Arquivo da tag: pesquisa

Não ensina quem não organiza e não organiza quem não planeja…

Na atividade docente o planejamento não tem valor menor nem ocorre em menor frequência que aulas, atividades laboratoriais, procedimentos de avaliação e de recuperação que recheiam nosso cotidiano acadêmico.

A rigor, ensinar pressupõe planejamento continuado de cada aula e de cada passo, ao longo de toda a jornada que nos dispomos a percorrer, juntamente com alunos e alunas, na direção do conhecimento.

Sabemos que a aula começa no dia anterior, nos preparativos, seleção de recursos e avaliação dos métodos que definimos para momentos e conteúdos determinados. Só então, nos sentimos seguros e confiantes para entrar em sala e, como costumamos dizer “dar uma boa aula”.

Docentes mais experientes conhecem a capacidade dos alunos para distinguir e reconhecer o professor que planeja e traz a aula organizada, com ponto de partida definido, percurso traçado e objetivo ancorando, solidamente, todo o processo.

O planejamento, que trazemos introjetado, na condição de professor e professora, tem dimensões diversas, desde o microuniverso de um exercício didático, até o macroplanejamento de todo um semestre letivo.

Ajustados a essas dimensões variadas estão o tempo dedicado e o envolvimento articulado de diversas pessoas. Normalmente conduzimos sozinhos e por conta própria o planejamento das nossas aulas, mas ao planejamento individual precedem instâncias mais amplas e coletivas, como a que nos compete fazer agora, nesta Semana de Planejamento Pedagógico.

Sob orientação da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), contando com a colaboração de pessoas com amplo conhecimento de pedagogia, didática e planejamento, atuando como um Corpo Docente com objetivos congruentes e valores similares, constituímos um grupo eficiente e capacitado para planejar os largos caminhos vislumbrados para o semestre entrante, que formam a base de orientação para todas as demais ações pedagógicas, até o final de junho.

Nesse sentido, o planejamento não é só exercício de orientação técnica, mas, também, contributo à segurança que queremos e precisamos na sala de aula.

Portanto, acima e além de quaisquer outras considerações, cabe lembrar que o Planejamento Pedagógico é tão importante para cada um de nós, como todos nós, participando ativamente, somo vitais para que o planejamento renda orientação segura e ferramentas eficientes, que vamos usar a cada dia letivo.

Boas-vindas a um semestre produtivo e compensador.

 

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht

Reitora

Professores de Direito representam Universidade em congresso internacional

O Diretor da Faculdade de Direito da PUC-Campinas, Prof. Dr. Peter Panutto, apresentou o artigo científico “O Estudo de Caso como método pedagógico para a construção da cultura de precedentes judiciais diante do novo Código de Processo Civil (CPC): uma análise baseada no Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de Direito da PUC-Campinas”, no V Encontro Internacional do Conselho Nacional de Pesquisa em Direito (CONPEDI), que ocorreu em Montevidéu, no Uruguai, no mês de setembro. O artigo foi escrito em coautoria com o também docente da Faculdade de Direito, Prof. Dr. Guilherme Perez Cabral.

Prof. Dr. Guilherme Perez Cabral e Prof. Dr. Peter Panutto,Diretor da Faculdade de Direito da PUC-Campinas/ Crédito: Álvaro Jr.
Prof. Dr. Guilherme Perez Cabral e Prof. Dr. Peter Panutto,Diretor da Faculdade de Direito da PUC-Campinas/ Crédito: Álvaro Jr.

O estudo tem como objeto o Projeto Pedagógico do Curso de Direito da PUC-Campinas e trata do desafio colocado pelo novo Código de Processo Civil da construção de uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, o que passa necessariamente pela reformulação pedagógica da educação jurídica, mediante o estudo de casos como prática adequada à formação técnica e crítica de bacharéis competentes ao uso desse novo instituto processual.

O evento congregou os programas de Mestrado e Doutorado em Direito do Brasil e foi uma possibilidade de intercâmbio entre as pesquisas jurídicas realizadas no Brasil e no Uruguai, com discussão também de temas da América Latina. Esse evento, um dos maiores sobre pesquisa em Direito no Brasil, atraiu mais de mil professores e estudantes, brasileiros e uruguaios, na Universidade da República do Uruguai. Os artigos aprovados serão publicados no livro do evento.

Segundo o Professor Panutto, o qual também atua como professor pesquisador na Universidade, a pesquisa em Direito propicia a construção de novo conhecimento jurídico, estabelecendo uma visão crítica do Direito. “É a pesquisa jurídica que permite a contemporânea concepção da educação jurídica, de modo a formar não meros ‘operadores do Direito’, mas, sim, bacharéis em Direito protagonistas capazes de compreender, interpretar e reconstruir a concepção da sociedade em que vivemos”.

