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Refletindo erros e acertos

Mais um ano letivo se inicia e, como sempre, estamos refletindo os erros e os acertos ocorridos nos anos anteriores, com o propósito de aprimorarmos, ainda mais, nosso desempenho em sala de aula.

Nesse contexto, o Planejamento Acadêmico-Pedagógico é um aliado especial, cujo foco está voltado para ações que possibilitem a apropriação e a troca de saberes pedagógicos por parte do corpo docente da Universidade, tendo em vista a qualificação do processo de ensino-aprendizagem.

A temática desse ano é “Ensino Superior: fundamentos, metodologias e práticas”, em que é mostrado, mais uma vez, o compromisso da Universidade em direcionar o ensino superior para além da sua aplicação pura e simples, permitindo ao aluno da Graduação ser mais do que um usuário de técnicas e tecnologias, mas alguém que cria e a quem, permanentemente, são impostos novos desafios.

Alguns destaques podem ser feitos, como a palestra de abertura, com o tema “Fundamentos filosóficos e pedagógicos das metodologias de ensino”, a ser proferida pelo Prof. Dr. Dermeval Saviani; a Mesa-Redonda que acontecerá no dia 1o de fevereiro, às 19h30, com o tema “Metodologias: tradicional e ativas”, com a participação de vários docentes da PUC-Campinas; a palestra que ocorrerá no dia 2 de fevereiro, às 20h, proferida pelo Prof. Dr. Samuel Mendonça, com o tema “Paradoxos das práticas no ensino superior: caminhos desviados”; e o Encontro Pedagógico que acontecerá no dia 6 de fevereiro, às 14h, com a temática “Trilhas de aprendizagem: Gamificação, PBL, Aulas Invertidas e Portfólio”, em que serão apresentados e disponibilizados, a todos os docentes, os trabalhos desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), Estratégias de Aprendizagem Inovadoras, em conjunto com o Departamento de Desenvolvimento Educacional (DDE).

Assim, a participação intensa do corpo docente é importante em todas as atividades, pois ele terá acesso a diversas metodologias que aperfeiçoarão o processo de ensino-aprendizagem, utilizando a mais apropriada para o desenvolvimento do seu trabalho docente.

Prof. Dr. Orandi Mina Falsarella

Pró-Reitor de Graduação

Retrospectiva PUC-Campinas 2016

O ano de 2016 da PUC-Campinas foi de muitas conquistas e comemorações. Em junho, a Universidade celebrou seus 75 anos de fundação, fato que rendeu inúmeras comemorações ao longo do ano. Porém, como não é possível falar sobre tudo que a Universidade promoveu, elencamos os principais acontecimentos que foram notícia

Por Amanda Cotrim

Em maio, a PUC-Campinas realizou o Colóquio Laudato Si’: Por uma Ecologia Integral, que contou com a presença do Magnífico Reitor da PUC-Rio, Prof. Dr. Pe. Josafá Carlos de Siqueira. O tema escolhido foi baseado na Encíclica do Papa Francisco, “Laudato Si’: sobre o cuidado da Casa Comum”, que apresenta texto sobre a ecologia humana; o primeiro documento escrito integralmente pelo Papa Francisco, que buscou inspiração nas meditações de São Francisco de Assis, patrono dos animais e do meio ambiente.

Restauro do Solar do Barão, antigo Campus Central.
Restauro do Solar do Barão, antigo Campus Central.

O ano de 2016 também foi importante, pois a Universidade anunciou o restauro do Solar do Barão, antigo Campus Central. A iniciativa será possível em razão do financiamento coletivo, que se dará tanto por pessoa jurídica e física, quanto por edital de fomento. Diante da responsabilidade cultural que a legislação orienta, a PUC-Campinas observa que a preservação do patrimônio cultural é uma obrigação de toda a sociedade civil.

A Universidade foi destaque no Guia do Estudante de 2016, ficando entre as melhores universidades, segundo a avaliação realizada pelo Guia do Estudante. Ao todo, a Instituição teve 33 cursos estrelados, que constarão na publicação GE Profissões Vestibular 2017. A publicação estará nas bancas a partir do dia 14 de outubro de 2016. A Universidade recebeu 120 estrelas, tendo os cursos de Direito e Pedagogia avaliados com cinco estrelas, considerada a mais alta.  Além destes, 17 cursos, foram estrelados com quatro estrelas.

