Arquivo da tag: sucesso

Ex-alunos da PUC-Campinas são destaque no Brasil e no mundo

No mercado ou na área acadêmica, ex-alunos da PUC-Campinas mostram como faz diferença escolher uma Universidade que possibilite mais do que um diploma, uma formação.

Por Amanda Cotrim

O presidente de empresa mais bem avaliado do Brasil é o ex-aluno da PUC-Campinas, Marcio Henrique Fernandes. Formado em Administração pela Instituição, ele ocupa o cargo de presidente da Elektro, desde 2011, quando ainda tinha 36 anos. O fato de Marcio ser jovem e já ocupar o cargo mais alto dentro de uma empresa, o fez ser destaque em diversos jornais e revistas do Brasil, os quais ressaltaram que em uma escala de zero a 100, a gestão de Marcio foi avaliada em 98,3, a partir de pesquisa “As melhores empresas para você trabalhar”.

Marcio Fernandes obteve sucesso por ser um dos executivos mais jovens ocupando a presidência de uma empresa/ Crédito: Assessoria.
Marcio Fernandes obteve sucesso por ser um dos executivos mais jovens ocupando a presidência de uma empresa/ Crédito: Assessoria.

Ninguém consegue o que Fernandes conseguiu em um “passe de mágica”. É preciso, segundo ele, uma base. “A PUC-Campinas me ofereceu essa base e me ajudou concretizar meus sonhos no mundo do trabalho”. Ele escolheu a Universidade por causa do corpo docente, “referência na Administração”, destaca.

Outro caso de sucesso, mas dessa vez na carreira acadêmica ocorreu com o ex-aluno José Rubens Rebellato, formado em Fisioterapia na década de 1970. “Por ser a Universidade mais moderna em relação às demais universidades – como a Universidade de São Paulo- a PUC-Campinas me permitiu uma visão menos conservadora sobre a profissão”, conta ele, ressaltando que essa modernidade permitiu que o conjunto de profissionais formados pela PUC-Campinas pudesse propor alterações na montagem de outros cursos de Fisioterapia pelo país. “Fiz parte do grupo que montou o curso de Fisioterapia da Universidade Federal de São Carlos, considerado um dos melhores do país durante muitos anos”, destaca.

Rebelatto se dedicou à vida acadêmica e à pesquisa. Ele foi Reitor da Federal de São Carlos, entre 1996 e 2000, e Secretário de Educação Superior Substituto do Ministério da Educação. Hoje, o ex-aluno se lembra da PUC-Campinas com carinho. “O Pátio dos Leões é, sem dúvida, minha memória mais viva, pois foi lá em que iniciamos o curso de Fisioterapia. Era um local em que ocorriam os movimentos políticos e as pequenas mobilizações acadêmicas. Uma época muito especial, cuja esperança de um futuro melhor era o que imperava”, se orgulha.

Dom Sérgio da Rocha é Presidente da CNBB/ Crédito: Álvaro Jr.
Dom Sérgio da Rocha é Presidente da CNBB/ Crédito: Álvaro Jr.

Exemplos de ex-alunos que têm sucesso em suas carreiras não são poucos. Um dos que foram filhos da PUC-Campinas é do atual Arcebispo de Brasília e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Sérgio da Rocha. Segundo ele, a existência de uma comunidade acadêmica decorre do dinamismo e do caráter dialogal do saber: “Ao fazer isso, a Universidade se torna um local de formação integral para a vida”, observou Dom Sérgio que é formado em Teologia pela Instituição. O Presidente da CNBB tem Mestrado em Teologia Moral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo, e obteve o Doutorado na Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.

Do Brasil para o Mundo

Cristiane Squarize fundou o laboratório de Biologia Epitelial nos Estados Unidos/ Crédito: Álvaro Jr.
Cristiane Squarize fundou o laboratório de Biologia Epitelial nos Estados Unidos/ Crédito: Álvaro Jr.

Cristiane Squarize e Rogério Moraes se conheceram na PUC-Campinas, no curso de Odontologia, na década de 1990, quando começaram a namorar. Do namoro veio o casamento, o mestrado, doutorado e o pós-doutorado. Hoje, os dois são professores da área de patologia bucal, na Faculdade de Odontologia da Universidade de Michigan e fundadores e responsáveis pelo laboratório de Biologia Epitelial da universidade, nos Estados Unidos. Em 2014, Cristiane concedeu entrevista ao Jornal da PUC-Campinas, na qual revelou que a formação que recebeu na Universidade para o sucesso da sua carreira foi fundamental. “A formação que tivemos foi única. Na PUC-Campinas tivemos acesso à prática e ao paciente durante todo o curso, o que me deu uma formação mais humana”, lembra a ex-aluna.