 

 

Novas propostas para a educação infantil carregam antigas concepções

Pesquisa de mestrado defende que crianças de 0 a 6 anos precisam frequentar a escola

Por Amanda Cotrim

No século XXI, um discurso educacional ganhou forças no cenário da educação infantil. Passou-se a valorizar as “práticas espontâneas”, ou seja, adaptação do ensino às atividades de interesse do aluno, colocando o professor como um “estimulador” do conhecimento. Esse discurso carrega a concepção de que pouco se pode fazer na educação infantil, e que, por isso, não é possível avançar para além dos cuidados básicos com as crianças. É tentando compreender essa concepção sobre educação infantil que surge a pesquisa de mestrado da ex-aluna da Pós-Graduação em Educação da PUC-Campinas, Bárbara Carvalho Marques Toledo Lima, intitulada: “Proposta pedagógica para a educação infantil: educação escolar ou compensatória?”, cuja orientação foi da Profa. Dra. Heloisa Helena Oliveira de Azevedo

A ex-aluna pesquisou a proposta de educação infantil de uma das Naves-Mãe, implementadas em 2005, em Campinas. Além de abranger crianças de zero a cinco anos e 11 meses, as Naves-Mãe também se configuravam como um projeto inovador. “Do ponto de vista da estrutura física e da manutenção da vida das crianças que residem em bairros de alta vulnerabilidade social, a Nave-Mãe representa um grande avanço para Campinas. Mas do ponto de vista pedagógico, a instituição tem descaracterizado o que chamamos de escola, dentro da concepção histórico-crítica da educação. O que há de mais tecnológico, moderno, sofisticado, mantém a essência de concepções antigas da educação”, afirma Bárbara.

Para pesquisadora, o discurso atual coloca a educação a favor das exigências da sociedade capitalista

Para a pesquisadora, muitas das novas propostas que vêm surgindo para a educação infantil estão pautadas em um ensino que busca atender às necessidades da criança e ao desenvolvimento das potencialidades. Isso, para a pesquisadora, configura um discurso que coloca a educação a favor das exigências da sociedade capitalista atual. “Valoriza-se cada vez mais aquilo que é espontâneo no aluno, preocupando-se cada vez menos com o ensino e com a formação dos professores”, constata. Para ela, esse discurso desqualifica a escola de educação infantil e exige-se cada vez menos formação aos professores para trabalhar com as crianças, pois “para apenas estimular a criança, não precisa de nenhum sujeito formado; os programas para atender os alunos se simplificam e se tornam cada vez menos complexos, pois basta trazer o lúdico e as brincadeiras espontâneas como eixo norteador do trabalho”, considera Bárbara.

Ex-aluna defendeu a dissertação “Proposta pedagógica para a educação infantil: educação escolar ou compensatória?”

“Os discursos atendem, portanto, os interesses da classe dominante, uma vez que, para proporcionar uma educação infantil escolar pública, de qualidade e gratuita para toda a população é preciso de um investimento financeiro muito alto”, constata a pesquisadora. Segundo ela, exigir um professor graduado para ensinar os alunos de 0 a 6 anos é investir em um salário que seja condizente à sua formação, assim também como trazer segurança para as crianças exige tanto investimentos no espaço físico quanto um número reduzido de alunos por sala de aula. “A educação infantil tem custos altíssimos e parece mais viável desqualificar cada vez mais este segmento enquanto escola, porque sustentar um “espaço” é evidentemente mais barato”, defende.

Bárbara ressalta que o fato de uma instituição estar instalada em uma comunidade carente não significa que as crianças precisam apenas ter boa alimentação, espaço e materiais. “Independentemente da condição social em que a família da criança se encontra, além desses recursos, ela deve ter o direito à educação pública e de qualidade, tem direito à escola e não somente ao espaço, tem direito ao ensino e não somente à convivência, tem direito de ter professores qualificadamente formados e não educadores que fazem o papel da família”.

“A pesquisa questiona até quando a educação no Brasil ficará à mercê das exigências da sociedade atual, uma vez que deveria ser justamente o meio pelo qual viríamos a superar a realidade social capitalista vigente”, finaliza.

 

Resenha: Professores resgatam legado da Imprensa campineira

Por Tereza de Moraes

Em uma produção gráfico-editorial primorosa, a Editora Setembro, de Holambra, São Paulo, disponibiliza ao público a obra “A Imprensa em Campinas: retratos da história”, organizada pelos experientes professores Carlos Gilberto Roldão, Fabiano Ormaneze e Ivete Cardoso do Carmo-Roldão. Tal produção, certamente, atraiu e constantemente arrebatará muitos leitores não somente pela qualidade editorial, mas principalmente pelo tema que aborda com legitimidade e exatidão.

Profa Tereza de Moraes: “Trata-se de um obra de grande relevância”/ Crédito: Álvaro Jr.
Profa Tereza de Moraes: “Trata-se de um obra de grande relevância”/ Crédito: Álvaro Jr.

