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Febre amarela, ecologia e outras ações

Logo nos primeiros dias do ano, quando alunos e professores aproveitavam os derradeiros momentos das férias, integrantes do Departamento de Comunicação Social (DCOM) e da Reitoria realizaram reuniões de avaliação e planejamento referentes às edições de 2017 do Jornal da PUC-Campinas. Objetivando melhorar sempre e qualificar cada vez mais o Jornal, as reuniões, entre diversos itens, focaram propostas de assuntos merecedores de destaque nas edições temáticas que vão circular até dezembro.

A Campanha da Fraternidade, a recepção aos alunos ingressantes e a febre amarela formam o elenco de temas centrais, contemplados nesta edição de março de 2017.

Baseada em uma temática de perfil ecológico, mas também de profundo apelo social, a Campanha da Fraternidade remete aos biomas brasileiros, riqueza maior de um País generosamente brindado pela Obra Criadora com exuberância e diversidade de flora, fauna e gente, compondo um presente que merece cuidados e zelo das instituições todas, bem como de todos os cidadãos do Brasil. Nesta edição, você vai conhecer razões, objetivos e detalhes da Campanha da Fraternidade 2017 “Biomas Brasileiros e Defesa da Vida”.

Neste mês, o Jornal da PUC-Campinas relata, também, como foi a recepção aos novos alunos, descrevendo e ilustrando os diversos programas que buscam facilitar a ambientação à vida universitária. Com mais de 75 anos de História, dois Campi, vários Cursos de Graduação, Pós-Graduação e Extensão, bem como atividades diversas, sobretudo nos campos das ciências, das artes e da cultura, a PUC-Campinas é um universo plasmado em uma Instituição que o ingressante precisa conhecer em detalhe, para explorar com intensidade na sua formação profissional, social e pessoal.

A febre amarela, que tem merecido destaque nos meios de comunicação por conta do surto registrado em algumas regiões brasileiras, integra outro destaque entre os temas tratados nesta edição. O assunto é abordado do ponto de vista das ciências médicas, trazendo esclarecimentos e recomendações oportunas, pertinentes e mesmo necessárias para o enfrentamento de uma situação marcada pelo aumento de casos e, por vezes, desconhecimento sobre ações para evitar o contágio e contribuir para reduzir a propagação do problema.

Todavia e infelizmente, essa não é a primeira vez que a região de Campinas se vê às voltas com a febre amarela. Na passagem dos séculos XIX e XX, a população local foi dizimada pela doença, com sérias consequências não só na área da saúde, mas também sérias repercussões econômicas, sociais e administrativas, incluindo ações (e por vezes a falta delas) urbanísticas de saneamento, mudança de hábitos e a noção de que o combate a moléstias dessa espécie vai muito além da competência de médicos e sanitaristas.

O jornal da PUC-Campinas resgata a febre amarela, do ponto de vista histórico e destaca o tratamento do assunto em publicações assinadas por pessoas que são ou foram alunos ou professores desta Universidade.

Além disso tudo, esta edição abre espaço para marcar o Dia da Mulher, traz a agenda atualizada de eventos e realizações e toca diversos outros assuntos, configurando um mosaico especialmente composto pelo público acadêmico, para o público acadêmico, como você.

A dignidade e a vocação da mulher: um olhar antropológico à luz da Revelação

Por Prof. Me. Lúcia Maria Quintes Ducasble Gomes – Professora das Faculdades de Teologia, Biblioteconomia, Ciências Biológicas, Medicina e Enfermagem da PUC-Campinas

O Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 08 de março, retoma importantes discussões sobre o lugar da mulher na sociedade contemporânea. Apesar de indiscutíveis conquistas terem sido realizadas nas últimas décadas a favor da mulher, um longo e árduo caminho terá que ser percorrido até que a mulher seja considerada a altura de sua dignidade. Do ponto de vista teológico, “a estrada do pleno respeito da identidade feminina passa pela Palavra de Deus, que identifica o fundamento antropológico da dignidade da mulher, apontando-o no desígnio de Deus sobre a humanidade” (JOÃO PAULO II. Carta às mulheres, n.6). Compreender a razão e as consequências da decisão do Criador de fazer existir o ser humano permitirá reconhecer à dignidade e a vocação da mulher, como também falar da sua presença na sociedade e na Igreja.

