Arquivo da tag: projeto

Campi Inteligentes: Conheça o Projeto da PUC-Campinas para tornar seus Campi mais modernos e sustentáveis

Por Sílvia Perez

Provavelmente você já ouviu falar em “Cidades Inteligentes”, o tema inclusive foi abordado na edição passada do Jornal da PUC-Campinas, mas você já parou para pensar que o Campus também pode ser trabalhado com o intuito de se tornar “inteligente”? Para introduzir o assunto, devemos lembrar que não é o espaço físico que é “inteligente”, mas, sim, as pessoas que o projetam, constroem, operam, mantêm e vivem nele. A ideia básica é de que espaços para serem caracterizados como “inteligentes” fazem uso de novas tecnologias com o objetivo de melhorar a vida das pessoas que os ocupam, bem como procuram transformá-los em locais sustentáveis contribuindo para uma vida melhor para as gerações futuras.

Muito embora este tema tenha enorme amplitude permeando praticamente todos os principais problemas encontrados dentro de uma cidade, do ponto de vista da tecnologia utilizada existe uma concentração significativa na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) utilizando-a como ferramenta capaz de emprestar algum tipo de “inteligência” à mitigação dos problemas abordados.

Dessa forma, sensores, softwares inteligentes, redes de comunicação com grande capacidade e capilaridade constituem o cerne da nova forma de se enfrentar as crescentes dificuldades existentes em nossas cidades na área de mobilidade urbana, de energia, de geração e coleta de resíduos, entre outras. O advento da Internet of Things (IoT) contribuirá para a promoção e difusão desse arsenal de tecnologias colocando a robótica e a automação como instrumentos primordiais na redução de desperdícios e melhoria nas condições de vida dos seres humanos.

Nos Campi da PUC-Campinas circulam, diariamente, quase 30 mil pessoas e enfrentam situações e problemas similares aos encontrados externamente. Assim, criar novas abordagens para os problemas, bem como utilizar abordagens semelhantes àquelas que serão ou estão sendo testadas nas cidades inteligentes constituem-se oportunidades interessantes para os alunos, professores e funcionários da Instituição, de conviverem com esses problemas e soluções os quais permearão, com certeza, muitas discussões no futuro.

Houve uma seleção de cinco dimensões sobre as quais novos projetos estarão sendo desenvolvidos dentro do projeto “guarda-chuva”, Campi Inteligentes, são elas: Energia, Água e Resíduos, Mobilidade, Segurança e TIC. A PUC-Campinas, por meio de sua Pró-Reitoria de Administração (PROAD), vem suportando os Campi Inteligentes com uma preocupação constante de inovar na tratativa dos problemas enfrentados e buscar atingir os principais objetivos do projeto, aumentar a sustentabilidade dos espaços e melhorar a vida da comunidade.

Nesta reportagem será abordada apenas a dimensão da Energia. Esse é um assunto que estará cada vez mais presente no cotidiano das pessoas. São questões fundamentais: a necessidade crescente da sociedade por energia com a sua evolução; a importância de ampliar a participação das fontes renováveis dentro das matrizes energéticas dos países; a a melhor eficiência do consumo; e o aumento do controle sobre o consumo de energia buscando a redução dos custos produtivos.

Nesse cenário, o principal objetivo é transformar o insumo energia num produto gerenciável dentro dos Campi. Simplificadamente, gerenciar esse insumo significa estabelecer novos processos que permitam: reduzir o seu consumo sem qualquer tipo de perda no serviço prestado; ampliar a sua oferta principalmente por meio de fontes renováveis; rever a aquisição de energia elétrica das concessionárias: reduzir perdas nas redes; e educar as comunidades sobre o uso da energia. Diversos projetos estão em andamento a fim de perseguir esse objetivo. Serão tratados apenas dois, um pelo lado da oferta e outro pelo lado da demanda.

Falando pelo lado da demanda, o principal uso final da energia na Universidade é a iluminação. Duas vertentes são importantes nesse contexto: a primeira, tecnológica, é reduzir o consumo das lâmpadas e a segunda, educacional, é de não deixar iluminados, sempre que possível, ambientes sem a presença de pessoas.

Partindo desse conceito, a PUC-Campinas elaborou um projeto para participar do Programa de Eficiência Energética 2016 da CPFL Energia, o qual foi contemplado. Ele prevê a substituição de 15.500 lâmpadas fluorescentes por lâmpadas de LED nos prédios acadêmicos dos Campus I e II. Essa substituição deverá reduzir em 50% o consumo de energia utilizada para iluminar esses prédios e em mais de 90% o custo de manutenção dos próximos cinco anos. Além disso, a substituição provocará uma melhoria da iluminação desses locais ampliando o fluxo luminoso médio.

