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Meu futuro? É empreendedor!

Qual será a profissão do futuro? Quais carreiras sumirão e quais estarão em ascensão daqui cinco anos? Será que a escolha que estou fazendo vai “pagar minhas contas”?

Essas e outras questões sobre carreira são sempre repetidas, ano após ano, seja nos colégios, no cursinho pré-vestibular, em casa e, também, durante nossa passagem pela universidade. Arrisco dizer que é durante nossa passagem pela universidade que a pressão pela escolha realmente aparece: “Nossa, já se passaram dois anos desde que iniciei o curso e ainda estou em dúvida… será que paro agora ou vou até o final? O que vão pensar de mim se eu desistir agora? O processo seletivo das empresas tem ‘desafios’, será que estou preparado? E se… E se… E se…”.

Não precisamos ser estudiosos em História para perceber que a sociedade vem mudando seus desejos cada vez mais rapidamente. Detalhe: a sociedade sempre buscou por mudanças. Está no nosso DNA, na nossa natureza, no nosso INSTINTO, o desejo contínuo de mudança. A evolução da espécie humana está associada ao desejo de mudança para uma situação que proporcione um “algo a mais”, seja “mais comida”, “mais poder” ou “mais conforto”. Como, então, estar preparado para o futuro? O tempo médio dos cursos superiores é de 4 anos e a Apple ou a Samsung lançam novos equipamentos a cada 7 ou 8 meses (quando muito)…

Uau! A filosofia de algumas empresas antigamente era de um “produto para uma vida inteira”, e, agora, a “vida inteira” de um produto é de 7 meses? Novamente a pergunta: Como devemos nos preparar para o futuro?

Talvez a resposta esteja mais próxima do que pensamos… Como é parte do instinto do ser humano o desejo de mudança, que tal explorarmos esse “potencial interno”? O grande diferencial dos profissionais de sucesso, em todas as épocas, é a capacidade de identificar oportunidades e AGIR rapidamente. Uma boa ideia representa menos que 10% do sucesso. Os outros 90% vêm do esforço, da persistência, da ATITUDE de transformar uma ideia em realidade.

Outro ponto importante: ninguém consegue abraçar o mundo sozinho. Ou seja, profissionais de sucesso interagem, integram, colaboram, constroem seus sonhos em equipe. E reconhecem o valor desse trabalho em equipe. E o que é interessante: a maior parte das empresas que mais crescem é composta por times multidisciplinares: Esporte com Marketing; Engenharia com Saúde; Educação com Tecnologia; Estatística com Administração Financeira. Apenas para citar algumas oportunidades.

Nesse cenário, estar preparado para o futuro é investir tempo compartilhando com pessoas de diversas áreas de formação, nossas expectativas e competências, avaliando sempre a possibilidade de construir algo novo.

Para apoiar esse processo de construção de um novo futuro para nossa comunidade interna, desenvolvemos o Programa PUC-Campinas Empreende que oferece um ambiente de compartilhamento de ideias e construção de oportunidades entre os alunos da Universidade, potencializando a relação com empresas e investidores, e reconhecendo com prêmios o esforço e a dedicação de nossos alunos.

Em 2015, estaremos na 3a edição do Desafio de Ideias e na 2a edição da Pré-Incubação de projetos. Com intensidade e persistência, bons frutos estão surgindo. E a profissão do futuro? Empreender… E é já!! Prepare-se e seja bem-vindo ao PUC-Campinas Empreende 2015!

O Docente Tiago Aguirre é o responsável pelo projeto PUC-Campinas Empreende

 

 

Pesquisa soluciona gargalo em sistemas de telecomunicação

Método identifica falhas e reduz 96% das queixas 

Por Amanda Cotrim

Com a crescente dependência de empresas em relação às redes de computadores – com as videoconferências, telepresenças e o monitoramento por câmeras de seguranças, entre outros -, os incidentes no sistema de telecomunicação podem gerar inúmeros prejuízos para as empresas. Pensando em conter esse quadro, um estudo realizado por alunos do curso de mestrado em Gerência de Rede de Telecomunicações, da Faculdade de Engenharia Elétrica, da PUC-Campinas, desenvolveu um método que mapeia e trata os incidentes no sistema de telecomunicações, de modo que a empresa possa antever o problema, se preparar e evitar que ele ocorra novamente. “Com o crescimento acelerado da concorrência entre as empresas e negócio, garantir um mecanismo que evite e trate problemas pode representar vantagem no mercado”, explica o pesquisador do estudo, Almir Carlos da Silva.