No livro do Gênesis 2, 18-25, a mulher (‘iššah) é criada por Deus da costela do homem (‘iš)”, porque não era bom que o homem estivesse só (cf. Gn 2,18))  e é colocada como um outro eu, sendo imediatamente reconhecida pelo homem “como carne da sua carne e osso dos seus ossos” (Gn 2, 23). Esta passagem bíblica indica que o homem existe somente como “unidade dos dois” e, enquanto imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1, 27), inaugura a definitiva auto revelação de Deus uno e trino, unidade viva na comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo (cf. JOÃO PAULO II, Carta Apostólica Mulieris dignitatis, n.7). O texto bíblico deixa claro a igualdade existente entre o homem e  a mulher. Contudo, quando a “unidade dos dois” é descumprida e de um algum modo prejudica a mulher, o ato em si impacta a dignidade do homem. “Efetivamente, em todos os casos em que o homem é responsável de quanto ofende a dignidade pessoal e a vocação da mulher, ele age contra a própria dignidade pessoal e a própria vocação” (JOÃO PAULO II, Carta Apostólica Mulieris dignitatis, n.10). A reflexão teológica ainda afirma que o ser humano, tanto homem como mulher, é a única criatura na terra que Deus quis por si mesma; ao mesmo tempo, precisamente esta criatura única não pode se encontrar plenamente senão por um dom sincero de si mesma (cf. CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Pastoral Gaudium et spes, n.24).  Esta afirmação, de natureza ontológica, indica a dimensão ética da vocação de todo ser humano. Assim, a mulher não pode se encontrar a si mesma, viver a sua vocação e a sua dignidade senão na perspectiva da doação. Nesse contexto,  Maria, máxima expressão do gênio feminino, com o seu sim à Deus se torna modelo de mulher e realização do ser humano, isto porque “ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher” (Gl 4,4), manifestando a singular dignidade da mulher adquirida na elevação sobrenatural à união com Deus, em Jesus Cristo, que determina a finalidade da existência de todo homem (cf. JOÃO PAULO II, Carta Apostólica Mulieris dignitatis, n.4).

A dignidade da mulher testemunha o amor que ela recebe de Deus para, também, ela amar. Nesse sentido, “o paradigma bíblico da mulher revela a verdadeira ordem do amor que constitui a vocação da mesma mulher e que por fim se concretiza e se exprime nas múltiplas vocações da mulher no mundo e na Igreja” (cf. JOÃO PAULO II, Carta Apostólica Mulieris dignitatis, n.30).

O que você precisa saber sobre a febre amarela

Por Sílvia Perez

Diante do surto de febre amarela registrado em alguns estados brasileiros, a PUC-Campinas presta alguns esclarecimentos sobre a doença.

A febre amarela é uma zoonose e os casos confirmados no Brasil são classificados como silvestre, sendo os vetores responsáveis pela transmissão os mosquitos Haemagogus e Sabethes encontrados nas matas. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental, no lugar dos macacos, ao adentrar áreas de mata. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. Segundo a Organização Mundial da Saúde, pelo menos por enquanto, não há evidências de que o Aedes aegypti esteja transmitindo o vírus, causando uma expansão urbana da febre amarela.

Desde a notificação dos surtos de febre amarela no início de 2017, vem sendo observado em nosso país um aumento progressivo do número de casos suspeitos e confirmados, de óbitos e de municípios com notificação da doença. Dentre o total de casos notificados (1006), 157 evoluíram para óbito e destes 65 foram óbitos confirmados por febre amarela (letalidade 36,1%); 89 óbitos suspeitos continuam sob investigação e 03 foram descartados. De acordo com os dados oficiais divulgados pelo Ministério da Saúde, os casos notificados estão distribuídos em 109 municípios pertencentes a 05 estados (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Tocantins, Bahia) de 03 regiões do país (Sudeste, Norte e Nordeste).