Qualquer leitor, conhecedor do assunto ou leigo, encontrará o percurso histórico preciso da Imprensa em Campinas, em toda a sua abrangência, da origem (1858) até os dias atuais. Para tanto, a obra está dividida em doze capítulos, destacando um percurso diacrônico pela Imprensa em Campinas, analisando mais de um século de jornalismo, visitando tanto a Imprensa tradicional quanto a popular. A origem é o Diário do Povo (1912 a 2012), anexado posteriormente ao Correio Popular, fundado em 1927.

Nas competentes mãos de Ivete Cardoso Roldão e Carlos Gilberto Roldão, Marcel Cheida e Cyntia Andretta, três capítulos abordam a história completa da Imprensa tradicional campineira, desde a fundação até o presente momento, passando por todas as dificuldades, superações, bastidores, situações cômicas, culminando
com as transformações tecnológicas e a atual situação da conhecida Rede Anhanguera de Comunicação (RAC).

Já os três capítulos na responsabilidade de Juliana Sangion e Rose Bars, Luiz Roberto Saviani Rey e Paiva Jacobini desvelam com rigorosa precisão a presença na cidade das sucursais de grandes jornais da capital, seu significado, sua importância e sua contribuição.

Dois capítulos são destinados a esclarecer as experiências do Jornal de Hoje (de 1979 a 1981) e do Jornal de Domingo, um semanário que, durante vinte anos (1972 a 1993) chegou gratuitamente às residências dos campineiros. Nessa abordagem, Carlos Alberto Zanotti e Toledo-Vieira informam com dados confiáveis de pesquisa intensa e com muito bom humor a força da concorrência, num contexto histórico propício, entre a Imprensa escrita já consolidada e a inovação da rebeldia.

Molck tem a missão de revelar a imprensa contemporânea e o faz com profundidade e estilo peculiar. Expõe os traços marcantes da imprensa pós-intenet em todos os seus aspectos (linguagem, público, conteúdo…), simplificando ao leitor o contato com as experiências existentes (Metro e Destak). Chiquinho Jr. e Rosa revelam os traços do jornalismo popular existentes em Notícias Já, também um periódico pós-moderno, que justifica a permanência da Imprensa escrita mesmo após o advento das modernas tecnologias.

Os dois capítulos restantes, se não se encaixam somente nesse percurso diacrônico, nem por isso são menos relevantes. Ao contrário, em mãos de José Roberto Gonçalves e Fabiano Ormanze, fica a incumbência de tratar da polêmica entre Imprensa e discriminação. Gonçalves faz um estudo da imprensa negra (Getulino: 1923 a 1926) e a sua luta contra a discriminação em uma brilhante análise fundamentada nos estudos do discurso, demonstrando que fazer jornalismo é, antes de tudo, fazer política. Já Ormaneze presenteia o leitor com o último capítulo, revelando a participação das mulheres na imprensa, esclarecendo que tal presença começa tímida, através da utilização de pseudônimos, em
função do papel da mulher na sociedade androcêntrica e patriarcal, mas resulta em grandes reportagens.

Trata-se, portanto, de obra de grande relevância, recomendada tanto ao público em geral quanto aos especialistas da área do jornalismo, já que fundamentada em intensas pesquisas e muita reflexão crítica. Importante frisar que a relevância se estende ao fato de que a visão da Imprensa campineira nunca se distancia de uma contextualização mundial, podendo o leitor caminhar pela província sem perder de vista o universal. Nesse sentido, é uma obra para qualquer leitor do mundo, mas, sobretudo, para o leitor campineiro, que faz um verdadeiro ingresso ao túnel do tempo e revisita a Campinas antiga. No dizer machadiano, obra escrita com a pena da sabedoria, da paixão e da saudade.

Tereza de Moraes é Professora da Faculdade de Letras da PUC-Campinas

 

A Pesquisa na PUC-Campinas

Por Profa. Dra. Sueli do Carmo Bettine

 Na década de 1980, foram implantadas na PUC-Campinas as Coordenadorias de Pós-Graduação e de Estudos e Apoio à Pesquisa, os Núcleos de Extensão de Saúde e Educação, a Assessoria de Planejamento da Reitoria, além de diretrizes da Carreira Docente. Como forma de fomentar a Pesquisa e a Extensão, a Universidade passou a contar com docentes em regime de dedicação para o desenvolvimento de projetos de Pesquisa, Extensão e Capacitação para os Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu.

Ainda nesse período, foram implantados os Programas de Bolsa de Pós-Graduação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/Ministério da Cultura (CAPES/MEC) e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (1993).

A consolidação da Pesquisa na Universidade ocorreu durante a década de 1990; entretanto, é a partir de 2002, com a instalação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que se estabeleceu uma política de Pesquisa e Pós-Graduação. Tal política promoveu a reorganização dos Grupos de Pesquisa já existentes e a constituição de novos Grupos de Pesquisa, possibilitando a integração entre as atividades-fim da Universidade: Ensino, Pesquisa e Extensão.

As atividades de Pesquisa na PUC-Campinas ocorrem no âmbito dos Grupos de Pesquisa Institucionais que são certificados pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação junto ao Diretório dos Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq/MCTI; atualmente, a Universidade tem 46 Grupos de Pesquisa institucionalmente certificados junto ao CNPq.