Nos 75 anos da PUC-Campinas, o Jornal da Universidade também foi especial, pois resgatou vários acontecimentos históricos que marcaram a instituição. A edição comemorativa do Jornal da PUC-Campinas resgatou fatos e pessoas que se destacaram em 75 anos de História, bem como abriu espaço para manifestações diversas sobre o significado dessa História para os tempos presente e futuro da Universidade. Esse movimento reafirmou e confirmou que, nos seus diferentes modos de ser e fazer, com variados recursos, incluindo os mais atuais e modernos, de perfil informatizado, a comunicação destacou-se como preocupação precípua e valor de primeira grandeza da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

A instituição também reconheceu e homenageou os Docentes Pesquisadores da PUC-Campinas, evento que fez parte das Comemorações aos 75 anos de fundação da Universidade.

Semana Monsenhor Salim: Integrando as comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade, por meio do Museu Universitário e da Faculdade de História, promoveu a Semana Monsenhor Dr. Emílio José Salim, de 13 a 17 de junho, no Campus I. Em meio a palestras com mediadores e rodas de conversa, que abordaram temas como “Década de 1940: o surgimento das Faculdades Campineiras”, “Monsenhor Dr. Emílio José Salim e o seu tempo (1941 a 1968)”, “Memórias e Convivências”, a PUC-Campinas buscou refletir sobre a conjuntura nacional e internacional, no período de atuação de seu primeiro Reitor, Monsenhor Dr. Emílio José Salim. Corpo e alma da Instituição desde o seu nascedouro, e à época, uma das maiores autoridades de Ensino Superior do País, o Monsenhor Dr. Emílio José Salim foi peça chave da organização da maioria dos cursos superiores da Igreja nas décadas de 40 e 50. Tornou-se o principal esteio do projeto de implantação das Faculdades Campineiras e seu primeiro Reitor, entre os anos de 1958 a 1968.

40 anos de reconhecimento: No ano do Jubileu de Diamante da PUC-Campinas, a Faculdade de Ciências Contábeis comemorou os 40 anos de Reconhecimento do Curso.

Destaque na Extensão: a PUC-Campinas foi destaque no Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU), o maior e principal encontro brasileiro da área de Extensão. Em 2016, em sua sétima edição, o Congresso aconteceu na Universidade Federal de Ouro Preto, no mês de setembro. A Universidade teve destaque no evento ao participar com 12 comunicações orais e 23 pôsteres, totalizando 35 apresentações.

Alunos e professores se destacaram: A Universidade, em 2016, comemorou muitas conquistas junto aos seus alunos, como a Parceria com a CPFL Energia e Dell, a qual possibilitou que os estudantes do curso de Engenharia Elétrica da PUC-Campinas, por meio da disciplina “Práticas de Engenharia”, ministrada pelo Prof. Dr. Marcos Carneiro e pelo Prof. Me. Ralph Robert Heinrich, participam do “Projeto Residência Tecnológica”, considerado um exercício inovador de ensino-aprendizagem.

Ainda na Engenharia Elétrica, o aluno Giordano Muneiro Arantes venceu em primeiro lugar Prêmio Melhor Trabalho de Conclusão de Curso, com o trabalho “Sensores para melhoria na locomoção de pessoas com deficiência visual”. Outro aluno premiado foi o estudante de Jornalismo da PUC-Campinas, Ricardo Domingues da Costa Silva, que venceu o 19º prêmio FEAC de Jornalismo, na categoria Produto Universitário, assim como Jhonatas Henrique Simião, de 22 anos, que ficou em primeiro lugar no 9º Prêmio ABAG/RP de Jornalismo “José Hamilton Ribeiro”.

Em 2016, a Profa. Dra. Maria Cristina da Silva Schicchi, docente do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da PUC-Campinas foi outorgada com o Prêmio ANPARQ 2016, da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, na categoria Artigo em Periódico, pela publicação “The Cultural Heritage of Small and Medium- Size Cities: A New Approach to Metropolitan Transformation in São Paulo-Brazil”, editado na traditional Dwellings and Settlements Review (v. XXVII, p. 41-54, 201).

