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A Pesquisa na PUC-Campinas

Por Profa. Dra. Sueli do Carmo Bettine

 Na década de 1980, foram implantadas na PUC-Campinas as Coordenadorias de Pós-Graduação e de Estudos e Apoio à Pesquisa, os Núcleos de Extensão de Saúde e Educação, a Assessoria de Planejamento da Reitoria, além de diretrizes da Carreira Docente. Como forma de fomentar a Pesquisa e a Extensão, a Universidade passou a contar com docentes em regime de dedicação para o desenvolvimento de projetos de Pesquisa, Extensão e Capacitação para os Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu.

Ainda nesse período, foram implantados os Programas de Bolsa de Pós-Graduação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/Ministério da Cultura (CAPES/MEC) e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (1993).

A consolidação da Pesquisa na Universidade ocorreu durante a década de 1990; entretanto, é a partir de 2002, com a instalação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que se estabeleceu uma política de Pesquisa e Pós-Graduação. Tal política promoveu a reorganização dos Grupos de Pesquisa já existentes e a constituição de novos Grupos de Pesquisa, possibilitando a integração entre as atividades-fim da Universidade: Ensino, Pesquisa e Extensão.

As atividades de Pesquisa na PUC-Campinas ocorrem no âmbito dos Grupos de Pesquisa Institucionais que são certificados pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação junto ao Diretório dos Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq/MCTI; atualmente, a Universidade tem 46 Grupos de Pesquisa institucionalmente certificados junto ao CNPq.

As atividades desenvolvidas no âmbito dos Grupos de Pesquisa da PUC-Campinas visam contribuir para a expansão e consolidação da Pós-Graduação Stricto Sensu no país; tais atividades são desenvolvidas por docentes pesquisadores e seus orientandos de doutorado, mestrado, iniciação científica, de programas de educação tutorial e de trabalhos de conclusão de curso de graduação.

Os Projetos de Pesquisa são de natureza institucional, vinculados às Linhas de Pesquisa dos Grupos de Pesquisa e abrigados no contexto de um Plano de Trabalho de Pesquisa do Docente Pesquisador. As Linhas de Pesquisa são exclusivamente de natureza Institucional e definidas em conjunto com a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, considerando-se as políticas de fomento da Pós-Graduação no país e o desenvolvimento de áreas estratégicas para a PUC-Campinas e, ainda, alinhadas com a sua Missão e Valores.

STRICTO SENSU (Mestrado e Doutorado)

Em consonância com o Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020, que tem como uma de suas metas a ampliação da Pós-Graduação no Brasil, a PUC-Campinas implantou, entre 2014 e 2016, cinco novos cursos de Mestrado Acadêmico: Sustentabilidade; Linguagens, Mídia e Arte; Ciências da Saúde; Sistemas de Infraestrutura Urbana; e Ciências da Religião; e, também, um novo curso de Doutorado em Educação, que somados aos cursos anteriormente existentes compõem Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu nas seguintes Grandes Áreas: Ciências da Saúde, Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Engenharias, Interdisciplinar e Linguística, Letras e Artes.

LATO SENSU (Especialização)

Com a finalidade de atender às demandas da sociedade e acompanhando a dinâmica do mundo do trabalho, a Universidade oferece sistematicamente Cursos de Especialização nas mais diversas áreas do conhecimento cujo objetivo principal é a atualização e o aprimoramento profissional.

Profa. Dra. Sueli do Carmo Bettine é Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação

 

 

EDITORIAL: Em frente ao computador

Na frente do computador, conectado a uma rede, o internauta acessa o saldo bancário, paga contas, faz compras, vende serviços, contrata outros, conversa com outras pessoas, diverte-se com jogos eletrônicos ou busca informações em fontes diversas… Mas, seja lá o que faça, inevitavelmente ele é seguido, espionado, observado e bisbilhotado. Muito do que o cidadão conectado às redes sabe, faz, deseja, detesta ou aprecia está enchendo bancos de dados para atender diferentes objetivos, da vigilância ideológica às campanhas de marketing.

