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Maio Amarelo

A PUC-Campinas, por meio do Departamento de Segurança Universitária, está reforçando o trabalho de orientação de pedestres e motoristas para que atravessem nas faixas demarcadas e respeitem a sinalização de trânsito nos Campi I e II. Além disso, neste mês, em que acontece mundialmente o Movimento Maio Amarelo, que busca chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito, a Universidade vai disponibilizar faixas no sentido de sensibilizar, mobilizar e engajar os alunos, professores e funcionários.

O Maio Amarelo é simbolizado por um laço, que indica a aliança de forças em prol de um objetivo, como ficou marcado em movimentos como o Outubro Rosa e Novembro Azul, de combate ao câncer de mama e câncer de próstata, respectivamente. A cor amarela justifica-se por ser mundialmente conhecida como advertência e alerta no trânsito, e pretende-se que represente tanto um momento de reflexão para os motoristas e pedestres, como um alerta para a necessidade de redução de acidentes de trânsito.

Para se ter uma ideia da importância do tema, dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Inforsiga-SP) apontam que na região administrativa de Campinas, composta por 17 municípios, houve um aumento de 12% no número de mortes por acidentes de trânsito em janeiro de 2017, no comparativo com o mesmo período do ano anterior. No primeiro mês deste ano foram registradas 85 mortes, contra 76 em 2016.

 

Pró-Reitoria de Administração: Dicas de segurança para o seu dia a dia

Na edição 167 do Jornal da PUC-Campinas, a Pró-Reitoria de Administração da Universidade traz dicas sobre segurança em casa e no trânsito.

Pro reitoria adm

Em casa:

 Caso você ouça algum barulho no jardim ou no seu quintal e suspeite que alguém tenha invadido ou queira tentar entrar na sua casa, faça o seguinte: aperte o botão de fechar do alarme por alguns segundos e a buzina disparará continuamente, até que você o desligue ou que a carga da bateria se esgote ou você aperte o botão de “reset”. Lembre-se: Você tem nas mãos um sistema de alarme de segurança que já está à sua disposição e não precisa de instalação. Se o alarme disparar no momento em que algum mal-intencionado estiver tentando invadir a sua casa, o mais provável é que ele saia correndo e desapareça,

Ao viajar, peça a alguém de confiança para que não deixe juntar correspondência na porta. Peça a um vizinho que acione a polícia, caso observe movimento suspeito na casa, durante sua ausência.

Não abra a porta para pessoas que se apresentam para oferecer serviços não solicitados (encanadores, eletricistas, etc.). É útil o uso do interfone com câmera.

Quando for sair ou chegar, fique atento para suspeitos nas proximidades. Desconfiando, dê a volta no quarteirão e chame a Polícia.

Suspeitando de que algum infrator entrou em sua casa, quando você estava ausente, não entre, chame o policial do seu bairro, pois sempre é possível que os infratores ainda estejam lá dentro.

No trânsito:

No semáforo, pare sempre na pista da direita ou do meio. Evite a da esquerda, pois é mais fácil para o ladrão abordá-lo;

Esteja atento aos arredores;

Se o semáforo estiver vermelho e houver poucos carros na sua frente, reduza a velocidade: pode ser que o sinal abra antes de você chegar lá.

Evite deixar seu carro estacionado na rua, principalmente durante a madrugada. Desligue o carro, retire a chave do contato e tranque o veículo ao estacionar, mesmo que por poucos minutos.

Procure estacionar em ruas iluminadas e próximo de locais vigiados dia e noite.

Não deixe embrulhos, roupas, pacotes e valises à vista, dentro do carro. Isso atrai os ladrões.

Evite manter encontros dentro do carro, principalmente à noite e em lugares desertos.

Não dê “caronas” a estranhos.

Não pare para discutir “fechadas” ou “batidinhas”. É comum que infratores provoquem isso, só para assaltar.

Procure transitar, sempre que possível, com vidros fechados e com as portas travadas.

No Transporte Coletivo:

Dentro do coletivo mantenha a bolsa, carteira, pacotes ou sacolas na frente do seu corpo.

Em ônibus com poucos passageiros, procure viajar próximo ao motorista.

Ande sempre com o dinheiro da passagem contado ou dê preferência aos vales transporte.

Evite ficar sozinho em pontos de ônibus isolados.

Com informações do Departamento de Segurança da PUC-Campinas

 

Espaço Pró-Reitoria de Administração

Segura é assunto sério

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Por Pró-Reitoria de Administração

Para contribuir para a segurança nos campi, a PUC-Campinas dispõe de corpo de segurança próprio composto por Vigias e Inspetores de Alunos que atuam nos campi em postos fixos ou móveis. Em complemento às atividades, são utilizadas motocicletas e automóveis com identificação visual e luminosa.

 Todos os integrantes do serviço recebem treinamento rotineiro que tem como objetivos principais o adequado atendimento ao público, a atuação preventiva por meio da ostensividade, a orientação à Comunidade Interna e a garantia de ambientes seguros.

Como equipamentos auxiliares, a Universidade dispõe de modernos aparelhos de rádiocomunicação e de sistema de câmeras de monitoramento, controlados por uma Central de Emergência, cuja intervenção pode ser solicitada pelo telefone 3343-7387. Registre-se, também, o constante relacionamento com os órgãos de segurança pública para a atuação nos ilícitos que ocorrem na área externa da Instituição. Nesse sentido, a Universidade faz-se representar nas reuniões mensais dos Conselhos de Segurança Comunitária, Integrado de Polícia e de Trânsito e Transportes.

