Arquivo da tag: homenagem

Professores da PUC-Campinas: Determinação e vontade

Enquanto soldados disparavam armas letais durante o cerco alemão a Stalingrado, durante a Segunda Guerra Mundial, fotógrafos profissionais e amadores disparavam máquinas que registraram o cotidiano daquela cidade mergulhada em combates e batalhas. Uma dessas fotografias mostra, no cenário nevado do rigoroso inverno russo, entre escombros e prédios destruídos, uma professora sentada na sarjeta, segurando uma pequena lousa, cercada por alunos acocorados de frio, mas atentos à aula.

Ensinar e aprender, mostra a imagem, independem de lugar, instalações, equipamentos, recurso ou formalidade além da relação entre professor e aluno, pautada pela determinação daquele e pela vontade deste.

A História da PUC-Campinas, que neste ano comemora seu jubileu de diamante, está marcada por conquistas, iniciadas por visionários entusiasmados, reunidos como Faculdade, em acomodações modestas, que redundaram em uma das maiores e mais importantes instituições de ensino superior do País, contando aos milhares sua população acadêmica e a metragem das suas instalações.

Todavia, se os 75 anos de História da PUC-Campinas foram marcados por transformações diversas, permaneceu inalterada e viva a relação que une alunos e professores na busca do conhecimento.

Portanto, ao mesmo tempo em que a oficialidade dos registros marca efemérides importantes, celebradas e comemoradas nos eventos do 75o aniversário, cabe também celebrar e comemorar a relação que se estabeleceu no primeiro instante da primeira aula ministrada na Instituição, momento que tanto mais se afasta no tempo, mais permanece e mais se renova a cada aula, de todos os Cursos, em todos os campi, eternizando a relação que constitui a alma da Instituição, corporificada na determinação de ensinar de todos que foram e são professoras e professores da PUC-Campinas.

 

Um homem que se entregou à causa de Deus

PUC-Campinas presta homenagem a Dom Gilberto Pereira Lopes durante semana de evento que leva o seu nome

Por Amanda Cotrim

Integrando as comemorações dos 75 anos de fundação da criação da PUC-Campinas, a Universidade, por meio do Museu Universitário e da Faculdade de História, promoveu a Semana Dom Gilberto Pereira Lopes, de 24 a 28 de outubro de 2016, no Auditório Cardeal Agnelo Rossi, localizado no Campus I.

Semana Dom Gilberto Pereira Lopes ocorreu do dia 24 a 28 de outubro de 2016/ Crédito: Álvaro Jr.
Semana Dom Gilberto Pereira Lopes ocorreu do dia 24 a 28 de outubro de 2016/ Crédito: Álvaro Jr.

O objetivo foi homenagear o Arcebispo Emérito de Campinas Dom Gilberto Pereira Lopes, que atuou como Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da Pontifícia Universidade Católica de Campinas no período de 1982 a 2004.

Um dos momentos mais emocionantes da Semana foi o primeiro dia de evento, o qual contou com a presença de Dom Gilberto e seus familiares, além da Reitora da Universidade, Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht e do Arcebispo Metropolitano de Campinas, Dom Airton José dos Santos.

O evento pode aproximar a nova geração da história de um dos homens mais importantes para a Igreja Católica do Brasil e para a Universidade. Os palestrantes ressaltaram que Dom Gilberto se entregou à causa de Deus e dedicou toda a sua vida à obra Dele. “É por amor e reconhecimento que fizemos esta homenagem”, ressaltou Arcebispo e Grão-Chanceler da PUC-Campinas.

Livro: a materialização da memória de Dom Gilberto

A Semana Dom Gilberto Pereira Lopes também proporcionou o lançamento do livro “Dom Gilberto: no tempo de Deus”, o qual conta a trajetória do religioso e a promessa feita aos pais de que ele seria um servo de Deus. Desde pequeno, Dom Gilberto, que nasceu em 1927, na Bahia, frequentou o Seminário Menor, em Petrolina, Pernambuco, cidade em que cresceu. Cursou Filosofia e Teologia em Olinda. Foi ordenado presbítero, na Catedral de Petrolina, no dia 4 de dezembro de 1949, por Dom Avelar Brandão Vilela, então Bispo de Petrolina, depois Cardeal Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil.

Vice Reitor Prof. Dr. Germano Rigacci Jr, Padre José Antônio Trasferetti, Dom Gilberto e Prof. Paulo Pozzebon/ Crédito: Álvaro Jr.
Vice Reitor Prof. Dr. Germano Rigacci Jr, Padre José Antônio Trasferetti, Dom Gilberto e Prof. Paulo Pozzebon/ Crédito: Álvaro Jr.

 

 

Trajetória

O ano de 1976 surgiu na Diocese de Campinas com um novo vigor. Dom Gilberto Pereira Lopes foi nomeado pelo Papa Paulo VI, no dia 24 de dezembro de 1975, como Arcebispo Coadjutor.

