizado no primeiro semestre de 2017.

Feliz pela conquista, a estudante garantiu que a inspiração para criar a frase veio da sua relação pessoal com a Instituição. “Acho que a frase foi perfeita, porque ela realmente reflete o que a PUC representa para mim, foi a Universidade que eu escolhi para ter uma carreira no futuro e também onde faço uma coisa que eu amo. Eu estou muito ansiosa, estou muito feliz e espero realizar vários sonhos, conhecer gente nova, culturas novas e lugares novos”.

De acordo com o Pró-Reitor de Graduação, Prof. Dr. Orandi Mina Falsarella, o concurso tinha algumas regras para a participação e uma delas era o bom aproveitamento escolar. “É uma forma de a Universidade reconhecer o esforço, a dedicação dos alunos. Além disso, as frases produzidas mostram a identificação dessas pessoas com a questão do pertencimento da Universidade. Nas frases, os alunos mostram exatamente o quanto eles fazem parte dessa nossa comunidade universitária”, destacou.

Concurso de fotografia

Para o 2º semestre de 2017, a PUC-Campinas realizará um novo concurso, mas dessa vez de fotografia. As inscrições para o concurso de fotografia “Meu olhar PUC-Campinas – Dê um clique na beleza da sua Universidade”, acontecerão de 10 de agosto a 15 de setembro e como prêmio o autor da fotografia ganhadora receberá uma bolsa de estudo de língua espanhola, em Buenos Aires, na Argentina.

 

Os interessados deverão consultar o regulamento na Área Logada do Portal da Universidade.

 

Base científica em prática de formação

Por Wagner Geribello

Em 2016, quando a PUC-Campinas comemora 75 anos, também completa seu décimo aniversário uma da Prática de Formação que detém recordes de longevidade, quantidade de participantes e níveis positivos na avaliação dos alunos. Em dez anos, aproximadamente 20 mil alunos participaram das atividades que lotaram os auditórios dos três campi.

Reunindo palestras, debates, atividades de avaliação e exibição de filmes, “As Múltiplas Faces da Fotografia”  começou em 2006. Coordenada pelo Professor Doutor Amarildo Carnicel, conta também com a participação de mais dois docentes do Centro de Linguagem e Comunicação, Professor Doutor Celso Luiz Figueiredo Bodstein e Professor Mestre Nelson Sebastião Chinalia.

Realizada em dois sábados consecutivos, pela manhã e à tarde, dividida em quatro módulos, a Prática apresenta aos alunos características estéticas e sociais da fotografia, enquanto linguagem polissêmica, a partir das dissertações de Mestrado e teses de Doutorado dos professores envolvidos na atividade.

Segundo o Professor Carnicel, apesar do termo Prática, a organização foi estritamente baseada em ensaios, pesquisas e textos que tratam da fotografia a partir de um viés analítico e rigorosamente científico. Segundo ele, essa base científica afasta a visão da fotografia como hobby, atividade profissional ou exercício artístico, para transformá-la em objeto de investigação das ciências sociais, observada como linguagem que interfere e, ao mesmo tempo, muito revela sobre a sociedade.

Recorrendo a autores como Roland Barthes, Lúcia Santaella e Zygmunt Bauman, entre outros, os professores responsáveis pela Prática levam os alunos a refletir sobre os modos e formas da fotografia como instrumento de representação da realidade, linguagem crítica da sociedade e veículo de interpretações simbólicas, complementando a base bibliográfica com filmes de ficção e documentários, além da experiência pessoal da sua própria produção acadêmica sobre fotografia.

Módulo

No primeiro módulo da Prática, Carnicel transita pelo universo da literatura, baseado no livro de sua autoria “O Fotógrafo Mário de Andrade”, da Editora Unicamp, a qual analisa fotografias da região nordeste feitas pelo escritor Mário de Andrade entre 1928 e 1929 que o próprio professor repetiu 60 anos depois, abrindo possibilidades para discutir a fotografia como registro histórico e antropológico, sob o olhar de um dos maiores literatos brasileiros.

O segundo módulo, também conduzido por Carnicel, trata da fotografia no cotidiano, a partir da relação entre fotógrafo e fotografado e a intermediação social dessa relação.

