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Grupos de Trabalhos para a construção de Trilhas de Aprendizagem

A Pró-Reitoria de Graduação lança mão, em 2017, de 8 Grupos de Trabalhos (GTs) constituídos por professores Integradores Acadêmicos (IAGs) de diferentes Centros para, juntamente com os Grupos de Apoio Pedagógicos (GAPs), continuar sua atuação centrada na figura do ALUNO, estando ele na sala de aula, realizando atividades práticas laboratoriais ou de estágio, compartilhando conhecimentos com profissionais de instituições parceiras, realizando monitoria, Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) ou Atividades Complementares.

Para atingir esse objetivo, os GTs irão desenvolver projetos voltados à construção de Trilhas de Aprendizagem como a gamificação (GT: Estratégias Inovadoras de Aprendizagem), implantar o projeto “Atividades Complementares: módulos para uma Comunidade de Aprendizagem e Formação” em cada Centro (GT: Atividades Complementares), aprimorar a Avaliação do Ensino (GT: Avaliação de Ensino), concretizar o Escritório de Talentos e Carreiras voltado a atender os alunos que buscam estágios (GT: Estágio), promover parceria da Universidade com Instituições Públicas e Privadas em projetos colaborativos (GT: Integração Graduação X Sociedade), verificar demandas da sociedade em busca de novas oportunidades visando à criação de novos cursos e atualização dos existentes (GT: Tendências da Educação Superior), fomentar e criar espaços de discussão dos projetos de Capacitação dos Docentes (GT: Programa Permanente de Capacitação dos Professores), aprimorar a qualidade do Trabalho de Conclusão de Curso (GT: TCC).

Assim, com projetos diversificados, busca-se fomentar o processo dinâmico-reflexivo da prática pedagógica acerca de seus fundamentos conceituais, estratégicos e operacionais, de modo que os processos de mudança sejam orientados por parâmetros que garantam a identidade universitária e promovam um ensino cada vez mais inovador.

 

Retrospectiva PUC-Campinas 2016

O ano de 2016 da PUC-Campinas foi de muitas conquistas e comemorações. Em junho, a Universidade celebrou seus 75 anos de fundação, fato que rendeu inúmeras comemorações ao longo do ano. Porém, como não é possível falar sobre tudo que a Universidade promoveu, elencamos os principais acontecimentos que foram notícia

Por Amanda Cotrim

Em maio, a PUC-Campinas realizou o Colóquio Laudato Si’: Por uma Ecologia Integral, que contou com a presença do Magnífico Reitor da PUC-Rio, Prof. Dr. Pe. Josafá Carlos de Siqueira. O tema escolhido foi baseado na Encíclica do Papa Francisco, “Laudato Si’: sobre o cuidado da Casa Comum”, que apresenta texto sobre a ecologia humana; o primeiro documento escrito integralmente pelo Papa Francisco, que buscou inspiração nas meditações de São Francisco de Assis, patrono dos animais e do meio ambiente.

Restauro do Solar do Barão, antigo Campus Central.
Restauro do Solar do Barão, antigo Campus Central.

O ano de 2016 também foi importante, pois a Universidade anunciou o restauro do Solar do Barão, antigo Campus Central. A iniciativa será possível em razão do financiamento coletivo, que se dará tanto por pessoa jurídica e física, quanto por edital de fomento. Diante da responsabilidade cultural que a legislação orienta, a PUC-Campinas observa que a preservação do patrimônio cultural é uma obrigação de toda a sociedade civil.

A Universidade foi destaque no Guia do Estudante de 2016, ficando entre as melhores universidades, segundo a avaliação realizada pelo Guia do Estudante. Ao todo, a Instituição teve 33 cursos estrelados, que constarão na publicação GE Profissões Vestibular 2017. A publicação estará nas bancas a partir do dia 14 de outubro de 2016. A Universidade recebeu 120 estrelas, tendo os cursos de Direito e Pedagogia avaliados com cinco estrelas, considerada a mais alta.  Além destes, 17 cursos, foram estrelados com quatro estrelas.