Sua posse canônica se deu na Catedral Metropolitana de Campinas, no dia 7 de março de 1980, dia em que se comemorava três anos de sua posse como Coadjutor na Arquidiocese. No dia 10 de fevereiro de 1982, foi promovido a Arcebispo de Campinas, recebendo o Pálio, por procurador, no Consistório, em 24 de maio do mesmo ano, realizado no Vaticano.

Na sua palavra de posse, Dom Gilberto já fazia alusão à administração da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Em 1981, na Assembleia do Regional Sul 1, Dom Gilberto foi escolhido para ser o seu representante na Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Recebeu, ainda, nomeação do Papa João Paulo II como Membro da Congregação para Educação Católica (Seminários e Institutos de Estudos), por meio de carta da Secretaria de Estado do Vaticano, datada de 5 de abril de 1989, pelo período de cinco anos. De 18 a 25 de abril de 1989, Dom Gilberto foi representante do Brasil no 3o Congresso Internacional sobre Universidade Católica, realizado em Roma, com 175 representantes de todo o mundo.

Ao completar 75 anos de idade, enviou sua carta de renúncia ao Papa João Paulo II, que aceitou o pedido em 2 de junho de 2004, nomeando Dom Bruno Gamberini como Arcebispo Metropolitano de Campinas. Dom Bruno, no dia de sua posse, em 1o de agosto de 2004, conferiu a Dom Gilberto as faculdades de Vigário Geral da Arquidiocese de Campinas. Hoje, Dom Gilberto é Arcebispo Emérito de Campinas.

 

Agnelo Rossi: Generosidade e vocação para ensinar

PUC-Campinas homenageia o Cardeal Dom Agnelo Rossi durante semana comemorativa e dá seu nome ao auditório do CCHSA 

Por Amanda Cotrim

Uma semana comemorativa que poderia ser definida com suas palavras: emoção e admiração. Foram esses sentimentos que guiaram os cinco dias de evento da Semana Cardeal Agnelo Rossi, a qual ocorreu do dia 12 ao dia 16 de setembro, no novo auditório do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CCHSA) – que a partir de agora se chamará Auditório Dom Agnelo Rossi – e no Auditório Dom Gilberto, ambos no Campus I.

Todos que participaram das homenagens ao Cardeal, puderam conhecer um acervo inédito das roupas usadas pelo religioso, em uma exposição promovida pelo Museu da PUC-Campinas. Também puderam saber quem foi Dom Agnelo pelos olhos de seu sobrinho, o docente da Faculdade de Direito e desembargador, Francisco Vicente Rossi. “Meu tio foi um homem visionário, um professor generoso”, lembrou. Durante o evento, também se destacou a importância de Dom Agnelo Rossi na vida da PUC-Campinas. “Foi o primeiro Vice-Reitor da Universidade e inaugurou o Campus I, quando a Instituição recebeu o título de Pontifícia e deixou de ser Faculdade Católica”, ressaltou Rossi.

Para o Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da PUC-Campinas, Dom Airton José dos Santos, “Dom Agnelo Rossi está presente nos espaços da Universidade. Não é possível pensar a PUC-Campinas sem pensar Dom Agnelo”, afirmou. E continuou: “Tudo que ele plantou, estamos colhendo”, referindo-se aos bonfrutos semeados pelo ex-Reitor.

Um dos maiores nomes da Igreja Católica

 Dom Agnelo Rossi foi Presidente da Comissão Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e anunciado Cardeal pelo Papa Paulo VI, em 1965. Recebeu a investidura no dia 25 de fevereiro desse mesmo ano, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, tomando posse desse título na Igreja Grande Mãe de Deus, em Roma, no dia 27 de fevereiro de 1965.

Em virtude de seus acentuados trabalhos episcopais, foi convocado pelo Papa Paulo VI, em outubro de 1970, para fazer parte da Cúria Romana, como Presidente da Congregação da “Propaganda Fide”, hoje conhecida como “Evangelização dos Povos”, um dos mais importantes Dicastérios da Santa Sé, supervisionando todo trabalho missionário da Igreja, em razão do qual percorreu 98 países, em visitas pastorais.

Em abril de 1984, o então Papa João Paulo II o nomeou Presidente da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica. Foi nomeado Cardeal-Bispo de Sabina – Poggio – Mirteto, eleito Decano do Sacro Colégio Cardinalício e Cardeal-Bispo da Primeira Diocese de Roma, Ostia Antica. Em 07 de junho de 1993, voltou ao Brasil, fixando sua residência em Helvetia, dedicando-se à escrituração de seus livros. Construiu as Igrejas de Nossa Senhora de Guadalupe e São Miguel Arcanjo no bairro do Matão, em Campinas.

Cardeal de São Paulo participa de homenagem a Dom Agnelo Rossi

Dom Odilo Scherer esteve na PUC-Campinas para homenagear o Cardeal Dom Agnelo Rossi/ Crédito: Álvaro Jr.
Reitora, Dom Odilo Dom Airton e Prof.  Rossi/ Crédito: Álvaro Jr.