Crédito: Arquivo Pessoal Almir Carlos da Silva, autor do estudo/ Arquivo Pessoal
Crédito: Arquivo Pessoal
Almir Carlos da Silva, autor do estudo/ Arquivo Pessoal

A pesquisa selecionou um dos clientes da provedora de serviços de telecomunicação, que detém 80% do mercado mundial na área em que atua e com representatividade em diversos países. O cliente foi analisado por seis meses (janeiro a junho de 2012), tendo relatado 31 tíquetes de reclamações sobre o sistema de comunicação. Após a aplicação do método, durante o mesmo período, no ano de 2013, o cliente recebeu três tíquetes de reclamação; uma redução em 96% das queixas.

Procedimento:

Para poder detectar os incidentes no sistema de comunicação, a pesquisa criou o “Mapeamento de Ambientes Críticos ao Negócio” (MACN), que precisa, de forma mais eficaz e rápida, as falhas e problemas nos sistemas. Em seguida, o método foi aplicado: “Selecionamos a aplicação mais importante para este cliente que foi o Desktop, fundamental para os seus negócios (venda, produção, compras, logística). Cerca de 30 mil usuários utilizam o Desktop, sendo que, aproximadamente, 11 mil são acessos simultâneos”, contextualizou. A empresa analisada possui diversas localidades no Brasil, e todas usam a estrutura do Desktop, que está instalada em uma estrutura composta por mais de 200 servidores localizados em um Data Center (DC) centralizado. “Todo o acesso das localidades ao DC é feito mediante o uso de diversos circuitos de comunicação, que proveem aos usuários de cada localidade a área de trabalho virtual, a qual ele não consegue desenvolver suas atividades, pois apenas 10% dos equipamentos do parque de Tecnologia da Informação (TI) que atendem os usuários são computadores físicos”, explicou.

Mapeamento de Ambientes Críticos ao Negócio

Correlação da visão de gestão com equipamentos e sistemas que podem  ocasionar sérios prejuízos à empresa

Reportagem - Pesquisa soluciona - Almir Carlos da Silva f1

No momento em que um incidente é aberto pelo cliente das empresas de telecomunicação, o MACN consegue constatar se ele está relacionado a algum sistema sensível ao negócio e classificá-los como “críticos”. Caso o incidente não seja impactante, o tratamento deve seguir o fluxo normal de atendimento. Mas, o Pesquisador adianta que se o mapeamento identificar algo crítico, assim que o problema ocorrer, é preciso informar o nível executivo da operação. “Isso permitirá que o gestor antecipe-se e interaja com o cliente, demonstrando atenção ao negócio e o cuidado com ele por parte da provedora de serviço”, defende.

Reportagem - Pesquisa soluciona - Almir Carlos da Silva f2

O processo descrito na figura mostra o acompanhamento Executivo de Incidentes Críticos

Além do MACN foi elaborada uma Lista de Verificação de Rede (LVR), cujo objetivo é identificar possíveis causas de problemas na transmissão de dados a partir dos equipamentos de rede. “Se constatou que o LVR é eficaz como ferramenta de diagnóstico de falhas ou anomalias na rede. Sua prática em ambientes críticos previamente mapeados pode oferecer precisão e rapidez no diagnóstico de falhas e problemas, diminuindo o impacto para os negócios dos clientes”, afirmou.

Para o Pesquisador, o estudo desenvolvido proporciona um mecanismo simples e prático que pode ser implementado por qualquer empresa. “Acredito que o método elaborado pode extrapolar a área de TI (Tecnologia da Informação) e ser utilizado em outras frentes, como a saúde, a produção, entre outros”, finalizou.

Por que a escolha de uma boa universidade é fundamental para a vida ?

Primeiro passo em direção ao futuro profissional

Por Giovanna Oliveira

Anos atrás, a escolha de uma profissão e de uma universidade na vida de um cidadão era bem mais simples. Era uma escolha significativa, mas não tão ampla e concorrida como a dos dias atuais. Já faz um tempo que as opções, tanto de cursos, quanto de universidades e de faculdades, são tantas, que a cabeça do jovem passa a ser “bombardeada” com milhares de informações, para fazer a “escolha certa”. Mas por que essa escolha se tornou tão importante?

Na sociedade atual, cuja escolha da carreira tem grande impacto no futuro, deve levar em consideração, além de outros, fatores como conforto, formação, infraestrutura, docentes, mercado de trabalho e relações interpessoais. É por isso que a universidade escolhida deve ser analisada com cuidado, para que atinja, dentro do possível, o maior número de metas estabelecidas pelo próprio jovem.

