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Educação em debate

Fundamentos, metodologias e práticas do ensino superior são tema do Planejamento Acadêmico-Pedagógico do 1o semestre de 201. Palestra acontece no dia 02 e os encontros nos dias 03 e 06 de fevereiro.

Por Sílvia Perez

A reflexão dos docentes deve estar presente em todas as etapas do planejamento e da prática do ensino, buscando metodologias que servirão de base para as atividades que serão propostas durante o período de aulas. Nesse sentido, a PUC-Campinas oferece a palestra “Paradoxos das práticas no ensino superior: caminhos desviados”, que será ministrada pelo Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade, Prof. Dr. Samuel Mendonça, no dia 2 de fevereiro, às 20h, no Auditório Dom Gilberto.

Prof. Dr. Samuel Mendonça é Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação/ Crédito: Álvaro Jr.

De acordo com o Prof. Dr. Samuel Mendonça, a palestra vai discutir duas dimensões de práticas do ensino superior. De um lado, a perspectiva conhecida como tradicional e, de outro, a de metodologias ativas. “A proposta é desconstruir a ideia de que as metodologias ativas possam substituir o ensino tradicional. A partir da crítica da concepção de educação tradicional de John Dewey, presente na obra Experience and Education, destacaremos pontos fortes e frágeis dessa vertente responsável pela formação de gerações de docentes que compõem o corpo docente da Pontifícia Universidade Católica de Campinas”, explica.

Caminhos

“Busca-se demonstrar que as metodologias ativas são ‘caminhos’, isto é, processos para a aprendizagem; no entanto, a educação é muito mais do que isto. Considerar as metodologias ativas como substitutivas de concepções de educação parece-nos um equívoco, mesmo no caso da concepção tradicional de ensino. Assim, argumenta-se com Gert Biesta, – que esteve em um Seminário do Programa de Pós-Graduação em Educação e da Faculdade de Educação da PUC-Campinas, em 2013, – a partir da obra Beyond Learning: Democratic Education for a Human Future que o fenômeno da learnification, isto é, da ênfase dada a técnicas de aprendizagem em diversos países do mundo é perigoso em relação à educação”, alerta.

De acordo com o docente, é preciso superar práticas de ensino superior que não sejam consequentes para a aprendizagem. “Paradoxalmente, não há caminho único e verdadeiro de práticas do ensino superior. Assim, sejam as práticas de ensino tradicional ou construídas a partir de metodologias ativas, o ponto fundamental para garantir o ensino e, quiçá, a aprendizagem dos estudantes do nível superior, intitula-se ‘professor’ e é este o sujeito principal que carrega sua concepção educacional que está em constante transformação, na significativa consideração de estudantes que nasceram já no século XXI”, finaliza.

A importância da Interdisciplinaridade

Nima Spigolon: A interdisciplinaridade supera fragmentação que marcou a concepção do conhecimento / Crédito: Álvaro Jr

No Encontro Pedagógico Práticas Interdisciplinares – relatos de experiência, a professora da Faculdade de Educação da Unicamp, Nima Imaculada Spigolon, vai discutir as práticas interdisciplinares. “Estou muito emocionada com o convite de retornar à PUC-Campinas, é interessante esse potencial de interlocução entre a PUC-Campinas e a Unicamp, com deslocamento intelectual, acadêmico, afetivo e dialógico. Farei uma conversa cujo mote principal são os processos de formação humana, porque não basta formar para o mercado, certificar, é preciso que essa formação aconteça com base no humano e nas relações que estabalecemos em sociedade”, acrescenta.

“Ao lançarmos mão dessa perspectiva, a interdisciplinaridade surge como parte de um conjunto de ações político-pedagógicas para superar a fragmentação/dicotomização e hierarquização que marcou a concepção do conhecimento entre as disciplinas, sendo capaz então, de proporcionar aproximações, relacionando-as entre si para uma maior compreensão e intervenção na realidade. Portanto, interdisciplinaridade se caracteriza por dois movimentos dialéticos: a problematização da situação, pela qual se desvela a realidade, e a sistematização dos conhecimentos de forma integrada”, defende.

Para concluir, ela recorda que, para Paulo Freire, a interdisciplinaridade é o processo metodológico de construção do conhecimento pelo sujeito com base em sua relação com o contexto, com a realidade e com a cultura.

O aprendizado no ambiente virtual

As Trilhas de Aprendizagem: Gamificação, PBL (Problem Based Learning), Sala de Aula Invertida e Portfólio vão discutir as estratégias de aprendizagens inovadoras. De acordo com a docente da Faculdade de Educação da PUC-Campinas, Profa. Dra. Fernanda de Oliveira Soares Taxa Amaro, a temática das Trilhas de Aprendizagem vai tratar do aprendizado no ambiente virtual, sendo que o professor tem a liberdade de escolher por onde quer começar a “trilhar” seu conhecimento. “Os conteúdos estão disponíveis na plataforma AVA e o professor pode escolher qual quer ver primeiro. São selecionados três textos básicos para o professor ler, além disso, foi montado um e-book e também são sugeridos outros três textos complementares, de forma que o professor é o grande sujeito do seu próprio aprendizado”, destaca.