Dom Odilo Scherer esteve na PUC-Campinas, no dia 15 de setembro, para homenagear o Cardeal Dom Agnelo Rossi. Na ocasião, Scherer, que foi seu sucessor como Arcebispo de São Paulo, ressaltou os trabalhos do religioso na Congregação de Solidariedade aos Povos, destacando a vocação internacional de Dom Agnelo. O Cardeal de São Paulo também lembrou que Dom Agnelo foi nomeado Bispo com menos de 40 anos de idade, o que é, segundo ele, muito raro nos dias de hoje.

“Ele organizou a Arquidiocese em regiões episcopais, nos anos 1960, uma década de grande expansão demográfica brasileira. Ele foi visionário, pois criou depois as dioceses, em razão desse crescimento urbano”, explicou Scherer.

Após sua participação no evento, o Arcebispo de São Paulo falou ao Jornal da PUC-Campinas. Segundo ele, Dom Agnelo deixou muitas marcas na Igreja e por isso ele deveria ser lembrado, como são os grandes homens. “Fico muito feliz pela oportunidade de estar aqui e ajudar a lembrar de quem foi Dom Agnelo”, opinou.

Núcleo de Fé e Cultura

 A PUC-Campinas inaugurou, em 2015, seu Núcleo de Fé e Cultura, uma prática já adotada pela PUC-São Paulo, em que Dom Odilo é o Grão-Chanceler. Sobre a importância dessa iniciativa, o religioso afirmou que a universidade católica traz a inspiração da doutrina católica e a universidade é o espaço que congrega diversas visões de mundo e até mesmo de religiões. “Houve um tempo em que se dividia Fé e Ciência. Hoje isso não é mais possível. Penso que ambas não se excluem, no entanto, é preciso refletir sobre como uma está em conexão com a outra. São duas abordagens diversas sobre a mesma realidade, que não se contradizem, mas se complementam. O Núcleo de Fé e Cultura tem esse papel de reflexão e é muito importante em uma universidade católica”, concluiu.

 

Homenagem aos Docentes Pesquisadores Jubileu de Diamante da PUC-Campinas

Em Comemoração aos 75 anos da PUC-Campinas a Pró-Reitoria de
Pesquisa e Pós-Graduação organizou um evento em homenagem aos
docentes pesquisadores da Universidade, realizado no dia 10 de junho.

O objetivo da homenagem foi marcar a importância do trabalho desenvolvido por todos os docentes pesquisadores no decorrer dos últimos anos, trabalho este que culminou com a expansão e consolidação de Programas de Pós-Graduação Strict Sensu oferecidos pela Universidade e, ainda, que contribui sobremaneira para a qualificação dos seus cursos de graduação.

Tal homenagem contou com uma palestra do então Diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação (MEC) professor Dr. Arlindo Philippi Júnior que apresentou o panorama atual da pesquisa e da pós-graduação no país. Considerando o avanço do conhecimento e as demandas sociais exigidas nas diversas áreas de pesquisa desenvolvidas pelos docentes pesquisadores da Universidade, aqueles que se destacaram em termos de produção científica qualificada nos últimos seis anos foram os representantes dos seus pares ao receber, simbolicamente, uma placa de agradecimento das mãos da Reitora professora Dra. Angela
de Mendonça Engelbrecht.

Tal homenagem pretendeu registrar que aqueles docentes que, atualmente, labutam diuturnamente em Pesquisa na PUC-Campinas estão contribuindo para a projeção da Universidade nos próximos 75 anos.

Profa. Dra. Sueli do Carmo Betine, Pró-Reitora de
Pesquisa e Pós-Graduação 

PUC-Campinas surge na contramão de educação tecnicista

As transformações da Universidade em seus 75 anos de atividades estiveram no centro dos debates da Semana Monsenhor Salim

Por Amanda Cotrim e Eduardo Vella

Mais do que realizar uma semana biográfica sobre o primeiro Reitor da PUC-Campinas e um dos idealizadores da Universidade, Monsenhor Salim, o objetivo do evento, que integra  as comemorações dos 75 anos de atividades da PUC-Campinas, foi mostrar para os alunos as transformações da Universidade, quando ainda era Faculdades Campineira, na década de 1940, até tornar-se Pontifícia Universidade Católica, na década de 1970, como esclarece a Diretora da Faculdade de História e Coordenadora do Museu Universitário, Profa. Dra. Janaína Camilo, departamentos esses responsáveis pela promoção do evento, que aconteceu entre os dias 13 e 17 de junho, no Auditório do novo Prédio do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CCHSA).

A Semana Dr. José Emílio Salim trouxe palestras que buscaram refletir sobre momentos históricos nacionais e internacionais e a relação com a história da Universidade, como foi o mote da mesa “Monsenhor Dr. Emílio José Salim e o seu tempo (1941 a 1968)”, a qual contou com a participação dos docentes da Faculdade de Ciências Sociais, Prof. Dr. Márcio Roberto Pereira Tangerino, e da Faculdade de História, Prof. Dr. Lindener Pareto Junior, no dia 15.