Atualmente, a reemergência do vírus no Centro-Oeste brasileiro volta a causar preocupação, com maior incidência de casos humanos em viajantes que realizavam atividades de turismo e lazer. A maior parte dos casos confirmados ocorreu em regiões turísticas de Goiás e Mato Grosso do Sul, áreas que mantêm intenso fluxo de pessoas, sobretudo durante o verão (período sazonal da doença).

De acordo com a professora da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas, Maria Patelli, a doença pode se manifestar de diferentes formas. “A manifestação pode ser de forma assintomática, oligossintomática, moderada até forma grave e maligna. A letalidade varia de 5 a 10%, mas entre as formas graves, pode chegar a 50%”, explica.

O Ministério da Saúde informou que vai reforçar o estoque das vacinas contra a doença em 11,5 milhões de doses, mas isso não significa que todas as pessoas devam correr para os postos de saúde em busca da imunização. Devem procurar a vacina, apenas moradores das áreas onde o surto foi registrado, ou quem pretende visitar regiões silvestres, rurais ou de mata.

Vacinação

No presente, o Brasil tem 20 estados e o Distrito Federal com indicação permanente de vacinação contra febre amarela. Figura 1

Figura 1: Área com e sem recomendação para vacinação contra a febre amarela em 2016

Fonte: Ministério da Saúde

 O Estado de São Paulo tem 70% do total dos municípios com recomendação de vacina contra febre amarela, predominantemente a região noroeste e sudoeste.  (Figura 2).

Figura 2: Mapa – Área com e sem recomendação de vacinação contra a Febre Amarela. Estado de São Paulo, 2016

Fonte: CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA “PROF. ALEXANDRE VRANJAC” Divisão de Imunização

O Ministério da Saúde orienta sobre a vacinação contra febre amarela para viajantes e residentes em áreas com recomendação da vacina. (20 estados e o Distrito Federal).

O professor da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas, Adilson Micheloni, ressalta a importância do cidadão procurar um serviço de saúde antes de se deslocar para regiões que apresentam casos da doença. “É preciso buscar informação segura antes, verificar a necessidade de vacinação e, principalmente, saber mais sobre a doença”, destaca.

A vacina deve ser aplicada a partir dos 9 meses de idade com reforço aos 4 anos. Para maiores de 5 anos, o reforço único da vacinação acontece 10 anos após a primeira dose. Já os idosos (> 60 anos) precisam ir ao médico para avaliar se há algum risco em receber a imunização, assim como, as pessoas com doenças como lúpus, câncer e Aids, devido à baixa imunidade, as grávidas e os alérgicos a ovo e gelatina.

A vacina confere imunidade de 90% a 100% dos vacinados, devendo ser aplicada 10 dias antes da viagem à área de risco. A utilização da vacina febre amarela é uma das melhores formas de prevenção da doença.

Em Campinas, é possível conferir os dias e horários em que os Postos de Saúde aplicam a vacina contra a febre amarela no link: http://www.saude.campinas.sp.gov.br/locais_vacinacao.htm.

 

Recepção aos calouros com ações solidárias

Por Sílvia Perez

A semana de 13 a 17 de fevereiro de 2017 marcou o início do ano letivo na PUC-Campinas, com diversas atividades programadas para a acolhida aos calouros, que envolveram os Centros da Universidade – Centro de Linguagem e Comunicação (CLC), Centro de Ciências Exatas, Ambientais e de Tecnologias (CEATEC), Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CCHSA), Centro de Economia e Administração (CEA) e Centro de Ciências da Vida (CCV) – por meio dos diretores, professores e veteranos que recepcionaram os alunos ingressantes. Algumas das ações de acolhimento se estenderão pelos meses de todo o primeiro semestre.