Semana Cardeal Agnelo Rossi: Integrando às comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade, por meio do Museu Universitário e da Faculdade de História, promoveu a Semana Cardeal Agnelo Rossi, em setembro de 2016. A Instituição reuniu a comunidade universitária e a sociedade em geral e homenageou o Cardeal Agnelo Rossi, que ajudou a consolidar os alicerces da PUC-Campinas.

Outorga do Título Doutor Honoris Causa ao prof Dr José Renato Nalini - Lançamento do livro Cardeal Agnelo Rossi
Outorga do Título Doutor Honoris Causa ao prof Dr José Renato Nalini – Lançamento do livro Cardeal Agnelo Rossi

A PUC-Campinas também viveu dois momentos muito importantes em 2016: outorgou o título de Doutor Honoris Causa ao Professor Doutor José Renato Nalini, formado em Direito pela PUC-Campinas, Mestre e Doutor em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Leciona desde 1969, quando iniciou suas atividades no Instituto de Educação Experimental Jundiaí (atual E.E. Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto) dando aula de Sociologia em aperfeiçoamento para professores. Desde então, nunca mais deixou de lecionar.

A Instituição também foi palco da terceira edição do projeto “Palavra Livre – Conscientização Política no Processo Eleitoral”, com sabatina aos candidatos à Prefeitura e à Câmara de Vereadores de Campinas, no mês de setembro. O projeto “Palavra Livre” acontece desde 2005 e promove debates democráticos sobre temas diversificados da atualidade. Em 2008, como parte do projeto, foi realizada a primeira Sabatina com candidatos à Prefeitura de Campinas, o que se repetiu em 2012 e em 2016.

Dom Gilberto participa da Semana em sua homenagem
Dom Gilberto participa da Semana em sua homenagem

Semana Dom Gilberto: Integrando às comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade promoveu a Semana Dom Gilberto Pereira Lopes, em outubro, reunindo comunidade universitária e a sociedade em geral, homenageando o Bispo Emérito de Campinas Dom Gilberto Pereira Lopes, que atuou como Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da Pontifícia Universidade Católica de Campinas no período de 1982 a 2004. A homenagem mostrou o histórico trabalho de Dom Gilberto frente à Arquidiocese de Campinas e à PUC-Campinas e prestou agradecimento pela sua dedicação e amor para com a Universidade e para com o seu povo.

Colóquio “A Doutrina Social da Igreja: Ciência e Sociedade”: Integrando às comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade realiza de 07 a 10 de novembro de 2016 o Colóquio “A Doutrina Social da Igreja: Ciência e Sociedade”. O evento foi organizado pelo Núcleo de Fé e Cultura e teve o objetivo de discutir a Doutrina Social da Igreja, por meio de conferências e mesas-redondas.

A hora e a vez de mercadejar

Por Wagner Geribello

O Novo Aurélio, Dicionário da Língua Portuguesa, dedica treze linhas ao verbete natal, classificado como adjetivo que identifica local de nascimento, substantivo que define data de nascimento e, restritivamente, “Dia em que se comemora o nascimento de Cristo (25 de dezembro)”.

Em artigo estampado nesta edição do Jornal da PUC-Campinas, o Professor Vinicius Ferrari mostra que, contemporaneamente, natal (e o Natal) não se identifica com as ordenações lexicográficas do termo, nem com o sentido religioso da data, reduzindo-se ao objetivo consumista daqueles que compram, articulado com a avidez lucrativa de outros que vendem, confirmando análises reveladoras (de Herbert Marcuse, por exemplo) da perversa capacidade capitalista de incorporar, transformar e aproveitar em favor próprio tudo quanto existe, incluindo, até mesmo, aquilo que, por princípio e em princípio, questiona e antagoniza o próprio capitalismo.

Todavia, como não existe prática social inconsequente nem decisão pessoal inócua, a materialização econômica, substituindo manjedoura por festival de vitrinas, solidariedade pela troca de presentes e o simbolismo da guirlanda pelo frenesi do cartão de crédito acaba por deixar a gruta do recém-(re)nascido vazia e vazio de sentido o Natal verdadeiro, explicitado no Aurélio.