De acordo com o Diretor da Faculdade de Engenharia Mecânica, que encabeça o projeto, Prof. Dr. Marcos Carneiro da Silva, a lâmpada fluorescente comum tem de catálogo, uma vida útil de 10 mil horas, no entanto, na prática durante essa vida útil, ela sofre desde cedo perdas significativas na sua capacidade de iluminar obrigando a sua substituição em um número de horas muito inferior à prevista inicialmente. Já as lâmpadas de LED tem duração prevista de 40 mil horas, mantendo mais de 70% da capacidade luminosa. “Além da economia que isso representa em termos de consumo de energia, o projeto junto à CPFL também prevê colaborar para a educação no consumo de energia, por meio de palestras para a comunidade universitária. Além disso, os professores também estão comprometidos a passar a ideia adiante para os alunos em sala de aula”, destaca.

A substituição das lâmpadas já começou e todo processo deve ser concluído até junho de 2017. No Campus II, o trabalho está praticamente 100% pronto, no Campus I, a entrada do CEATEC, conhecida como Cabine 8, está em 95% e a Cabine 1 que abrange a área dos prédios H, está em 10%.

É importante destacar que a PUC-Campinas possui mais de 20 mil lâmpadas instaladas em seus Campi, esse projeto abrange a troca por lâmpadas mais eficientes nos prédios acadêmicos da Universidade, ficando as áreas administrativas para serem substituídas a médio e longo prazo.

Usina Fotovoltaica

Mais uma inovação do projeto “Campi Inteligentes” é a construção de uma Usina Fotovoltaica no Campus I, essa usina terá potência de 12,5 kWp, geração máxima de energia da usina, de acordo com a posição do sol.

A previsão é de que essa Usina Fotovoltaica da PUC-Campinas entre em operação em 31 de maio deste ano e vai gerar o suficiente para iluminar todas as salas de aula do Centro de Tecnologia e 60% das salas de aula do prédio H15, fato que foi possível pela utilização da iluminação com tecnologia LED.

“A instalação da Usina foi inovadora, pois criou um laboratório para os cursos do Centro de Ciências Exatas, Ambientais e de Tecnologias (CEATEC) embaixo das placas solares. Esse projeto realizado pelos docentes do Curso de Arquitetura e Urbanismo, Caio Ferreira e Wilson Barbosa Neto, foi tão feliz que a maquete é fotografada por todos os fornecedores de painéis solares que nos visitam, sendo classificada como uma ideia muito inovadora. Nesse laboratório, os alunos vão poder ver como funciona e saber mais sobre geração de energia fotovoltaica, bem como estão sendo preparadas informações interessantes também para os visitantes”, explicou o Prof. Dr. Marcos Carneiro da Silva.

Projetos Interligados

Segundo Silva, quando a Usina foi pensada, a ideia inicial era de que pudesse suprir apenas a iluminação do Centro de Tecnologia, no entanto, com o projeto de substituição das lâmpadas dos prédios acadêmicos, foi possível expandir o alcance da Usina Fotovoltaica para mais 60% do prédio H15.

“Esse é o primeiro passo nesse sentido, mas o objetivo é ainda fazer muito mais para garantir a modernização e sustentabilidade nos Campi, ampliando inclusive a produção de energia solar no futuro”, concluiu o docente.

 

Projeto aborda direitos e inclusão social no Parque Oziel e Monte Cristo

Por Amanda Cotrim

 Mais do que um discurso de inclusão, era necessário possibilitar sua compreensão e possibilidade de transformar o discurso em ação. O Projeto de Extensão ”Comunidades acessíveis: sensibilização para promover a inclusão”, desenvolvido na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas, tinha um objetivo bem claro: mobilizar os alunos e funcionários da EMEF/EJA Oziel Alves Pereira, localizada na região do Parque Oziel e Jardim Monte Cristo, em Campinas, e de maneira indireta, seus familiares. “Queríamos que eles pudessem compreender a importância de conhecer os seus direitos sociais e o que é a inclusão”, conta a docente responsável pelo projeto, Profa. Me. Beatriz H Bueno Brandão.

Profa. Beatriz Brandão, responsável pelo projeto de extensão/ Crédito: Álvaro Jr.
Profa. Beatriz Brandão, responsável pelo projeto de extensão/ Crédito: Álvaro Jr.

Alunos e professores da escola puderam conhecer e fazer uso de tecnologias assistivas, bem como participar de uma integração com os recursos humanos e materiais disponíveis na PUC-Campinas relacionados aos temas do Projeto de Extensão. Segundo Beatriz, os alunos bolsistas também se beneficiaram ao elaborar as oficinas, o que possibilitou o desenvolvimento da capacidade analítica e crítica desses estudantes de graduação, além de promover uma aproximação com cenários futuros de atuação profissional, fatores que são compartilhados por eles nos trabalhos coletivos realizados na faculdade.