Nos 75 anos da PUC-Campinas, o Jornal da Universidade também foi especial, pois resgatou vários acontecimentos históricos que marcaram a instituição. A edição comemorativa do Jornal da PUC-Campinas resgatou fatos e pessoas que se destacaram em 75 anos de História, bem como abriu espaço para manifestações diversas sobre o significado dessa História para os tempos presente e futuro da Universidade. Esse movimento reafirmou e confirmou que, nos seus diferentes modos de ser e fazer, com variados recursos, incluindo os mais atuais e modernos, de perfil informatizado, a comunicação destacou-se como preocupação precípua e valor de primeira grandeza da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

A instituição também reconheceu e homenageou os Docentes Pesquisadores da PUC-Campinas, evento que fez parte das Comemorações aos 75 anos de fundação da Universidade.

Semana Monsenhor Salim: Integrando as comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade, por meio do Museu Universitário e da Faculdade de História, promoveu a Semana Monsenhor Dr. Emílio José Salim, de 13 a 17 de junho, no Campus I. Em meio a palestras com mediadores e rodas de conversa, que abordaram temas como “Década de 1940: o surgimento das Faculdades Campineiras”, “Monsenhor Dr. Emílio José Salim e o seu tempo (1941 a 1968)”, “Memórias e Convivências”, a PUC-Campinas buscou refletir sobre a conjuntura nacional e internacional, no período de atuação de seu primeiro Reitor, Monsenhor Dr. Emílio José Salim. Corpo e alma da Instituição desde o seu nascedouro, e à época, uma das maiores autoridades de Ensino Superior do País, o Monsenhor Dr. Emílio José Salim foi peça chave da organização da maioria dos cursos superiores da Igreja nas décadas de 40 e 50. Tornou-se o principal esteio do projeto de implantação das Faculdades Campineiras e seu primeiro Reitor, entre os anos de 1958 a 1968.

40 anos de reconhecimento: No ano do Jubileu de Diamante da PUC-Campinas, a Faculdade de Ciências Contábeis comemorou os 40 anos de Reconhecimento do Curso.

Destaque na Extensão: a PUC-Campinas foi destaque no Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU), o maior e principal encontro brasileiro da área de Extensão. Em 2016, em sua sétima edição, o Congresso aconteceu na Universidade Federal de Ouro Preto, no mês de setembro. A Universidade teve destaque no evento ao participar com 12 comunicações orais e 23 pôsteres, totalizando 35 apresentações.

Alunos e professores se destacaram: A Universidade, em 2016, comemorou muitas conquistas junto aos seus alunos, como a Parceria com a CPFL Energia e Dell, a qual possibilitou que os estudantes do curso de Engenharia Elétrica da PUC-Campinas, por meio da disciplina “Práticas de Engenharia”, ministrada pelo Prof. Dr. Marcos Carneiro e pelo Prof. Me. Ralph Robert Heinrich, participam do “Projeto Residência Tecnológica”, considerado um exercício inovador de ensino-aprendizagem.

Ainda na Engenharia Elétrica, o aluno Giordano Muneiro Arantes venceu em primeiro lugar Prêmio Melhor Trabalho de Conclusão de Curso, com o trabalho “Sensores para melhoria na locomoção de pessoas com deficiência visual”. Outro aluno premiado foi o estudante de Jornalismo da PUC-Campinas, Ricardo Domingues da Costa Silva, que venceu o 19º prêmio FEAC de Jornalismo, na categoria Produto Universitário, assim como Jhonatas Henrique Simião, de 22 anos, que ficou em primeiro lugar no 9º Prêmio ABAG/RP de Jornalismo “José Hamilton Ribeiro”.