Assim, dentre as atividades de acolhida aos calouros da Universidade podemos destacar a arrecadação de alimentos que foram doados para instituições de caridade, gincanas, concurso de fotografia, oficinas de cupcake, plantio de mudas de árvores, pinturas de prédios de ONGs, entre outros. Essas ações têm o apoio da Coordenadoria Geral de Atenção à Comunidade Interna (CACI), que trabalhou em conjunto com o Comitê Permanente de Acolhida aos Calouros (CPAC), Centro de Cultura e Arte, Diretorias de Centro e de Faculdades. Segundo o Presidente do Comitê Permanente de Acolhida aos Calouros, Prof. Me. José Donizeti de Souza, “As ações buscam despertar o espírito solidário e de cidadania em calouros e veteranos, contribuindo para a aproximação desse público com a comunidade.

A PUC-Campinas é favorável a todo tipo de recepção que integre calouros e veteranos. No entanto, se posiciona completamente contra ao trote que constrange, intimida e machuca física e emocionalmente o calouro. “Nosso objetivo é o de transformar os antigos trotes em ações que provoquem resultados positivos para a sociedade, principalmente para os grupos sociais mais excluídos, como forma de exercício da cidadania e afirmação dos direitos de toda pessoa”, finalizou o Prof. Me. José Donizeti de Souza.

Calouros

O sonho de cursar uma Universidade e ingressar no mercado de trabalho faz parte da vida de muitos jovens. Calouro do curso de Design Digital, o campineiro Vinícius Kensuke, de 17 anos, gosta de games e viu no hobby uma oportunidade. “Jogo diariamente League of Legends, então, me interessei pela área. Espero no futuro poder trabalhar com jogos”, planeja Kensuke.

Outros vêm de longe em busca de seus sonhos, como a jovem Sayuri Yamashita, de 17 anos, que percorreu mais de mil e trezentos quilômetros ao deixar sua cidade natal Primavera do Leste, no Mato Grosso, e vir para o interior de São Paulo estudar Medicina na PUC-Campinas. “Sempre quis fazer Medicina, comecei o cursinho aos 16 anos e estudava cerca de 12 horas por dia”, comemorou a caloura.

Não é todo mundo, porém, que consegue escolher a carreira que vai seguir tão cedo, esse é o caso do calouro do curso de Comércio Exterior, Leonardo Gaeta, de 29 anos. “Cursei por dois anos Arquitetura e Urbanismo. Depois, ingressei no curso de Design Digital, que fiz por um ano. Agora, acho que vai dar certo em Comércio Exterior porque já trabalho na área administrativa”, destacou o estudante.

Ações

 Desde 2010, com a criação da Coordenadoria Geral de Atenção à Comunidade Interna (CACI), a PUC-Campinas unificou o gerenciamento e apoio logístico e financeiro aos projetos de ações solidárias que são realizadas em entidades assistenciais da periferia. As ações abrangem atividades como pintura, organização de jardins e parques infantis, conserto de computadores, revisão de rede elétrica, limpeza, banho em animais, gincanas, arrecadação de alimentos, livros e brinquedos, além de atividades de integração ocorridas dentro do campus como plantio de mudas, gincanas de matemática ou desportivas, concurso de fotografia, campanhas de doação de sangue, atividades culturais e artísticas, dentre outras propostas que tragam melhoria da qualidade de vida a comunidades carentes e melhor acolhimento interno e interação de calouros e veteranos.

Nesse período, a PUC-Campinas contabiliza mais de 50 ações solidárias e cerca de 40 atividades de integração.

Prêmios

2010
Grupo PET Arquitetura da PUC Campinas recebeu o “Prêmio Trote da Cidadania 2010 – Categoria: Melhor Peça Publicitária” da Fundação Educar DPaschoal.

2011

O Grupo PET Arquitetura da PUC Campinas recebeu Menção Honrosa no “Prêmio Trote da Cidadania 2011” promovido pela a Fundação Educar DPaschoal.

Trote é proibido

A PUC-Campinas é favorável a todo tipo de recepção que integre calouros e veteranos. No entanto, se posiciona completamente contra ao trote que constrange, intimida e machuca física e emocionalmente o calouro. O veterano que praticar atos agressivos aos calouros será punido, conforme resolução normativa da Universidade.

