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Não ensina quem não organiza e não organiza quem não planeja…

Na atividade docente o planejamento não tem valor menor nem ocorre em menor frequência que aulas, atividades laboratoriais, procedimentos de avaliação e de recuperação que recheiam nosso cotidiano acadêmico.

A rigor, ensinar pressupõe planejamento continuado de cada aula e de cada passo, ao longo de toda a jornada que nos dispomos a percorrer, juntamente com alunos e alunas, na direção do conhecimento.

Sabemos que a aula começa no dia anterior, nos preparativos, seleção de recursos e avaliação dos métodos que definimos para momentos e conteúdos determinados. Só então, nos sentimos seguros e confiantes para entrar em sala e, como costumamos dizer “dar uma boa aula”.

Docentes mais experientes conhecem a capacidade dos alunos para distinguir e reconhecer o professor que planeja e traz a aula organizada, com ponto de partida definido, percurso traçado e objetivo ancorando, solidamente, todo o processo.

O planejamento, que trazemos introjetado, na condição de professor e professora, tem dimensões diversas, desde o microuniverso de um exercício didático, até o macroplanejamento de todo um semestre letivo.

Ajustados a essas dimensões variadas estão o tempo dedicado e o envolvimento articulado de diversas pessoas. Normalmente conduzimos sozinhos e por conta própria o planejamento das nossas aulas, mas ao planejamento individual precedem instâncias mais amplas e coletivas, como a que nos compete fazer agora, nesta Semana de Planejamento Pedagógico.

Sob orientação da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), contando com a colaboração de pessoas com amplo conhecimento de pedagogia, didática e planejamento, atuando como um Corpo Docente com objetivos congruentes e valores similares, constituímos um grupo eficiente e capacitado para planejar os largos caminhos vislumbrados para o semestre entrante, que formam a base de orientação para todas as demais ações pedagógicas, até o final de junho.

Nesse sentido, o planejamento não é só exercício de orientação técnica, mas, também, contributo à segurança que queremos e precisamos na sala de aula.

Portanto, acima e além de quaisquer outras considerações, cabe lembrar que o Planejamento Pedagógico é tão importante para cada um de nós, como todos nós, participando ativamente, somo vitais para que o planejamento renda orientação segura e ferramentas eficientes, que vamos usar a cada dia letivo.

Boas-vindas a um semestre produtivo e compensador.

 

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht

Reitora

Tempo de refletir, tempo de avaliar

Propositalmente, a última edição de 2016 do Jornal da PUC-Campinas chega à comunidade acadêmica no momento em que acontecem as atividades de encerramento do ano letivo, período que por definição e tradição exige muita dedicação e outro tanto de trabalho de todos nós.

Alunos e alunas “quebram a cabeça” nos processos finais de avaliação, “suam a camisa” para aplicar retoques e conclusões aos TCCs, preparando apresentações e exposição pública, isso tudo temperado com a ansiedade e o frenesi próprios do encerramento do ano.

Paralelamente, o corpo docente se envolve com a avaliação de provas e trabalhos, o que custa tempo e atenção, exigidos em igual medida nas atividades de assentamento de notas, frequências e muitos outros detalhes que, desde sempre, o encerramento de cada semestre cobra ao fazer pedagógico.

Para os funcionários as semanas iniciais de dezembro não são menos trabalhosas, sobretudo em função dos prazos definidos pelo final do ano.

Mas, para além da laboriosa agitação, dezembro também representa a hora e a vez de repensar o ano que chega ao fim, seja para avaliar os percalços enfrentados e os resultados obtidos, seja para recordar momentos que marcaram nossa vida na Universidade.

 As lembranças certamente remetem, em parte, aos momentos mais significativos que pontuaram o calendário acadêmico, tanto em relação ao trabalho realizado em sala de aula e, por extensão, nos laboratórios e espaços de ensino/aprendizagem, quanto àqueles que ocorreram nos auditórios e espaços comuns, incluindo eventos científicos, palestras, conferências, colóquios, celebrações e comemorações. Nesse sentido, creio que concordamos todos, o ano foi muito ativo e produtivo, em especial no que respeita aos eventos do Jubileu de Diamante da Universidade.