Em 2016, a Profa. Dra. Maria Cristina da Silva Schicchi, docente do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da PUC-Campinas foi outorgada com o Prêmio ANPARQ 2016, da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, na categoria Artigo em Periódico, pela publicação “The Cultural Heritage of Small and Medium- Size Cities: A New Approach to Metropolitan Transformation in São Paulo-Brazil”, editado na traditional Dwellings and Settlements Review (v. XXVII, p. 41-54, 201).

Semana Cardeal Agnelo Rossi: Integrando às comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade, por meio do Museu Universitário e da Faculdade de História, promoveu a Semana Cardeal Agnelo Rossi, em setembro de 2016. A Instituição reuniu a comunidade universitária e a sociedade em geral e homenageou o Cardeal Agnelo Rossi, que ajudou a consolidar os alicerces da PUC-Campinas.

Outorga do Título Doutor Honoris Causa ao prof Dr José Renato Nalini - Lançamento do livro Cardeal Agnelo Rossi
Outorga do Título Doutor Honoris Causa ao prof Dr José Renato Nalini – Lançamento do livro Cardeal Agnelo Rossi

A PUC-Campinas também viveu dois momentos muito importantes em 2016: outorgou o título de Doutor Honoris Causa ao Professor Doutor José Renato Nalini, formado em Direito pela PUC-Campinas, Mestre e Doutor em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Leciona desde 1969, quando iniciou suas atividades no Instituto de Educação Experimental Jundiaí (atual E.E. Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto) dando aula de Sociologia em aperfeiçoamento para professores. Desde então, nunca mais deixou de lecionar.

A Instituição também foi palco da terceira edição do projeto “Palavra Livre – Conscientização Política no Processo Eleitoral”, com sabatina aos candidatos à Prefeitura e à Câmara de Vereadores de Campinas, no mês de setembro. O projeto “Palavra Livre” acontece desde 2005 e promove debates democráticos sobre temas diversificados da atualidade. Em 2008, como parte do projeto, foi realizada a primeira Sabatina com candidatos à Prefeitura de Campinas, o que se repetiu em 2012 e em 2016.

Dom Gilberto participa da Semana em sua homenagem
Dom Gilberto participa da Semana em sua homenagem

Semana Dom Gilberto: Integrando às comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade promoveu a Semana Dom Gilberto Pereira Lopes, em outubro, reunindo comunidade universitária e a sociedade em geral, homenageando o Bispo Emérito de Campinas Dom Gilberto Pereira Lopes, que atuou como Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da Pontifícia Universidade Católica de Campinas no período de 1982 a 2004. A homenagem mostrou o histórico trabalho de Dom Gilberto frente à Arquidiocese de Campinas e à PUC-Campinas e prestou agradecimento pela sua dedicação e amor para com a Universidade e para com o seu povo.

Colóquio “A Doutrina Social da Igreja: Ciência e Sociedade”: Integrando às comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade realiza de 07 a 10 de novembro de 2016 o Colóquio “A Doutrina Social da Igreja: Ciência e Sociedade”. O evento foi organizado pelo Núcleo de Fé e Cultura e teve o objetivo de discutir a Doutrina Social da Igreja, por meio de conferências e mesas-redondas.

Professores da PUC-Campinas: Determinação e vontade

Enquanto soldados disparavam armas letais durante o cerco alemão a Stalingrado, durante a Segunda Guerra Mundial, fotógrafos profissionais e amadores disparavam máquinas que registraram o cotidiano daquela cidade mergulhada em combates e batalhas. Uma dessas fotografias mostra, no cenário nevado do rigoroso inverno russo, entre escombros e prédios destruídos, uma professora sentada na sarjeta, segurando uma pequena lousa, cercada por alunos acocorados de frio, mas atentos à aula.

Ensinar e aprender, mostra a imagem, independem de lugar, instalações, equipamentos, recurso ou formalidade além da relação entre professor e aluno, pautada pela determinação daquele e pela vontade deste.