No terceiro módulo, Celso Bodstein faz um apanhado introdutório dos conceitos e propostas que definem a contemporaneidade, como a pós-modernidade, para, em seguida, analisar como essa “nova” sociedade age e reage em relação a imagem fotográfica e às suas variantes, como “fotógrafos” contemporâneos que não fotografam, mas se expressam pela fotografia.

No quarto módulo, Nelson Chinalia usa sua dissertação de Mestrado e sua experiência como fotojornalista para analisar a manipulação social e política da linguagem fotográfica, sobretudo no campo das mídias impressas.

Resultados

Cientes e conscientes da complexidade do tema e da base científica que formata os conteúdos das práticas, considerando, ainda, a diversidade do público que inclui alunos de todas as Faculdades e, portanto de áreas do conhecimento diversas, desde as técnicas, exatas, biológicas e médicas, até as humanas, os professores responsáveis pela Prática elaboraram um roteiro didático capaz de atrair e integrar os alunos ao “espírito” das palestras e atividades e aos objetivos dos módulos, isso tudo convergindo para uma visão crítica nova e bem fundamentada da fotografia.

Ao final de algumas sessões, junto com a avaliação que define sua aprovação, ou não, o aluno é convidado a responder um questionário de avaliação da Prática (sem valor de nota). Os resultados, compilados pelos professores responsáveis mostram graus acentuados de aceitação e valorização da Prática, além do seu valor científico, como expressam alguns exemplos:

“Vou ser sincera. Esta Prática, antes de começar, era apenas mais um crédito para eu conseguir me formar, mas hoje digo que não foi bem assim. Fiquei surpresa com tudo que aprendi e como arquiteta tenho certeza que (…) só foi um “start” para eu entrar no mundo da fotografia”. (aluna de arquitetura)

 “Sempre fui apaixonado por fotos e aqui aprendi a ver (…) o lado do fotógrafo e do fotografado. A Prática ensina a observar e a pensar sobre fotografia” (aluna de fisioterapia)

  “A Prática nos passou, além da visão da fotografia, uma visão social” (aluna de letras)

 “A fotografia passou a ser para mim mais que um instrumento de expressão, mas uma forma de interferência e transformação do meio e da realidade” (aluna de história).

Frente a esses resultados e estimulado a apresentar uma síntese da Prática, Carnicel afirma: “As Múltiplas Faces da Fotografia consegue uma simbiose muito positiva e eficiente entre conhecimento prático e base científica rigorosa, o que, ao fim e ao cabo, representa a base de sustentação do Programa de Práticas de Ensino, um importante diferencial da formação universitária oferecida pela PUC-Campinas.”

O poder da imagem na era digital

A Morte de Aylan:  a fotografia revela o que as palavras não são capazes de transmitir

Por Nelson Chinalia

No início de setembro de 2015, uma fotografia chocou o mundo e colocou em pauta novamente a força perturbadora da imagem.  A rapidez da circulação de notícias gera, inevitavelmente, opiniões divergentes e coloca em cheque o papel e a responsabilidade da mídia ao difundir uma fotografia que retrata de forma crua a interrupção da inocência e da infância em forma de violência.

A divulgação da imagem da criança morta, seja por veículos de mídia, com diferentes linhas editoriais, seja por usuários de redes sociais, ocorreu em meio a debates sobre a necessidade de expor a imagem tão agressiva. Uma semana antes da divulgação da foto de Aylan, foi encontrado um caminhão com setenta e um corpos em decomposição de refugiados na fronteira da Hungria com a Áustria, provavelmente todos sírios. Nenhuma foto foi divulgada, devido à natureza perturbadora da imagem. Os setenta e um corpos viraram estatística em relatórios oficiais. As imagens destes corpos existem anexadas aos relatórios policiais. São chocantes demais para sair na mídia.

Discussões como essa compreensivelmente resultam num resgate histórico, que compreende não só o papel e a importância do fotojornalismo, mas também evoca memórias semelhantes. Uma criança morta na praia, evidentemente, é uma imagem terrível. Mostra o horror da fuga fatal e inútil da Síria devastada pela guerra.