 

Integração Graduação e Sociedade

Por Caio de Souza Ferreira e Rafael Souza de Faria

Visando inserir o aluno no mundo do trabalho, com a abordagem de problemas reais, a Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), por meio do Grupo de Trabalho “Integração Graduação e Sociedade”, busca e coordena parcerias com instituições públicas e privadas de modo a proporcionar que os alunos da PUC-Campinas possam exercitar seus conhecimentos em contextos existentes no mundo do trabalho, visando assim o benefício mútuo entre as partes. Constam, aqui, os resultados recentes das duas principais parcerias em funcionamento, com a Secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SVDS) e com o Ministério Público Federal (MPF).

A parceria com a SVDS trouxe muitos frutos no ano de 2016. Foram desenvolvidos vinte e cinco estágios supervisionados, sete trabalhos de conclusão de curso e dois projetos de extensão, envolvendo mais de cinquenta alunos, de quatro faculdades diferentes. Todos estes trabalhos trouxeram uma oportunidade única aos alunos participantes de terem contato direto com situações reais da esfera política ambiental de nosso município e de terem acompanhamento de um coorientador / cossupervisor membro do corpo técnico da SVDS. Temas como monitoramento de áreas degradadas, revegetação de matas ciliares, certificação de construções sustentáveis, amenização das ilhas de calor e propostas de parques lineares estiveram em pauta nos trabalhos desenvolvidos. Nas palavras do Secretário Rogério Menezes, “a parceria da Universidade com a Secretaria tem enriquecido muito o trabalho da SVDS. Essa relação é uma oportunidade de formar futuros técnicos e vê-los integrados à equipe da Secretaria”.

A parceria com o Ministério Público Federal (MPF) não foi diferente e também trouxe muitos resultados importantes para a PUC-Campinas e uma ampla gama de participantes. Sete faculdades participaram da parceria, envolvendo mais de setenta alunos com Trabalhos de Conclusão de Curso e mais de setenta alunos com Estágios Obrigatórios, além de mais de trezentos alunos de disciplinas curriculares que tiveram uma abordagem prática de seu conteúdo teórico envolvendo um problema de interesse do MPF, como foi o caso do georreferenciamento das unidades escolares do município. Outros temas, como projetos de sistemas construtivos para o sistema prisional, atendimento odontológico e psicológico aos prisioneiros, atuação da fisioterapia no serviço de saúde, trouxeram experiências ímpares aos alunos da PUC-Campinas, preparando-os de maneira diferencial para sua atuação profissional.

Balanço das parcerias apresentado pelo Pró-Reitor de Graduação, Prof. Dr. Orandi Mina Falsarella/ Crédito Álvaro Jr.

Novas parcerias vêm sendo aprovadas e almejam aumentar o número de possibilidades de aprimoramento da Graduação. Para o ano de 2017, está prevista a formalização das parcerias com a Mata Santa de Santa Genebra, com o Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira, com o Instituto Padre Haroldo e com a Secretaria Municipal de Comunicação de Campinas. Os docentes integrantes deste grupo gestor, se colocam à disposição para orientação sobre os procedimentos para participação nas parcerias existentes e para a constituição de novas parcerias.

Prof. Dr. Rafael Souza Faria leciona na Faculdade de Ciências Biológicas, na Faculdade de Engenharia Ambiental e na Faculdade de Engenharia Civil. 

Prof. Me. Caio de Souza Ferreira leciona na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo

Confira as demais reportagens sobre a parceria, clicando aqui e aqui. 

Profa. Dra. Mariangela Cagnoni Ribeiro

(Coordenadora de Graduação) – cagnoni@puc-campinas.edu.br

Prof. Caio de Souza Ferreira

(Coordenador do Grupo) – caio.ferreira@puc-campinas.edu.br

Prof. Rafael Souza de Faria – rafael.faria@puc-campinas.edu.br

Profa. Luciana Gurgel Guida Siqueira – lgurgel@puc-campinas.edu.br

Prof. José Antonio Bernal Fernandes Olmos – olmos@puc-campinas.edu.br

Profa. Cristina Reginato Hoffmann – hoffmann@puc-campinas.edu.br

Educação em debate

Fundamentos, metodologias e práticas do ensino superior são tema do Planejamento Acadêmico-Pedagógico do 1o semestre de 201. Palestra acontece no dia 02 e os encontros nos dias 03 e 06 de fevereiro.

