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PUC-Campinas lança livro sobre a vida e obra do Monsenhor Salim

Por Sílvia Perez

A publicação do livro Monsenhor Doutor Emílio José Salim: A Missão de Ensinar, Santificar e Reger, lançado no último dia 12 de novembro, na Paróquia Maronita São Charbel, tem o objetivo de homenagear um dos fundadores da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Monsenhor Emílio José Salim, que era conhecido como o “semeador de faculdades” e apóstolo da cultura, e que deixou um grande legado para a educação superior e para a igreja.

Para o desenvolvimento desse projeto, que teve início, em 2016, durante as atividades da Semana Monsenhor Dr. Emílio José Salim, que fez parte das comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, foi criado um grupo de trabalho coordenado pelo Prof. Dr. Germano Rigacci Júnior e composto pelos professores: Prof. Me. José Donizeti de Souza, Profa. Dra. Janaína Valéria Pinto Camilo, Prof. Dr. Rogério Eduardo Rodrigues Bazi, pelo Padre João Batista Cesário e pelo Coordenador do Departamento de Comunicação Social, Alcino Ricoy Júnior.

Para a organização do trabalho, o livro foi dividido em dois grandes eixos temáticos: Ele por Nós e Ele por Ele, para retratar o filho de imigrantes árabes que desde jovem já demonstrava a vocação para a vida religiosa, estudando em Seminários, Filosofia, e com diversos trabalhos publicados.

Entusiasta da educação, foi fundador e diretor de duas publicações da então Universidade Católica de Campinas (UCC), tendo também forte atuação em diversas funções administrativas da Instituição. Seu espírito humanista, com intensa dedicação às atividades de ensino e cultura, rendeu-lhe homenagens e condecorações nacionais e estrangeiras.

Partiu do Monsenhor Salim, como era popularmente conhecido, a determinação para que fosse criado o Colégio de Aplicação Pio XII, para que os estudantes dos cursos de formação de professores e professoras da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UCC tivessem um local para estagiar.

Em 1938, uniu-se a um grupo de intelectuais, maçons e religiosos para a realização de um objetivo comum: fundar, em Campinas, uma Faculdade que formasse profissionais atuantes nas áreas do ensino, comércio e das indústrias.

Os esforços renderam frutos, que tornaram Campinas reconhecida, nos anos 40 e 50, como uma cidade produtora de ciência e conhecimento, tendo sido escolhida para sediar a 1ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 1949.

A união de duas mentes brilhantes, do Monsenhor Salim e do Prof. Zeferino Vaz, fez com que eles protagonizassem, nos anos 60, uma das mais importantes histórias sobre o ensino universitário no município, a construção da Universidade Estadual de Campinas, que, junto com a Universidade Católica de Campinas, formou um dos mais importantes complexos universitários do Brasil, que, posteriormente, passou a ser chamado de cidade universitária.

Anais da Semana Monsenhor Dr. Emílio José Salim

Por Armando Martinelli

A Semana Monsenhor Dr. Emílio José Salim, organizada pelo Museu Universitário e pela Faculdade de História, foi uma das várias ações realizadas para comemorar os 75 anos da PUC-Campinas, em 2016. O sucesso da iniciativa foi tão grande que suscitou a produção dos Anais (registro histórico) do evento, lançados no dia 12/11, em conjunto com cerimônia religiosa que marcou a apresentação do livro em homenagem ao Monsenhor José Salim.

Para a Diretora da Faculdade de História da PUC-Campinas, Profa. Dra. Janaína Camilo Pinto, a Semana Monsenhor Dr. Emílio José Salim permitiu uma reflexão profunda sobre a atuação do primeiro Reitor da Universidade, resgatando temas de enorme relevância. “Foi uma semana muito rica, com palestras e debates que proporcionaram intensas ponderações. A produção desse registro histórico é uma extensão da Semana, dessas reflexões que sentimos a necessidade de compartilhá-las e, assim, manter ainda mais vivos os ideais do Monsenhor Dr. Emílio José Salim”, disse a Diretora da Faculdade de História da PUC-Campinas.