Mas a avaliação do ano também tem um aspecto intimista, quando cada um, independentemente da função que exerce e da posição que ocupa no universo acadêmico, repassa as contribuições pessoais que ofereceu à comunidade e as transformações que sofreu a partir daquilo que recebeu da comunidade para seu crescimento individual, social e espiritual. Essa reflexão, em última instância, faz a dosimetria exata do ano que, em primeiro de janeiro, cada um de nós recebeu novinho e intacto, para bem usar e bem fazer. Se essa reflexão introspectiva revelar que aproveitamos as oportunidades para melhorar como pessoa e pessoalmente agimos para valorizar o próximo, então podemos dizer, sem medo de errar, que o ano foi bom, tanto quanto estamos preparados e animados para o ano seguinte, que começa logo mais.

Meditando quando possível e finalizando o trabalho acadêmico, vamos todos encerrar o ano com um suspiro de cansaço, mas espero, sinceramente, que cada integrante da nossa comunidade acadêmica possa, também, expirar satisfação e alegria pelo que realizou,  inspirando a si mesmo para ser ainda melhor em 2017.

Aos corpos discente, docente e funcional, bem como aos amigos da PUC-Campinas desejo um santo Natal, abençoado pelo Menino na manjedoura e que 2017 seja um ano de fraternidade, solidariedade e amor, entre todos, com todos e para todos.

Profa. Dra. Ângela de Mendonça Engelbrecht- Reitora da PUC-Campinas

 

Bem-vindas e bem-vindos!

No meio acadêmico, tradicionalmente, a palavra retomada é associada ao mês de agosto, marcando a hora e a vez de voltar às atividades temporariamente interrompidas durante as férias muito merecidas e sempre apreciadas. Depois das férias, costumamos dizer, vem o tempo de retomar o trabalho para o semestre que encerra o ano.

Esse modo essencialmente acadêmico de misturar agosto com retomada pressupõe um tempo fora e, às vezes, distante da Universidade. Para uns, separação geográfica, em viagens que afastam o corpo dos Campi. Para outros, afastamento interior, que troca a bibliografia das disciplinas pelas páginas do romance lentamente saboreado na espreguiçadeira, alternando leitura descompromissada com descompromissada fruição das coisas boas da vida, longe do celular, do relógio e do computador.

Assim, em agosto, voltamos dispostos e animados para retomar o compromisso de ensinar e o permanente exercício de aprender que preenchem todos os espaços e ocupam todo tempo da vida universitária, essa que nos constrói como professores e nos identifica a todos como aluna ou aluno, pois viver e aprender são termos que se misturam.

Assim, porque temos muito para contar das férias e outro tanto para planejar o semestre, o agosto universitário é sempre dinâmico, animado, típico dos tempos de reencontro, marcando o início do semestre com dias de sorrisos, abraços, conversas intensas e acenos alegres. Mais que simplesmente ver, em agosto nos revemos, como amigos, colegas, parceiros partícipes da mesma comunidade.

Portanto, agosto é tempo de desejar boas-vindas aos que retornam e retomam a vida universitária, em nova jornada, assim como àqueles que iniciam vida nova, como universitários, nas turmas que têm início neste mês.

Encontros e reencontros de agosto são partes essenciais de todos nós, acadêmicos e, por isso mesmo, antes de quaisquer outros, temos termos especiais para esse tempo de retomada:

Bem-vindas! Bem-vindos!

Reitora da PUC-Campinas: Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht

Universidade atual e presente na sociedade

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht está no segundo mandato à frente da PUC-Campinas

Por Eduardo Vella

Em meio às comemorações aos 75 anos de fundação da PUC-Campinas, a Magnífica Reitora, Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht, concedeu entrevista ao Jornal da PUC-Campinas, na qual abordou suas impressões sobre este momento histórico para a Universidade e os desafios para manter a excelência no Ensino e a formação integral da pessoa humana.