O Projeto de Extensão se desenvolve em 2014/2015 e previu a realização de palestras e oficinas na escola da região do Parque Oziel e Jardim Monte Cristo. “Essa região tem como características a grande densidade demográfica e a insuficiência de infraestrutura básica. O Projeto de Extensão propôs a realização dessas atividades com a finalidade de informar, difundir e sensibilizar os participantes sobre os direitos básicos do homem e do cidadão, bem como sobre os conceitos da Mobilidade Urbana, da Acessibilidade e do Desenho Universal”, explica.

O Projeto de Extensão também foi importante, revela Beatriz, para desenvolver práticas inclusivas, regatar e consolidar o sentimento de pertencimento e cidadania dos envolvidos, introduzi-los em ações de percepção e transformação do ambiente em que vivem, privilegiando a inclusão e o acesso de todos, em acordo com a missão institucional da Universidade. E intenta ainda como contribuição acadêmica estar em consonância com os eixos temáticos propostos pelo MEC para a extensão universitária em relação aos “Desafios das Metrópoles”, tema onde se inserem as questões trabalhadas, além da divulgação em eventos nacionais e internacionais.

Participantes do projeto simulam as sensações de não poderem enxergar. Crédito: Álvaro Jr.
Participantes do projeto simulam as sensações de não poderem enxergar. Crédito: Álvaro Jr.

Beatriz explica que a EMEF Oziel Alves Pereira já era uma escola inclusiva, tida como modelo de atendimento na região. “Entre as atividades vivenciadas houve também a assistência de um vídeo, por audiodescrição, com os olhos vendados. Isso é transformador para que qualquer pessoa possa compreender a importância da inclusão”, avalia.

“Conscientizar quanto aos direitos legais referentes à acessibilidade e mobilidade urbana; sensibilizar e evidenciar para as potencialidades de espaços acessíveis, urbanos e nas edificações, bem como para a convivência e valorização das capacidades e habilidades das pessoas foi o nosso grande objetivo”, finaliza.

 

PUC-Campinas: Projetos que envolvem cuidados com o Meio Ambiente têm impacto real

Por Amanda Cotrim

Mudança de hábito

 O Programa de Gerenciamento de Resíduos (PGR), criado em 2014, já colhe frutos. E não são poucos. O principal deles é a mudança de hábitos e de consciência junto aos funcionários do Departamento de Serviços Gerais (DSG) que, desde que passaram a participar do programa de capacitação, levam para a casa os ensinamentos e os hábitos adquiridos no espaço de trabalho. “Toda a capacitação que a Divisão de Logística e Serviços (DLS) realiza com os colaboradores do setor de limpeza teve impacto no dia a dia deles, seja quando separam o material reciclável em casa ou quando dão novas funções para aquele material que, antes, era apenas lixo”, conta Iraci Maria da Silva Cordeiro, que também é formada em Engenharia Ambiental e integra a Comissão Permanente de Implantação e Acompanhamento do Programa de Resíduos Sólidos, da PUC-Campinas.

Desde 2014, a Universidade investe em infraestrutura, com a implantação de 61 lixeiras coloridas (separadas em Papel, Metal, Plástico e Vidro) e 12 Ecopontos”

Reciclagem de material

 A PUC-Campinas, desde 2008, antes da implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, já investia nesta área. Atualmente, a Universidade possui vários programas relacionados ao tratamento dos resíduos gerados na Instituição.

O Programa de Gerenciamento de Resíduos da Universidade existe em todos os Campi e abrangem os resíduos orgânicos e recicláveis gerados nas áreas administrativas, praças de alimentação e limpeza das áreas verdes. A PUC-Campinas adequou os coletores (lixeiras) em todas as áreas internas e externas.

Segundo Iraci, são produzidas 10 toneladas de resíduos por mês nos Campus I e II e no Colégio de Aplicação PIO XII. Esse montante é divido entre lixo orgânico e material reciclável. O primeiro é removido pela Prefeitura de Campinas, o segundo por cooperativa de reciclagem. Desde 2014, a Universidade investe em infraestrutura, com a implantação de 61 lixeiras coloridas (separadas em Papel, Metal, Plástico e Vidro) e 12 Ecopontos que podem ser utilizados também pelos moradores dos bairros próximos à PUC-Campinas. Os refeitórios e as copas receberam coletores de copos plásticos e lixeiras para materiais recicláveis e lixo orgânico.

O DSG quer conscientizar a comunidade acadêmica sobre a necessidade de reaproveitar os materiais/Crédito: Álvaro Jr.
O DSG quer conscientizar a comunidade acadêmica sobre a necessidade de reaproveitar os materiais/Crédito: Álvaro Jr.