Com palestras e rodas de conversa que abordaram temas como “Década de 1940: o surgimento das Faculdades Campineiras”, “Monsenhor Dr. Emílio José Salim e o seu tempo (1941 a 1968)”, entre outros, a Semana Monsenhor Dr. Emílio José Salim abordou o corpo e alma da Instituição desde o seu nascedouro. “O Monsenhor Dr. Emílio José Salim foi peça- chave da organização da maioria dos cursos superiores da Igreja nas décadas de 40 e 50 e tornou-se o principal esteio do projeto de implantação das Faculdades Campineiras, predecessoras da PUC-Campinas”, reforça a Profa. Dra. Janaína Camilo Pinto.

Os Anais da Semana Monsenhor Dr. Emílio José Salim contam com textos da Profa. Me. Maria Salete Zulzke Trujillo, Prof. Me. José Donizeti de Souza, Prof. Dr. Lindener Pareto Junior, Prof. Dr. Pe. Paulo Sérgio Lopes Gonçalves, Prof. Dr. João Miguel Teixeira de Godoy, Prof. Dr. Fábio Augusto Morales, Profa. Dra. Janaína Camilo Pinto, Pe. João Batista Cesário e do Monsenhor Dr. Rafael Capelato.

Acesse: https://www.puc-campinas.edu.br/75-anos-da-puc-campinas/

 

PUC-Campinas surge na contramão de educação tecnicista

As transformações da Universidade em seus 75 anos de atividades estiveram no centro dos debates da Semana Monsenhor Salim

Por Amanda Cotrim e Eduardo Vella

Mais do que realizar uma semana biográfica sobre o primeiro Reitor da PUC-Campinas e um dos idealizadores da Universidade, Monsenhor Salim, o objetivo do evento, que integra  as comemorações dos 75 anos de atividades da PUC-Campinas, foi mostrar para os alunos as transformações da Universidade, quando ainda era Faculdades Campineira, na década de 1940, até tornar-se Pontifícia Universidade Católica, na década de 1970, como esclarece a Diretora da Faculdade de História e Coordenadora do Museu Universitário, Profa. Dra. Janaína Camilo, departamentos esses responsáveis pela promoção do evento, que aconteceu entre os dias 13 e 17 de junho, no Auditório do novo Prédio do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CCHSA).

A Semana Dr. José Emílio Salim trouxe palestras que buscaram refletir sobre momentos históricos nacionais e internacionais e a relação com a história da Universidade, como foi o mote da mesa “Monsenhor Dr. Emílio José Salim e o seu tempo (1941 a 1968)”, a qual contou com a participação dos docentes da Faculdade de Ciências Sociais, Prof. Dr. Márcio Roberto Pereira Tangerino, e da Faculdade de História, Prof. Dr. Lindener Pareto Junior, no dia 15.

Quando a Universidade nasce, a lógica da educação nacional era “tecnicista”, com o advento de cursos e escolas técnicas para formar uma força de trabalho para um Brasil que começava a se industrializar, contextualiza Janaina. “Nesse aspecto, a PUC-Campinas foi na contramão da lógica educacional, criando cursos de Filosofia, História e Letras e privilegiando um ensino humanista”, acrescenta.

Monsenhor Salim foi peça-chave da organização da maioria dos cursos superiores da Igreja nas décadas de 1940 e 1950 e tornou-se o principal esteio do projeto de implantação das Faculdades Campineiras e seu primeiro Reitor, entre os anos de 1958 a 1968.

De acordo com o Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da PUC-Campinas, Dom Airton José dos Santos, Monsenhor Salim foi um homem além do seu tempo. “Ele nos inspira para que as pessoas que se dedicam à PUC-Campinas hoje não olhem apenas para o tempo presente, mas ampliem seu horizonte na história. Estamos aqui semeando para o futuro”, constatou.