Quando a Universidade nasce, a lógica da educação nacional era “tecnicista”, com o advento de cursos e escolas técnicas para formar uma força de trabalho para um Brasil que começava a se industrializar, contextualiza Janaina. “Nesse aspecto, a PUC-Campinas foi na contramão da lógica educacional, criando cursos de Filosofia, História e Letras e privilegiando um ensino humanista”, acrescenta.

Monsenhor Salim foi peça-chave da organização da maioria dos cursos superiores da Igreja nas décadas de 1940 e 1950 e tornou-se o principal esteio do projeto de implantação das Faculdades Campineiras e seu primeiro Reitor, entre os anos de 1958 a 1968.

De acordo com o Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da PUC-Campinas, Dom Airton José dos Santos, Monsenhor Salim foi um homem além do seu tempo. “Ele nos inspira para que as pessoas que se dedicam à PUC-Campinas hoje não olhem apenas para o tempo presente, mas ampliem seu horizonte na história. Estamos aqui semeando para o futuro”, constatou.

Ações do Monsenhor Salim

As ações de Monsenhor Dr. Emílio José Salim foram abordadas por docentes de diversas áreas do conhecimento, que analisaram a época de atuação do ex-Reitor e também por amigos, que conviveram com o religioso, como foi o caso da Profa. Me. Maria Salete Zulzke Trujillo e do docente da Faculdade de Direito, Dr. Francisco Vicente Rossi, que conviveram com o Monsenhor Salim.

“Homenageamos não somente a pessoa, mas as ações do Monsenhor Salim e as influências que ele recebeu nacional e internacionalmente”, esclareceu a Diretora da Faculdade de História.

O evento também trouxe um debate sobre relação entre a Ciência e a Fé conduzido pelo Coordenador do Programa de Pós-Graduação “Stricto Sensu” em Ciências da Religião, Prof. Dr. Padre Paulo Sérgio Lopes Gonçalves e pelo docente da Faculdade de História, Prof. Dr. João Miguel Teixeira de Godoy, abordaram, com o tema “Religião e Educação (1930-1960): uma ampla perspectiva”. A mesa foi marcada pela narrativa que remontou a história educação de ensino superior no Brasil, nas palavras de Prof. João Miguel, seguida por uma análise da transcendência humana a partir da teologia e da fenomenologia, na fala do Prof. Pe. Paulo Sérgio.

Padre Paulo Sérgio destacou que todo homem é um ser histórico, uma vez que suas ações impactam no entorno e vice-versa, ressaltando a ação de Monsenhor Salim na Igreja Católica e lembrando sua importância para o surgimento da PUC-Campinas.

O Vice-Reitor da Universidade, Prof. Dr. Germano Rigacci Junior, analisou que a Semana dá continuidade aos eventos de celebração dos 75 anos e reconhece que alunos, professores e funcionários construíram a Universidade até aqui. “Monsenhor Salim teve papel muito importante no início da fundação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, em 1941. Promoveu um trabalho intenso junto à sociedade campineira e à Igreja de Campinas para fundar esta Pontifícia Universidade Católica, tal como é hoje, e que recebe este título a partir de 1972, também por um trabalho muito especial de Dom Agnelo Rossi”, ressaltou.

O evento também abordou o tema “Década de 1940: o surgimento das Faculdades Campineiras”, no dia 14, com o Pe. João Batista Cesário, da Pastoral Universitária, e o Prof. Me. José Donizeti de Souza, Coordenador da Coordenadoria Geral de Atenção à Comunidade Interna.

 Monsenhor Dr. Rafael Capelato finalizou a Semana, na sexta-feira (17), tratando do tema “A educação no Brasil, entre a laicidade e a confessionalidade (1890-1950)”.

Serviço:

Dia 13/07:  “Memórias e Convivências”, ministrado pela Profa. Me. Maria Salete Zulzke Trujillo e pelo Dr. Francisco Vicente Rossi, docente da Faculdade de Direito.

 Dia 14/07: o Pe. João Batista Cesário e o Prof. Me. José Donizeti de Souza debateram o tema “Década de 1940: o surgimento das Faculdades Campineiras”.

Dia 15/07:  Os docentes Prof. Dr. Márcio Roberto Pereira Tangerino, da Faculdade de Ciências Sociais e o Prof. Me. Lindener Pareto Junior, da Faculdade de História falaram sobre “Monsenhor Dr. Emílio José Salim e o seu tempo (1941 a 1968)”.

 Dia 16/07: O Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, Prof. Dr. Pe. Paulo Sérgio Lopes Gonçalves e o Prof. Dr. João Miguel Teixeira de Godoy, docente da Faculdade de História, abordaram na quinta-feira (16) o tema “Religião e Educação (1930-1960): uma ampla perspectiva”.

 17/07: O Monsenhor Dr. Rafael Capelato finalizou a semana com a mesa “A educação no Brasil, entre a laicidade e a confessionalidade (1890-1950)”.