Por Sílvia Perez

A reflexão dos docentes deve estar presente em todas as etapas do planejamento e da prática do ensino, buscando metodologias que servirão de base para as atividades que serão propostas durante o período de aulas. Nesse sentido, a PUC-Campinas oferece a palestra “Paradoxos das práticas no ensino superior: caminhos desviados”, que será ministrada pelo Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade, Prof. Dr. Samuel Mendonça, no dia 2 de fevereiro, às 20h, no Auditório Dom Gilberto.

Prof. Dr. Samuel Mendonça é Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação/ Crédito: Álvaro Jr.

De acordo com o Prof. Dr. Samuel Mendonça, a palestra vai discutir duas dimensões de práticas do ensino superior. De um lado, a perspectiva conhecida como tradicional e, de outro, a de metodologias ativas. “A proposta é desconstruir a ideia de que as metodologias ativas possam substituir o ensino tradicional. A partir da crítica da concepção de educação tradicional de John Dewey, presente na obra Experience and Education, destacaremos pontos fortes e frágeis dessa vertente responsável pela formação de gerações de docentes que compõem o corpo docente da Pontifícia Universidade Católica de Campinas”, explica.

Caminhos

“Busca-se demonstrar que as metodologias ativas são ‘caminhos’, isto é, processos para a aprendizagem; no entanto, a educação é muito mais do que isto. Considerar as metodologias ativas como substitutivas de concepções de educação parece-nos um equívoco, mesmo no caso da concepção tradicional de ensino. Assim, argumenta-se com Gert Biesta, – que esteve em um Seminário do Programa de Pós-Graduação em Educação e da Faculdade de Educação da PUC-Campinas, em 2013, – a partir da obra Beyond Learning: Democratic Education for a Human Future que o fenômeno da learnification, isto é, da ênfase dada a técnicas de aprendizagem em diversos países do mundo é perigoso em relação à educação”, alerta.

De acordo com o docente, é preciso superar práticas de ensino superior que não sejam consequentes para a aprendizagem. “Paradoxalmente, não há caminho único e verdadeiro de práticas do ensino superior. Assim, sejam as práticas de ensino tradicional ou construídas a partir de metodologias ativas, o ponto fundamental para garantir o ensino e, quiçá, a aprendizagem dos estudantes do nível superior, intitula-se ‘professor’ e é este o sujeito principal que carrega sua concepção educacional que está em constante transformação, na significativa consideração de estudantes que nasceram já no século XXI”, finaliza.

A importância da Interdisciplinaridade

Nima Spigolon: A interdisciplinaridade supera fragmentação que marcou a concepção do conhecimento / Crédito: Álvaro Jr

No Encontro Pedagógico Práticas Interdisciplinares – relatos de experiência, a professora da Faculdade de Educação da Unicamp, Nima Imaculada Spigolon, vai discutir as práticas interdisciplinares. “Estou muito emocionada com o convite de retornar à PUC-Campinas, é interessante esse potencial de interlocução entre a PUC-Campinas e a Unicamp, com deslocamento intelectual, acadêmico, afetivo e dialógico. Farei uma conversa cujo mote principal são os processos de formação humana, porque não basta formar para o mercado, certificar, é preciso que essa formação aconteça com base no humano e nas relações que estabalecemos em sociedade”, acrescenta.

“Ao lançarmos mão dessa perspectiva, a interdisciplinaridade surge como parte de um conjunto de ações político-pedagógicas para superar a fragmentação/dicotomização e hierarquização que marcou a concepção do conhecimento entre as disciplinas, sendo capaz então, de proporcionar aproximações, relacionando-as entre si para uma maior compreensão e intervenção na realidade. Portanto, interdisciplinaridade se caracteriza por dois movimentos dialéticos: a problematização da situação, pela qual se desvela a realidade, e a sistematização dos conhecimentos de forma integrada”, defende.