As atividades desenvolvidas no âmbito dos Grupos de Pesquisa da PUC-Campinas visam contribuir para a expansão e consolidação da Pós-Graduação Stricto Sensu no país; tais atividades são desenvolvidas por docentes pesquisadores e seus orientandos de doutorado, mestrado, iniciação científica, de programas de educação tutorial e de trabalhos de conclusão de curso de graduação.

Os Projetos de Pesquisa são de natureza institucional, vinculados às Linhas de Pesquisa dos Grupos de Pesquisa e abrigados no contexto de um Plano de Trabalho de Pesquisa do Docente Pesquisador. As Linhas de Pesquisa são exclusivamente de natureza Institucional e definidas em conjunto com a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, considerando-se as políticas de fomento da Pós-Graduação no país e o desenvolvimento de áreas estratégicas para a PUC-Campinas e, ainda, alinhadas com a sua Missão e Valores.

STRICTO SENSU (Mestrado e Doutorado)

Em consonância com o Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020, que tem como uma de suas metas a ampliação da Pós-Graduação no Brasil, a PUC-Campinas implantou, entre 2014 e 2016, cinco novos cursos de Mestrado Acadêmico: Sustentabilidade; Linguagens, Mídia e Arte; Ciências da Saúde; Sistemas de Infraestrutura Urbana; e Ciências da Religião; e, também, um novo curso de Doutorado em Educação, que somados aos cursos anteriormente existentes compõem Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu nas seguintes Grandes Áreas: Ciências da Saúde, Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Engenharias, Interdisciplinar e Linguística, Letras e Artes.

LATO SENSU (Especialização)

Com a finalidade de atender às demandas da sociedade e acompanhando a dinâmica do mundo do trabalho, a Universidade oferece sistematicamente Cursos de Especialização nas mais diversas áreas do conhecimento cujo objetivo principal é a atualização e o aprimoramento profissional.

Profa. Dra. Sueli do Carmo Bettine é Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação

 

 

TOME CIÊNCIA: Obesidade e Sustentabilidade

IBGE aponta que 56,9% dos brasileiros têm excesso de peso

 No Brasil, 56,9% das pessoas com mais de 18 anos estão com excesso de peso, isto é, o índice de massa corporal (IMC) é igual ou maior que 25. Além disso, 20,8% das pessoas são classificadas como obesas por terem IMC igual ou maior que 30. O IBGE entrevistou 62.986 em todos os estados brasileiros.

Tal constatação não está distante dos dados do Ministério da Saúde de 2015, que apontaram que 33,5% das crianças entre 5 e 9 anos estão acima do peso.

Obesidade

 

 

 

 

 

 

 

 

Nova Unidade da Embrapa se volta à pesquisa de alimentos funcionais

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anunciou a criação de uma nova unidade voltada à pesquisa de alimentos funcionais, aromas e sabores, com em Maceió. O objetivo é oferecer aos agricultores variedades de produtos com qualidades nutricionais reforçadas, capazes de atender a novas demandas do mercado. “A Embrapa já disponibiliza variedades biofortificadas, com vitaminas e minerais, de batata-doce, mandioca, feijão comum, milho e feijão-caupi, que beneficiam aproximadamente 2.500 famílias nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.  Estão em processo de melhoramento variedades de trigo, abóbora e arroz”, disse o presidente da empresa, Maurício Lopes, que também destacou o sucesso de outras iniciativas da Embrapa, como a produção de alface com quantidades elevadas de vitamina B9, importante na nutrição de gestantes. “Nenhum país grande produtor e exportador de alimentos pode ignorar que há um movimento forte de integração do conceito de alimento, nutrição e saúde”, acrescentou. As pesquisas sobre alimentos funcionais são feitas atualmente em várias das 46 unidades da empresa espalhadas pelo país. A ideia é coordenar os projetos em andamento a partir de Maceió e propor novas iniciativas.

Com informações da FAPESP

 

Água e uma boa noite de sono são  a chave 

Beber água

Comer quando se está com muita fome, aumenta a chance de colocar comida em excesso no prato. Beber dois litros de água durante o dia e, principalmente, 400 ml antes das refeições é uma forma para você comer menos. Além disso, consumir água faz muito bem para a saúde.  Outra dica é dormir bem, pelo menos oito horas por dia, e não pular refeições. Dê atenção ao café da manhã. Pesquisas indicam que se alimentar pela manhã impulsionam seu metabolismo a funcionar muito melhor.

