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Jogo da Logística: Uma nova maneira de ensinar

Prática considerada inovadora concilia duas metodologias ativas de ensino-aprendizagem: jogos de empresa e ensino baseado em resolução de problemas

Por Eduardo Vella

Brincar para aprender. É deste modo que os alunos da disciplina de Logística Empresarial, do curso de Administração, da PUC-Campinas entram na sala de aula. Utilizando-se de um jogo de tabuleiro inspirado no mapa rodoviário do estado de São Paulo, com cartas, dados e peças do “Banco Imobiliário”, os estudantes compreendem o conteúdo e são preparados para o mercado de trabalho.

Foto: Álvaro Jr. Prof. Dr. Marcos Ricardo Rosa Georges
Foto: Álvaro Jr.
Prof. Dr. Marcos Ricardo Rosa Georges

Criado pelo docente do Centro de Economia e Administração da PUC-Campinas, Prof. Dr. Marcos Ricardo Rosa Georges, o Jogo da Logística é fruto de um projeto que começou em 2002 em uma disciplina de pós-graduação da Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e que depois passou a ser ministrado nas aulas de Logística Empresarial, no curso de Administração, da PUC-Campinas.

O Jogo da Logística é uma prática pedagógica que utiliza elementos lúdicos de jogos de tabuleiro, como: cartas de clientes, cartas de produtos, cartas de veículos, dados e tabuleiro.

O Jogo da Logística é uma prática
pedagógica que utiliza elementos lúdicos

Sorteando-se cartas de clientes, do produto e da demanda de cada cliente, com a utilização de um dado, o jogo cria um cenário complexo sobre o tabuleiro e desafia os alunos a aplicarem conceitos e ferramentas da logística empresarial. É aplicado em duas fases: planejamento e operação de entrega.

No planejamento, os alunos devem responder: qual a melhor localização do Centro de Distribuição (CD) que atenderá os clientes; qual o nível de estoque adequado deste CD; e qual o tipo e quantidade de veículo que irá compor a frota. Na operação de entrega, os alunos planejam rotas para atender a demanda dos clientes, conforme o sorteio dos dados.

O Jogo da Logística ambienta-se, utilizando o mapa do estado de São Paulo como tabuleiro, porém mostrando somente as cidades incluídas no jogo, bem como, apenas as principais rodovias que ligam essas cidades.

Projeto pedagógico

A iniciativa surgiu com a reformulação do projeto pedagógico do curso de Administração, que incorporou as metodologias ativas de ensino aprendizagem como prática pedagógica institucional.

Assim, o antigo projeto aplicado na disciplina de logística empresarial, que era desenvolvido pelos alunos de forma tradicional, recebeu influências das metodologias ativas, na qual o aluno participa do processo de aprendizado, e foi transformado em um jogo de tabuleiro, aplicado segundo os preceitos do aprendizado baseado em problemas, numa perspectiva de jogos empresariais.

Nesta nova perspectiva, o cenário passou a ser dado por sorteios – cartas e dados -, visualizado em um tabuleiro e o problema apresentado na forma de desafios logísticos.

“A abordagem baseada em jogos permite o desenvolvimento de habilidades e atitudes nos alunos como: trabalho em equipe”

Desde a sua primeira aplicação na Universidade, em 2007, o Jogo da Logística já beneficiou mais de 700 alunos, envolveu três professores em duas disciplinas na Faculdade de Administração da PUC-Campinas (Logística Empresarial e Administração da Cadeia de Suprimentos).

“A abordagem baseada em jogos permite não só a transmissão do conhecimento, mas também o desenvolvimento de habilidades e atitudes nos alunos como: trabalho em equipe, aprendizagem autônoma, capacidade de problematização, desenvolvimento
do raciocínio lógico, uso de planilhas, entre outros”, explica o criador do jogo e docente do Centro de Economia e Administração da PUC-Campinas, Prof. Dr. Marcos Ricardo Rosa Georges.

“O primeiro e mais evidente resultado está no entusiasmo demonstrado pelos alunos quando se vêem diante de uma disciplina que será dada por meio de um jogo de tabuleiro”, completa o docente.