Foto: Álvaro Jr Um bom profissional começa numa boa sala de aula
Foto: Álvaro Jr.
Um bom profissional começa numa boa sala de aula

É na decisão sobre qual curso escolher que o jovem projeta o que será no futuro, como explica a psicóloga e docente do Centro de Ciências da Vida (CCV), Profa. Dra. Maria de Fátima Franco dos Santos. “Existem universidades que não têm a preocupação com a formação humana do aluno. Apenas oferecem cursos mais técnicos, direcionados ao mercado de trabalho. Em geral, essas universidades têm uma visão mais empresarial a respeito do ensino, quando na verdade elas teriam de ter uma visão mais humanista, que transforma o aluno para além da sala de aula e conduz suas atividades profissionais.

O Pró-Reitor de Graduação da PUC-Campinas, Prof. Dr. Orandi Mina Falsarella, concorda que as universidades devem ir além de uma formação inteiramente relacionada ao mercado de trabalho. “Ela tem de receber o jovem, que, muitas vezes, veio do Ensino Médio e entrou na universidade para ter uma profissão, e formá-lo para que ele possa exercer aquela profissão escolhida da melhor forma possível. Mas tem de haver uma formação integral. Uma formação integral do ser humano, esse é o grande diferencial entre uma universidade e uma faculdade.”

Diferenciar uma faculdade de uma universidade é relevante quando o aluno deixa a sala de aula e torna-se um profissional em busca de uma oportunidade. O docente do Centro de Economia e Administração (CEA) Prof. Me. Valdenir da Silva Pontes, explica: “Eu acredito que o mercado olha com mais carinho quando o aluno é formado em uma universidade, já que ele, no próprio sentido da palavra, tem uma formação mais universal, mais completa, mais abrangente. Com forte apelo, inclusive, em áreas que não são específicas da formação do aluno. Já as faculdades não oferecem isso. Pelo menos não na qualidade e quantidade desejadas.” Para Pontes, a universidade prepara o aluno de duas formas: com o conhecimento teórico, e a presença de profissionais como docentes em sala de aula. “Isso estimula o aluno, e o direciona a uma escolha dentro das opções do próprio curso”, esclarece.

Foto: Álvaro Jr.  Universidade investe em ensino, pesquisa e extensão
Foto: Álvaro Jr.
Universidade investe em ensino, pesquisa e extensão

O papel dos docentes dentro da formação de um profissional também é de suma importância, como enfatiza a psicóloga Maria de Fátima. “Tem de estar claro que existe uma hierarquia, como tudo na vida, e isso começa dentro da sala de aula. Dentro da universidade é o professor que levará o aluno ao desenvolvimento pessoal.”

“Nós, docentes, procuramos estar sempre à disposição, porque também queremos a melhor formação para ele”, completa o professor Orandi.

As escolhas do curso e da universidade devem ser feitas com segurança, por isso é importante pesquisar para saber exatamente o objetivo que se pretende atingir.

“A grande diferença de uma Universidade, como a PUC-Campinas, é que você tem três pilares que a sustentam: as atividades de Ensino, de Pesquisa, e de Extensão. Quando falamos em uma formação profissional, podemos dizer que em uma Universidade, você tem uma formação completa”, finaliza o Pró-Reitor de Graduação.

Ex-Alunos da PUC-Campinas são destaque mundial

“A formação que eu tive aqui foi única para chegar onde estou”

Por Amanda Cotrim

Cristiane Squarize e Rogério Moraes se conheceram na PUC-Campinas, no curso de Odontologia, na década de 1990, quando começaram a namorar. Do namoro veio o casamento, o mestrado, doutorado e o pós-doutorado. Hoje, os dois são professores da área de patologia bucal, na Faculdade de Odontologia da Universidade de Michigan e fundadores e responsáveis pelo laboratório de Biologia Epitelial da universidade, nos Estados Unidos.

De passagem pelo Brasil, cumprindo agenda de palestras nas universidades brasileiras, Cristiane conversou com o Jornal da PUC-Campinas. Ela ressaltou a importância da formação que recebeu na Universidade para o sucesso da sua carreira. “A formação que eu e meu esposo tivemos aqui foi única. Na PUC-Campinas tivemos acesso à prática e ao paciente durante todo o curso, o que me deu uma formação mais humana”, lembra a ex-aluna. A prática oferecida pela Universidade possibilitou que Cristiane, depois de formada, tratasse pacientes que não tinham condições de pagar. “Eu trabalhei cinco anos em consultório e doava um dia por semana para a comunidade. Nesse período, tive muito contato com pacientes que tiveram trauma na região da cabeça e pescoço ou doenças genéticas. Esses quadros que chegavam até mim me impulsionaram a ir para a pesquisa, para entender como a doença funciona, podendo intervir e prevenir”, lembra.