 

Papa Pilha recolhe produtos prejudiciais ao Meio Ambiente

Entre as ações da Universidade está o Papa Pilha, um local destinado para a coleta de pilhas e baterias, produtos altamente prejudiciais ao Meio Ambiente. “Temos Papa Pilhas em todos os departamentos da Universidade, inclusive na Praça de Alimentação, para que os alunos possam fazer o descarte”, explica a Supervisora da Praça de Alimentação e Serviços, Maria Cristina Zello.  “Nossa pretensão é que o programa de coleta seletiva esteja totalmente consolidado em 2016”, esclarece o Coordenador da Divisão de Logística e Serviços da PUC-Campinas, Israel Pilmon Gitirana Barros.

A Universidade possui vários programas relacionados ao tratamento dos resíduos gerados na Instituição.

Resíduos dos Serviços de Saúde

O cuidado com o Meio Ambiente é ainda maior quando o assunto são os resíduos gerados pelo serviço de saúde, que consiste nos perfurocortantes, biológicos, químicos e infectantes, uma vez que a Universidade mantém um Hospital-Escola.

“Pensando nisso, a PUC-Campinas criou o Programa de Gerencialmente de Resíduos dos Serviços de Saúde, no Campus II, que abrange os perfuro cortantes, biológicos, químicos, infectantes, orgânicos e recicláveis. O Programa foi implantado no Campus II e foi registrado na Vigilância Sanitária, coletando todos os resíduos gerados desde a cantina até os serviços de atendimento de saúde. Também conta com uma Comissão que congrega diversos setores do Campus II”, explica o Engenheiro de Segurança do Trabalho, da Divisão de Recursos Humanos, Jorge Miguel Pires.

“O Programa trata 25.000 litros de formaldeído produzidos semestralmente no Laboratório de Anatomia e Neuroanatomia, do Centro de Ciências da Vida, as maravallhas (serragem utilizada para forrar a “cama” dos camundongos) do Biotério e Laboratório de Farmacologia e os produtos químicos, fixador e revelador da radiologia da Odontologia”, explica Pires.

“O Campus II passou por uma série de interferências físicas como a criação de locais para armazenamento dos diferentes tipos de resíduos, gerados por área (Abrigos Temporários), aquisição de coletores com pedal (lixeiras), carrinhos para transporte dos resíduos entre os prédios, regularização do piso no trajeto destes carrinhos de transporte, aquisição de equipamentos específicos para o manejo dos resíduos, treinamento das equipes envolvidas, elaboração de processos de trabalho, mensuração dos diversos tipos de resíduos gerados através da aquisição de balanças”, complementa  o Engenheiro de Segurança do Trabalho.

Funcionários do Departamento de Serviços Gerais/ Crédito: Alvaro Jr.
Funcionários do Departamento de Serviços Gerais/ Crédito: Alvaro Jr.

Campus I e II:

O segundo Programa é o de Gerenciamento dos Resíduos Analíticos, que foi implantado no Campus I e no Campus II, responsável pelo armazenamento e descarte correto dos resíduos químicos gerados nos laboratórios da Instituição. “Foi necessário a construção de duas áreas, uma em cada Campus para armazenamento destes resíduos com ventilação adequada, contenção das embalagens e armazenamento por tipo de resíduo químico (solvente, orgânico, metais, inorgânico, ácido e base)”, afirma Pires.

A Instituição possui contrato com Empresa especializada para fornecimento das embalagens adequadas, retirada de todos os resíduos, nestas embalagens e descarte correto. No final do processo a Empresa emite um certificado de tratamento dos resíduos coletados, que é registrado na Vigilância Sanitária.

“Para implantação deste programa foi necessário uma reestruturação da área dos laboratórios do Ceatec e CCV (em andamento) através da aquisição de armários específicos para os produtos químicos, solventes (corrosivos) e inflamáveis, além do descarte correto do passivo que existia nestas áreas, trabalho realizado durante um ano em função dos custos envolvidos”, detalha o Engenheiro.

PUC-Campinas reduziu 12 milhões de litros de água

A redução do consumo de água também figura como uma das mudanças alcançadas pela Universidade. Em 2015, a PUC-Campinas reduziu 12 milhões de litros de água, com algumas ações pontuais: como o fechamento de 45% dos sanitários, atitude pensada estrategicamente, para não prejudicar alunos e funcionários durante o período das aulas, além da proibição de lavagem de veículos da Instituição, limpeza a seco de toda a área externa, reaproveitamento da água das chuvas e limitação das regas dos jardins internos. “Vivemos uma crise hídrica. A Universidade tem de se engajar e fazer com que alunos e funcionários se conscientizem e economizem água na Instituição”, alerta Israel Pilmon Gitirana Barros.

: Maria Cristina Zello e Iraci Maria da Silva Cordeiro/ Crédito: Alvaro Jr.
: Maria Cristina Zello e Iraci Maria da Silva Cordeiro/ Crédito: Alvaro Jr.