 

Embalagens verdes

Imaginar um futuro com embalagens plásticas comestíveis, que podem fazer parte de sopas e sucos sem causar mal à saúde, não é estar descolado da realidade. Novas possibilidades de armazenagem de alimentos que evitem o descarte pós-consumo das embalagens e ainda ajudam a nutrir os consumidores estão se concretizando de forma experimental em laboratórios de universidades e centros de pesquisa. No Brasil, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estuda novos materiais que poderão ser transformados em embalagens ou mesmo ingredientes alimentícios. São chamados pelos pesquisadores de bioplásticos ou biopolímeros e podem fazer parte também de embalagens biodegradáveis. “Esses materiais têm características nutricionais, sabor e cor dos vegetais, ou podem ser transparentes, finos e com a mesma aparência que os plásticos comuns”, explica Luiz Henrique Capparelli Mattoso, pesquisador da Embrapa Instrumentação Agropecuária, localizada em São Carlos (SP).

Sustentabilidade

 

 

 

 

Mais informações, clique aqui.

 

 

Mães são mediadoras na relação do filho autista com o mundo

Pesquisadora analisou a experiência de mães e pais no relacionamento com o filho diagnosticado com autismo. Dissertação foi defendida no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da PUC-Campinas 

Por Amanda Cotrim

O Transtorno do Espectro Autista (TEA), popularmente conhecido como autismo, engloba alterações na socialização, na comunicação e comportamentos repetitivos e às vezes restritivos. Não é possível conceituá-lo, uma vez que ele é visto de formas diferentes pela comunidade científica. Há estudos que apontam o autismo como uma doença ou lesão neurológica congênita, causada por uma combinação de fatores genéticos e ambientais, e o que pode ser curado. Mas há quem defenda que se trata de uma diversidade neurológica que deve ser respeitada, sem a necessidade de “cura”. Por outro lado, o autismo também pode ser compreendido como uma deficiência, mesmo que os sintomas possam se alterar ao longo da vida. Isso é o que explica a pesquisadora Gisella Mouta Fadda, que defendeu sua dissertação sobre a relação de mães e pais com os filhos autistas, no Programa de Pós-Graduação em Psicologia, em 2015, e teve como orientadora a Profa. Dra. Vera Engler Cury. “O melhor seria compreender a pessoa diagnosticada com autismo como estando deficiente, e não sendo deficiente”.

"muito importante a disponibilidade de espaços para que pais e mães se encontrem e conversem entre si"/ Crédito: Álvaro Jr
“muito importante a disponibilidade de espaços para que pais e mães se encontrem e conversem entre si”/ Crédito: Álvaro Jr

Gisella quis compreender como pais e mães vivenciavam sua relação com seus filhos autistas, já que a interação e a comunicação social são características deste transtorno do neurodesenvolvimento. Ela considerou que os pais e as mães são protagonistas nos cuidados do filho, por isso sua indagação era “saber como eles percebiam essa convivência tão peculiar com seus filhos”, explica.

Para isso, a pesquisadora se aproximou do modo como os participantes da pesquisa se relacionavam com seus filhos autistas, realizando encontros dialógicos com os participantes, individualmente ou como casal, e após cada encontro, foi redigida uma narrativa compreensiva considerando o que foi vivido no encontro entre pesquisadora e participantes.

“Após concluir essa etapa, produzi uma narrativa-síntese contendo elementos significativos da experiência de todos os participantes, possibilitando uma compreensão e interpretação do fenômeno”, contextualiza Gisella. 

O trabalho desenvolvido como resultado do mestrado considerou que as mães, em especial, tornam-se mediadoras na relação do filho com o mundo e ao dedicarem-se integralmente nesse cuidado permanente, acabam por formar uma relação de exclusividade, o que acaba, por vezes, afastando ambos do convívio social. Essa dedicação faz com que muitas mães descuidem de si mesmas. Por outro lado, “quando brincam com o filho, ampliam a possibilidade de se relacionarem afetivamente de uma maneira mais gratificante, mais prazerosa”, observou.

muito importante a disponibilidade de espaços para que pais e mães se encontrem e conversem entre si
muito importante a disponibilidade de espaços para que pais e mães se encontrem e conversem entre si

“Existe um ditado que diz: ‘é caminhando que se faz o caminho’ que pode representar como esses pais e mães se relacionam com seu filho, pois apesar do grande desgaste físico e emocional que muitos vivenciam nesse cotidiano, nota-se que o importante é formar a relação com o outro, e não pelo outro”, afirma.

O que a pesquisadora descobriu, no entanto, não esgota a questão, mas auxilia novos modelos de compreensão acerca de pais e mães de crianças diagnosticadas com autismo e a disponibilização de atenção psicológica às famílias. Gisella acredita que “é necessário, contudo, que um maior número de pesquisas sobre atenção psicológica sejam realizadas para atualizar a formação profissional, tanto do psicólogo como de outros profissionais que atuam com o TEA”. 

A pesquisadora acredita que uma escuta atenta realizada por profissionais da área da saúde pode beneficiar esses pais e mães em seus crescimentos pessoais, desenvolvimento psicológico e a atualização de significados que ampliam a compreensão deles sobre suas experiências. “Conclui que seria muito importante a disponibilidade de espaços para que pais e mães se encontrem e conversem entre si, sendo mediados, por exemplo, por recursos criativos que possibilitem narrativas sobre suas histórias de vida e infância a fim de promover um constante vir a ser, em um processo permanente de criação de novos significados em suas vidas”.