Cristiane e o marido, Rogério Moraes, trilharam o mesmo caminho profissional. Ambos fizeram mestrado e doutorado e hoje trabalham na mesma área de pesquisa. A oportunidade de trabalhar nos EUA surgiu quando a pesquisadora estava no doutorado sanduíche (termo usado para dizer que o aluno fez parte do curso de doutorado fora do país). “Eu fiquei em um laboratório da mesma universidade que eu trabalho hoje e, paralelamente, fui publicando meus artigos científicos, até que eu e meu esposo fomos convidados para fazer o pós-doutorado lá. Em 2010, a universidade abriu concurso e passamos. Os dois”, brinca Cristiane.

Ex aluna da PUC-Campinas tornou-se cientista reconhecida mundialmente
Ex aluna  tornou-se cientista reconhecida mundialmente

O casal, especialista em câncer bucal, pesquisa como ele se desenvolve, quais são suas características, e assim conseguem desenvolver novos tratamentos. Hoje, Cristiane e Moraes estudam células-tronco, câncer bucal e regeneração do corpo. “Entendemos, ao logo dos anos, que no meio científico não existem barreiras. O conhecimento é o caminho para melhorar a saúde dos pacientes”.

Atualmente, os brasileiros recebem estudantes do mundo inteiro na Universidade de Michigan. O casal, além de lecionar e liderar o laboratório de pesquisa nos EUA, também é convidado a dar palestras em várias universidades no Brasil. A produção científica de ambos os pesquisadores inclui publicações em revistas renomadas, como Science, Cel Stem Cell, PNAS, Neoplasia, Câncer Research, Oncogene, PLOS One, FEBS, entre outras.

Câncer de boca: 

Segundo a doutora Cristiane, 50 por cento dos pacientes diagnosticados com câncer bucal morrem da doença. As causas estão associadas ao fumo e ao HPV. Afeta mais homens do que mulheres. O câncer causado pelo fumo afeta pessoas cuja faixa etária é de 60 anos, já o causado pelo HPV afeta pacientes mais jovens. São dois tipos diferentes de câncer. O primeiro atinge mais a borda lateral da língua, enquanto o segundo afeta a cavidade bucal. A boa notícia é que o câncer causado por fumo pode ser revertido se a pessoa parar de fumar.

Trabalho informal, que de tão informal passa despercebido

Estudo realizado  mostra que trabalho e consumo estão indissociáveis

Por Amanda Cotrim

Elas são mulheres de todos os tipos, como já cantou Martinho da Vila. As revendedoras de produtos cosméticos têm rostos variados, estão na periferia e nos bairros de classe média alta de São Paulo. Têm curso superior ou não. Elas podem ou não estar empregadas. Não importa, pois, no fundo, todas são consumidoras dos produtos que revendem. Essa forma de trabalho traz características complexas, pois, se de um lado a revendedora não precisa “bater o ponto” diariamente numa empresa, e isso gera uma grande sensação de autonomia, por outro, ela assume todos os riscos e prejuízos que seriam da empresa de produtos cosméticos. Questões como essas são abordadas no livro “Sem Maquiagem – o trabalho de um milhão de revendedoras de cosméticos”, da professora da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-Campinas, Ludmila Costhek Abílio, lançado recentemente pela Editora Boitempo. O livro é o resultado da sua tese de doutorado, defendida na Unicamp.

Capa do livro "Sem Maquiagem"
Capa do livro “Sem Maquiagem”

 “O trabalho informal passou a me chamar a atenção desde os tempos do mestrado, em 2005. E atividades como essas das revendedoras são muito difíceis de serem contabilizadas, pois sequer são vistas como um trabalho”, explica Ludmila. Apesar de ser um trabalho informal, são atividades que não têm “cara” de trabalho. “Diferentemente de atividades informais, como os ambulantes, ser revendedora parece um lazer” contextualiza.

 Para realizar a pesquisa, Ludmila enviou 100 pedidos de entrevistas (muitas revendedoras têm cadastro na empresa, o que facilitou a localização). Desse número, 30 retornaram. A partir daí, a pesquisadora realizou entrevistas semiestruturadas e optou pelo estudo de trajetória de vida. “Eu queria entender como essa mulher se tornou uma revendedora, de onde ela é e o que ela faz”, conta. Segundo a docente, a vida de uma pessoa é uma microanálise. “Quando eu vejo a vida de uma pessoa, estou olhando e vendo o mundo”, completou. Depois da décima quinta entrevista, explica, as respostas começaram a se repetir e as questões centrais da pesquisa, portanto, foram se reconfirmando.

