Arquivo da tag: projetos

Encontro de Extensão e Entidades Parceiras

Por Redação

No último dia 23 de Junho foi realizado, por iniciativa da Pró Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, o “Encontro de Extensão com as Entidades Parceiras” em comemoração aos 75 anos da PUC-Campinas. As atividades desse evento estenderam-se ao longo do dia e incluíram a Cerimônia de Abertura presidida pelo Grão Chanceler da PUCCampinas e bispo metropolitano de Campinas. Também compuseram a mesa de abertura a Reitora, o Vice Reitor e os Pró-Reitores, assim como o Vice Prefeito de Campinas, Sr. Henrique Magalhães Teixeira. Houve uma apresentação musical da qual participaram três docentes extensionistas acompanhados ao violão pelo Coordenador da CACI.

Na sequência, os presentes foram convidados a caminhar até uma
tenda localizada próxima à Praça de Alimentação do CAMPUS I onde estavam expostos pôsteres com fotos dos quarenta Projetos de Extensão em desenvolvimento no biênio 2016/17, sob responsabilidade de docentes e seus alunos bolsistas de extensão. Os gestores das entidades parceiras e os docentes realizaram rodas de conversa sobre o impacto da presença dos projetos de extensão da Universidade junto ao público alvo de projetos sociais na região metropolitana de Campinas.

A Pró Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários, Profa. Dra. Vera Engler Cury, ao discursar durante a Cerimônia de Abertura enfatizou que aquela “comemoração construída sob a forma de Encontro entre docentes e alunos da PUC-Campinas envolvidos com Projetos de Extensão e seus parceiros representados por entidades públicas e privadas da região metropolitana de Campinas, foi planejada com empenho e carinho por todos os envolvidos. Se cotidianamente professores e alunos deslocam-se para além das salas de aula e dos muros da Universidade a fim de desenvolverem atividades de extensão junto à comunidade num processo dinâmico de compartilhamento de saberes e de respeito às diferenças, trazê-los à nossa casa para que nos conheçam em nosso próprio ambiente e possam contar um pouco de como tem sido esta experiência, é um gesto de amizade e motivo de grande alegria e entusiasmo . Esperamos estreitar ainda mais o diálogo rico e criativo que caracteriza nossas parcerias e estimular o surgimento de novos projetos com outros parceiros. Como tão bem expressou o Papa Francisco recentemente : ‘Neste tempo pobre em amizade social, nossa tarefa é construir comunidades. Temos que descobrir as riquezas de cada um. Que as comunidades transmitam os próprios valores e acolham as experiências dos outros.’

Continuou, explicando que “os projetos de extensão na PUC-Campinas nascem da conjugação de esforços de Gestores das Faculdades, de Programas de Pós Graduação e de Centros que a partir de demandas provenientes de grupos sociais organizados ou de entidades públicas e privadas da região metropolitana de Campinas, encaminham à PROEXT propostas para projetos de extensão que analisamos à luz das diretrizes da Universidade e das políticas públicas. As propostas consideradas pertinentes e viáveis são transformadas em Editais de Processos Seletivos Internos aos quais candidatam-se docentes com interesse em vincular-se à PUC-Campinas de maneira integral, ou seja, em jornada de 40 horas semanais que incluirão, além das atividades de ensino, vinte horas para o desenvolvimento de um plano de trabalho de extensão . Este inclui não só a execução de seu próprio projeto como também a orientação a alunos bolsistas de extensão em suas atividades específicas derivadas do projeto do professor.

Os projetos de extensão, desenvolvidos ao longo de dois anos,
recebem recursos da própria Universidade e também públicos,
originados em Editais anuais do Ministério da Educação específicos
para a área de extensão das Universidades públicas e comunitárias.
Lembramos também que o Plano Nacional de Educação vigente
até 2020 prevê que todo aluno que cursa uma Faculdade terá que
desenvolver 10 por cento das atividades curriculares em projetos e
programas de extensão. Assim, consolida-se o compromisso das
Universidades brasileiras com a formação de profissionais conscientes da importância de se preocuparem com o desenvolvimento social e atuarem como cidadãos responsáveis em relação às pessoas mais vulneráveis em termos econômicos e sociais”.

Espaço Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários

Projetos de Extensão são classificados entre os melhores do país em Edital do MEC 

A PUC-Campinas submeteu 26 propostas, sendo 12 projetos e 14 programas de extensão ao Edital PROEXT 2016 MEC/SESu, publicado pelo Ministério da Educação. Trata-se do principal instrumento de financiamento da Extensão Universitária do país. Todas as propostas da PUC-Campinas foram avaliadas positivamente, sendo que 16 obtiveram nota final acima de 91 pontos, numa escala que varia entre 0 e 100 pontos.