A História da PUC-Campinas, que neste ano comemora seu jubileu de diamante, está marcada por conquistas, iniciadas por visionários entusiasmados, reunidos como Faculdade, em acomodações modestas, que redundaram em uma das maiores e mais importantes instituições de ensino superior do País, contando aos milhares sua população acadêmica e a metragem das suas instalações.

Todavia, se os 75 anos de História da PUC-Campinas foram marcados por transformações diversas, permaneceu inalterada e viva a relação que une alunos e professores na busca do conhecimento.

Portanto, ao mesmo tempo em que a oficialidade dos registros marca efemérides importantes, celebradas e comemoradas nos eventos do 75o aniversário, cabe também celebrar e comemorar a relação que se estabeleceu no primeiro instante da primeira aula ministrada na Instituição, momento que tanto mais se afasta no tempo, mais permanece e mais se renova a cada aula, de todos os Cursos, em todos os campi, eternizando a relação que constitui a alma da Instituição, corporificada na determinação de ensinar de todos que foram e são professoras e professores da PUC-Campinas.

 

O bom filho a casa torna

 Ex-alunos retornam à Instituição, mas, agora, como professores e colaboradores da Universidade.

Por Amanda Cotrim

“Nos primeiros meses como docente, ao caminhar por minhas antigas salas de aula, passava um filme na minha cabeça. Foi muito gratificante voltar à PUC-Campinas como professora, algo que eu nem imaginava na época de graduação”, conta a Jornalista e Assessora de Comunicação, Juliana Sangion, que se formou em 1994 em Jornalismo e há dez anos também vive a experiência de atuar em sala de aula na Universidade, lecionando nas disciplinas de Audiovisual. Hoje, Juliana ressalta que os amigos –“que ela fez para vida toda- e os professores” são as maiores marcas que a época de estudante lhe deixou.

Professora Juliana Sangion/ Crédito: Álvaro Jr.
Professora Juliana Sangion/ Crédito: Álvaro Jr.

“Sempre soube que queria fazer Odontologia na PUC-Campinas”. A junção entre teoria e prática é uma característica desse curso, o que fez o professor Arnaldo Pomilio optar pela Universidade em 1966.

Professor Arnaldo Pomilio/ Crédito: Álvaro Jr.
Professor Arnaldo Pomilio/ Crédito: Álvaro Jr.

Ele ressalta que estudar sempre fez parte da sua vida e, por isso, atribui esse hábito à sua vontade de ser professor. “Quando decidi ser docente, procurei dois professores meus da PUC-Campinas, o Prof. Dr. Hiroumi Takito e o Prof. Dr. Sérgio Reinaldo de Fiori, expondo meu sonho. Prontamente me convidaram para ser Estagiário e, assim, tudo começou”, lembra ele que há 50 anos está envolvido com a PUC-Campinas.

Dessa forma, como há inúmeros exemplos de ex-alunos que se tornaram professores, também há os que hoje são colaboradores da Instituição. É o caso de Mariela Soares de Souza Dias, que teve duas experiências como estudante da PUC-Campinas, sendo a primeira em 2001, quando cursou Turismo. Ela conta que “por ter adquirido experiência em produção e organização de eventos e por ter tido contato com a área de preservação de patrimônio cultural e ambiental”, decidiu retornar à Universidade para fazer História, em 2011.

Colaboradora no Museu Universitário: Mariela Soares de Souza Dias/ Crédito: Álvaro Jr.
Colaboradora no Museu Universitário: Mariela Soares de Souza Dias/ Crédito: Álvaro Jr.