As consequências dessa “economização” são profundas, amplas e drásticas, seja porque estimulam o materialismo que “desumaniza” a sociedade, seja porque acentuam as diferenças que antagonizam os seres humanos, seja ainda porque afastam as pessoas das origens culturais e das convicções religiosas.

Não são poucos nem desconhecidos estudos e análises que associam a materialização exacerbada das sociedades à deterioração das condições de vida. Rompimento de laços afetivos, solidão e sectarismo são apenas alguns exemplos dos problemas afetos às sociedades excessivamente materialistas, que formalizam o relacionamento entre as pessoas pela redução de tudo e todos à instância econômica, definida pelo binômio produzir/consumir.

Análises comparativas mostram que relacionamentos intermediados pela oferta e recebimento de bens “presenteáveis” tendem a reduzir, inversamente, suas instâncias afetivas. Por exemplo, nas sociedades consumistas é possível observar a substituição dos relacionamentos de fraternidade e solidariedade pela troca de presentes no dimensionamento das interações de amizade e companheirismo.

Mesmo nas instâncias mais sólidas, que envolvem relacionamento de sangue, presentear acaba orientando modos e práticas de autovalorização e valorização do outro, como as crianças que avaliam a família (e o Natal em família) a partir dos presentes que ganham, ou deixam de ganhar.

Criar e exacerbar diferenças valorativas também figuram entre as consequências da redução unilateral do Natal à instância econômica. Para tanto, não é preciso ir além do modo como o valor de troca (leia-se preço) dos presentes ofertados e recebidos impacta na hierarquização das pessoas e dos relacionamentos. Nesse sentido, o Natal, idealmente identificado com união e igualdade, acaba separando a sociedade em castas e colocando “cada qual no seu lugar” a partir do ordenamento simbolizado nos presentes.

O rompimento dos laços com a herança cultural também aparece entre os efeitos negativos provocados pelo consumismo, em primeiro lugar porque ele próprio, enquanto mote de todas as intenções natalinas, é alienígena, culturalmente falando. Como demonstra com bastante precisão o artigo do Professor Vinícius Ferrari, a “economização” do período natalino tem data de nascimento e local de origem, de onde foi exportada para se impor como tendência universal. Aqui, nas terras brasileiras, é possível observar com muita clareza o abandono das celebrações religiosas e familiares em favor das excursões ao shopping, bem como mudanças consequenciais diversas, como a troca do presépio pela simbologia estrangeira dos bonecos de neve e gorrinhos de frio, inversos e adversos ao verão dezembrino do hemisfério sul.

A mercantilização domina, também, a própria avaliação do Natal, que é bom quando crescem os índices e os gráficos da atividade econômica, caindo para sofrível ou ruim quando badulaques e bugigangas destinados ao redor da árvore de Natal ficam entulhadas nas prateleiras. Nos tempos que precedem e sucedem o Natal, a mídia reporta com relativa fidelidade e os estardalhaços de praxe essa indissociável relação entre a variação das cifras econômicas e o consequente “valor” do Natal.

Assim, embrulhado para presente e precificado pelo oportunismo, a cada ano um pouco mais, o Natal se afasta do que deveria ser, para ser o que nunca pretendeu: hora e vez  de mercadejar.

Prof. Dr. Wagner Geribello / Álvaro. Jr.
Prof. Dr. Wagner Geribello / Álvaro. Jr.

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Prof. Dr. Wagner Geribello é Consultor do Jornal da PUC-Campinas

Cursos de Extensão na PUC-Campinas: via expressa para a atualização profissional

A Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEXT) dispõe de uma variedade de Cursos de Extensão a serem oferecidos em 2017, como forma de estimular a busca por atualização profissional, em face de demandas emergentes em todas as áreas do conhecimento humano. Esses cursos são caracterizados por atividades que promovem aprendizagem pontual, atualizada e ágil. São propostos e desenvolvidos por professores que também são profissionais atuantes em áreas específicas.