 

 

Pesquisa analisa a reconfiguração urbana de Campinas após febre amarela

Dissertação de mestrado considerou que a reconfiguração urbana pelo poder público se deu no intuito de melhorar o estado sanitário da cidade. Epidemia era associada à contaminação do solo e da água. Somente em 1901, a febre amarela foi associada ao mosquito Aedes aegypti

Por Amanda Cotrim

Um acontecimento histórico marcou Campinas do final do século XIX: a cidade registrou uma grande epidemia de febre amarela, entre 1889 e 1900, sendo a mais grave em 1889, quando morreram, aproximadamente, 1.200 pessoas, e em 1896, quando 800 pessoas morreram. O município, que registrava precárias condições sanitárias, não oferecia redes de infraestrutura de abastecimento domiciliar de água, canalização de esgoto sanitário e sofria com áreas alagadas; um cenário propício para a difusão de epidemias, especialmente na sua área urbana, como aponta a dissertação de mestrado de Daniela Krogh, defendida no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Urbanismo da PUC-Campinas, sob orientação da Profa. Dra. Ivone Salgado.

No período entre 1893 e 1900, visando o combate das epidemias de febre amarela, o poder público promoveu uma reconfiguração urbana na cidade. “Muitos imóveis construídos em taipa de pilão, ou taipa de mão, foram considerados insalubres, assim como as ruas sem calçamento, constantemente em contato com matérias orgânicas em putrefação, sendo necessária a impermeabilização do solo”, explica Daniela. A Comissão Sanitária da época foi chefiada pelo médico Emílio Ribas e a Comissão de Saneamento, pelo engenheiro Saturnino de Brito. As ações promovidas pelo município também se apoiavam na legislação municipal (Código de Posturas, de 1880) e estadual (Código Sanitário do Estado de São Paulo, de 1894).

Daniela agora faz seu doutorado também na PUC-Campinas / Crédito: Álvaro Jr.
Daniela agora faz seu doutorado também na PUC-Campinas / Crédito: Álvaro Jr.

Para poder compreender como a febre amarela impactou a configuração urbana de Campinas, a pesquisa se apoiou em bibliografia consagrada sobre o tema e, principalmente, em documentos do acervo do Arquivo Municipal de Campinas. Daniela explica que a maioria dos ofícios solicitava vistorias domiciliárias, desinfecções e pareceres de vistorias sobre casos de pessoas que ficaram doentes por causa da febre amarela. “As ações de combate às epidemias, naquela época, se configuraram em demolições de imóveis, desinfecções de residências e demais estabelecimentos, bem como a proibição de estábulos e cocheiras nas áreas mais adensadas da cidade”, contextualiza.

Casa construída em taipa de mão. Fonte: José Carlos Mendes. Retratos da Velha Campinas. Revista do Arquivo Municipal. São Paulo: Publicação da Divisão do Arquivo Histórico, do Departamento de Cultura, da Secretaria de Eduação e Cultura, da Prefeitura de São Paulo, 1951
Casa construída em taipa de mão. Fonte: José Carlos Mendes. Retratos da Velha Campinas. Revista do Arquivo Municipal. São Paulo: Publicação da Divisão do Arquivo Histórico, do Departamento de Cultura, da Secretaria de Eduação e Cultura, da Prefeitura de São Paulo, 1951

A pesquisa considerou que o “péssimo estado sanitário de Campinas contribuiu para a difusão da febre amarela”, porque a cidade não tinha sistemas de abastecimento domiciliar de água e coleta de esgoto, que só foram inauguradas em 1891e 1982, respectivamente. A área da cidade que sofreu maior intervenção das autoridades sanitárias municipais e estaduais foi a área central, nas proximidades da linha da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, a mais adensada no período analisado, na qual as condições sanitárias eram precárias e, portanto, consistia num local favorável ao desenvolvimento de epidemias.

A dissertação identificou que a atuação das autoridades sanitárias se pautava pela relação da febre amarela com a contaminação da água e do solo. Somente em 1901, o médico sanitarista Emilio Ribas repetiu os testes feitos pelo médico cubano Carlos Finlay, em 1881, e as autoridades sanitárias passaram a trabalhar a epidemia em relação ao mosquito Aedes aegypti, descoberto pelo cubano como o transmissor da febre amarela. “De todo modo, foi importante o poder público eliminar a água e o solo contaminados, porque ele combateu o foco da doença, mesmo acreditando que a febre amarela era transmitida pela água contaminada”, avalia.