Ações do Monsenhor Salim

As ações de Monsenhor Dr. Emílio José Salim foram abordadas por docentes de diversas áreas do conhecimento, que analisaram a época de atuação do ex-Reitor e também por amigos, que conviveram com o religioso, como foi o caso da Profa. Me. Maria Salete Zulzke Trujillo e do docente da Faculdade de Direito, Dr. Francisco Vicente Rossi, que conviveram com o Monsenhor Salim.

“Homenageamos não somente a pessoa, mas as ações do Monsenhor Salim e as influências que ele recebeu nacional e internacionalmente”, esclareceu a Diretora da Faculdade de História.

O evento também trouxe um debate sobre relação entre a Ciência e a Fé conduzido pelo Coordenador do Programa de Pós-Graduação “Stricto Sensu” em Ciências da Religião, Prof. Dr. Padre Paulo Sérgio Lopes Gonçalves e pelo docente da Faculdade de História, Prof. Dr. João Miguel Teixeira de Godoy, abordaram, com o tema “Religião e Educação (1930-1960): uma ampla perspectiva”. A mesa foi marcada pela narrativa que remontou a história educação de ensino superior no Brasil, nas palavras de Prof. João Miguel, seguida por uma análise da transcendência humana a partir da teologia e da fenomenologia, na fala do Prof. Pe. Paulo Sérgio.

Padre Paulo Sérgio destacou que todo homem é um ser histórico, uma vez que suas ações impactam no entorno e vice-versa, ressaltando a ação de Monsenhor Salim na Igreja Católica e lembrando sua importância para o surgimento da PUC-Campinas.

O Vice-Reitor da Universidade, Prof. Dr. Germano Rigacci Junior, analisou que a Semana dá continuidade aos eventos de celebração dos 75 anos e reconhece que alunos, professores e funcionários construíram a Universidade até aqui. “Monsenhor Salim teve papel muito importante no início da fundação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, em 1941. Promoveu um trabalho intenso junto à sociedade campineira e à Igreja de Campinas para fundar esta Pontifícia Universidade Católica, tal como é hoje, e que recebe este título a partir de 1972, também por um trabalho muito especial de Dom Agnelo Rossi”, ressaltou.

O evento também abordou o tema “Década de 1940: o surgimento das Faculdades Campineiras”, no dia 14, com o Pe. João Batista Cesário, da Pastoral Universitária, e o Prof. Me. José Donizeti de Souza, Coordenador da Coordenadoria Geral de Atenção à Comunidade Interna.

 Monsenhor Dr. Rafael Capelato finalizou a Semana, na sexta-feira (17), tratando do tema “A educação no Brasil, entre a laicidade e a confessionalidade (1890-1950)”.

Serviço:

Dia 13/07:  “Memórias e Convivências”, ministrado pela Profa. Me. Maria Salete Zulzke Trujillo e pelo Dr. Francisco Vicente Rossi, docente da Faculdade de Direito.

 Dia 14/07: o Pe. João Batista Cesário e o Prof. Me. José Donizeti de Souza debateram o tema “Década de 1940: o surgimento das Faculdades Campineiras”.

Dia 15/07:  Os docentes Prof. Dr. Márcio Roberto Pereira Tangerino, da Faculdade de Ciências Sociais e o Prof. Me. Lindener Pareto Junior, da Faculdade de História falaram sobre “Monsenhor Dr. Emílio José Salim e o seu tempo (1941 a 1968)”.

 Dia 16/07: O Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, Prof. Dr. Pe. Paulo Sérgio Lopes Gonçalves e o Prof. Dr. João Miguel Teixeira de Godoy, docente da Faculdade de História, abordaram na quinta-feira (16) o tema “Religião e Educação (1930-1960): uma ampla perspectiva”.

 17/07: O Monsenhor Dr. Rafael Capelato finalizou a semana com a mesa “A educação no Brasil, entre a laicidade e a confessionalidade (1890-1950)”.