A sociedade exige mudanças rápidas e inovações que são repassadas para as atividades profissionais. Essa rapidez e esse ambiente em constante mudança exigem que os profissionais, de todas as áreas, se atualizem constantemente. Nesse contexto, os Cursos de Extensão oferecem oportunidades de atualização pontual para estudantes e profissionais, independentemente de área ou idade. Com a visão de que atualização e aprendizagem continuada passam a ser a tônica da sociedade, a PROEXT, em parceria com os vários Centros e Faculdades da Universidade, oferece Cursos de Extensão com um conceito de “life long learning”, atendendo às expectativas tanto de jovens estudantes em formação quanto do segmento de pessoas que se consideram na meia-idade ou na terceira idade.

A intenção é fazer com que profissionais egressos dos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação da PUC-Campinas, ao longo de uma história de 75 anos, possam sempre voltar à Universidade para desenvolver ideias novas e para aprender metodologias de trabalho inovadoras de forma a permanecerem sintonizados com a evolução da sociedade.

O conjunto de Cursos de Extensão oferecidos pela PUC-Campinas procura harmonizar os temas clássicos de cada área profissional com outros emergentes, estimulados pelas rápidas e constantes mudanças no cenário sócio-econômico-político e também religioso. Para demonstrar essa diversidade, destacam-se alguns, dentre os 84 cursos em condições para serem oferecidos ao público interno e externo no próximo ano: (CEA) Capacitação em Gestão de Projetos – Método e Prática; (CEATEC) Computação Criativa: Introdução ao Pensamento Computacional com Scratch; (CLC) Projetos e Roteiros Turísticos Religiosos; (CCHSA) Crimes digitais – aspectos materiais e processuais; (CCV) Fonoaudiologia Forense: Legislação, Áreas de Interesse e Mercado de Trabalho. A lista completa dos Cursos de Extensão da PUC-Campinas pode ser acessada pelo link: http://www.puc-campinas.edu.br/extensao/ .

Destaca-se, ainda, que a PUC-Campinas dispõe de um Acordo com empresas e entidades profissionais para descontos em Cursos de Extensão que está em pleno funcionamento e oferece 15% de desconto para alunos, ex-alunos, funcionários e associados de empresas, sindicatos e demais instituições. Esse desconto é extensivo aos dependentes, o que amplia a visibilidade dos cursos junto ao público da Região Metropolitana de Campinas.

Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários/CCE – PROEXT

 

Especialização na PUC-Campinas

A Pós-Graduação Lato Sensu na PUC-Campinas tem como objetivo atender a uma demanda específica do mercado de trabalho, por meio do oferecimento de “cursos de especialização” que sejam capazes de promover o aprofundamento e a complementação de conhecimentos, visando dotar os alunos de habilidades e competências que são necessárias ao domínio de uma determinada função profissional.

A carga horária mínima dos Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu, que são os cursos de especialização, é de 360 horas e esses cursos são oferecidos aos portadores de diploma de curso superior, de acordo com a Legislação vigente que é a resolução do Conselho Nacional de Educação de 08 de junho de 2007.

Para o 1º semestre de 2017, serão oferecidos os seguintes Cursos de Especialização:

Na área da Saúde:

  1. Especialização em Desenvolvimento do Potencial Humano nas Organizações;
  2. Especialização em Enfermagem em Terapia Intensiva;
  3. Especialização em Enfermagem em Urgência e Emergência;
  4. Especialização em Enfermagem em Saúde Pública;
  5. Especialização em Geriatria e Gerontologia;
  6. Residência Multiprofissional em Saúde: Saúde da Criança, Saúde da Mulher, Urgência e Trauma, e Intensivismo.

Na área de Economia e Administração:

  1. Especialização em Gestão Empresarial;
  2. Especialização em Contabilidade, Auditoria e Controladoria;
  3. Especialização em Gestão Pública.

Na área de Linguagem e Comunicação:

  1. Especialização em Jornalismo Esportivo; e
  2. Especialização em Comunicação Institucional e Estratégica.

Na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas:

  1. Especialização em Direito “O Novo Processo Civil Brasileiro”;
  2. Especialização em Direito Tributário;
  3. Especialização em Direito do Trabalho e Processual do Trabalho;
  4. Especialização em Direito Penal e Direito Processual Penal.