A Universidade também propicia que seus funcionários se tornem alunos, por meio de bolsa de estudos, como foi o caso de Renata Covisi Pereira, auxiliar de escritório na Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEXT). Ela iniciou na Universidade como Patrulheira, passou a ser colaboradora no Departamento de Informação em Arquivo e, desde 2012, está na PROEXT. “Em 2010, logo que fui efetivada, iniciei o curso de Ciências Econômicas. A oportunidade de estudar em uma instituição como a PUC-Campinas, com toda sua tradição e com uma bolsa de estudos, foi uma felicidade muito grande, porque desde o Ensino Fundamental pretendia fazer um Curso Superior”, recorda. Mas Renata foi além: neste ano, começou o Mestrado em Sustentabilidade, “mais uma oportunidade oferecida pela Universidade, a qual pretendo me dedicar para, logo após o seu término, poder conquistar novas colocações, talvez até em outras áreas”, projeta.

Assim como Renata, a Professora Tatiana Slon tem uma relação estreita com a Instituição. Ela e seus irmãos estudaram no Colégio de Aplicação Pio XII e seu pai foi aluno de Administração da PUC-Campinas. “De diferentes modos a Universidade está nas minhas lembranças”, conta. Hoje, formada em Psicologia e com Pós-Graduação na área, ela é docente da Universidade. “Essa relação intensa com a Instituição me permitiu conhecê-la a partir de muitas perspectivas diferentes, desde os primeiros passos no estudo até, atualmente, quando me encontro ocupando um cargo de apoio a Gestão na Coordenação do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da PUC-Campinas e também sendo docente em carreira de Extensão”, orgulha-se.

Tatiana Slon é docente na Instituição/ Crédito: Álvaro Jr.
Tatiana Slon é docente na Instituição/ Crédito: Álvaro Jr.

“Eu cheguei a ser aprovado no vestibular da Universidade Federal de Ouro Preto, mas, considerando questões de estágio e empregabilidade, escolhi a PUC-Campinas”, conta Pedro Peruzzo, formado em Direito. Ele destaca que os excelentes professores e as oportunidades de estágio, como no Ministério Público Federal, Assistência Judiciária da PUC-Campinas, na Procuradoria do Estado e Defensoria Pública, foram determinantes para sua carreira. “O fato de ser estudante da PUC-Campinas sempre me abriu portas importantes”, complementa Peruzzo, que é o mais recente professor da Faculdade de Direito, tendo iniciado em 2016.

Pedro Peruzzo é professor no curso de Direito/Crédito: Álvaro Jr
Pedro Peruzzo é professor no curso de Direito/Crédito: Álvaro Jr

Escolher uma profissão não é uma tarefa muito fácil, ainda mais quando se é jovem. Por isso, o meio social exerce influencia nas escolhas. “Os profissionais com os quais eu convivi, antes da Graduação, haviam se formado na PUC-Campinas, e eles me estimularam muito para fazer Educação Física nesta Universidade”, se recorda o Diretor do Curso de Educação Física, Prof. Dr. István de Abreu Dobránszky, aluno da Instituição entre 1994 e 1997.

István de Abreu Dobránszky é diretor da Faculdade de Educação Física/Crédito: Álvaro Jr
István de Abreu Dobránszky é diretor da Faculdade de Educação Física/Crédito: Álvaro Jr

Hoje, como professor, ele ressalta que ser aluno e ser docente são posições diferentes, mas enfatiza que “o espaço social compartilhado de experiência é comum, o que enriquece o aprendizado de todos. É neste sentido, que sinto diferença nesta Universidade, a possibilidade de um trabalho competente aliado com a preocupação de uma formação católica”, frisa Dobránszky.

A credibilidade da Instituição no universo do trabalho também foi a principal razão para a escolha de Gabriel Bosso, formado em Educação Física e, hoje, Salva-vidas no complexo esportivo da Universidade. “A PUC-Campinas sempre me ofereceu todo respaldo tecnológico, conteúdo avançado, profissionais adequados para a minha formação. Tenho muito respeito em integrar o quadro de profissionais da casa”.