O choque e a imediata relação nas redes sociais, neste mundo cada vez mais conectado, suscitam a pergunta: Publicar ou não? Devemos, podemos, temos que mostrá-la?

Muitos veículos de comunicação no mundo encontraram motivos convincentes e dignos de consideração para não divulgar esta fotografia. É uma questão de respeito, de consideração à dignidade da criança, da família da vítima, de cuidado da mídia que, não raro, encara embates complexos entre a obrigação de expor e o limite ético.

Nós decidimos mostrá-la. Não por sensacionalismo, não para obter quantidade de cliques, não para aumentar nosso alcance na TV. Nós a divulgamos porque oferece um símbolo à tragédia dos refugiados: o da criança inocente, pela qual os pais decidiram seguir um perigoso caminho, arriscando a vida para dar-lhe um futuro humano melhor, que terminou de forma fatal no mar.

Nós a divulgamos porque ela nos abalou e nos deixou mudos e pensativos em nossa reunião de pauta, tocados pelo sofrimento e pela morte. Nós a mostramos, porque nos fez sofrer e, no meio da agitação de nosso cotidiano jornalístico, nos levou a um instante de reflexão. Diante desta imagem os editores responsáveis por seus veículos tiveram que optar pela força da comunicação que a fotografia revela o que as palavras não capazes transmitir: nossa condição de impotência diante da dor daquela família. Os editores decidiram pela publicação no limite da responsabilidade e do senso ético e em meio a muita indignação.

Quantas leituras estas imagens dos refugiados podem nos proporcionar? De imediato, causa indignação, tristeza, repulsa e até mesmo a crença no fim da humanidade. O pano de fundo destas guerras e conflitos, a fome, as mortes e a violência são resultados da dinâmica capitalista que se nutre de vidas, da desigualdade e do sofrimento. As fotografias desnudam a triste realidade que nos cerca, a imagem do garoto Aylan é a síntese de tudo. Lembro-me do trabalho de Sebastião Salgado, tão sensível e profundo que remete à frase “é preciso mudar a sociedade para que estas imagens não mais existam”.

Seja a imagem de Aylan, a foto-ícone da menina de nove anos fugindo nua, após bombardeio na guerra do Vietnã, ou a foto de Kevin Carter, que fotografou um menino desnutrido com um abutre postado às suas costas, são imagens que nos perturbam e comovem porque individualizam a tragédia. Colocam sobre os ombros frágeis de um personagem a representação de todos que foram vítimas do mesmo infortúnio.

Foto de Nick Ut, que tornou-se ícone da Guerra do Vietnã
Foto de Nick Ut, que tornou-se ícone da Guerra do Vietnã

A Europa mudou após a publicação da Imagem de Aylan: governantes agiram rápido, países europeus já discutem aceitar cotas de refugiados.

Kevin Carter foi perseguido e condenado por sua “frieza”, pagando com a própria vida/ Reprodução
Kevin Carter foi perseguido e condenado por sua “frieza”, pagando com a própria vida/ Reprodução

Talvez por isso a imagem de Aylan possa ser matriz de um movimento, enfim, mais humano em direção aos refugiados que desertam de uma indignidade e deparam com outra. O garotinho de três anos, que só conheceu a fuga e a rejeição como modo de vida, já inspirou alemães e finlandeses a oferecer suas casas a refugiados. Aylan não foi salvo, mas seu sacrifício e o registro em imagens de seu fim podem salvar muitas vidas.

A era digital se estabelece na mídia e o papel da imprensa de uma maneira geral volta a ser discutida. Antes, a informação precisava ter um suporte físico (papel, frequências eletromagnéticas, celuloide etc.), mas agora ela é imaterial (e bits bytes), o que a torna fluida, fácil de ser copiada e transmitida em fração de segundo para milhões de pessoas.

Não temos mais simplesmente leitores, ou espectadores passivos, agora são usuários, com habilidades de comunicação e domínio das ferramentas e plataformas, interagindo com os veículos de comunicação, seja compartilhando conteúdo ou estabelecendo diálogo com o mesmo. Com a grande rede mundial, as pessoas reagem de pronto. Rápida como a imagem símbolo de Aylan, que agora vive na nossa memória como a imagem da imensa massa em fuga de mais uma guerra insana.