 

 

 

 

 

 

Tome Ciência: Eventos marcam os 75 anos da PUC-Campinas

Pesquisadores de destaque

 

Todos os docentes pesquisadores da PUC-Campinas foram homenageados pela Pró-Reitoria de Pró-Graduação e Pesquisa, representados por alguns docentes das cinco áreas do conhecimento, como o Prof. Dr. Lineu Corrêa Fonseca, da Ciências da Vida, o Prof. Dr. Adolfo Ignácio Calderón Flores, das Ciências Humanas, Prof. Dr. Jonathas Magalhães Pereira da Silva, repersentando as Ciências Sociais Aplicadas, a Profa. Dra. Denise Helena Lombardo Ferreira, da Ciências Exatas e da Terra e a Profa. Dra. Paula Cristina Somenzari Almozara, da área de Linguistica, Letras e Artes.

O evento fez parte das Comemorações aos 75 anos de fundação da Universidade e contou com palestra do então Diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Prof. Dr. Arlindo Philippi Júnior, que destacou as conquistas da Instituição no âmbito da pesquisa e da internacionalização.

Arlindo Philippi Júnior possui Mestrado em Saúde Ambiental e Doutorado em Saúde Pública (USP), Pós-Doutorado em Estudos Urbanos e Regionais (MIT/EUA) e Livre Docência em Política e Gestão Ambiental (USP). Presidente da Comissão de Pós-Graduação da Faculdade de Saúde Pública, exerceu recentemente a função de Prefeito do Campus USP da Capital tendo sido Pró-Reitor e Adjunto de Pós-Graduação da USP.

 

Celebração Eucarística comemora 75 anos da PUC-Campinas

A PUC-Campinas promoveu na manhã do dia 11 de junho (sábado), na Catedral Metropolitana de Campinas, com participação da comunidade acadêmica – docentes, diretores de Centros e Faculdades, funcionários, alunos e egressos – a Solene Celebração Eucarística em Comemoração ao Aniversário de 75 anos da Universidade.

Celebração Eucarística em Comemoração dos 75 anos da Universidade. / Crédito: Álvaro Jr.
Celebração Eucarística em Comemoração dos 75 anos da Universidade. / Crédito: Álvaro Jr.

A cerimônia foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da PUC-Campinas, Dom Airton José dos Santos. Participaram da celebração o Arcebispo Emérito de Campinas, Dom Gilberto Pereira Lopes, o Bispo Diocesano de Amparo, Dom Luiz Gonzaga Fechio, além de religiosos, muitos deles, docentes da PUC-Campinas.

O Arcebispo lembrou que a Universidade Católica serve, ao mesmo tempo, à dignidade humana e à Igreja na tarefa da Evangelização e ressaltou a importância da PUC-Campinas na Educação, na Saúde e na Assistência ao longo dos 75 anos de existência.

Para a Reitora, Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht, em 75 anos de História, a PUC-Campinas acumulou vitórias, cresceu e se consolidou na missão de produzir e difundir conhecimento, em benefício da sociedade. “Esse tempo trouxe, também, momentos de apreensão e dificuldades, vencidas com habilidade pelas pessoas que escreveram e continuam a escrever os capítulos da nossa História. O futuro, que nos compete construir, não será diferente”, celebrou.

 Lançamento do Livro Comemorativo dos 75 Anos da PUC-Campinas 

Na ocasião, a PUC-Campinas lançou o Livro Comemorativo dos 75 Anos. A publicação será distribuída para a comunidade interna, assim como, encaminhada a Instituições similares e aquelas de outra ordem, com as quais a PUC-Campinas mantém algum nível de relacionamento. Amigos, visitantes e parceiros da Universidade, evidentemente, também são e serão sempre destinatários do Livro. 

(texto Eduardo Vella)

 

Semana Monsenhor Dr. Emílio José Salim

Monsenhor Salim em uma herma de bronze, pedestal de mármore polido, amarelado/ Crédito: Álvaro Jr.
Monsenhor Salim em uma herma de bronze, pedestal de mármore polido, amarelado/ Crédito: Álvaro Jr.

A PUC-Campinas promoveu a Semana Monsenhor Dr. Emílio José Salim, entre os dias 13 e 17 de junho, integrando as comemorações dos 75 anos da Universidade. Temas como  “Década de 1940: o surgimento das Faculdades Campineiras”, “Monsenhor Dr. Emílio José Salim e o seu tempo (1941 a 1968)”, “Memórias e Convivências”, a PUC-Campinas buscou refletir sobre a conjuntura nacional e internacional, no período de atuação de seu primeiro Reitor, Monsenhor Dr. Emílio José Salim, peça chave da organização da maioria dos cursos superiores da Igreja nas décadas de 40 e 50. Tornou-se o principal esteio do projeto de implantação das Faculdades Campineiras e seu primeiro Reitor, entre os anos de 1958 a 1968.

Monsenhor Salim faleceu no dia 22 de junho de 1968. Em sua homenagem no Campus Central da PUC-Campinas, foi inaugurada, em 06 de abril de 1969, uma herma de bronze, pedestal de mármore polido, amarelado, obra do escultor De Nucci, como marca perene de admiração da Universidade por seu fundador e primeiro Reitor.