Conscientização: uma meta a ser conquistada

 Conscientização e mudança de hábitos antigos não são tarefas fáceis. Requer dedicação. “É um trabalho de formiguinha”, compara Maria Cristina Zello. “O nosso maior objetivo agora é mostrar para os funcionários que há ‘lixo’ que não deveria ser ‘lixo’, como é o caso de pastas de plásticos, caixas de arquivos e sacos plásticos, utilizados, principalmente, nos setores administrativos da Universidade”, afirma Iraci Cordeiro.

Além de proporcionar outra perspectiva sobre o lixo, o Departamento de Serviços Gerais quer conscientizar a comunidade acadêmica sobre a necessidade de reaproveitar os materiais, porque dessa forma será possível, além de diminuir os custos, amenizar a agressão ao Meio Ambiente. “Em vez de a gente comprar todo ano caixas de arquivos novas, podemos reaproveitar as dos anos anteriores. Podemos emprestar os materiais que um departamento tem em abundância, enquanto em outro há escassez”, sugere Maria Cristina Zello.

Envolver alunos, professores e funcionários da PUC-Campinas, no que Iraci chama de “mudança de perspectiva”, é uma das metas do Programa de Gerenciamento de Resíduos. “Esperamos que todos possam se conscientizar sobre a importância do descarte correto do lixo e, mais, sobre a necessidade de reduzir o próprio lixo”, conclui.

População reduz consumo de energia após projeto da PUC-Campinas

Projeto de Extensão contribui com a sustentabilidade ambiental considerando o conforto térmico e a iluminação

Por Amanda Cotrim

O Projeto de Extensão “Sustentabilidade Ambiental Considerando o Conforto Térmico e a Iluminação” teve impacto real na vida da comunidade externa, público-alvo do projeto, possibilitando uma melhora nas condições de vida e no conhecimento sobre o conforto térmico e a iluminação. “A economia na conta de energia elétrica foi a mudança mais relatada pelas pessoas que participaram do projeto. Apresentamos a elas alguns tipos de lâmpadas, mostrando o desempenho e o consumo, o que deu mais clareza para que os participantes do projeto pudessem escolher lâmpadas mais econômicas”, explica o docente responsável pelo projeto e professor da Faculdade de Engenharia Elétrica, Prof. Me. Francisco de Salles Cintra Gomes.

O Projeto de Extensão foi realizado com a participação de trabalhadores da construção civil vinculados à Comunidade São Francisco e com o Centro de Assistência Social (CAS) Copiosa Redenção, na região do Campo Grande, em Campinas. Ao todo, 30 pessoas foram impactadas diretamente e 150 indiretamente pelo projeto. O Projeto de Extensão contou com a participação de um professor e de três estudantes universitários, bolsistas de Extensão, com o intuito de desenvolver atividades, oficinas na forma dialogada e material didático, com a participação de trabalhadores da construção civil, desenvolvendo temas sobre a sustentabilidade ambiental de projetos e/ou construções no que tange ao conforto térmico e à iluminação.

Coordenador do Projeto de Extensão/ Crédito: Álvaro Jr
Prof. Salles, responsável pelo Projeto de Extensão/ Crédito: Álvaro Jr

O Projeto desenvolvido entre 2014 e 2015 teve como foco estimular a conscientização dos participantes para o tema da Sustentabilidade Ambiental e para a conduta cidadã. “Foi um contínuo e mútuo aprendizado”, observa Salles. “Durante os trabalhos, todo o conhecimento acadêmico foi colocado em prática, envolvendo os estudantes de extensão que tiveram a oportunidade de conviver com realidades econômicas e culturais diferentes”, acrescenta. A receptividade da comunidade externa também foi um fator importante, ressalta o docente.

Aluno de Extensão, Matheus Fontanesi, atuou no ano de 2015. / Crédito: Arquivo
Aluno de Extensão, Matheus Fontanesi, atuou no ano de 2015. / Crédito: Arquivo

A importância da Extensão:

“Os resultados do Trabalho de Extensão são excelentes. Além do conhecimento conjunto adquirido nas atividades, os participantes que constituem o  público-alvo têm reais possibilidades de melhorar suas condições de vida, com a conscientização de que podem ser agentes multiplicadores, levando às suas casas e aos amigos o conhecimento adquirido sobre Sustentabilidade Ambiental considerando o Conforto Térmico e a Iluminação”, enfatiza Salles. Já para os alunos bolsistas de Extensão , o projeto deu condições para uma formação integral, por meio da vivência, da participação e da contribuição para com outra realidade, como aponta o docente. “É a busca de soluções para uma sociedade melhor”, resume Salles.

Reportagem da TV PUC-Campinas. 