Ao longo destes anos que o jogo vem sendo desenvolvido, ele já foi publicado e apresentado em alguns dos principais eventos científicos da área da Administração, como o SIMPOI (organizado pela EAESP/ FGV-SP) e o ENGEMA (organizado pela FEA -USP), e compôs o primeiro capítulo do livro “Jogando Logística no Brasil”, que reúne diversos jogos de logística.

“Essas publicações permitiram que professores de diferentes instituições do Brasil me procurassem para pedir informações e aplicar o jogo em suas instituições”, revela o Prof. Marcos Georges.

Confira o trecho de uma aula com o jogo da logística.

Imagem e Edilção: Giovanna Oliveira

Combate ao vírus Ebola e a desinformação sobre a doença

Hospital da PUC-Campinas aplica plano de  contingência para atendimento de casos


Por Amanda Cotrim

O Hospital e Maternidade Celso Pierro (HMCP), mais conhecido como Hospital da PUC-Campinas, está organizado para assistir eventuais pacientes suspeitos de doença pelo vírus do Ebola. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou todos os países para que o plano de prevenção fosse reforçado. Segundo a OMS, o atual surto do vírus se concentra nos países africanos: Libéria, Serra Leoa e Guiné, com 8.376 casos, dos quais, 4.024 são fatais. Atualmente, não há tratamento para a infecção, mas uma vacina está em elaboração pela empresa farmacêutica britânica GSK (Glaxo SmithKline), com previsão para ser disponibilizada em 2016.

De acordo com a Coordenadora da Comissão de Controle de Infecção do Hospital e Professora no curso de medicina, da PUC-Campinas, Dra. Irene Rocha Haber, o HMPC já está se organizando para qualquer eventualidade. “Preparamo-nos por meio de um processo de sensibilização das equipes que atuam nos serviços de Pronto-Socorro do Sistema Único de Saúde (SUS) e Pronto Atendimento de Convênios, para a suspeição de casos, além da criação de fluxos de encaminhamento”, explica.

A chance de ocorrência de um caso de infecção pelo vírus Ebola no Brasil, segundo a Doutora Irene, é pouco provável. “Obviamente numa sociedade globalizada como vivemos, no qual o trânsito de pessoas é extremamente fácil, mesmo sendo uma possibilidade remota, é necessário contar com um plano de contingência. A ocorrência desse caso suspeito no Paraná, depois descartado deixou isso bem claro”, expôs. Para a médica infectologista, é fundamental ter preocupação com a biossegurança, com o uso de equipamentos de uso individual, que oferecem proteção rigorosa ao profissional, além de cuidado com o resíduo ou material proveniente da assistência ao paciente.

Além da prevenção, a Doutora Irene acredita que outro combate também deve ser feito: o combate à desinformação sobre a doença. “Todo evento desconhecido, que acomete a humanidade, causa grande impacto. Contudo, outra forma de encarar o problema é fornecer sua real dimensão, não exagerando, mas também não atenuando essa grave situação de saúde que estamos vivenciando enquanto população mundial, pois a mesma não pode nem deve ser negligenciada”, afirma. Para ela, é natural se ter medo do desconhecido, ainda mais quando ele está relacionado à morte. Contudo, “o equilíbrio é sempre o objetivo e para tal é imprescindível que os órgãos de imprensa repassem com precisão as informações da OMS e, no caso do Brasil, do Ministério da Saúde e de Departamentos de Vigilância em Saúde”, ressalta.

O Vírus Ebola
O vírus Ebola não é novo. Surgiu pela primeira vez em 1976, em alguns países da África, em uma região próxima ao rio Ebola. De acordo com a Doutora Irene, o segundo grande surto ocorreu em 1995 e, novamente, em 2000, 2007 e 2012. Contudo, o número de infectados e mortos, lembra, foi inferior ao surto atual. “Só em agosto, a epidemia foi decretada como emergência de saúde pública internacional”, reforça a médica.


TRANSMISSÃO
O vírus Ebola é transmitido pelo sangue, secreções e fluidos corporais, como o suor e a saliva, inclusive na manipulação de cadáver. A mortalidade pelo vírus pode chegar a 90%. Os sintomas podem aparecer entre dois e 21 dias após a exposição ao vírus, são eles: febre, fraqueza, dores de cabeça e musculares, além de dor de garganta. Esse quadro inicial é seguido de vômitos, diarreia, além de alteração renal e hepática, podendo haver sangramento interno e externo. A confirmação da infecção é feita por exame laboratorial.