A oportunidade de trabalhar nos Estados Unidos surgiu quando a pesquisadora estava no doutorado sanduíche (termo usado para dizer que o aluno fez parte do curso de doutorado fora do país). “Eu fiquei em um laboratório da mesma universidade em que trabalho hoje e, paralelamente, fui publicando meus artigos científicos, até que eu e meu esposo fomos convidados para fazer o pós-doutorado lá. Em 2010, a universidade abriu concurso e passamos. Os dois!” brinca Cristiane. Para ler a matéria completa, acesse o link aqui. 

Ocupar cargos que extrapolam as fronteiras do Brasil também foi o caso de Cyro Diehl, que é formado em Análise de Sistemas pela PUC-Campinas, em que também realizou Pós-Graduação em Gestão Empresarial. O executivo ingressou na empresa Oracle, em junho de 1997, com o desafio de montar o escritório regional em Campinas, no interior de São Paulo, em que ficou até 2000. Nesse mesmo ano, foi convidado para iniciar, em Miami (EUA), o Oracle Direct Brasil e, no final de 2001, estruturou a divisão para toda a América Latina. Após essa experiência, ele assumiu a vice-presidência de Vendas Indiretas da Oracle do Brasil e, no início de 2006, foi promovido à vice-presidência de Vendas Indiretas da Oracle para a América Latina, passando a responder por todo o continente. Em 2009, Cyro Diehl assumiu a presidência da Oracle do Brasil. Ele conta que seu maior objetivo é “manter o ritmo de crescimento da operação da empresa no País”.

A Universidade já formou 18 desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo, sendo um deles o Desembargador, formado em Direito, Francisco Vicente Rossi. A PUC-Campinas também esteve presente na vida de personalidades de grande apelo midiático, como alguns famosos. É o caso do técnico de futebol Tite, formado em Educação Física e da jornalista Renata Ceribelli, correspondente internacional nos Estados Unidos pelo programa Fantástico, da Rede Globo. A cantora Sandy, formada em Letras pela Instituição, também figura a lista de personalidades conhecidas do grande público.

 

 

Por que a escolha de uma boa universidade é fundamental para a vida ?

Primeiro passo em direção ao futuro profissional

Por Giovanna Oliveira

Anos atrás, a escolha de uma profissão e de uma universidade na vida de um cidadão era bem mais simples. Era uma escolha significativa, mas não tão ampla e concorrida como a dos dias atuais. Já faz um tempo que as opções, tanto de cursos, quanto de universidades e de faculdades, são tantas, que a cabeça do jovem passa a ser “bombardeada” com milhares de informações, para fazer a “escolha certa”. Mas por que essa escolha se tornou tão importante?

Na sociedade atual, cuja escolha da carreira tem grande impacto no futuro, deve levar em consideração, além de outros, fatores como conforto, formação, infraestrutura, docentes, mercado de trabalho e relações interpessoais. É por isso que a universidade escolhida deve ser analisada com cuidado, para que atinja, dentro do possível, o maior número de metas estabelecidas pelo próprio jovem.

Foto: Álvaro Jr Um bom profissional começa numa boa sala de aula
Foto: Álvaro Jr.
Um bom profissional começa numa boa sala de aula

É na decisão sobre qual curso escolher que o jovem projeta o que será no futuro, como explica a psicóloga e docente do Centro de Ciências da Vida (CCV), Profa. Dra. Maria de Fátima Franco dos Santos. “Existem universidades que não têm a preocupação com a formação humana do aluno. Apenas oferecem cursos mais técnicos, direcionados ao mercado de trabalho. Em geral, essas universidades têm uma visão mais empresarial a respeito do ensino, quando na verdade elas teriam de ter uma visão mais humanista, que transforma o aluno para além da sala de aula e conduz suas atividades profissionais.

O Pró-Reitor de Graduação da PUC-Campinas, Prof. Dr. Orandi Mina Falsarella, concorda que as universidades devem ir além de uma formação inteiramente relacionada ao mercado de trabalho. “Ela tem de receber o jovem, que, muitas vezes, veio do Ensino Médio e entrou na universidade para ter uma profissão, e formá-lo para que ele possa exercer aquela profissão escolhida da melhor forma possível. Mas tem de haver uma formação integral. Uma formação integral do ser humano, esse é o grande diferencial entre uma universidade e uma faculdade.”

Diferenciar uma faculdade de uma universidade é relevante quando o aluno deixa a sala de aula e torna-se um profissional em busca de uma oportunidade. O docente do Centro de Economia e Administração (CEA) Prof. Me. Valdenir da Silva Pontes, explica: “Eu acredito que o mercado olha com mais carinho quando o aluno é formado em uma universidade, já que ele, no próprio sentido da palavra, tem uma formação mais universal, mais completa, mais abrangente. Com forte apelo, inclusive, em áreas que não são específicas da formação do aluno. Já as faculdades não oferecem isso. Pelo menos não na qualidade e quantidade desejadas.” Para Pontes, a universidade prepara o aluno de duas formas: com o conhecimento teórico, e a presença de profissionais como docentes em sala de aula. “Isso estimula o aluno, e o direciona a uma escolha dentro das opções do próprio curso”, esclarece.