Projeto combate a intolerância religiosa nas escolas

Projeto de Extensão da PUC-Campinas nas escolas da Rede Pública de Ensino alia história das religiões à história do patrimônio de Campinas

Por Amanda Cotrim

O Brasil é um país multicultural. Essa frase já foi repetida muitas vezes para identificar o País como sendo um lugar de muitas religiões, costumes e etnias. Mas isso não faz do Brasil um lugar, necessariamente, harmônico. Os conflitos existem. Pensando em combater o preconceito e a intolerância religiosa, a PUC-Campinas mantêm, desde fevereiro de 2015, o projeto de extensão Os lugares da religião: Espaço, Patrimônio e Cultura Material em Campinas, que tem como objetivo “ofertar aos professores da rede pública o conhecimento sobre a religião, seja a deles ou a dos outros”, explica o docente da Faculdade de História e responsável pelo projeto, Prof. Dr. Fabio Augusto Morales Soares.

O Professor Fabio Morales explica a relação entre religião, patrimônio e memória / Crédito: Álvaro Jr.
O Professor Fabio Morales explica a relação entre religião, patrimônio e memória / Crédito: Álvaro Jr.

Uma vez por mês, o Professor Morales e dois alunos-bolsistas promovem oficinas nas escolas da rede pública e, juntamente com os educadores, realizam um estudo sobre religião em um ou mais templos religiosos de Campinas, uma atividade que alia cultura, arte e arquitetura. Em abril de 2015, o estudo foi sobre o catolicismo, na Catedral Metropolitana, no Largo do Rosário e na Basílica do Carmo. Em maio de 2015, foi a vez do islamismo, em que professores visitaram a Mesquita da Sociedade Islâmica de Campinas, no Parque São Quirino. Em agosto de 2015, o projeto estudará o judaísmo, na Sinagoga localizada na Rua Barreto Leme, no Centro de Campinas; em setembro de 2015, será a vez do budismo, no Templo Higashi Honganji, no Jardim Chapadão; em outubro, a umbanda no Terreiro Vó Benedita, na Vila Ipê, e, em novembro, será a vez do neopentecostalismo, na Igreja Universal, em Campinas.

“À medida que as religiões são fenômenos sociais extremamente complexos e diversificados, selecionamos dois aspectos das experiências religiosas presentes na cidade: a arquitetura e os objetos sagrados. Desse modo, além de conhecer melhor – evitando preconceitos vários – o campo religioso da cidade, os participantes têm acesso de um modo aprofundado ao patrimônio material edificado da cidade, assim como aos objetos sagrados em cada uma das religiões”, explica Soares.

O estudante do quarto ano do curso de História da PUC-Campinas, Renan Corrêa Teruya, de 30 anos, é extensionista no projeto. Renan é responsável em explicar sobre as fachadas dos espaços religiosos visitados. Já a também extensionista Camila Médici, 20 anos, tem a responsabilidade de falar sobre os objetos sagrados de cada templo visitado.  “Auxiliamos o professor Soares desde a reflexão acadêmica sobre as religiões até a preparação de textos e atividades que vamos usar com os professores da rede pública”, explica Renan. “No final do projeto, teremos um site completo com informações acadêmicas sobre as religiões que estamos estudando”, adianta o docente.

A PUC-Campinas mantêm, desde fevereiro de 2015, o projeto de extensão Os lugares da religião: Espaço, Patrimônio e Cultura Material em Campinas/ Crédito: Álvaro Jr.
A PUC-Campinas mantêm, desde fevereiro de 2015, o projeto de extensão Os lugares da religião: Espaço, Patrimônio e Cultura Material em Campinas/ Crédito: Álvaro Jr.

As atividades são realizadas de duas maneiras: uma oficina expositiva, em que os alunos-bolsistas vão até as escolas e apresentam a história arquitetural de cada uma das religiões presentes em Campinas. No sábado seguinte a essa exposição, “realizamos em conjunto estudos do meio, em que visitamos edifícios religiosos. Tanto nas oficinas expositivas quanto nas visitas aos edifícios religiosos, os professores participam ativamente, seja na forma de complementos ao discurso preparado, seja na forma de novos encaminhamentos às questões apresentadas”, revela Soares.