A Pró-Reitoria de Administração é responsável pela Segurança nos campi/ Crédito: Álvaro Jr.
A Pró-Reitoria de Administração é responsável pela Segurança nos campi/ Crédito: Álvaro Jr.

Vale lembrar que segurança é dever de todos, daí seguem algumas dicas para a Comunidade Interna:

 – mantenha os objetos pessoais sob sua guarda;

– estacione seu veículo nos bolsões internos e nas vagas demarcadas para tal;

– respeite a sinalização de trânsito interna;

– dê preferência para os pedestres;

– respeite as restrições da Lei Antifumo e das normas internas;

– utilize caixas eletrônicos em locais que tenha movimento de pessoas;

– transite em grupo na área externa da Universidade;

– não porte, ostensivamente, objetos ou valores;

– denuncie ilícitos pelo telefone 3236-3040 e utilize a opção do registro eletrônico de ocorrências pelo site da Secretaria de Segurança Pública.

Documentário “Direito de Permanecer Calado”

Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo reflete sobre a relação entre a população pobre e a Polícia Militar

 

Por Amanda Cotrim

Em trabalho de pesquisa, ex-alunos de jornalismo da PUC-Campinas mostraram que moradores de ocupações urbanas, em Campinas, não se sentem seguros diante da Polícia. Por meio do estudo de campo, ouvindo moradores da região do Parque Oziel, na área sul da cidade, os estudantes detectaram o descrédito da população em relação à instituição policial, mostrado em videodocumentário realizado como projeto experimental, em 2014. “A sensação de insegurança dessa população, em relação à Polícia Militar (PM), nos impulsionou e o estudo mostra que a PM gera medo nos moradores daquela região”, afirma o estudante Douglas Moraes

Gravação do documentário no Parque Oziel, em Campinas/ Crédito: Arquivo
Gravação do documentário no Parque Oziel, em Campinas/ Crédito: Arquivo

Em 2013, o Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil), realizado pela Escola de Direito de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou que 70,1% da população brasileira não confia nas polícias.

Para realizar a pesquisa e o videodocumentário “Direito em permanecer calado”, os ex-estudantes participaram de uma imersão na região do Parque Oziel, localizado a seis quilômetros do centro de Campinas. O local já foi considerado a maior ocupação urbana na América Latina. Os bairros Parque Oziel, Jardim Monte Cristo e Gleba B ocupam uma área de um milhão e quinhentos mil metros quadrados, com três mil famílias, num total de 30 mil moradores. O videodocumentário entrevistou moradores dos bairros Gleba B, Parque Oziel, Jardim Monte Cristo, São José, Telesp e Jardim das Bandeiras I e II, durante quatro meses (junho a outubro de 2014), além de membros da Policia Militar de Campinas. Um dos aspectos abordados é o que os, agora, ex-alunos de Jornalismo chamaram de tolhimento à liberdade de expressão, como a desarticulação de um baile  funk na região, com o argumento de que havia a presença de menores e de drogas.

Da esquerda para direita: Orientador Prof. Me. Marcel Cheida, e os ex-alunos Douglas Moraes e Mayara Yamaguti/ Crédito: Álvaro Jr.
Da esquerda para direita: Orientador Prof. Me. Marcel Cheida, e os ex-alunos Douglas Moraes e Mayara Yamaguti/ Crédito: Álvaro Jr.

Durante o estudo, os realizadores do vídeodocumentário também se valeram de bibliografia e entrevistas com especialistas, que refletiram sobre os motivos que levam a população pobre e que mora na periferia a ter medo da polícia. “Durante o trabalho, entrevistamos especialistas em Ciência Política, Ciência Social e em Direitos Humanos, que discutem sobre os preconceitos sociais penetrados na própria PM contra determinada classe social”, explicou Moraes. Os ex-estudantes também destacaram que há um imaginário social que faz com que o policial ao ver um rapaz jovem, negro e na periferia pense que ele, necessariamente, cometeu um crime.

Para o trabalho, os estudantes entrevistaram a Doutora em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), Thais Battibugli, que explicou que “a gestão da segurança pública ainda permanece no cunho autoritário e violento”. A causa disso, segundo o mestre em direitos humanos pela USP e Tenente Coronel da Polícia Militar de São Paulo, Adilson Paes de Souza, é que a segurança pública ainda está sob a ordem “da doutrina da segurança nacional, idealizado pelos EUA após a Segunda Guerra Mundial e difundida na América Latina”, explicou.

O outro lado:

O Tenente Coronel do 35º Batalhão da Polícia Militar de Campinas, Marci Elber Rezende, também entrevistado no documentário, não avalia que exista preconceito na abordagem policial e diz que os policiais são hostilizados e reagem.  “A polícia não age de forma violenta. Ela reage às ações violentas. A polícia é preparada para realizar abordagem a pessoas suspeitas, a partir do feeling do policial”, relatou.

O Jornalismo precisa olhar para a realidade

Para o orientador do trabalho e docente da Faculdade de Jornalismo, Prof. Me. Marcel Cheida, o trabalho dos ex-alunos reforça a necessidade de o jornalismo se voltar para as questões sociais. “É preciso que o jornalista olhe para a realidade”, ressalta. O Projeto Experimental foi uma realização dos ex-alunos Arthur Menicucci, Douglas Moraes, Gabriela Aguiar e Mayara Yamaguti. A orientação foi do Prof. Me. Marcel Cheida. O trabalho foi avaliado com nota 9,5.