Na área de Ciências Exatas, Ambientais e de Tecnologias:

  1. Especialização em Construções, Comunidades e Planejamentos Sustentáveis;
  2. Especialização em Engenharia de Segurança no Trabalho.

 

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. 

Planejamento Acadêmico 2017

O Planejamento Acadêmico do 1º semestre de 2017 tem início no dia 1º de fevereiro com atividades que se estendem até o dia 11. Nos dias 1, 2, 3 e 6 a programação é de responsabilidade da Pró-Reitoria de Graduação, onde serão oferecidas palestras, cursos, mini-cursos e oficinas, cujo propósito é capacitar o corpo docente da Universidade.  A temática do evento é Ensino Superior: Fundamentos, metodologias e práticas. A palestra de abertura, com o título Fundamentos filosóficos e pedagógicos das metodologias de ensino, será proferida pelo Prof. Demerval Saviani, professor emérito da Faculdade de Educação da Unicamp.

Merece destaque, também, a palestra a ser proferida pelo Grupo de Trabalho Estratégias de Aprendizagens Inovadoras, cuja temática será Trilhas de aprendizagem: Gamificação, PBL, Sala de aula invertida e Portifólio. Aberta a todos os professores, diretores de faculdade e de centro, IAGs, GAPs, Gestores e Membros do NDE. O propósito dessa apresentação é estimular o conjunto de professores a fazerem esses cursos, de modo a colocarem essas metodologias de ensino em uso na sala de aula.

Não podemos esquecer que de 7 a 11 de fevereiro as atividades do Planejamento Acadêmico acontecerão nos Centros e Faculdades com o objetivo de acolher os docentes, refletir sobre o Projeto Pedagógico dos Cursos (PPC) considerando o ingresso de novos docentes e o uso de metodologias específicas, discutir sobre Avaliação Externa e Avaliação Institucional, inclusive as autoavaliações realizadas pelos docentes em 2016, entre outros.

Pró-Reitoria de Graduação. 

 

Tempo de refletir, tempo de avaliar

Propositalmente, a última edição de 2016 do Jornal da PUC-Campinas chega à comunidade acadêmica no momento em que acontecem as atividades de encerramento do ano letivo, período que por definição e tradição exige muita dedicação e outro tanto de trabalho de todos nós.

Alunos e alunas “quebram a cabeça” nos processos finais de avaliação, “suam a camisa” para aplicar retoques e conclusões aos TCCs, preparando apresentações e exposição pública, isso tudo temperado com a ansiedade e o frenesi próprios do encerramento do ano.

Paralelamente, o corpo docente se envolve com a avaliação de provas e trabalhos, o que custa tempo e atenção, exigidos em igual medida nas atividades de assentamento de notas, frequências e muitos outros detalhes que, desde sempre, o encerramento de cada semestre cobra ao fazer pedagógico.

Para os funcionários as semanas iniciais de dezembro não são menos trabalhosas, sobretudo em função dos prazos definidos pelo final do ano.

Mas, para além da laboriosa agitação, dezembro também representa a hora e a vez de repensar o ano que chega ao fim, seja para avaliar os percalços enfrentados e os resultados obtidos, seja para recordar momentos que marcaram nossa vida na Universidade.

 As lembranças certamente remetem, em parte, aos momentos mais significativos que pontuaram o calendário acadêmico, tanto em relação ao trabalho realizado em sala de aula e, por extensão, nos laboratórios e espaços de ensino/aprendizagem, quanto àqueles que ocorreram nos auditórios e espaços comuns, incluindo eventos científicos, palestras, conferências, colóquios, celebrações e comemorações. Nesse sentido, creio que concordamos todos, o ano foi muito ativo e produtivo, em especial no que respeita aos eventos do Jubileu de Diamante da Universidade.