O docente explica, por exemplo, que a Catedral Metropolitana, dedicada à Nossa Senhora da Conceição está repleta de referências à arquitetura clássica e renascentista, e tem a ver com o processo de europeização (via arquitetura eclética) das cidades brasileiras no contexto da “modernização capitalista” e da formação da nova rede urbana paulista, o que não impediu o fato de que a técnica utilizada ser a taipa de pilão, tipicamente colonial, construída por trabalho escravo; “a Mesquita no Parque São Quirino é uma réplica do Domo da Rocha, em Jerusalém, mesquita construída sobre o antigo templo de Salomão e sobre a rocha onde Abraão teria quase sacrificado Isac/Ismael – dentro do domo da Rocha, assim como dentro da Mesquita de Campinas, existe um mihrab, que é um nicho na parede que indica a direção de Meca, conectando todas as mesquitas às geografia sagrada do Islã”, contextualiza. Já a Igreja Universal na Avenida João Jorge, por sua vez, tem um misto de arquitetura grega e judaica, o que tem a ver com a afirmação desta denominação no cenário religioso brasileiro, compensando sua curta história com a incorporação de uma longuíssima tradição arquitetural. “O terreiro da Vó Benedita, finalmente, não se reconhece facilmente, pois sua arquitetura é absolutamente residencial, o que se explica pela perseguição latente a religiões de matriz africana e afro-brasileira em nossa sociedade, supostamente, tolerante”, ressalta.

Professores da rede pública de ensino em Campinas durante as oficinas do Projeto de Extensão / Crédito: Álvaro Jr.
Professores da rede pública de ensino em Campinas durante as oficinas do Projeto de Extensão / Crédito: Álvaro Jr.

Para a Coordenadora Pedagógica dos anos finais (do 6º ao 9º ano), da escola Estadual Luis Gonzaga Horta Lisboa, em Campinas, em que o projeto de Extensão é realizado, Jaqueline Salione Silveira, “a iniciativa é muito bem-vinda pela sua relevância cultural. Ficamos encantados com a possibilidade de aliar a cultura da cidade de Campinas com o que cada religião traz de informação cultural. Eu propus levar os alunos para acompanhar as oficinas, porque acreditamos que o projeto é muito rico para o conhecimento cultural desse aluno”, opina a Coordenadora.

A intolerância às religiões de matriz africana.

Segundo o Professor Morales, não se apagam 300 anos de escravidão africana por decreto. O racismo, segundo ele, estruturou a sociedade colonial e imperial brasileira e a república não se esforçou para integrar os negros. “O racismo derivado da escravidão e das formas de reprodução da condição subalterna da população negra (ausência de Estado de bem-estar social + baixos salários + representações midiáticas depreciativas) é, certamente, o principal fator para a explicação da intolerância às religiões de matriz africana. Mas não só”, considera.

Nada como o conhecimento e informação para desmistificar uma situação de preconceito. Isso é o que acredita a Coordenadora Jaqueline, que adiantou que transmitirá todo o conhecimento adquirido aos alunos no final do projeto. “Eu penso em trabalhar com todas as religiões e no final do projeto apresentar todas suas características culturais como um trabalho geral para os estudantes”, finalizou.

Espaço Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários

Apesar de existir uma indicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para que toda paróquia católica do país tenha uma equipe de Pastoral da Comunicação, essa meta ainda está longe de ser alcançada. Uma das principais dificuldades, segundo especialistas, é que para agir nessa área não é suficiente boa vontade e trabalho voluntário. Assim, além da disponibilidade dos agentes de pastoral é importante um conhecimento mais especializado – tanto técnico quanto teórico – na área da Comunicação.

Esse é o objetivo do projeto de extensão “Comunicação e Ação Pastoral: elaboração de Plano de Comunicação Institucional junto às paróquias da Forania São João XXIII, da Arquidiocese de Campinas”, desenvolvido pelo Prof. Lindolfo Alexandre de Souza, da Faculdade de Jornalismo, e que conta com dois alunos bolsistas. Na primeira etapa do projeto foram realizadas oficinas de capacitação para que os agentes de pastoral pudessem elaborar um Plano de Comunicação Institucional para cada uma das sete paróquias da Forania. E um plano que levasse em consideração a realidade de cada paróquia, com suas possibilidades, recursos disponíveis, cronograma e prioridades.

Após os planos elaborados, os agentes de pastoral estão participando de oficinas de capacitação para o aperfeiçoamento da comunicação paroquial, ao mesmo tempo em que são acompanhados na implementação das ações previstas nos planos de comunicação. Entre os temas das oficinas estão técnicas para produzir jornais e boletins paroquiais impressos, uso da internet para a evangelização, organização do quadro de avisos e dicas para o uso adequado do microfone, entre outras.

O projeto iniciou em agosto de 2014 e tem previsão de término em dezembro de 2015. Após a intervenção, o objetivo é que as equipes paroquiais de Pastoral da Comunicação estejam organizadas e capacitadas para a continuidade das ações, sem a necessidade de acompanhamento do docente nem dos alunos extensionistas.

Jovens , álcool e carro: uma atração perigosa

Projeto de Extensão conscientiza estudantes sobre a combinação fatal do álcool com volante

 

Por Beatriz Videira

Os jovens fazem parte da cruel realidade dos acidentes de carro, onde também se tornam personagens principais.  Segundo dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), 41% dos mortos em acidentes de trânsito estão na faixa etária de 15 a 34 anos. Eles estão mais expostos aos acidentes, levando-se em conta os padrões de comportamento e hábitos de lazer que quase sempre envolvem a bebida alcoólica.