Leia Mais:  Campanha destaca papel do jornalismo científico no controle do vírus ebola

A I Guerra Mundial: entre assombros e escombros

Como observou Foucault, o corpo humano é certamente um lugar, um espaço, uma “topia” inescapável. Foi contra ele (contra sua finitude e limites biológicos) que “fizemos nascer todas as utopias”. A constatação permite pensar nos jovens soldados europeus que, uma vez corpos inescapáveis e, naquele momento, repletos de utopias tecnológicas, marcharam altivos para os campos de batalha da

Grande Guerra (1914-1918).
O estopim No dia 28 de julho de 1914, as luzes se apagaram em toda a Europa. O Império Austro-Húngaro declarava guerra à Sérvia um mês depois do herdeiro do trono austríaco, o Arquiduque Francisco Ferdinando, ser alvejado em Sarajevo por um nacionalista sérvio
tomado de ódio pelo domínio austríaco da região balcânica. Se a guerra tinha seu estopim nos Bálcãs, suas causas mais profundas se encontravam na rivalidade entre as principais potências da Europa. Inglaterra e França, potências econômicas tradicionais e detentoras
de vastas colônias na África e na Ásia, enfrentaram a partir de 1871 um concorrente de peso, o Império Alemão com um projeto expansionista agressivo, uma máquina de guerra espantosa.

Entre disputas econômicas e políticas e numa luta renhida de nacionalismos exacerbados, formam-se alianças estratégicas. De um lado, a “Entente Cordiale” (Tríplice Entente) formada por Inglaterra, França e Rússia. Do outro, a Alemanha, o Império Austro- Húngaro e a Itália, a “Tríplice Aliança”. A morte do Arquiduque põe à prova o sistema de alianças e a “Era das Catástrofes” se inicia.

A catástrofe
Munidos de uma parafernália tecnológica sem par na história, a guerra total se estende em seus “corpos utópicos” por terra, céu e mar. Aviões, invenção maravilhosa, se tornam o terror da população civil que ouve e sente, atônita, “pássaros-bombas” caindo do céu infernal. Nos oceanos, batalhas navais afundam encouraçados abarrotados de soldados que, ao longo da guerra, passam a se perguntar para que servia aquilo tudo. Nas trincheiras, partilhadas com muitos ratos que ali se alimentavam da cruel condição
humana, muitos homens destilavam contra o inimigo suas poderosas metralhadoras em série e seu gás mostarda numa carnificina sem igual.

As consequências da Guerra foram imediatas e determinaram a história do século XX.  A Rússia, arrasada no “front oriental” pelas tropas alemãs, se vê diante de uma revolução interna que, liderada por Lênin, implanta a Revolução Bolchevique de 1917, inaugurando um século de rivalidades contra o capitalismo. Os Estados Unidos rompem com uma política isolacionista e entram de vez na guerra, salvando a Inglaterra e a França de uma possível vitória alemã. A Europa saía do “sonho da razão” da Belle Époque para mergulhar no “Loop” de uma montanha russa que levou a humanidade à exaustão, numa soma assustadora de aproximadamente 18 milhões de mortos. A vitória da “Entente Cordiale” deixou a Europa arrasada, os Estados Unidos mais fortes e a Rússia isolada. A II Guerra seria mera e perversa continuidade da primeira.

Documentário “Nós que aqui estamos por vós esperamos”:

O Brasil
Único país da América Latina a figurar entre os beligerantes, o Brasil declarou guerra à “Tríplice Aliança”, em outubro de 1917, após ter alguns navios afundados por submarinos alemães no Oceano Atlântico. Diante de uma relativa comoção popular nacionalista e na
perspectiva de se beneficiar com possíveis indenizações de guerra, o Presidente Venceslau Brás disponibilizou os portos brasileiros aos aliados e uma missão médica militar foi enviada à França. Coube à Marinha Brasileira uma maior participação na guerra. Sua tarefa foi a de patrulhar e defender a região próxima ao estreito de Gibraltar e noroeste da costa africana. No entanto, a malfadada missão foi vítima da gripe espanhola, que ceifou a vida de 156 soldados brasileiros. A despeito da periférica participação, o Brasil fez parte da fundação
da “Liga das Nações” (1919) e desfrutou também de indenizações ao apreender navios alemães e recuperar sacas de café apreendidas ao longo da guerra.