Um dos aspectos tratados no livro é a relação entre o trabalho informal e a tecnologia, que, segundo Ludmila, traz uma forma moderna de flexibilização do trabalho e mostra novas formas de exploração. “Como não parece que a revendedora está trabalhando, porque ela faz isso nas ‘horas vagas’, essa nova configuração do trabalho quase não tem limites, porque a pessoa trabalha o tempo inteiro”, constata.

Para a empresa de produtos cosméticos o negócio é muito bem-sucedido. Segundo a docente, além da relação empresa x revendedora não gerar qualquer vínculo empregatício, a empresa consegue garantir a distribuição de seus produtos no Brasil inteiro. Outro ponto relevante é que nessa configuração não fica claro o que é trabalho e o que é consumo: “Se você revende, tem 30 % de comissão. Então, de 10 reais, você paga 7 reais. Muitas mulheres, portanto, viram revendedoras para ter desconto. Contudo, a questão é mais delicada. Porque não é possível ser apenas consumidora, uma vez que para ter acesso aos produtos é necessário atingir um determinado número de pontos mensais de venda; é um critério para entrar na rede”, explica.

A pesquisadora também observou que não há estoque na empresa de cosméticos e a inadimplência das revendedoras é baixíssima. “O estoque fica na casa dessas mulheres. A produção da empresa é de acordo com o pedido das revendedoras feito pelo site. Além disso, o boleto bancário é o que ‘amarra’ juridicamente essa relação. A revendedora, na verdade, é uma compradora dos produtos”, ressalta.

O livro também aborda sobre como outros formatos, sem forma de trabalho, estão adentrando a vida das pessoas, mobilizando uma relação que é social. “Pensando para além das revendedoras, quando eu mesma compro minha passagem aérea pelo site da empresa, eu estou trabalhando para a companhia, porque eu elimino um trabalho que deveria ser feito por um funcionário. Isso é um serviço. Estou consumindo, mas para a empresa é economia de trabalho”, reflete. “Hoje o mundo do trabalho e do consumo estão interligados”, resumiu.

Tome Ciência

Prêmio MERCOSUL de Ciência e Tecnologia

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abrem edital para o prêmio MERCOSUL de Ciência e Tecnologia. Os candidatos podem se inscrever até o dia 23 de fevereiro, nas categorias: iniciação científica, estudante universitário, jovem pesquisador e integração, pelo site  www.premiomercosul.cnpq.br

“Estudante universitário” é uma categoria de premiação individual, para estudantes do ensino superior (graduandos), sem limite de idade. A categoria “jovem pesquisador” também é individual e voltada a pesquisadores graduados com no máximo 35 anos.

Já a categoria “integração” destacará equipes de pesquisadores graduados, sem limite de idade. Cada equipe deve ser composta por pelo menos dois pesquisadores residentes em países membros ou associados ao Mercosul, de nacionalidades ou naturalidades diferentes. As equipes compostas por pesquisadores de um só país serão desclassificadas. Confira mais detalhes no portal, clique aqui.

 Cultura e Arte na Universidade

O Centro de Cultura e Arte (CCA) da PUC-Campinas é um espaço em que alunos, funcionários e comunidade externa podem se dedicar as artes, como o Coral Universitário, Grupo de Teatro, Grupo de Dança, Grupo de Música Popular e Grupo de Música de Câmara. Todos os alunos que participam de alguma atividade artística também tem a oportunidade de se apresentar de acordo com a sua modalidade. É uma oportunidade para conhcer alunos de outros cursos, fazer uma atividade cultural e se integrar ainda mais à Universidade. As inscrições são anuais e geralmente acontecem no mês de dezembro. Por isso, fique atento ao espaço do CCA no portal da PUC-Campinas:

PUC-Campinas valoriza o pesquisador iniciante

Anualmente, a Universidade realiza cerimônia de premiação dos Planos de Trabalho de Iniciação Científica desenvolvidos, que geralmente acontecem em dezembro. Essa é uma maneira da PUC-Campinas valorizar o empenho de alunos e docentes que se dedicam a pesquisa. A Iniciação Científica envolve os professores pesquisadores e alunos de graduação que desenvolvem pesquisas em diversas áreas do conhecimento. Além disso, para o aluno da graduação, a Iniciação Científica é um espaço para “aprender” a pesquisar, onde o estudante tem contato com termos técnicos, rotina da área e orientação de um docente. Para saber mais, acesse o portal da Universidade.