 Esta edição do Jornal da PUC-Campinas concentra artigos e reportagens que analisam aspectos diversos da chamada era da informação, em que parcelas cada vez maiores da população aderem à interconexão.

Especialistas em redes computacionais explicam como diferentes entidades, algumas legais, outras nem tanto, exploram a captação e o uso de informações conseguidas na rede, com ou sem conhecimento e autorização da pessoa espionada.

Mas a sombra do grande irmão, observando tudo e todos, não é a única característica da era da informação. Internet das coisas, aplicativos que agilizam e facilitam a rotina e o cotidiano, a ampliação quase infinita de comunicação também fazem parte do mundo mediado pelas redes, em que as possibilidades virtuais definidas pela tecnologia tornam-se, cada vez mais, os recursos virtuosos incorporados pela sociedade.

Navegando na ceara fértil das redes, esta edição mostra o talento criativo de alunos e ex-alunos da Universidade que estão “fazendo a vida” nesse campo de atuação e mostra, também, como a parte real (em contraposição ao virtual) da sociedade reage à invasão digital, por exemplo, redesenhando os mapas urbanos de acordo com fatores como acessibilidade informacional.

Claro, a edição deste mês tem espaço para tratar das redes sociais e ainda uma curiosa abordagem das alterações que o advento do computador pode provocar na capacidade humana de atenção.

Além dos artigos e matérias que orbitam a temática central, esta edição também abre espaço para eventos marcando o 50º. Aniversário do Concilio Vaticano II, comemorado este ano, com destaque para o Colóquio Universidade em Diálogo, à Luz do Concílio Vaticano II, organizado e conduzido pelo Núcleo de Fé e Cultura da Universidade, trazendo para nosso campus o Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Sérgio da Rocha, ex-aluno e ex-professor no Curso de Teologia da Universidade.

Informações e noticiário sobre a vida acadêmica, mais as seções fixas completam a edição 163, mês de Outubro do Jornal da PUC-Campinas. Aproveite o conteúdo e não deixe de encaminhar sugestões, críticas e comentários. Afinal, participar é o melhor caminho para fazer o jornal que você quer.

EDITORAL

Restringir a palavra cultura ao campo das artes, da literatura e da erudição não é um exercício de todo estranho ao senso comum. Entretanto, no campo da antropologia, o termo cultura vai além e tem vastidão e alcance proporcionais ao conjunto de todos os saberes e comportamentos de uma determinada representação social, das práticas religiosas à comida que vai ao prato, passando por todas as formas de ser e agir que expressam, no plano da realidade social, valores e crenças de todas as gentes.

Do mesmo modo, o conceito de patrimônio, inicialmente tomado como categoria restrita a alguns planos da organização social, como, por exemplo, a arquitetura dos tempos passados, evoluiu e cresceu no seu alcance, traçando rota similar e paralela ao dimensionamento cada vez mais amplo do significado antropológico de cultura. Assim, em termos atuais, quase tudo o que compõe a cultura – de um povo, uma etnia, um grupo social, ou mesmo de toda a humanidade – pode converter-se em patrimônio que, além da materialidade das coisas, como prédios e monumentos , inclui, ainda, a imaterialidade das expressões, como dança e música, além daquilo que não é obra do ser humano, os chamados patrimônios da Natureza, como florestas e geleiras.

Frente ao alcance do conceito e a oportunidade de eventos relacionados com o patrimônio, verificados recentemente, esta edição do Jornal da PUC-Campinas é dedicada aos exercícios de investigação, classificação, valorização e preservação de fatos e agentes que integram ou têm perspectivas de integrar o patrimônio, que por assim dizer, delimita uma área específica no salão da História.