Nelson Chinalia é professor de Fotografia e Fotojornalismo da Puc-Campinas, foi editor de fotografia do Correio Popular, ganhou o Prêmio Vladmir Herzog em 1995 com a fotografia “Violência Nua”. Pesquisador Grupo de Pesquisa Memória e Fotografia (GPMeF) da UNICAMP.

 

PUC-Campinas Informa

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Novo prédio de Psicologia

O novo edifício, localizado no Centro de Ciências da Vida (CCV), Campus II da Universidade, foi financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), ligada ao Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação, e abriga os laboratórios de psicologia e as salas para a orientação de mestrandos e doutorandos. Foi a primeira vez que a FINEP financiou uma Instituição de Ensino Superior não pública, em um edital que contemplou as Universidades Comunitárias. Para a Reitora da PUC-Campinas, Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht, esse prédio é o resultado do trabalho dos docentes e alunos da psicologia e do esforço da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (anteriormente, sob a gestão da Profa. Dra. Vera Engler Cury e, atualmente, da Profa. Dra. Sueli Betini) e da Pró-Reitoria de Administração. “Nós sabemos o quanto é difícil pesquisar… e essa conquista exigiu a dedicação de todos”, destacou a Reitora. O novo prédio recebeu o nome do Arcebispo de Campinas, Dom Bruno Gamberini, falecido em 2011.

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Professora da PUC-Campinas é premiada

A docente da Faculdade de Artes Visuais da PUC-Campinas, Profa. Dra. Paula Almozara, foi uma das contempladas com o Prêmio Brasil Fotografia 2014, considerado o mais importante do segmento no País, na categoria Bolsa de Desenvolvimento de Projeto. O trabalho vencedor denominado “À Margem” desenvolverá um conjunto de 10 obras que tem como objetivo fundamental questionar e provocar os limites existentes sobre a noção de reprodutibilidade técnica na relação “matriz/múltiplo” e “objeto único”, realizando experimentações a partir da fotografia analógica e tendo na paisagem um elemento dominante das relações visuais a serem estabelecidas. A premiação é uma bolsa em dinheiro durante os seis meses de duração do Projeto. A exposição com os trabalhos acontece no dia 15 de janeiro de 2015 para convidados, no Espaço Cultural Porto Seguro, em São Paulo, capital, ficando em cartaz ao público até 31 de março.

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Turismo completa 40 anos de atividades

A Faculdade de Turismo da PUC-Campinas completa 40 anos de atividades em 2014. Para celebrar suas quatro décadas, os alunos do segundo ano do curso de Turismo promoveram evento cujo objetivo foi debater temas como aeroportos e epidemias. Tendo em vista os grandes eventos dos últimos anos, se fez necessário discutir quais são os impactos dos eventos turísticos na saúde e o impacto de doenças nos grandes eventos. Além disso, o ano de 2014 corou a excelência do curso, que recebeu quatro estrelas do Guia do Estudante. O resultado demonstra a qualidade do curso oferecido pela PUC-Campinas e coloca a Universidade como uma das melhores do País. Publicado anualmente pela Editora Abril, o Guia do Estudante é um dos principais veículos de publicação de Instituições de Ensino Superior do Brasil e de avaliação de cursos superiores de bacharelado e licenciatura.

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Aluna da PUC-Campinas vence prêmio cultural

A estudante do Curso de Letras da PUC-Campinas, Ana Paula Santos, 19 anos, é a vencedora do Concurso Cultural “PUC-Campinas numa frase”. O resultado foi divulgado no dia 13 de novembro, pela Reitora da Universidade, Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht. Estavam também presentes as cinco finalistas do concurso e a Comissão responsável pela seleção das frases. Com a frase “PUC-Campinas: a tradição construindo os valores e a inovação transformando a vida”, Ana Paula Santos ganhou uma viagem de uma semana para Roma, na Itália, com hospedagem, passagem e o direito de levar um acompanhante. Será a primeira viagem internacional da estudante.