O resultado final contemplou 3 programas e 5 projetos com recursos financeiros para apoiar seu desenvolvimento, perfazendo um total de R$ 1.305.929,13. Com este resultado, a PUC-Campinas ficou em 8º lugar dentre todas as Instituições de Ensino do país que apresentaram propostas e, pelo segundo ano consecutivo, em 1º lugar no segmento das Instituições Comunitárias de Ensino Superior (ICES)

RESULTADO FINAL EDITAL PROEXT 2016  
PROGRAMAS E PROJETOS CLASSIFICADOS E CONTEMPLADOS COM RECURSOS NO TOTAL
DOCENTE MODALIDADE TÍTULO
1. Pedro de Miranda PROGRAMA Desenvolvimento de Atuação em Rede para cooperativas de catadores de materiais recicláveis de Campinas-SP.
2. Karina de Carvalho Magalhães PROGRAMA Empreendedorismo e Empregabilidade: desenvolvendo competências e preparando Pessoas com Deficiência para o Mundo do Trabalho no Centro Interdisciplinar de Atenção à Pessoa com Deficiência (CIAPD) da PUC-Campinas.
3. Roberto Silva Jr PROGRAMA Esporte e Lazer: estratégias de participação e tecnologia para a inclusão de pessoas com deficiência.
DOCENTE MODALIDADE LINHA TEMÁTICA
1. Fábio Augusto Morales Soares PROJETO Lugares da religião em Campinas: patrimônio, espaço e cultura material.
2. Vagner Roberto Bergamo PROJETO Esportes Unificados: Modelo Para o Desenvolvimento do Esporte e Lazer Inclusivo.
3. José Henrique Spécie PROJETO Oficina da Cidadania.
4. Cristiane Feltre PROJETO Observatório de políticas públicas e migrações da RMC.
5. Amilton da Costa Lamas PROJETO Promoção da inclusão social/digital de deficientes visuais através de soluções de Engenharia Elétrica.

 

tabela 1

tabela 2

 

 

 

 

Meu futuro? É empreendedor!

Qual será a profissão do futuro? Quais carreiras sumirão e quais estarão em ascensão daqui cinco anos? Será que a escolha que estou fazendo vai “pagar minhas contas”?

Essas e outras questões sobre carreira são sempre repetidas, ano após ano, seja nos colégios, no cursinho pré-vestibular, em casa e, também, durante nossa passagem pela universidade. Arrisco dizer que é durante nossa passagem pela universidade que a pressão pela escolha realmente aparece: “Nossa, já se passaram dois anos desde que iniciei o curso e ainda estou em dúvida… será que paro agora ou vou até o final? O que vão pensar de mim se eu desistir agora? O processo seletivo das empresas tem ‘desafios’, será que estou preparado? E se… E se… E se…”.

Não precisamos ser estudiosos em História para perceber que a sociedade vem mudando seus desejos cada vez mais rapidamente. Detalhe: a sociedade sempre buscou por mudanças. Está no nosso DNA, na nossa natureza, no nosso INSTINTO, o desejo contínuo de mudança. A evolução da espécie humana está associada ao desejo de mudança para uma situação que proporcione um “algo a mais”, seja “mais comida”, “mais poder” ou “mais conforto”. Como, então, estar preparado para o futuro? O tempo médio dos cursos superiores é de 4 anos e a Apple ou a Samsung lançam novos equipamentos a cada 7 ou 8 meses (quando muito)…

Uau! A filosofia de algumas empresas antigamente era de um “produto para uma vida inteira”, e, agora, a “vida inteira” de um produto é de 7 meses? Novamente a pergunta: Como devemos nos preparar para o futuro?

Talvez a resposta esteja mais próxima do que pensamos… Como é parte do instinto do ser humano o desejo de mudança, que tal explorarmos esse “potencial interno”? O grande diferencial dos profissionais de sucesso, em todas as épocas, é a capacidade de identificar oportunidades e AGIR rapidamente. Uma boa ideia representa menos que 10% do sucesso. Os outros 90% vêm do esforço, da persistência, da ATITUDE de transformar uma ideia em realidade.

Outro ponto importante: ninguém consegue abraçar o mundo sozinho. Ou seja, profissionais de sucesso interagem, integram, colaboram, constroem seus sonhos em equipe. E reconhecem o valor desse trabalho em equipe. E o que é interessante: a maior parte das empresas que mais crescem é composta por times multidisciplinares: Esporte com Marketing; Engenharia com Saúde; Educação com Tecnologia; Estatística com Administração Financeira. Apenas para citar algumas oportunidades.

Nesse cenário, estar preparado para o futuro é investir tempo compartilhando com pessoas de diversas áreas de formação, nossas expectativas e competências, avaliando sempre a possibilidade de construir algo novo.

Para apoiar esse processo de construção de um novo futuro para nossa comunidade interna, desenvolvemos o Programa PUC-Campinas Empreende que oferece um ambiente de compartilhamento de ideias e construção de oportunidades entre os alunos da Universidade, potencializando a relação com empresas e investidores, e reconhecendo com prêmios o esforço e a dedicação de nossos alunos.

Em 2015, estaremos na 3a edição do Desafio de Ideias e na 2a edição da Pré-Incubação de projetos. Com intensidade e persistência, bons frutos estão surgindo. E a profissão do futuro? Empreender… E é já!! Prepare-se e seja bem-vindo ao PUC-Campinas Empreende 2015!