Sentidos, conceitos, significados e significantes do termo patrimônio são abordados no artigo escrito pela professora doutora Janaina Camilo, historiadora e coordenadora do Museu da PUC-Campinas, enquanto o artigo da professora doutora Cristina Betioli Ribeiro Marques, da Faculdade de Letras, comenta causas e conseqüências sociais do cruzamento entre língua falada, língua escrita e poesia popular, ficando  o Superintende do Hospital e Maternidade Celso Pierro, doutor Antonio Celso de Moraes, a tarefa de apresentar um patrimônio com mais de 35 anos de atuação na saúde e no ensino, em toda a Região, o Hospital Universitário da PUC-Campinas.

Enquanto os articulistas convidados redigiam seus textos, a equipe do Jornal da PUC-Campinas cuidou da produção de uma entrevista e três reportagens ligadas ao patrimônio. Uma sobre o convênio com a Universidade Oriente para pesquisas de patrimônio urbano de Campinas e Santiago de Cuba, outra apresentando o Trabalho de Conclusão de Curso que trata da degradação da Mata do Quilombo, em Barão Geraldo e a terceira sobre o grupo de dança Jongo Dito Ribeiro.

A sugestão cinematográfica sobre Narradores de Javé completa o cardápio dos temas diretamente ligados ao patrimônio e à preservação, mas esta edição tem ainda reportagens e artigos sobre imigrações forçadas e uma entrevista com a ex-aluna que escreveu um livro reportagem sobre refugiados internacionais no Brasil, além informações sobre ciência, pesquisa e cultura, tornando o conteúdo, no conjunto, muito apropriada ao período de retorno aos campi para as atividades acadêmicas do segundo semestre.

EDITORIAL: A velocidade com que a violência se impõe

O conceito do brasileiro cordial já rendeu muito “pano pra manga”, na Academia e fora dela, começando pela paternidade, que uns atribuem ao escritor santista Ribeiro Couto e outros ao historiador Sérgio Buarque de Holanda.

Entretanto, independentemente da origem, teses, propostas, ensaios e muito palpite já permeou conversas e textos exaltando ou questionando a cordialidade da gente brasileira, com sensível acréscimo das dúvidas e desconfianças nos tempos atuais, quando a violência praticamente sufoca anseios ou esperanças de relações sociais baseadas na gentileza.

Ciente e consciente da intensidade e velocidade com que a violência se impõe entre nós, a equipe do Jornal da PUC-Campinas abriu espaço para manifestações de alunos e professores sobre o tema, expresso nas reportagens, artigos e entrevistas desta edição, inteiramente voltada para a reflexão sobre a violência.

Tematizada na violência e mais precisamente na violência que existe mais próxima de todos nós, vale dizer, no Brasil de hoje, a edição traz artigos que tratam da banalização da violência, matérias sobre a agressão física e psicológica que permeia o trote universitário, passando pelo questionamento das pessoas e instituições que usam e abusam da violência, quando deveriam atuar em sentido inverso, como a polícia e profissionais do Poder Judiciário. Para embasar reflexões e questionamentos sobre essa temática, a edição também traz excelente entrevista sobre ética e moral.

Nesta edição, reportagens e artigos que abordam a temática da violência, mostram o comércio de armas, as conseqüências da imprudência no trânsito e os distúrbios de ordem emocional causados pela exposição ou convivência com a violência.

Ações antiviolência também integram o conteúdo da edição de abril/2015, incluindo matéria sobre a Pastoral Carcerária na Região de Campinas, mostrando como e porque os voluntários decidem enfrentar a questão, convivendo – e ajudando – grupos sociais envolvidos com a violência. De quebra, a matéria ainda deixa um recado esclarecedor para pessoas que atribuem à Pastoral Carcerária a questionável missão de “alisar a cabeça” de indivíduos que, de alguma forma, violentaram a sociedade.

Formas de violência dissimuladas, mas, nem por isso, menos predatórias, também integram o elenco de matérias, como o racismo e agressão contra formas de vida que não podem reclamar quando são violentadas, como as florestas, dizimadas pela sanha das motosserras à razão de muitos hectares ao dia. A resposta, mostram estudos e análises, também é violenta: por conta da falta de florestas, crises hídricas contínuas e crescentes ameaçam a geração de energia, o abastecimento dos aglomerados urbanos e a produção de alimentos.