Profa. Dra. Fernanda de Oliveira Soares Taxa Amaro é docente na Faculdade de Educação. / Crédito: Álvaro Jr.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo a Profa. Dra. Fernanda de Oliveira Soares Taxa Amaro, no curso sobre Gamificação, por exemplo, o aprendizado será dinâmico e com incentivo. “À medida que você avança, vai ganhando pontos de habilidade. Já para o PBL, foram feitas entrevistas com os professores. Outra possibilidade de troca de experiências dentro da plataforma é o Mural de Práticas Docentes, espaço em que os docentes podem se comunicar e postar seus portfólios”, explica.

A autoaprendizagem é a palavra-chave das Trilhas de Aprendizagem que, para a Profa. Dra. Fernanda de Oliveira Soares Taxa Amaro, tem como ponto de reflexão a percepção do docente quanto ao uso do ambiente virtual. “Buscamos fazer um levantamento dos primeiros sentimentos e crenças que eles tiveram ao usar o espaço on-line”, finaliza.

 

PUC-Campinas Informa

Trabalhos vencedores do Prêmio Bosch/PUC-Campinas

A PUC-Campinas e a Robert Bosch promoveram no dia 4 de maio, no Auditório Dom Gilberto, Campus I da Universidade, o 7º Prêmio Bosch e PUC-Campinas de Comunicação. O evento premiou o melhor trabalho de conclusão dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas.

Em 2015, foram enviados à Robert Bosch cinco trabalhos de cada curso e a empresa indicou os três primeiros classificados. Cada vencedor recebeu um cheque de R$ 1500,00.

Confira os projetos vencedores:

Relações Públicas

1º Lugar: “Incefra” – Realizado pela “Referencial Comunicação Estratégica”

Equipe: Ana Laura Vieira, Bianca Fragnani Oliva, Larissa Dini, Paula Sayuri Matsui, Tais Ghedin e Tatiane Konishi.

2º Lugar: “Beraldo Di Cale” – Realizado pela “Neurona Relações Públicas”

Equipe: Beatriz Barros, Eloisa Barbosa, Izabela Godoi, Larissa Lourenço, Ricardo Muniz, e Warlen Nascimento.

3º lugar: “República dos Lobos” – Realizado pela “Domínio Comunicação Estratégica”

Equipe: Mariana Serrano Martini, Larissa Muller Oliveira, Fernanda Gregório Brocchi, Gabriela Chiavegato, Mayara Yonemura e Camila Boni de São Pedro.

Publicidade e Propaganda

1º Lugar: “Siberian” – Desenvolvido pela Agência Ganbattê

Equipe: Caio Phelipe Fernandes de Souza, Caroline de Souza, Henrique Duarte Gonçalves, Mariana Cristina da Silva Figueiredo, Stella Myuki Shimada e Vanila Marla Perin.

2º Lugar: “Dotz” – Desenvolvido pela Agência Khnum

Equipe: Elói Gomez Vilasboas, Lucas Daniel Santos Silva, Mariancy Bintakos de Oliveira, Marcella Franco de Paula, Renan Henrique dos Reis, Stéfani Ducret de Souza.

3º lugar: “Amaze (Grupo CI)” – Desenvolvido pela Agência Elemental

Equipe: Beatriz Morgado Fernandes Ribeiro, Bruno Gomes da Silva, Gabriel Rodrigues Soares, Julia Cabral Rinaldi, Leandro Montes Simões, Paulo Gabriel Latancia e Pedro Matteu Donati.

Jornalismo

1º Lugar: Videodocumentário – Rolezinho Made in Periferia

Equipe: Beatriz de Souza Pusso, Cláudia Stefanie Muller, Larissa Alves da Silva, Mariana Helena Ruy Ignácio e Nathália Vanderley Lopes.

2º Lugar: Videodocumentário – Anjos da Vida: Em busca da doação de órgãos

Equipe: Beatrice Costa, Camila Correa, Mayara Lima e Natália Mitie Hatayama.

3º lugar: Livro de Fotojornalismo – Berl(IN)Side

Alunos: Fernanda Farrenkopf Magalhães e Luiz Guilherme Boneto.

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Fórum de Arbitragem de Campinas

A 3ª Subseção realizou, em maio, o II Fórum de Arbitragem de Campinas. O evento aconteceu pelo segundo ano consecutivo e realizou-se no Campus Central da PUC-Campinas, com início às 19h.

O fórum contou com a presença de especialistas com a apresentação do tema pelos advogados Francisco José Cahali e Luciano Benetti Timm, e dos debatedores André Barabino e Renata Alvares Gaspar, ambos docentes da Faculdade de Direito da PUC-Campinas.

A coordenação do Fórum ficou a cargo da Comissão de Cursos e Palestras da OAB Campinas, com o apoio do Comitê Brasileiro de Arbitragem – CBar, Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem, PUC-Campinas e Cursos Proordem.

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Como gerenciar os Projetos de Pesquisa foi tema de palestras

O Ciclo de Palestras 2015 do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas de Infraestrutura Urbana promoveu, no dia 6 de maio, no Campus I, a palestra: “Gerenciamento de Projetos de Pesquisa”, ministrada pela Professora Associada da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nas Faculdades de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo – Departamento de Arquitetura e Construção, Profa. Dra. Gladis Camarini.

A palestra abordou tópicos sobre o gerenciamento do projeto de pesquisa nas etapas de definição de escopo, planejamento, programação, controle e definição de metas nessas etapas. O evento permitiu ao aluno programar seu plano de pesquisa a partir de datas-chave, em que são feitas as principais entregas do projeto: qualificação e defesa.