Desinfectório Central de Campinas: Local onde se fazia a desinfecção de roupas e objetos dos doentes. Estava localizado onde hoje é a E. E. Carlos Gomes. Fonte: Blog Pró Memória de Campinas:
Desinfectório Central de Campinas: Local onde se fazia a desinfecção de roupas e objetos dos doentes. Estava localizado onde hoje é a E. E. Carlos Gomes. Fonte: Blog Pró Memória de Campinas:

O médico sanitarista Emílio Ribas permaneceu em Campinas até 1896 e, depois, ele assumiu a chefia do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo. Entretanto, a Comissão Sanitária continuou os trabalhos em Campinas, mas isso não significa que, nessa época (1901), os trabalhos estavam exatamente focados no combate ao mosquito. Foi a partir de 1904, quando ainda era diretor do Serviço Sanitário, que Emílio Ribas passou a reforçar que o combate à febre amarela (em todo o Estado de São Paulo, e não somente em Campinas) deveria ser feito no sentido de eliminar os criadouros do mosquito, como medida profilática.

Aedes aegypti: da Febre amarela à dengue

Divulgação
Divulgação

Não é possível comparar Campinas do final do século XIX com a Campinas do século XXI, mas Daniela argumenta que se pensarmos nos números das epidemias de febre amarela, eles são “modestos, considerando o número de casos registrados nas epidemias de dengue em Campinas nos últimos anos, com 44,5 mil casos, além do fato de que hoje a população é muito maior. Nesse sentido, uma possível relação é justamente sobre o estado sanitário da cidade atualmente, pois é bem corriqueiro encontrar lixo acumulado nas ruas e, com o período das chuvas, muitos focos do mosquito são observados na cidade, devido ao descuido, tanto das autoridades municipais – é importante destacar que isso não acontece somente em Campinas – como também da população”, pontua. Contudo, Daniela destaca que isso explica somente em parte a proliferação do mosquito Aedes aegypti, uma vez que, segundo ela, “é notório o atraso em relação ao saneamento em diversas áreas da cidade, o que, certamente, impacta na proliferação do mosquito da dengue”, considera.

 

 

 

Tome Ciência: Estou no último ano da Graduação! E agora?

Muitos cursos de graduação pedem um trabalho final, também conhecido como projeto experimental ou o famoso Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), para encerrar a graduação. É nesse momento que muitos alunos ficam desesperados, porque precisam pensar num projeto que seja inédito, interessante, executável entre outros detalhes. Alguns alunos começam a pensar nisso desde o primeiro ano do curso, outros já deixam para a última hora. O Jornal da PUC-Campinas separou algumas dicas que podem ajudar o aluno na hora de escolher o tema para o TCC.

O primeiro passo é fazer uma lista com os assuntos que mais lhe interessam. É importante analisar se esses assuntos vão ao encontro dos seus objetivos. Procure recortar o seu tema de forma mais detalhada possível. Lembre-se: o menos é mais. Uma boa dica é pesquisar pela internet as informações referentes ao tema do seu interesse, até para saber se o que você está achando que é uma ideia incrível já não foi pensada antes. Faça um top três com as melhores ideias e converse com o seu professor, para que juntos possam discutir se o tema é viável ou não.

Curtiu as dicas? Então, boa sorte!

Sustentabilidade

Novo Mestrado da PUC-Campinas! A Universidade oferece, a partir de 2016, o curso de Mestrado em Sustentabilidade, que tem como objetivo qualificar os alunos dentro de uma visão interdisciplinar para atuar de forma crítica e propositora em contextos diversos, como a pesquisa científica, a docência no ensino superior, no desenvolvimento de projetos, na condução de políticas públicas e na assessoria ao setor produtivo. Sempre pensando nos desafios impostos pela sociedade contemporânea.

Plantando vida

Plantio de mudas realizado pelos petianos com os calouros - Crédito: Álvaro Jr.
Plantio de mudas realizado pelos petianos com os calouros – Crédito: Álvaro Jr.

O Papa Francisco já havia declarado, em julho de 2015, que a ação imediata do mundo deve ser salvar o Planeta do aquecimento global. A PUC-Campinas mantém o Programa de Educação Tutorial (PET), da Faculdade de Ciências Biológicas, vinculado ao Ministério da Educação, que tem como tutora a Profa. Dra. Luciane Kern Junqueira. Dentre as atividades desenvolvidas pelo grupo está o projeto “Viveiro na Universidade: Vamos Reflorestar?” que tem por objetivo produzir mudas de espécies arbóreas nativas para doação à comunidade acadêmica e aos demais interessados.

O trabalho de plantio e manutenção das mudas no viveiro (localizado no Campus II) é realizado pelos próprios alunos e, para o ano de 2016, o objetivo é produzir 10.000 mudas de diferentes espécies nativas.

Iniciação Científica como caminho para o sucesso profissional

Por Beatriz Meirelles

Seja para enriquecer o currículo ou para quem pretende seguir a carreira acadêmica, a oportunidade de se inserir no universo da pesquisa, desde a graduação, está na Iniciação Científica (IC). No dia 30 de novembro de 2015, sete trabalhos foram premiados pela Universidade e oito receberam menção honrosa, nas áreas de Ciências Agrárias, Biológicas e Saúde, Ciências Exatas e da Terra e Engenharia e Ciências Humanas, Sociais Aplicadas e Lingüística, Letras e Arte.