Prof. Me. Lindener Pareto Jr.
Historiador e professor de História Contemporânea na PUC-Campinas.

Propaganda estimulando as mulheres dos EUA a colaborarem com a causa da guerra em defesa da França representada no cartaz por Joana D’Arc Crédito: Divulgação
Propaganda estimulando as mulheres dos EUA a colaborarem com a causa da guerra em defesa da França representada no cartaz por Joana D’Arc
Crédito: Divulgação

 

Propaganda americana pregando a destruição dos bárbaros alemães representados na figura do gorila com o tradicional capacete de guerra alemão e com um bastão. Crédito: Divulgação
Propaganda americana pregando a destruição dos bárbaros alemães representados na figura do gorila com o tradicional capacete de guerra alemão e com um bastão.
Crédito: Divulgação

Eleições 2014 e a “explosão de ódio”

Um dos resultados não previstos do recente processo eleitoral foi a assim chamada “explosão de ódio” entre diferentes setores, grupos sociais e regiões que apoiaram, principalmente no segundo turno, os candidatos à presidência da república. O impacto foi de tal proporção que os grandes veículos de comunicação passaram a mencionar a ideia de um “país dividido”. Os próprios Dilma Rousseff e Aécio Neves fizeram menção, em seus respectivos discursos, à necessidade de união e diálogo entre os brasileiros. Me chamou a atenção uma possível descriminação da população paulista, com tendência estatística de apoio ao candidato Aécio Neves, em relação aos nordestinos e nortistas, também numericamente propensos a apoiar a candidata Dilma, geralmente descritos como “boiada eleitoral”, manipulados pela política assistencial do Governo. Racismo eleitoral? Não pude deixar de notar, no entanto, um teor discriminatório também em postagens e mensagens presentes nas
redes “sociais” que defendiam apoio explícito a Dilma Rousseff. Seus propositores denunciavam o elitismo dos apoiadores de Aécio e a falta de “racionalidade” desses que “não veem” o quão “bem-sucedido” foram os anos petistas na presidência da república.

Algumas postagens, oriundas de diferentes internautas, traziam a
mensagem “precisa desenhar?” acompanhada de dados estatísticos “científicos” que comprovariam tal argumento. São irracionais os eleitores de Aécio?

Alguns analistas têm atribuído tamanha virulência ao processo de fortalecimento das estratégias de marketing na condução das campanhas eleitorais, o que implicaria o esgotamento do processo eleitoral enquanto um espaço de debate franco de ideias, propostas e projetos políticos em prol dos ataques pessoais, campanhas de desmoralização e, consequentemente, na emergência de novos preconceitos entre os apoiadores da disputa. Concordo. No entanto, penso que se não houvesse um substrato cultural de reverberação desses estímulos, essas estratégias não surtiriam o efeito desejado. O que possibilitaria então essa explosão de ódio afinada ao processo eleitoral?

O que, na minha perspectiva, as eleições trouxessem à tona é que a estruturação potencial de nossa experiência sociocultural – a forma pela qual distribuímos valorativamente objetos, práticas e seres viventes que compõem o mundo que coproduzimos – edifica condições de superioridade e inferioridade a partir da disposição de meu “eu” em relação ao assim chamado “outro”. A aquilo que faz sentido para o “eu” deveria ser “óbvio” também para o outro. Como é possível esse “outro” não se comportar e realizar as opções que o “eu” detém? Se o “outro” não se orienta pelo que seria, para o “eu”, o correto, ele é necessariamente inferior. Esse procedimento tem um duplo “benefício” para quem o realiza: permite a premissa do
julgamento crítico, digamos, impiedoso; e possibilita uma percepção acrítica de si, em seus defeitos e limitações.

Assim, a materialização midiática da violência praticada pelos dois lados da disputa não estaria diretamente atrelada à arte de convencimento político. Quem convence alguém com práticas de preconceito sobre este alguém? Mas, antes, a um processo de culpabilização pública do “outro” pelas mazelas sociais e políticas que vivenciamos. As “redes sociais”, ao privilegiar as individualidades como portadoras de “voz” midiatizada de forma sem precedentes na história, possibilitaram a proliferação de discursos opressivos, colocados em forma de se falar “a” verdade, “doa a quem doer”.