 

 

Universidade atual e presente na sociedade

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht está no segundo mandato à frente da PUC-Campinas

Por Eduardo Vella

Em meio às comemorações aos 75 anos de fundação da PUC-Campinas, a Magnífica Reitora, Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht, concedeu entrevista ao Jornal da PUC-Campinas, na qual abordou suas impressões sobre este momento histórico para a Universidade e os desafios para manter a excelência no Ensino e a formação integral da pessoa humana.

Qual a importância do percurso histórico que assinala 75 anos da PUC-Campinas?

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht O Jubileu de Diamante é um momento apropriado e oportuno para resgatar a História da primeira Instituição de Ensino Superior da região de Campinas, criada em 1941.

As vagas oferecidas no primeiro Vestibular foram disputadas por 233 candidatos, tornando realidade as Faculdades Campineiras, projeto acalentado pelo segundo titular da Arquidiocese de Campinas, Dom Francisco de Campos Barreto e dois colaboradores diretos, cônego Emílio José Salim e o jovem padre Agnelo Rossi. A elevação à categoria de Universidade Pontifícia, em 1972, consolidou a relevância da Instituição e confirmou sua ligação com a cidade.

A década em que completou 30 anos foi marcada pela implantação dos campi e ampliação de Cursos. A criação do Curso de Medicina, em 1975, e o surgimento do Hospital Universitário, dois anos depois, estabeleceram as bases de uma contribuição social importante. Implantado na região que mais cresce no Município, o Hospital e Maternidade Celso Pierro desponta como unidade fundamental de saúde pública, ao mesmo tempo em que atende a formação de profissionais de nível superior do Centro de Ciências da Vida.

As décadas finais do Século XX representam um período de renovação e consolidação, com um novo Projeto Pedagógico, centrado na adaptação ao cenário político, social e econômico que emerge com a redemocratização e a inserção cada vez maior do País no circuito internacional.

Qual a relevância dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu para a gestão atual?

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht Investimento em infraestrutura e ampliação de recursos humanos qualificados são elementos fundamentais ao crescimento da Pós-Graduação. O estímulo à qualificação do corpo docente somado à implantação de recursos e condições de pesquisa vêm acelerando nossa produção científica. Além de dissertações e teses dos Programas de Pós-Graduação, a participação em publicações qualificadas, nacionais e estrangeiras, vem crescendo. A Universidade chega aos 75 anos com Programas de Pós-Graduação ligados a múltiplas áreas de conhecimento.

Por outro lado, a produção gerada na Pós-Graduação tem um efeito na ampliação dos Grupos de Pesquisa, no aumento de alunos e professores envolvidos com Iniciação Científica e no debate científico. Esses itens são exemplos do compromisso com a produção, sistematização e difusão do conhecimento presentes na Missão da Universidade.

Historicamente, a PUC-Campinas se destaca pelo vínculo que mantém com a comunidade, por meio da Extensão. Isso permanece aos 75 anos de existência?

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht A orientação cristã promove e estimula a solidariedade social e a Extensão representa o caminho mais ativo dessa atividade. Além de Cursos, que atendem demandas da sociedade, a Extensão organiza e aplica Programas que nos aproximam da comunidade externa, em especial das parcelas mais carentes e vulneráveis. Esses Programas envolvem alunos, professores e, em casos específicos, contam, também, com apoio de funcionários técnicos. Todas essas pessoas atuam no sentido de aplicar o conhecimento universitário para melhorar a qualidade de vida dessas comunidades. Ponto importante dos nossos Programas de Extensão reside no compromisso de estimular a autonomia das comunidades. Por outro lado, o rigor acadêmico estabelecido na seleção dos Projetos de Extensão, que geram Programas de interesse social, permite à PUC-Campinas participar de Editais Públicos, alocando verbas que ajudam a ampliar o alcance dessa atividade.

Aos 75 anos, a Universidade ainda enfrenta desafios?

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht Superar desafios compõe a alma da nossa História e o mais importante é manter-se na vanguarda. Constantemente, desenvolvemos metodologias e aplicamos recursos capazes de aprimorar o Ensino, qualificando nossos alunos que se destacam no mundo do trabalho. À formação técnico-profissional agregamos a formação social, estimulando a participação ativa e positiva, a partir da nossa orientação cristã. A formação pessoal dos nossos alunos também importa e, para isso, temos programas de orientação, aplicados desde o primeiro momento em que o calouro chega ao Campus. Assim, ao completar 75 anos queremos e devemos reverenciar a nossa História, sem abrir mãos do compromisso de sermos atuais e socialmente presentes.