Qual a importância do percurso histórico que assinala 75 anos da PUC-Campinas?

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht O Jubileu de Diamante é um momento apropriado e oportuno para resgatar a História da primeira Instituição de Ensino Superior da região de Campinas, criada em 1941.

As vagas oferecidas no primeiro Vestibular foram disputadas por 233 candidatos, tornando realidade as Faculdades Campineiras, projeto acalentado pelo segundo titular da Arquidiocese de Campinas, Dom Francisco de Campos Barreto e dois colaboradores diretos, cônego Emílio José Salim e o jovem padre Agnelo Rossi. A elevação à categoria de Universidade Pontifícia, em 1972, consolidou a relevância da Instituição e confirmou sua ligação com a cidade.

A década em que completou 30 anos foi marcada pela implantação dos campi e ampliação de Cursos. A criação do Curso de Medicina, em 1975, e o surgimento do Hospital Universitário, dois anos depois, estabeleceram as bases de uma contribuição social importante. Implantado na região que mais cresce no Município, o Hospital e Maternidade Celso Pierro desponta como unidade fundamental de saúde pública, ao mesmo tempo em que atende a formação de profissionais de nível superior do Centro de Ciências da Vida.

As décadas finais do Século XX representam um período de renovação e consolidação, com um novo Projeto Pedagógico, centrado na adaptação ao cenário político, social e econômico que emerge com a redemocratização e a inserção cada vez maior do País no circuito internacional.

Qual a relevância dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu para a gestão atual?

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht Investimento em infraestrutura e ampliação de recursos humanos qualificados são elementos fundamentais ao crescimento da Pós-Graduação. O estímulo à qualificação do corpo docente somado à implantação de recursos e condições de pesquisa vêm acelerando nossa produção científica. Além de dissertações e teses dos Programas de Pós-Graduação, a participação em publicações qualificadas, nacionais e estrangeiras, vem crescendo. A Universidade chega aos 75 anos com Programas de Pós-Graduação ligados a múltiplas áreas de conhecimento.

Por outro lado, a produção gerada na Pós-Graduação tem um efeito na ampliação dos Grupos de Pesquisa, no aumento de alunos e professores envolvidos com Iniciação Científica e no debate científico. Esses itens são exemplos do compromisso com a produção, sistematização e difusão do conhecimento presentes na Missão da Universidade.

Historicamente, a PUC-Campinas se destaca pelo vínculo que mantém com a comunidade, por meio da Extensão. Isso permanece aos 75 anos de existência?

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht A orientação cristã promove e estimula a solidariedade social e a Extensão representa o caminho mais ativo dessa atividade. Além de Cursos, que atendem demandas da sociedade, a Extensão organiza e aplica Programas que nos aproximam da comunidade externa, em especial das parcelas mais carentes e vulneráveis. Esses Programas envolvem alunos, professores e, em casos específicos, contam, também, com apoio de funcionários técnicos. Todas essas pessoas atuam no sentido de aplicar o conhecimento universitário para melhorar a qualidade de vida dessas comunidades. Ponto importante dos nossos Programas de Extensão reside no compromisso de estimular a autonomia das comunidades. Por outro lado, o rigor acadêmico estabelecido na seleção dos Projetos de Extensão, que geram Programas de interesse social, permite à PUC-Campinas participar de Editais Públicos, alocando verbas que ajudam a ampliar o alcance dessa atividade.

Aos 75 anos, a Universidade ainda enfrenta desafios?