Finalmente, passado o calor das eleições, parece-me de suma importância problematizarmos a construção social das subjetividades de uma forma mais profunda do que a mera proibição externa do preconceito. Esta, por si só, não atinge as condições de produção e emergência dos atos e discursos de ódio.

Roberto Donato da Silva Júnior
Docente na Faculdade de Ciências Sociais – CCHSA

TOME CIÊNCIA: Coleta Seletiva

A PUC-Campinas, seguindo as normas previstas no Plano Nacional de Resíduos Sólidos, iniciou a primeira fase de implantação do seu Programa de Coleta Seletiva em todos os campi. A Universidade produz, aproximadamente, 1,5 toneladas de lixo por dia.

Foram introduzidas 61 lixeiras coloridas (separadas em Papel, Metal, Plástico e Vidro) e 12 Ecopontos para serem utilizados também pelos moradores dos bairros próximos à PUC-Campinas. Os refeitórios e as copas receberam, cada um, coletores de copos plásticos e lixeiras para material reciclável e para material orgânico.

Um ponto de segregação dos materiais foi criado e dois funcionários foram contratados para cuidar exclusivamente da seleção. Também está sendo promovido um trabalho de conscientização junto aos alunos e funcionários, por meio de faixas e comunicados que explicam como cada pessoa pode colaborar.

Para mais detalhes, confira a matéria da TV PUC-Campinas. 

TOME CIÊNCIA: Capacitação de Docente

Em busca da renovação e da crescente qualidade de ensino tão necessários ao desenvolvimento cultural do país, a PUC-Campinas desenvolve, por meio da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), o Programa Permanente de Capacitação Pedagógica do Docente de Graduação. O objetivo é implementar atividades permanentes voltadas à qualificação pedagógica, consolidando, cada vez mais, a qualidade do ensino.

Diante da diversidade de cursos de graduação da PUC-Campinas, serão oferecidas oficinas de atualização didática para desenvolver mudanças qualitativas na prática educativa e temas que envolvam o cotidiano da relação pedagógica; encontros pedagógicos cujo objetivo é refletir e organizar a prática pedagógica e valorização das iniciativas dos docentes que contribuam para repensar o cotidiano; encontros temáticos para debater e apresentar trabalhos relacionados à prática pedagógica, além de palestras, que contribuam para a reflexão, e discussão que articulem a Universidade às mudanças no mundo em transformação.

TOME CIÊNCIA: Cuidado ao fazer citação

A FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo), agência de financiamento público, divulgou, no dia 6 de outubro, “casos de violação de boas práticas científicas”. Entre as más condutas estão “Fabricação de dados”, “Imagens fraudadas”, “Falsa autoria” e “Plagio”. Um dos casos divulgados é a transcrição de 30 linhas de um livro, sem citação, e a fabricação de dados e utilização de figuras já publicadas em artigos de outros autores.

Segundo a FAPESP, “a disseminação de uma cultura sólida de integridade no ambiente científico depende principalmente de ações educativas das instituições e organizações de pesquisa, com o propósito de capacitar os pesquisadores a identificar e respeitar os valores da integridade”

Leia Notícia da Agência Fapesp, clicando aqui. 

OUTRO LADO…

Um dos pesquisadores, que a FAPESP afirma que cometeu irregularidades, escreveu seu direito de resposta no dia 10 de outubro, no Jornal da Ciência.  Leia. 

PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Por Wagner Geribello

Faz exatamente um século que as mais importantes potências (da época) envolveram-se na carnificina conhecida como Primeira Guerra Mundial ou Primeira Grande Guerra.

A barbárie, que medrou nos campos de batalha entre 1914 e 1918, serviu de tema para muitas e diferentes manifestações das artes plásticas, literatura, teatro e cinema, redundando em obras famosas, como “Adeus às Armas” (E. Hemingway), “Nada de Novo no Fronte” (E. M. Remarque) e outras não tão famosas, como “Johnny vai à Guerra”, mas nem por isso de qualidade inferior.