Mas a avaliação do ano também tem um aspecto intimista, quando cada um, independentemente da função que exerce e da posição que ocupa no universo acadêmico, repassa as contribuições pessoais que ofereceu à comunidade e as transformações que sofreu a partir daquilo que recebeu da comunidade para seu crescimento individual, social e espiritual. Essa reflexão, em última instância, faz a dosimetria exata do ano que, em primeiro de janeiro, cada um de nós recebeu novinho e intacto, para bem usar e bem fazer. Se essa reflexão introspectiva revelar que aproveitamos as oportunidades para melhorar como pessoa e pessoalmente agimos para valorizar o próximo, então podemos dizer, sem medo de errar, que o ano foi bom, tanto quanto estamos preparados e animados para o ano seguinte, que começa logo mais.

Meditando quando possível e finalizando o trabalho acadêmico, vamos todos encerrar o ano com um suspiro de cansaço, mas espero, sinceramente, que cada integrante da nossa comunidade acadêmica possa, também, expirar satisfação e alegria pelo que realizou,  inspirando a si mesmo para ser ainda melhor em 2017.

Aos corpos discente, docente e funcional, bem como aos amigos da PUC-Campinas desejo um santo Natal, abençoado pelo Menino na manjedoura e que 2017 seja um ano de fraternidade, solidariedade e amor, entre todos, com todos e para todos.

Profa. Dra. Ângela de Mendonça Engelbrecht- Reitora da PUC-Campinas

 

EDITORIAL- Criança: responsabilidade de todos

Usando e abusando da imagem infantil, a propaganda costuma estampar rostinhos sorridentes e sadios para alavancar o consumismo, desde a ingestão de hamburger gorduroso, até o automóvel de luxo, cuja posse transforma o pai em herói aos olhos do filho. Todavia, para além da ficção publicitária, a realidade mostra que parte das crianças não frequenta o consumo e todas, sem exceção, precisam mais que bens e serviços para conhecer um tantinho de felicidade.

Protagonista de tantos desvios e contradições da sociedade contemporânea, especialmente nos cantos atrasados em civilidade e primários em civilização, as crianças polarizam esta edição do Jornal da PUC-Campinas, que reúne artigos, entrevista e reportagens sobre a postura da academia e o olhar dos acadêmicos em relação à infância.

No campo da Tecnologia, o jornal trata dos encontros e desencontros da infância com a informação, nesses tempos em que a criança aprende a correr os dedos pela tela do celular antes de conseguir desenvoltura mínima no manejo da colher.

 O CEA colabora com o tema mostrando características e distorções dos liames entre criança e consumo, enquanto a coluna Pensando o Mundo contribui com uma análise muito atualizada do Trabalho Infantil, medievalismo que assola intensamente a cultura e a realidade brasileiras, consequenciando, nos pequenos, a esdruxula distribuição de renda na qual elites e oligarquias insistem em manter o Brasil aprisionado.

Horários, obrigações e responsabilidades que a contemporaneidade impõe à gurizada, já nos primeiros meses de vida, estão na entrevista, cujo tema é tão instigante quanto preocupante: ser criança é o mesmo que ter infância?

Apresentação de Projetos de Extensão e resumo de Dissertação de Mestrado centrados nas crianças, das Faculdades de Fisioterapia e Psicologia são as contribuições do CCV ao assunto do mês, enquanto a CACI mostra as atividades que trazem crianças para a Universidade nos períodos de férias.

Completando, a coluna cinematográfica indica dois filmes que tratam das consequências dolorosas sobre as crianças da militância política em tempos de ditadura.

A leitura disso tudo certamente vai levar a reflexões sobre a responsabilidade de todos nós, adultos e quanto os universitários podem fazer para efetivar a premissa de que o melhor da vida é ser criança.

Boa leitura!

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Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários: 6º Encontro de Anual de Extensão Universitária

O 6º Encontro de Anual de Extensão Universitária da PUC-Campinas, realizado no dia 19 de setembro de 2016, evento promovido pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, objetivou possibilitar aos alunos, bolsistas de Extensão, apresentar o desenvolvimento de seus Planos de Trabalho, iniciados em abril de 2016, e os principais resultados alcançados até este momento. Visou também promover reflexões qualificadas sobre temas pertinentes relacionados ao desenvolvimento de Projetos de Extensão junto aos docentes e discentes da Universidade.