Coluna Pensando o Mundo: JUBILEU DE DIAMANTE

 

Por Wagner Geribello

Caracterizado pelo brilho inigualável, tonalidades diversas, refração da luz branca nas cores do arco-íris, disposição peculiar dos átomos de carbono que o tornam mais compacto e resistente que qualquer outra matéria natural, a pedra que só pode ser riscada por outra similar faz jus à máxima de que “o diamante é para sempre” e, portanto, escolhido para simbolizar a longevidade e a consistência das instituições que atingem o jubileu dos 75 anos de atividades.

Em 2016, a Pontifícia Universidade Católica de Campinas vai comemorar seu Jubileu de Diamante, reunindo muita história de sucesso para ser contada e outro tanto de entusiasmo para o tempo que sucede essa comemoração.

A PUC-Campinas nasceu ousada e inovadora, plantando em Campinas a semente do ensino superior quando essa atividade era escassa no Brasil e praticamente um monopólio das capitais estaduais.

Em 1941, docentes e funcionários da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras ocuparam o casarão da Rua Marechal Deodoro, antiga residência da família Souza Aranha, para receber 233 candidatos ao processo vestibular dos Cursos de formação de professores.

Desse passo inicial, até os dias de hoje, quando milhares de alunos frequentam dezenas de Cursos e Programas de Graduação e Pós-Graduação, em três campi, a PUC-Campinas escreveu páginas e inscreveu conquistas na história da educação brasileira, incluindo a representativa cifra de 160 mil alunos formados.

Quando uma instituição atinge essas marcas, nada mais esperado que um período de comemoração, que abra espaço para resgatar em detalhes, relembrar com afeto e divulgar com entusiasmo essa história de conquista e sucesso. Para isso, está em preparação um calendário amplo e variado de eventos que farão de 2016 um ano especial na PUC-Campinas, envolvendo toda a comunidade acadêmica.

Diretamente envolvido com a comemoração do Jubileu de Diamante, o Jornal da PUC-Campinas vai dedicar espaço para divulgar e registrar eventos e acontecimentos referentes à data, mas vai, também, contribuir diretamente para o resgate histórico da Universidade e das pessoas a ela relacionadas, abrindo espaço permanente para efemérides, matérias, entrevistas e artigos que aproximem a comunidade acadêmica atual do passado e do presente da Universidade.

Nesta edição temática do Jornal da PUC-Campinas, dedicada à ciência, o resgate histórico assinala o momento em que a Instituição começou sua produção científica formal, com a implantação do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia.

Período de transição, marcado por profundas reformas na constituição e organização da atividade universitária no País, a entrada na década de 1970 registrou uma série de mudanças na então Universidade Católica de Campinas, a mais significativa delas ocorrida em 8 de setembro de 1972, por força do Decreto Sacra Congregatio pro Institutione Catholica, constituindo a Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Esse período foi marcado, também, pela consolidação da pós-graduação stricto sensu nas universidades brasileiras, que além do Ensino e da Extensão assumiram com mais intensidade o terceiro elemento constitutivo do tripé das competências universitárias, a Pesquisa.

A PUC-Campinas, uma vez mais, esteve entre as primeiras Instituições Particulares de Ensino Superior localizadas fora das capitais de Estado a investir na pós-graduação, instituindo o Mestrado em Psicologia. No ano seguinte, iniciativa similar foi aplicada à área de Linguística e, antes do fim da década, em 1977, a pós-graduação stricto-sensu chegou à Biblioteconomia e à Filosofia.

A criação desses Programas consolidou a produção científica na Universidade que, atualmente, oferece programas completos (mestrado e doutorado) em diversas áreas do conhecimento. Esse movimento de ampliação e consolidação da pós-graduação implicou o aprimoramento da titulação do corpo docente, instalação de laboratórios e áreas específicas para atividades de pesquisa, além de inserir a Universidade no ambiente de pesquisa, incluindo habilitação para participar de editais das agências governamentais de fomento, com acesso a verbas e bolsas de pesquisa.

Assim, no Jubileu de Diamante, a PUC-Campinas comemora não só inegável contribuição ao Ensino, como também se coloca como importante polo gerador de conhecimento no cenário brasileiro.

Prof. Dr. Wagner Geribello é Consultor do Jornal da PUC-Campinas

 

 

Coluna Pensando o Mundo: Rui Campos, da Geografia

Por Juleusa Maria Theodoro Turra

Despojamento e rigor; estas palavras procuram relembrar, ou apresentar, a pessoa e o professor Rui Ribeiro de Campos ( 1948-2015).

Nascido em Piquete, Vale do Paraíba paulista, chegou a Campinas para estudar, cursando Filosofia nesta PUC-Campinas entre os anos de 1967 e 1970.

Ao relatar este período, em depoimento à Revista Série Acadêmica, número 21, Especial Licenciaturas , Rui Campos nos contou :

Nos tempos de estudante, pelo horário do curso superior que fazia (era vespertino), era difícil arranjar emprego, exceto algumas aulas. Com a minha situação econômica apertadíssima, apareceram aulas de Geografia em um curso supletivo. Aliás, poderiam ser aulas de História, Português ou outra disciplina. Na situação em que me encontrava tentaria qualquer uma.