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Ao contrário de Hemingway, o autor de “Johnny vai à Guerra” é pouco conhecido, mas quem aprecia cinema já cruzou com seu talento. “Exodus”, “Spartacus” e “Pappillon” são alguns dos (bons)
filmes roteirizados por Dalton Trumbo, embora, nem sempre, seu nome apareça nos créditos. Perseguido pela praga macartista nos anos 1950, assim como centenas de outros roteiristas, foi acusado de “comunista” e impedido de trabalhar, obrigando-se a escrever sob pseudônimo ou repassar o crédito do seu trabalho para outras pessoas. Wood Allen fez um filme sobre o tema, chamado “Testa de Ferro por Acaso”, que termina com uma lista de roteiristas perseguidos; Dalton Trumbo lá está.

Trumbo escreveu o livro em 1939 e, ele mesmo, fez a adaptação e dirigiu a versão cinematográfica, em 1971, cinco anos antes de sua morte.

“Johnny vai à Guerra” foi a única investida de Trumbo como diretor, que resultou em uma jóia preciosa da cinematografia de todos os tempos.

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Respeitado no meio artístico e cinematográfico como intelectual de convicções fortes e coragem (foi convocado, mas não aceitou delatar ou incriminar colegas de trabalho perante o famigerado Comitê de Atividades Antiamericanas da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, nos anos 1950), Trumbo teve muito apoio para realizar o filme. Atores como Jason Hobards e Donald Sutherland (que interpreta Deus) aceitaram integrar o elenco recebendo “cachês” simbólicos. Cineastas de peso, como o espanhol Luis Buñel, fizeram sugestões e estimularam o trabalho do diretor.

O resultado, uma obra prima, que pode ser comprada e/ou locada em DVD e está disponível gratuitamente na Internet; é um libelo pacifista. Narra a história (baseada em acontecimentos reais) de um jovem soldado voluntário americano atingido por uma granada, nos campos de combate europeus, durante a Primeira Grande Guerra. Braços e pernas decepados, rosto desfigurado, sem as faculdades da voz e da visão, o soldado é recolhido ao hospital. O roteiro é baseado nas lembranças da personagem e suas tentativas para estabelecer contato com médicos e enfermeiras, base para Trumbo desfilar devastadora crítica à guerra e seus promotores.

A cada sequência, mostrando sofrimento, dor e angústia do ser humano, Trumbo derruba balelas como patriotismo, liberdade, soberania, motivação religiosa e argumentos que tais, normalmente convocados por políticos, poderosos e insanos para legitimar conflitos armados.

Lançado no auge da destruição do Vietnã e dos vietnamitas pelos americanos, o filme ajudou pacifistas e pessoas sensatas, mundo afora, a desvendar o (verdadeiro) rosto sanguinário de Tio Sam e a exercer pressão para pôr fim àquela guerra. Nem os americanos, nem a humanidade aprenderam a lição. Foram guerrear em outros locais e continuam agindo belicosamente até hoje.

Por isso, o filme, que abomina a mais abominável criação humana, permanece atual, um século depois do início do conflito em que é ambientado, pois as guerras, infelizmente, continuam acontecendo.

Veja o filme na íntegra: 

Mês das crianças no Hospital da PUC-Campinas

MURAL

Para comemorar o Mês das Crianças, o Hospital e Maternidade Celso Pierro, da PUC-Campinas, realizou no dia 10 de outubro a Festa das Crianças. O evento contou com entrega de presentes para cerca de 300 pacientes mirins do Hospital. O objetivo foi garantir momentos alegres e descontraídos para os pais e as crianças que aguardavam atendimento ou estavam internadas. O evento contou com a animação dos Hospitalhaços e dos Griots, Contadores de Histórias.

Confira as fotos do dia!
Crédito: Milca Goulart

Foto: Álvaro Jr.
Mês da Criança no Hospital da PUC-Campinas
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Pais e filho são desenhados por artista
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Pai e filho recebem caricatura no Mês das Crianças
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Presentes para os pacientes mirins do Hospital da PUC-Campinas
Foto: Álvaro Jr. Mês da Criança no Hospital da PUC-Campinas
Hospital da PUC-Campinas comemora o mês das Crianças

Espetáculo de teatro leva para o palco o tema da “Fantasia”

Por Amanda Cotrim

Subverter a realidade e mostrar a importância da fantasia na vida das pessoas. Foi com esse intuito que o grupo de teatro da PUC-Campinas concebeu seu novo espetáculo, intitulado como “Fantasia”. A peça é o trabalho de um ano, o qual envolveu alunos e a comunidade externa à Universidade, conduzido pelo docente na Faculdade de Jornalismo e Relações Públicas, Prof. Me. Paulo Afonso, que assina a direção geral do espetáculo.