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht Superar desafios compõe a alma da nossa História e o mais importante é manter-se na vanguarda. Constantemente, desenvolvemos metodologias e aplicamos recursos capazes de aprimorar o Ensino, qualificando nossos alunos que se destacam no mundo do trabalho. À formação técnico-profissional agregamos a formação social, estimulando a participação ativa e positiva, a partir da nossa orientação cristã. A formação pessoal dos nossos alunos também importa e, para isso, temos programas de orientação, aplicados desde o primeiro momento em que o calouro chega ao Campus. Assim, ao completar 75 anos queremos e devemos reverenciar a nossa História, sem abrir mãos do compromisso de sermos atuais e socialmente presentes.

Estudo e trabalho

No tempo primordial da nossa civilização, trabalho e estudo eram pontos que se deslocavam em espaços diferentes. Pouco dedicava ao trabalho quem estudava e, quem trabalhava, raramente podia estudar. Depois, trabalho e estudo tomaram trajetória paralela, com implicação mútua. Estudar mais passou a significar trabalhar melhor. Agora, trabalho e estudo são congruentes, simultâneos, compondo um único corpo, sem superfície de separação.

Relações econômicas transformadas pela globalização e dinamizadas pela tecnologia determinaram a educação permanente e a formação profissional continuada como regra e norma da sociedade contemporânea, em que o trabalho exige cada vez mais estudo e este potencializa cada vez mais a capacidade para o trabalho.

Computador, tecnologias portáteis, mobilidade elevada, aprendizagem “in company” são recursos que permitem a simultaneidade entre trabalho e estudo, fazendo mudar a dinâmica das relações humanas e a estrutura social. Esse caminho sem volta de transformação permanente atinge as empresas, os governos, as instituições, até mesmo a família e, de modo muito especial, a Universidade.

A ideia de labutar só depois do curso superior ou interromper o trabalho para fazer pós-graduação tornou-se incomum nos dias de hoje, em que ser aluno e profissional ativo não são mais condições excludentes… Ao contrário.

Para dar conta dessa tendência, a Universidade precisa de remodelação contínua, ajustando-se ao aluno que já está na empresa e àquele outro que não pretende agendar o trabalho somente após o diploma. O primeiro momento dessa transformação aproximou o mundo acadêmico do universo profissional, mas não foi suficiente. Hoje, a conduta mais apropriada para associar positivamente trabalho e formação intelectual leva o nome de integração.

Os objetivos estratégicos da PUC-Campinas tratam da integração com o mundo do trabalho, focada nos ramos de atividade contemplados pelas 40 Faculdades e um número ainda maior de Cursos que formam profissionais de nível superior, bem como Cursos de Especialização e Programas de Pós-Graduação.

Para isso, são criados e aplicados programas e projetos para colocar empresas, organizações governamentais e não governamentais dentro dos campi, mantendo, simultaneamente, a Universidade presente nessas instituições, cujos resultados positivos englobam empregabilidade, ascensão profissional, desenvolvimento de carreira, produtividade crescente e mais uma série de itens que beneficiam não só o profissional, mas também os demais agentes e compartimentos da organização social.

O número de alunos da PUC-Campinas envolvidos e atuantes no mundo do trabalho é grande e crescente. Parte já atuava profissionalmente quando chegou à Universidade, outros estabeleceram relações profissionais na condição de veteranos e outros, ainda, estavam diplomados, mas voltaram para alguma modalidade de aperfeiçoamento (pós-graduação, por exemplo), ou mudança de área de atuação. Todos, indistintamente, desenvolvem trabalho e estudo como atividades simultâneas e buscam aprimoramento.

O horizonte profissional se descortina já no início da vida acadêmica, cabendo aos vestibulandos e ingressantes conhecer e aproveitar as oportunidades.

Alunos, ex-alunos e professores da PUC-Campinas são excelente fonte de informações para quem deseja conhecer e aproveitar as oportunidades de nossos projetos, programas e ações que associam formação universitária com atuação profissional. No Portal da Universidade também existe muita informação e orientação para o passo mais importante da carreira que você já iniciou, ou vai começar brevemente.

Seja bem-vindo!

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht

Reitora da PUC-Campinas