Neste ano, a palestra de abertura do 6º Encontro de Anual de Extensão Universitária foi proferida pela docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Profa. Dra. Henriette Tognetti Penha Morato. Dentre os vários temas tratados em sua exposição oral, destacaram-se os desafios em relação aos métodos de intervenção adotados nos projetos de Extensão. A partir da compreensão de que os procedimentos de intervenção devem ser submetidos e também definidos no cotidiano das ações de extensão, a Profa. Henriette Morato discorreu sobre vários exemplos de Projetos de Extensão em que o cotidiano das ações foi fundamental para o redirecionamento dos métodos de intervenção, assim como dos sentidos a eles atribuídos, seja pela equipe executora, seja pelo público-alvo. Os exemplos mencionados pela docente do Instituto de Psicologia da USP foram também bastante ilustrativos em termos da possibilidade de articular Extensão, Ensino e Pesquisa num processo de enriquecimento recíproco para todos os evolvidos.

No período da tarde, pelo terceiro ano consecutivo, as sessões de Comunicação Oral contaram com a presença de avaliadores externos, isto é, docentes convidados, provenientes de outras Universidades, que contribuíram com sua experiência para aperfeiçoar as atividades de Extensão desenvolvidas na PUC-Campinas. Em 2016, as apresentações orais dos 64 alunos bolsistas de Extensão foram avaliadas pelos seguintes professores: Profa. Dra. Andreia Osti (Departamento de Educação – Universidade Estadual Paulista – UNESP); Prof. Dr. Edison Duarte (Departamento de Estudos de Atividade Física Adaptada – Faculdade de Educação Física – Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP); Profa. Dra. Regina Helena Pires de Brito (Núcleo de Estudos Lusófonos do Programa de Pós-Graduação em Letras – Universidade Presbiteriana Mackenzie – MACKENZIE); Profa. Dra. Maria Aparecida Diniz Ehrhardt (Assessora da Pró-Reitoria de Extensão – Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP); Profa. Dra. Márcia Aparecida Lima Vieira (Faculdade de Ciências Humanas – Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP), além da já mencionada Profa. Dra. Henriette Tognetti Penha Morato.

A sexta edição do Encontro de Anual de Extensão Universitária trouxe também uma novidade em relação aos anos anteriores. Pela primeira vez, uma sessão de comunicação oral foi dedicada aos estudantes que participam dos grupos de aprendizagem do Programa de Educação Tutorial (PET) da Universidade.

Professores da PUC-Campinas: Determinação e vontade

Enquanto soldados disparavam armas letais durante o cerco alemão a Stalingrado, durante a Segunda Guerra Mundial, fotógrafos profissionais e amadores disparavam máquinas que registraram o cotidiano daquela cidade mergulhada em combates e batalhas. Uma dessas fotografias mostra, no cenário nevado do rigoroso inverno russo, entre escombros e prédios destruídos, uma professora sentada na sarjeta, segurando uma pequena lousa, cercada por alunos acocorados de frio, mas atentos à aula.

Ensinar e aprender, mostra a imagem, independem de lugar, instalações, equipamentos, recurso ou formalidade além da relação entre professor e aluno, pautada pela determinação daquele e pela vontade deste.

A História da PUC-Campinas, que neste ano comemora seu jubileu de diamante, está marcada por conquistas, iniciadas por visionários entusiasmados, reunidos como Faculdade, em acomodações modestas, que redundaram em uma das maiores e mais importantes instituições de ensino superior do País, contando aos milhares sua população acadêmica e a metragem das suas instalações.

Todavia, se os 75 anos de História da PUC-Campinas foram marcados por transformações diversas, permaneceu inalterada e viva a relação que une alunos e professores na busca do conhecimento.

Portanto, ao mesmo tempo em que a oficialidade dos registros marca efemérides importantes, celebradas e comemoradas nos eventos do 75o aniversário, cabe também celebrar e comemorar a relação que se estabeleceu no primeiro instante da primeira aula ministrada na Instituição, momento que tanto mais se afasta no tempo, mais permanece e mais se renova a cada aula, de todos os Cursos, em todos os campi, eternizando a relação que constitui a alma da Instituição, corporificada na determinação de ensinar de todos que foram e são professoras e professores da PUC-Campinas.