Para concluir, ela recorda que, para Paulo Freire, a interdisciplinaridade é o processo metodológico de construção do conhecimento pelo sujeito com base em sua relação com o contexto, com a realidade e com a cultura.

O aprendizado no ambiente virtual

As Trilhas de Aprendizagem: Gamificação, PBL (Problem Based Learning), Sala de Aula Invertida e Portfólio vão discutir as estratégias de aprendizagens inovadoras. De acordo com a docente da Faculdade de Educação da PUC-Campinas, Profa. Dra. Fernanda de Oliveira Soares Taxa Amaro, a temática das Trilhas de Aprendizagem vai tratar do aprendizado no ambiente virtual, sendo que o professor tem a liberdade de escolher por onde quer começar a “trilhar” seu conhecimento. “Os conteúdos estão disponíveis na plataforma AVA e o professor pode escolher qual quer ver primeiro. São selecionados três textos básicos para o professor ler, além disso, foi montado um e-book e também são sugeridos outros três textos complementares, de forma que o professor é o grande sujeito do seu próprio aprendizado”, destaca.

Profa. Dra. Fernanda de Oliveira Soares Taxa Amaro é docente na Faculdade de Educação. / Crédito: Álvaro Jr.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo a Profa. Dra. Fernanda de Oliveira Soares Taxa Amaro, no curso sobre Gamificação, por exemplo, o aprendizado será dinâmico e com incentivo. “À medida que você avança, vai ganhando pontos de habilidade. Já para o PBL, foram feitas entrevistas com os professores. Outra possibilidade de troca de experiências dentro da plataforma é o Mural de Práticas Docentes, espaço em que os docentes podem se comunicar e postar seus portfólios”, explica.

A autoaprendizagem é a palavra-chave das Trilhas de Aprendizagem que, para a Profa. Dra. Fernanda de Oliveira Soares Taxa Amaro, tem como ponto de reflexão a percepção do docente quanto ao uso do ambiente virtual. “Buscamos fazer um levantamento dos primeiros sentimentos e crenças que eles tiveram ao usar o espaço on-line”, finaliza.

 

1ª Mostra de Talentos da Graduação

Inovação, criatividade e excelência da produção de  Trabalho de Conclusão de Curso na PUC-Campinas.

A Pró-Reitoria de Graduação, por meio do Grupo de Trabalho-Trabalho de Conclusão de Curso (GT-TCC), procurou elementos na própria Universidade para elaborar um programa permanente de incentivo, valorização, reconhecimento e aperfeiçoamento das atividades de conclusão de curso:

A 1a Mostra de Talentos da Graduação, que ocorrerá nos dias 25 e 26 de abril de 2017, é um dos componentes de um amplo Programa Institucional de Valorização e Excelência do Trabalho de Conclusão de Curso da PUC-Campinas, que visa envolver alunos-orientandos, professores-orientadores, Faculdades e Centros da PUC-Campinas, familiares, organizações parceiras e o público em geral.

A Mostra pretende formar um ambiente institucional para divulgar as atividades de conclusão de curso das diversas Faculdades/Cursos da Universidade, respeitando-se as características de produção de cada área e saberes, valorizar as etapas de elaboração dos trabalhos finais de curso; incentivar a interdisciplinaridade e a troca de experiências multiprofissionais e fomentar oportunidades de parcerias entre Universidade e Sociedade.

Na 1a Mostra de Talentos da Graduação participarão os alunos concluintes de 2016 que, a critério de cada Curso ou Faculdade, tenham tido seu TCC aprovado pela banca avaliadora ou, na ausência desta, tenham atendido os critérios de aprovação definidos em cada Curso ou Faculdade. As contribuições podem ocorrer com TCC elaborados nas mais diversas modalidades e formatos, como Monografia, Artigo Científico, Relatório de Atividades Curriculares, Projeto Experimental e Produto.