O Docente Tiago Aguirre é o responsável pelo projeto PUC-Campinas Empreende

 

 

Brasil está à frente no controle de ética em pesquisa, afirma coordenador da CONEP

Nova resolução para pesquisa quer garantir mais direitos aos participantes dos estudos

Uma média de 120 projetos de pesquisas em diversas áreas, que envolvem seres humanos, chega mensalmente à Comissão Nacional de Ética e Pesquisa (CONEP). O órgão, criado em 1996, é vinculado ao Conselho Nacional de Saúde (CNS) do Ministério da Saúde e tem a responsabilidade de examinar os aspectos éticos dessas pesquisas, no Brasil. Um exemplo são os estudos que envolvem o uso de remédios.

Vinculados à CONEP estão os Comitês de Ética em Pesquisa com seres humanos (CEP) das principais instituições de pesquisa do país, como é o caso da PUC-Campinas, uma das pioneiras na região de Campinas, que participa com 30 membros, representando todas as áreas do saber. “Os projetos de mestrado e doutorado da Universidade que envolvem seres humanos passam pelo nosso Conselho de Ética”, explica o Presidente do CEP da PUC-Campinas e  docente da Faculdade de Engenharia Elétrica, Prof. Dr. Davi Bianchini. Os CEP´s avaliam estudos nas áreas de genética e reprodução humana, novos equipamentos, dispositivos para saúde, novos procedimentos, população indígena e projetos ligados à biossegurança.

O Brasil está à frente no controle de ética em pesquisa com seres humanos, se comparado a países da Europa e aos Estados Unidos. Essa é a opinião do Coordenador da CONEP, Dr. Jorge Venâncio, que foi categórico ao afirmar, durante visita ao Campus II da PUC-Campinas, no dia 13 de agosto, que o Brasil não aceita alguns critérios internacionais que desumanizam as pessoas. “Vemos o comércio de células em sites estrangeiros. Material humano sendo vendido? Isso me parece algo pré-histórico”, criticou.

Segundo o representante da CONEP, o Brasil é um grande mercado estrangeiro para a comercialização de medicamentos, o que aumenta ainda mais o papel da Comissão. “Não somos contra as pesquisas. Só acreditamos que é plenamente possível ter desenvolvimento científico respeitando os direitos das pessoas que participam dos estudos”, afirmou.

Em 2012, foi editada a resolução 466 do Conselho Nacional de Saúde, que pretende, segundo o Dr. Venâncio, garantir o direito da pesquisa sem que esse  direito negligencie os direitos das pessoas que participam dos estudos. Confira o texto da Resolução (link) com novas diretrizes para as pesquisas que envolvem serem humanos. A nova resolução, segundo o Coordenador da CONEP, abarca todas as áreas científicas e precisa ser do conhecimento da sociedade.

A palestra do Dr. Jorge Venâncio aconteceu no Campus II da Universidade. Estiveram no evento a Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Dra.Sueli do Carmo Bettinei, o Coordenador Geral de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Dr. Alexandre Mota, o Diretor Técnico do Hospital e Maternidade Celso Pierro (HMCP), Dr. Agnaldo Pereira, o Diretor Clínico do HMCP, Dr. Nilton Crepaldi Vicente, o Presidente da Comissão de Residência Médica, Dr. Glauco Penem, o 1º Vice-Presidente do CEP da PUC-Campinas, na área de saúde e pesquisa clínica, Dr. Aguinaldo Gonçalves.

pag5-2

 

“Os projetos de mestrado e doutorado da Universidade passam pelo nosso Conselho de Ética”.

 

pag6-1
Presidente do CEP da PUC-Campinas, Prof. Dr. Davi Bianchini

 

ORIGEM
O reconhecimento mundial sobre a necessidade de existir controle sobre o que poderia e o que não deveria ser feito em pesquisas com seres humanos teve sua origem no pós- guerra (II Guerra Mundial), quando algumas violências contra judeus, por exemplo, foram justificadas como finalidade de pesquisa. Cerca de 50 anos depois, a CONEP foi criada no Brasil, em 1996. Para ter mais informações  sobre a origem do controle ético de pesquisas com seres humanos no Brasil, clique aqui.

“PUC-Campinas foi uma das pioneiras nos Conselhos de Ética da região”

Da esquerda para direita: Dr. Aguinaldo Gonçalves, Dr. Nilton Crepaldi Vicente, Dr. Alexandre Mota, Dra. Sueli do Carmo Bettinei, Dr. Jorge Venâncio, Dr. Agnaldo Pereira e Dr. Glauco Penem.
Da esquerda para direita: Dr. Aguinaldo Gonçalves, Dr. Nilton Crepaldi Vicente, Dr. Alexandre Mota, Dra. Sueli do Carmo Bettinei, Dr. Jorge Venâncio, Dr. Agnaldo Pereira e Dr. Glauco Penem.