Foto: Álvaro Jr.  Universidade investe em ensino, pesquisa e extensão
Foto: Álvaro Jr.
Universidade investe em ensino, pesquisa e extensão

O papel dos docentes dentro da formação de um profissional também é de suma importância, como enfatiza a psicóloga Maria de Fátima. “Tem de estar claro que existe uma hierarquia, como tudo na vida, e isso começa dentro da sala de aula. Dentro da universidade é o professor que levará o aluno ao desenvolvimento pessoal.”

“Nós, docentes, procuramos estar sempre à disposição, porque também queremos a melhor formação para ele”, completa o professor Orandi.

As escolhas do curso e da universidade devem ser feitas com segurança, por isso é importante pesquisar para saber exatamente o objetivo que se pretende atingir.

“A grande diferença de uma Universidade, como a PUC-Campinas, é que você tem três pilares que a sustentam: as atividades de Ensino, de Pesquisa, e de Extensão. Quando falamos em uma formação profissional, podemos dizer que em uma Universidade, você tem uma formação completa”, finaliza o Pró-Reitor de Graduação.

Ex-Alunos da PUC-Campinas são destaque mundial

“A formação que eu tive aqui foi única para chegar onde estou”

Por Amanda Cotrim

Cristiane Squarize e Rogério Moraes se conheceram na PUC-Campinas, no curso de Odontologia, na década de 1990, quando começaram a namorar. Do namoro veio o casamento, o mestrado, doutorado e o pós-doutorado. Hoje, os dois são professores da área de patologia bucal, na Faculdade de Odontologia da Universidade de Michigan e fundadores e responsáveis pelo laboratório de Biologia Epitelial da universidade, nos Estados Unidos.

De passagem pelo Brasil, cumprindo agenda de palestras nas universidades brasileiras, Cristiane conversou com o Jornal da PUC-Campinas. Ela ressaltou a importância da formação que recebeu na Universidade para o sucesso da sua carreira. “A formação que eu e meu esposo tivemos aqui foi única. Na PUC-Campinas tivemos acesso à prática e ao paciente durante todo o curso, o que me deu uma formação mais humana”, lembra a ex-aluna. A prática oferecida pela Universidade possibilitou que Cristiane, depois de formada, tratasse pacientes que não tinham condições de pagar. “Eu trabalhei cinco anos em consultório e doava um dia por semana para a comunidade. Nesse período, tive muito contato com pacientes que tiveram trauma na região da cabeça e pescoço ou doenças genéticas. Esses quadros que chegavam até mim me impulsionaram a ir para a pesquisa, para entender como a doença funciona, podendo intervir e prevenir”, lembra.

Cristiane e o marido, Rogério Moraes, trilharam o mesmo caminho profissional. Ambos fizeram mestrado e doutorado e hoje trabalham na mesma área de pesquisa. A oportunidade de trabalhar nos EUA surgiu quando a pesquisadora estava no doutorado sanduíche (termo usado para dizer que o aluno fez parte do curso de doutorado fora do país). “Eu fiquei em um laboratório da mesma universidade que eu trabalho hoje e, paralelamente, fui publicando meus artigos científicos, até que eu e meu esposo fomos convidados para fazer o pós-doutorado lá. Em 2010, a universidade abriu concurso e passamos. Os dois”, brinca Cristiane.

Ex aluna da PUC-Campinas tornou-se cientista reconhecida mundialmente
Ex aluna  tornou-se cientista reconhecida mundialmente

O casal, especialista em câncer bucal, pesquisa como ele se desenvolve, quais são suas características, e assim conseguem desenvolver novos tratamentos. Hoje, Cristiane e Moraes estudam células-tronco, câncer bucal e regeneração do corpo. “Entendemos, ao logo dos anos, que no meio científico não existem barreiras. O conhecimento é o caminho para melhorar a saúde dos pacientes”.

Atualmente, os brasileiros recebem estudantes do mundo inteiro na Universidade de Michigan. O casal, além de lecionar e liderar o laboratório de pesquisa nos EUA, também é convidado a dar palestras em várias universidades no Brasil. A produção científica de ambos os pesquisadores inclui publicações em revistas renomadas, como Science, Cel Stem Cell, PNAS, Neoplasia, Câncer Research, Oncogene, PLOS One, FEBS, entre outras.

Câncer de boca: 

Segundo a doutora Cristiane, 50 por cento dos pacientes diagnosticados com câncer bucal morrem da doença. As causas estão associadas ao fumo e ao HPV. Afeta mais homens do que mulheres. O câncer causado pelo fumo afeta pessoas cuja faixa etária é de 60 anos, já o causado pelo HPV afeta pacientes mais jovens. São dois tipos diferentes de câncer. O primeiro atinge mais a borda lateral da língua, enquanto o segundo afeta a cavidade bucal. A boa notícia é que o câncer causado por fumo pode ser revertido se a pessoa parar de fumar.