A programação da 1a Mostra de Talentos da Graduação contará com a apresentação dos alunos concluintes, com palestras e oficinas direcionadas aos alunos que estarão cursando, no 1o semestre de 2017, disciplinas inseridas na temática de elaboração de trabalhos de conclusão de curso.

Outras informações e o Regulamento da Mostra podem ser encontrados no Edital – CIRCULAR PROGRAD no 051/2016, ou enviando mensagem para o endereço eletrônico (e-mail) cograd@puc-campinas.edu.br.

As inscrições dos trabalhos e a programação final acontecerão nos meses de fevereiro e março de 2017.

Encerramento oficial das comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas

A PUC-Campinas encerrou oficialmente as comemorações de seus 75 anos de história no dia 1o de fevereiro de 2017, no primeiro dia do Planejamento Acadêmico-Pedagógico do 1o semestre de 2017, com a Mesa-Redonda “Metodologias: Tradicional e Ativas”, com o Coordenador do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências da Religião, Prof. Dr. Pe. Paulo Sérgio Lopes Gonçalves, juntamente com a Diretora-adjunta da Faculdade de Administração, Profa. Me. Camila Brasil Gonçalves Campos, e com a diretora da Faculdade de Educação, Profa. Dra. Maria Auxiliadora Bueno Andrade Megid. A Mesa-Redonda acontece no Auditório Dom Gilberto, às 19h45, no Campus I, e é destinada a todos os docentes da Universidade.

Durante todo o ano de 2016, a PUC-Campinas realizou diversas atividades em comemoração aos seus 75 anos de existência. O encerramento das comemorações desse ano virtuoso, que ocorrerá durante o Planejamento Acadêmico-Pedagógico do 1o semestre de 2017, atesta as conquistas de um marco para a Instituição.

 

Não ensina quem não organiza e não organiza quem não planeja…

Na atividade docente o planejamento não tem valor menor nem ocorre em menor frequência que aulas, atividades laboratoriais, procedimentos de avaliação e de recuperação que recheiam nosso cotidiano acadêmico.

A rigor, ensinar pressupõe planejamento continuado de cada aula e de cada passo, ao longo de toda a jornada que nos dispomos a percorrer, juntamente com alunos e alunas, na direção do conhecimento.

Sabemos que a aula começa no dia anterior, nos preparativos, seleção de recursos e avaliação dos métodos que definimos para momentos e conteúdos determinados. Só então, nos sentimos seguros e confiantes para entrar em sala e, como costumamos dizer “dar uma boa aula”.

Docentes mais experientes conhecem a capacidade dos alunos para distinguir e reconhecer o professor que planeja e traz a aula organizada, com ponto de partida definido, percurso traçado e objetivo ancorando, solidamente, todo o processo.

O planejamento, que trazemos introjetado, na condição de professor e professora, tem dimensões diversas, desde o microuniverso de um exercício didático, até o macroplanejamento de todo um semestre letivo.

Ajustados a essas dimensões variadas estão o tempo dedicado e o envolvimento articulado de diversas pessoas. Normalmente conduzimos sozinhos e por conta própria o planejamento das nossas aulas, mas ao planejamento individual precedem instâncias mais amplas e coletivas, como a que nos compete fazer agora, nesta Semana de Planejamento Pedagógico.

Sob orientação da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), contando com a colaboração de pessoas com amplo conhecimento de pedagogia, didática e planejamento, atuando como um Corpo Docente com objetivos congruentes e valores similares, constituímos um grupo eficiente e capacitado para planejar os largos caminhos vislumbrados para o semestre entrante, que formam a base de orientação para todas as demais ações pedagógicas, até o final de junho.

Nesse sentido, o planejamento não é só exercício de orientação técnica, mas, também, contributo à segurança que queremos e precisamos na sala de aula.

Portanto, acima e além de quaisquer outras considerações, cabe lembrar que o Planejamento Pedagógico é tão importante para cada um de nós, como todos nós, participando ativamente, somo vitais para que o planejamento renda orientação segura e ferramentas eficientes, que vamos usar a cada dia letivo.

Boas-vindas a um semestre produtivo e compensador.

 

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht

Reitora