Gabriel Bosso é Salva-Vidas na Instituição/Crédito: Álvaro Jr
Gabriel Bosso é Salva-Vidas na Instituição/Crédito: Álvaro Jr

 “A PUC-Campinas forma mais do que graduados, engenheiros, bacharéis ou licenciados, ela forma cidadãos para o mundo. Acho que essa formação mais humanista foi importante para os anos que se seguiram”, complementa a docente Juliana Sangion.

“Além de ser uma grande honra, é também uma grande responsabilidade lecionar na PUC-Campinas. Recordo-me do quanto eu admirava os meus professores e essa lembrança me coloca diante da responsabilidade de auxiliar os estudantes a alcançarem os seus sonhos, como os meus professores me auxiliaram a alcançar os meus”, finaliza Peruzzo.

 

 

EDITORIAL: A velocidade com que a violência se impõe

O conceito do brasileiro cordial já rendeu muito “pano pra manga”, na Academia e fora dela, começando pela paternidade, que uns atribuem ao escritor santista Ribeiro Couto e outros ao historiador Sérgio Buarque de Holanda.

Entretanto, independentemente da origem, teses, propostas, ensaios e muito palpite já permeou conversas e textos exaltando ou questionando a cordialidade da gente brasileira, com sensível acréscimo das dúvidas e desconfianças nos tempos atuais, quando a violência praticamente sufoca anseios ou esperanças de relações sociais baseadas na gentileza.

Ciente e consciente da intensidade e velocidade com que a violência se impõe entre nós, a equipe do Jornal da PUC-Campinas abriu espaço para manifestações de alunos e professores sobre o tema, expresso nas reportagens, artigos e entrevistas desta edição, inteiramente voltada para a reflexão sobre a violência.

Tematizada na violência e mais precisamente na violência que existe mais próxima de todos nós, vale dizer, no Brasil de hoje, a edição traz artigos que tratam da banalização da violência, matérias sobre a agressão física e psicológica que permeia o trote universitário, passando pelo questionamento das pessoas e instituições que usam e abusam da violência, quando deveriam atuar em sentido inverso, como a polícia e profissionais do Poder Judiciário. Para embasar reflexões e questionamentos sobre essa temática, a edição também traz excelente entrevista sobre ética e moral.

Nesta edição, reportagens e artigos que abordam a temática da violência, mostram o comércio de armas, as conseqüências da imprudência no trânsito e os distúrbios de ordem emocional causados pela exposição ou convivência com a violência.

Ações antiviolência também integram o conteúdo da edição de abril/2015, incluindo matéria sobre a Pastoral Carcerária na Região de Campinas, mostrando como e porque os voluntários decidem enfrentar a questão, convivendo – e ajudando – grupos sociais envolvidos com a violência. De quebra, a matéria ainda deixa um recado esclarecedor para pessoas que atribuem à Pastoral Carcerária a questionável missão de “alisar a cabeça” de indivíduos que, de alguma forma, violentaram a sociedade.

Formas de violência dissimuladas, mas, nem por isso, menos predatórias, também integram o elenco de matérias, como o racismo e agressão contra formas de vida que não podem reclamar quando são violentadas, como as florestas, dizimadas pela sanha das motosserras à razão de muitos hectares ao dia. A resposta, mostram estudos e análises, também é violenta: por conta da falta de florestas, crises hídricas contínuas e crescentes ameaçam a geração de energia, o abastecimento dos aglomerados urbanos e a produção de alimentos.

No comentário de cinema, uma proposta de reflexão sobre relações de causa e efeito entre a imagem na tela e o comportamento social. Afinal, cinema estimula a violência social, ou a sociedade estimula a crescente inserção de violência no cinema?

O tema desta edição, sabemos todos, não é bonito, nem agradável, mas o primeiro passo para recobrar e fazer valer a sociedade de homens cordiais, que ilustra o capítulo V do clássico Raízes do Brasil, é encarar a violência e agir para acabar com ela.

Vai aqui, portanto, uma edição do Jornal da PUC-Campinas que pretende deflagrar reflexões e estimular (re)ações.