“Fomos pesquisar na filosofia, na psicologia e percebemos que a fantasia está presente na vida de qualquer pessoa”, explica o Diretor. Segundo o Prof. Afonso, a imaginação parte de fatos reais, já a fantasia é o lugar mais abstrato do consciente – e inconsciente – humano. “A nossa vida é um túnel”, compara. O espetáculo, de acordo com ele, mistura esses dois conceitos.

O novo espetáculo, segundo o Diretor, é estruturado em quadros (esquetes) cênicos, que convergem em uma narrativa maior. “A peça aborda o exagero da tecnologia, hoje, em nossa sociedade, a relação entre vida e morte, entre outros assuntos”, adianta. “A história mostra que é importante ter fantasia para acompanhar a vida, desde que se tenha o ‘pé no chão’”, acrescenta.

“A história mostra que é importante ter fantasia para acompanhar a vida, desde que se tenha o ‘pé no chão’”.

Para mostrar como a realidade é importante na condução da vida, o Diretor se vale de uma metáfora: “Quando nós brindamos, acionamos nossos cinco sentidos: ouvimos e falamos o “tim-tim”, saboreamos a bebida, sentimos o seu cheiro e seguramos o copo. Os sentidos são fundamentais para percebemos quão importantes são os fatos que ouvimos e vemos, por exemplo, no dia a dia, e que muitas vezes nos deixam tristes, sem que percebamos. Todas essas percepções ficam gravadas em nosso inconsciente, por meio dos nossos canais receptores”, explica.

O texto “Fantasia” é colaborativo, escrito pelos alunos/atores do grupo de teatro, que também conceberam toda a montagem, como a luz, a sonoplastia, o figurino, até a divulgação. Segundo Afonso, é um teatro de grupo e por isso os alunos “antigos” também têm a responsabilidade de acolher e orientar os novos, transmitindo o conhecimento sobre o teatro. “A pessoa sendo inserida no processo tem capacidade como qualquer um. O diferencial do teatro na PUC-Campinas é que partimos da premissa de que todos são iguais”, ressalta o ex-aluno Diego Augusto (27), formado em Publicidade Propaganda na Universidade, em 2011, e que está no grupo desde 2008.

“Com o teatro, o aluno trabalha melhor em grupo e desenvolve sua sensibilidade”, destaca Afonso. Por ser um teatro universitário, o Professor lembra que todo o processo de pesquisa da peça feito pelos alunos se transforma num trabalho acadêmico, com fundamentação teórica baseada nas regras da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). “Um dos diferenciais é justamente a pesquisa e o comprometimento dos espetáculos com as questões sociais”, reforça Diego.

“Fomos pesquisar na filosofia, na psicologia e percebemos que a fantasia está presente na vida de qualquer pessoa”

O atual grupo de teatro da PUC-Campinas tem 19 alunos bolsistas e sete pessoas da comunidade externa. O espetáculo realizado no final do ano é mais do que o resultado de um trabalho de quase 12 meses, mas, fundamentalmente, uma celebração dos encontros: “Por eu ter que reciclar o grupo anualmente, para abrir espaço aos alunos novos, a emoção do final do espetáculo é sempre especial, porque criamos um vínculo afetivo”, desabafa Afonso.

Foto: Álvaro Jr. O Prof. Me. Paulo Afonso dirigindo o novo espetáculo do grupo
Foto: Álvaro Jr.
O Prof. Me. Paulo Afonso dirigindo o novo espetáculo do grupo

Desde 1981, 713 pessoas passaram pelo grupo de teatro da Universidade. Segundo o Professor Paulo Afonso, desse número, 25% seguiram a carreira teatral.

O Espetáculo “Fantasia” contará com a participação do Coral da PUC-Campinas. Ao todo, serão 70 pessoas em cena. A peça pode ser conferida nos dias 13 e 14 de novembro, às 20h, no teatro do Auditório Dom Gilberto, no Campus I, da Universidade.

Confira o trailer do espetáculo produzido pelos alunos/atores:

Inscrições para o teatro:

Quando: Segunda quinzena de dezembro
Vagas: 20
Processo seletivo: teste

Inscrições: Portal da Universidade.