No comentário de cinema, uma proposta de reflexão sobre relações de causa e efeito entre a imagem na tela e o comportamento social. Afinal, cinema estimula a violência social, ou a sociedade estimula a crescente inserção de violência no cinema?

O tema desta edição, sabemos todos, não é bonito, nem agradável, mas o primeiro passo para recobrar e fazer valer a sociedade de homens cordiais, que ilustra o capítulo V do clássico Raízes do Brasil, é encarar a violência e agir para acabar com ela.

Vai aqui, portanto, uma edição do Jornal da PUC-Campinas que pretende deflagrar reflexões e estimular (re)ações.

PUC-Campinas Informa

Colóquio “A identidade da Universidade Católica: em comemoração aos 25 anos da Constituição Apostólica Ex Corde Ecclesiae

A PUC-Campinas recebe nos dias 6 e 7 de maio de 2015 o Colóquio A identidade da Universidade Católica: em comemoração aos 25 anos da Constituição Apostólica Ex Corde Ecclesiae”, que contará com a presença do Prefeito da Congregação para a Educação Católica, sua Eminência Reverendíssima Cardeal Zenon Grocholewski. O evento é organizado pelo Núcleo de Fé e Cultura da Universidade e será realizado no auditório Dom Gilberto, no Campus I da PUC-Campinas.  As inscrições para o Colóquio podem ser feitas até o dia 4 de maio de 2015, pelo site da Universidade.  A emissão de certificados de participação será realizada mediante a inscrição e participação no evento.

No dia 9 do mesmo mês, o Cardeal Zenon Grocholewski celebrará uma missa na Catedral Metropolitana de Campinas

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Projeto capacita cooperativas de coleta seletiva

 O projeto de extensão da PUC-Campinas ambiciona a profissionalização das cooperativas de catadores assessoradas pelo Centro de Referência em Cooperativismo e Associativismo (CRCA)/RECICLAMP por meio da elaboração de um Plano de Negócios, com vistas a garantir a evolução do negócio e sua sustentabilidade. Atualmente, estão associadas à RECICLAMP (além da própria) as cooperativas: Antônio da Costa Santos, DiviPaz, Projeto Reciclar, Recoopera, São Bernardo e Unidos pela Vitória.  Ao todo, são cerca de 150 pessoas trabalhando nas cooperativas.Em termos socioeconômicos, as receitas líquidas geradas – deduzidos os custos e encargos – proporcionaram uma renda média mensal em torno de R$ 710.

Apesar de representar um ganho para muitos dos cooperados, havia a percepção entre o CRCA/RECICLAMP e os cooperados que essa realidade poderia ser melhorada com o desenvolvimento de um Plano de Negócios. As atividades propostas acontecem por meio de oficinas temáticas que associam os elementos do Plano de Negócios as questões e situações experimentadas pelas cooperativas. Saiba mais, clicando aqui. 

 Urbanista Raquel Rolnik na PUC-Campinas

 A filósofa e urbanista Raquel Rolnik realizou palestra sobre o tema “Direito à cidade: Porque nossas cidades continuam tão precárias?”, no dia 16 de março de 2015. O evento fez parte do Ciclo de Palestras do Programa de Educação Tutorial (PET) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Durante o evento, Raquel ressaltou ser preciso que os arquitetos e urbanistas presentes se inclinassem sobre questões como o acesso à cidade enquanto direito de todos e a visão política sobre a cidade. Raquel Rolnik graduou-se em Arquitetura e Urbanismo e Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), onde atualmente faz parte do corpo docente. Realizou o Mestrado também pela USP e o Doutorado pela New York University (NYU) e fez parte do corpo docente da FAU da PUC-Campinas entre os anos de 1985 e 2007. Foi Diretora de Planejamento da Cidade de São Paulo (1989-1991), além de relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para o Direito a Moradia Adequada (2008-2011 e 2013-2014).