O papel da educação no processo de prevenção / Crédito: Álvaro Jr.
O papel da educação no processo de prevenção / Crédito: Álvaro Jr.

O projeto de extensão “Prevenção de acidente de trânsito relacionado a risco e álcool na juventude”, da PUC Campinas, liderado pelo docente  da Faculdade de Medicina da PUC Campinas, Prof. Dr. José Gonzaga Teixeira Camargo, realiza um trabalho de conscientização e desenvolve atividades educativas para alunos do 2º e 3º anos do Ensino Médio de Escolas Públicas e Privadas da região Metropolitana de Campinas.

Segundo o professor, “o projeto visa basicamente conseguir capacitar os alunos das escolas secundárias a fazerem escolhas seguras no que diz respeito à bebidas alcoólicas e direção.”

O projeto é liderado pelo docente  da Faculdade de Medicina da PUC Campinas, Prof. Dr. José Gonzaga Teixeira Camargo/ Crédito: Álvaro Jr.
O projeto é liderado pelo docente da Faculdade de Medicina da PUC Campinas, Prof. Dr. José Gonzaga Teixeira Camargo/ Crédito: Álvaro Jr.

O trabalho de extensão começou em novembro de 2014 e recebeu alunos da escola Pio XII e Porto Seguro. Geralmente, são de duas a quatro visitas por mês com turmas de no máximo 30 alunos. No Campus II da PUC-Campinas, os jovens que participam do projeto acompanham palestras sobre os riscos da combinação álcool e volante com Polícia Militar, EMDEC (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), e Corpo de Bombeiros. Mariângela Pereira, Analista de Educação da EMDEC e palestrante, conta que “com uma abordagem educativa procuramos alertar os jovens sobre a importância de se fazer escolhas seguras no trânsito.”  Os alunos também acompanham o depoimento de vítimas de acidente no trânsito. Após ouvir os profissionais, os alunos aprendem sobre os mecanismos de ação do álcool no organismo, através de uma aula do Prof. Dr José Gonzaga.

Após o contato dos alunos com a temática, os estudantes vão até o Ambulatório de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da PUC-Campinas, onde conhecem vítimas em processo de reabilitação e também fazem uma visita ao Hospital Universitário, passando pela Enfermaria de Cirurgia, pela Enfermaria de Ortopedia e pelo Pronto Socorro. Para o Professor Gonzaga, essa experiência prática dos alunos é  importante para causar impacto, pois hoje, segundo o docente, “essa geração de agora precisa ver para crer; eles precisam tocar nas coisas e a partir do momento que eles vêem inloco o que esta acontecendo, acreditam que o perigo está de fato presente na realidade”, expõe.

A aluna Vitória Sebra, da escola Porto Seguro, ressalta que o projeto deu aos alunos a oportunidade de conhecer a realidade  “o que é passado pra gente não chega nem perto do que estamos vendo aqui hoje.  O choque de realidade é tanto entre os jovens que Vitória conta que durante a visita ao Hospital tudo que conseguia pensar era  “nossa, poderia ser eu aqui.”

Segundo pesquisas retiradas do Portal do Transito Brasileiro, com dados obtidos através da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) e do PARE (Programas de Redução de Acidentes nas Estradas), cerca de 90% dos casos de traumas podem ser evitados, por meio de escolhas seguras, evitando fatores de riscos, como abuso de álcool, drogas, excesso de velocidade, desatenção, inexperiência e a não utilização de equipamentos de proteção, como o cinto de segurança. Assim, é preciso sensibilizar os jovens, fazendo com que reflitam antes de tomar decisões arriscadas, como dirigir embriagados.

Alunos do Ensino Médio de Escolas Públicas e Privadas da região Metropolitana de Campinas participam do projeto/ Crédito: Álvaro Jr.
Alunos do Ensino Médio de Escolas Públicas e Privadas da região Metropolitana de Campinas participam do projeto/ Crédito: Álvaro Jr.

O papel da educação nesse processo de prevenção é a única saída, na opinião do Professor de Medicina , José Gonzaga, ‘‘nós já estamos no extremo, em termos de que a medicina poderia oferecer; nós já trabalhamos muito no  problema agora é necessário trabalhar para evitar, para que não aconteça o problema, e não existe outra forma a nao ser a educação.”

Para o docente, é importante que o conhecimento gerado na Universidade extrapole os muros acadêmicos, uma vez que essa é a essência da Extensão, “você poder ensinar ao paciente maneiras de evitar a doença dele, deixar a saúde de ser algo centrado somente nos profissionais de saúde, mas capacitando as pessoas a cuidarem de si mesmas”  finaliza Gonzaga.