A chegada à Geografia foi uma circunstância, mas o tema da ‘aula-teste’ foi uma escolha: Subdesenvolvimento.  Entre 1973 e 1976 está Rui Campos cursando Licenciatura em Geografia, na turbulenta passagem do curso de Estudos Sociais (Licenciatura Curta) para a Licenciatura Plena.

A situação econômica apertadíssima não foi esquecida: o despojamento, como o desapossar-se, marcou sua trajetória: sempre o mínimo necessário, sem consumismos, sem modismos.

Não viajou de avião, tampouco compareceu a eventos enquanto os filhos eram novos: evitava despesas e a possibilidade de se acidentar. Protegia os filhos e os criava para o mundo.

O rigor.  Rigorosamente prepara as aulas, as revia, trabalhava o texto e produzia um material para estudo dos alunos; não perdia a pontualidade e não permitia que outros o fizessem. Algumas destas aulas geraram capítulos de sua dissertação de Mestrado (cursado na Educação da PUC-Campinas entre 1993 e 1997) e da tese de Doutorado (Unesp entre 1999 e 2004). Mais recentemente geraram ou inspiraram capítulos de seus livros.

Sobre as aulas, manifestou-se no depoimento já mencionado:

 […] elaborar o material trabalhado em sala de aula e me realizar na principal tarefa da atividade de ensino: proporcionar o pensar a partir do conteúdo proposto […]

 Proporcionar o pensar. Para tanto, Rui que adorava as palavras, o que o fazia adorar letras de músicas. Recuperava expressões, substituía outras expressões e procurava surpreender. Seus ex-alunos souberam sobre os conflitos na Ásia Ocidental, ouviram e anotaram exemplos das intervenções dos estadunidenses na América Central e Caribe.  Puderam compreender a exploração de recursos naturais. Também receberam ensinamentos de Potamologia.

Com igual persistência procurou conhecer, minuciosamente, autores que não tinham grande circulação e que, por esta razão, ofereciam possibilidades para pensar sobre suas vidas e produções, pensar a geografia e a liberdade.  Em Angra dos Reis, na Universidade Federal Fluminense, pode desenvolver as suas disciplinas de forma autoral, retomando seus temas e autores queridos. Lá faleceu e conhecemos o quão foi cativante, sendo nome do Centro Acadêmico.

A persistência, até mesmo a intransigência, foram condições de, com suas armas – a palavra e o exemplo pessoal – levar em frente o que foi quase uma missão: proporcionar e provocar o pensar e não deixar ao esquecimento o que foi a ditadura, que marcou o início de sua vida adulta e o impediu de estudar tudo o que queria ou necessitava.

Um pouco disto está na dedicatória do seu livro Breve História do Pensamento Geográfico Brasileiro, lançado em 2011: a todos os que resistiram, não importando a maneira,  nas ditaduras e ainda perseguem seu  ideal por uma sociedade mais justa.

Prof. Dra. Juleusa Maria Theodoro Turra, docente no curso de Geografia, Turismo e Engenharia Civil

PUC-Campinas Informa

Homenagem

No dia 3 de julho de 2015, a PUC-Campinas perdeu a professora mais antiga da Instituição. Faleceu, em Campinas, aos 81 anos, a Profa Nair Leme Fobé, que teve atuação destacada como docente da Faculdade de Letras, durante 45 anos.

A professora se graduou, em 1955, na PUC-Campinas, em Letras Anglo-Germânicas e fez especialização em Filosofia e História da Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 1982. Cursou Pós-Graduação em Literatura Inglesa, na Universidade de São Paulo (USP), em 1961, e Literatura da Fonética Inglesa, na Universidade de Exeter, na Inglaterra, em 1962. Atuou como supervisora de Práticas de Ensino da PUC-Campinas, além de ser tradutora e revisora das revistas Letras, Humanitas e Comunicarte.

Nas redes sociais, alunos, ex-alunos, professores e colegas de trabalho prestaram suas homenagens, destacando a generosidade e a dedicação da ex-docente ao mundo das Letras e à sala de aula.

Mostra de Profissões 2015 reúne mais de 50 cursos

A Mostra de Profissões 2015 da PUC-Campinas acontecerá nos dias 20 (quinta-feira), 21 (sexta-feira) e 22 (sábado) de agosto, das 14h às 22h no estacionamento do 2º Piso (P2) do Shopping Center Iguatemi Campinas.

Os visitantes poderão obter dos professores e alunos da Universidade, informações sobre os mais de 50 Cursos de Graduação oferecidos pela Instituição e participar das atividades propostas durante a programação. O acesso é gratuito.

O 2º Piso (P2) do Shopping Center Iguatemi fica na Avenida Iguatemi, 777, Vila Brandina, Campinas/SP.

Amamentação entra no debate jurídico

Lei em São Paulo permite que mulheres possam amamentar em qualquer local público e incentivam a discussão sobre o tema. Para ajudar na compreensão do tema, a TV PUC-Campinas realizou uma reportagem sobre essa lei, a partir de um debate jurídico.

Confira clicando aqui