Pró-Reitora de Pesquisa, Profa. Dra. Sueli Betini
Pró-Reitora de Pesquisa, Profa. Dra. Sueli Bettine

A PUC-Campinas também organizou pela primeira vez o Prêmio Temático, para quem está começando um Plano de Trabalho de Iniciação Científica, como foi o caso do estudante de Engenharia Matheus Cremasco Bertipaglia, orientado pelo Prof. Dr. Davi Bianchini, cujo trabalho trata do apoio de Redes de Sensores sem fio para a qualidade de vida de idosos. As premiações aconteceram no dia 30 de novembro, no auditório Dom Gilberto, no Campus I.

O orientador Prof. Dr. Davi Bianchini, o estudante Matheus Bertipaglia - Crédito: Álvaro Jr.
O orientador Prof. Dr. Davi Bianchini, o estudante Matheus Bertipaglia – Crédito: Álvaro Jr.

Uma das bolsistas premiadas, a aluna de Medicina Tamires Amorim Marques, orientada pelo Prof. Dr. Lineu Corrêa Fonseca, ressalta a importância da Iniciação tanto para o conhecimento mais aprofundado na área (em seu caso, a Neurologia), quanto para o seu desenvolvimento acadêmico. “A premiação é um reconhecimento dentro da minha faculdade por um projeto que eu desenvolvi aqui”, ressalta.

Na área de Ciências Exatas e da Terra e Engenharias, o aluno da Engenharia Química, Murylo Henrique Borges, que participa há três semestres da IC, conta que a Iniciação possibilitou que ele adquirisse conhecimento em muitos aspectos da vida acadêmica “Todo processo envolve muitos relatórios, pôsteres e, com isso, você aprende a produzir um artigo científico, tanto na formatação quanto na linguagem”, comenta Murylo. O estudante recebeu menção honrosa por seu trabalho concluído em julho de 2015. “Estou muito feliz, pois eu não esperava ganhar nada”, afirma.

Murylo Borges é aluno de Engenharia Química- Crédito: Álvaro Jr.
Murylo Borges é aluno de Engenharia Química- Crédito: Álvaro Jr.

A Iniciação Científica e o mundo de trabalho

A Iniciação Científica é um primeiro passo para a inserção daqueles que têm interesse na área acadêmica, mas de extrema importância também para quem pensa em se inserir no mercado de trabalho, uma vez que as empresas buscam cada vez mais a especialização de profissionais e a Iniciação Científica é uma ótima porta de entrada.

Aluna do terceiro ano do curso de Jornalismo, Viviane Celente- Crédito: Álvaro Jr.
Aluna do terceiro ano do curso de Jornalismo, Viviane Celente- Crédito: Álvaro Jr.

A aluna da área de Ciências Humanas, Sociais Aplicadas e Lingüística, Letras e Arte , do terceiro ano do curso de Jornalismo, Viviane Celente, participou da Iniciação Científica deagosto de 2014 a julho de 2015. Para a estudante, ao longo do processo foi que ela percebeu a importância em se envolver na pesquisa. Conta que além do conhecimento aprofundado sobre temas que envolvem seu curso, ela teve a oportunidade de apresentar seu trabalho em congressos e eventos acadêmicos. Tudo isso eu já levo no meu currículo e, com certeza, é um diferencial, por parte das empresas, na admissão de cargos na área do Jornalismo”, afirma.

Segundo a Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da PUC-Campinas, Profa. Dra. Sueli do Carmo Bettine, a Iniciação Científica (IC) contribui para a formação integral do aluno e marca o seu início no universo da pesquisa científica.

Ensino Médio

Engana-se quem pensa que iniciação científica é só para universitários. O Colégio de Aplicação PIO XII, junto com a PUC-Campinas, estimula os alunos do Ensino Médio a desenvolver a vocação científica por meio do Programa de Iniciação Científica Júnior – PIBIC/Jr.

O aluno participante desenvolve projetos de Pesquisa com a supervisão e orientação dos Professores Pesquisadores da Universidade.

O estudante de Engenharia Química, Murylo Borges, afirma que sua experiência foi muito enriquecedora com a participação e a colaboração dos alunos do Ensino Médio do Colégio Pio XII: “Eles querem aprender e estão ali para nos ajudar também; é uma grande troca de conhecimento”, reconhece.

Inovação

A PUC-Campinas promoveu, nos dias 22 e 23 de setembro, no Campus I, o XX Encontro de Iniciação Científica e o V Encontro de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação 2015, o qual contou com palestras, apresentação de projetos, além de minicursos nos períodos da manhã e da tarde, nas salas do prédio H15 da Universidade e no Auditório Dom Gilberto, no Campus I da Universidade.

Foram 462 trabalhos, entre apresentações orais e pôsteres, que tiveram avaliação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e os melhores foram selecionados para cerimônia de premiação, que aconteceu no dia 30 de novembro de 2015.

Confira os premiados de 2015 clicando aqui.