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Casas Sustentáveis

Por Prof. Me. Fábio de Almeida Muzetti – Diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas

Desde a Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, a busca por sistemas construtivos racionalizados para suprir a grande demanda de êxodo rural para as novas cidades que estavam se constituindo tem sido uma premissa para a sociedade.

Da grande concentração de pessoas, o resultado foi a consolidação de cidades poluídas, com grande consumo energético, com problemas sociais, de mobilidade urbana, como conhecemos.

Desde o início do século XX, principalmente após as grandes guerras mundiais, a necessidade da reconstrução de uma Europa devastada nos fez debruçar sobre projetos que racionalizassem procedimentos construtivos, com bom desempenho em conforto, com baixo custo, sem gerar desperdícios. A causa modernista, aplicando procedimentos da indústria na construção, foi a primeira busca para construções sustentáveis, respeitando-se a cultura da época.

Hoje, no século XXI, dado o fracasso parcial desses modelos modernistas, com os avanços tecnológicos de geração de energia, tratamento e reaproveitamento de água e esgoto, com o surgimento de novos materiais, tecnologias de comunicação, internet das coisas e a consciência (cultura) dos cidadãos para com a preservação do meio ambiente, a arquitetura contemporânea tem como agenda obrigatória o melhor desempenho possível das edificações com o menor impacto ambiental.

Tanto nas pesquisas, como no mercado, os projetistas estão se debruçando sobre novos conceitos de projetos, aplicando toda a tecnologia possível para o bem-estar das pessoas e preservação do meio ambiente.

A sociedade contemporânea cobra nos projetos das casas contemporâneas a utilização de madeira reflorestada, sistemas construtivos racionalizados, autossuficiência energética; na sua construção, gerar o mínimo de resíduos, sendo ao mesmo tempo economicamente viável e socialmente justa.

Este é um futuro promissor e sem volta, que já está sendo muito cobrado no presente, que, de certa maneira, retoma a agenda da arquitetura modernista, não como um estilo, e sim como uma causa, adequada aos novos tempos e culturas.

Sustentabilidade e eficiência energética no Campus

Mais uma etapa do projeto Campi Inteligentes

Por Sílvia Perez

Na edição de maio do Jornal da PUC-Campinas, foi apresentado o projeto Campi Inteligentes, que é trabalhado em cinco dimensões sobre as quais os novos projetos estarão sendo desenvolvidos, são elas: Energia, Água e Resíduos, Mobilidade, Segurança e Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

A dimensão abordada fala de Energia, focando na participação da PUC-Campinas no PEE2016 da CPFL, cujo escopo do projeto foi da substituição da iluminação de todas as salas de aula e laboratórios dos dois Campi por lâmpadas a LED, que consomem 50% menos que as fluorescentes utilizadas; além da construção de uma pequena usina de energia fotovoltaica no Centro de Tecnologia, localizado no Campus I da Universidade.

Como os projetos não param por aí, é importante destacar o que está atualmente em andamento para a substituição das luminárias externas também pela tecnologia LED. Para se ter ideia da diferença, basta andar pela Avenida Dom Cardeal Agnelo Rossi (avenida principal do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas – CCHSA), que já faz uso dessas luminárias. O projeto encontra-se em fase de teste técnico das luminárias que já podem ser vistas em diversos modelos na Avenida Reitor Benedito José Barreto Fonseca (entrada do Portão 2 – Campus I).

De acordo com o Diretor da Faculdade de Engenharia Mecânica, responsável pelo projeto, Prof. Dr. Marcos Carneiro da Silva, a substituição deverá melhorar a iluminação do local. “Essas luminárias passaram por um avanço tecnológico importante e, hoje em dia, têm capacidade para cerca de 150 lumens por watts, isso significa que as áreas ficarão mais bem iluminadas”, explica.

Outro projeto interessante, que está em fase inicial, prevê rotas de segurança com luminárias LED que não precisam de ligação com a rede de energia. Isso porque elas possuem uma placa fotovoltaica que carrega um conjunto próprio de baterias, durante o dia, que garantirá o acendimento da luminária durante a noite. Essas luminárias terão uma altura menor, possibilitando uma potência melhor da lâmpada de LED e, consequentemente, uma maior duração da bateria.

Segundo o Prof. Dr. Marcos Carneiro da Silva, a mudança trará outro benefício. “Estamos dimensionando uma luminária que permitiria desligar toda a iluminação de segurança do Campus I, que utiliza energia da CPFL, resultando em uma economia muito significativa”, explica.

Para o futuro, ainda serão estudadas as possibilidades para a geração alternativa com a utilização de gás natural nos horários de ponta, nos quais o custo da energia é mais caro e, também, a verificação do potencial eólico do Campus, no entanto, essa última opção, possivelmente, deve ser estudada apenas para fins acadêmicos.

 

Campi Inteligentes: Conheça o Projeto da PUC-Campinas para tornar seus Campi mais modernos e sustentáveis

Por Sílvia Perez

Provavelmente você já ouviu falar em “Cidades Inteligentes”, o tema inclusive foi abordado na edição passada do Jornal da PUC-Campinas, mas você já parou para pensar que o Campus também pode ser trabalhado com o intuito de se tornar “inteligente”? Para introduzir o assunto, devemos lembrar que não é o espaço físico que é “inteligente”, mas, sim, as pessoas que o projetam, constroem, operam, mantêm e vivem nele. A ideia básica é de que espaços para serem caracterizados como “inteligentes” fazem uso de novas tecnologias com o objetivo de melhorar a vida das pessoas que os ocupam, bem como procuram transformá-los em locais sustentáveis contribuindo para uma vida melhor para as gerações futuras.

Muito embora este tema tenha enorme amplitude permeando praticamente todos os principais problemas encontrados dentro de uma cidade, do ponto de vista da tecnologia utilizada existe uma concentração significativa na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) utilizando-a como ferramenta capaz de emprestar algum tipo de “inteligência” à mitigação dos problemas abordados.

Dessa forma, sensores, softwares inteligentes, redes de comunicação com grande capacidade e capilaridade constituem o cerne da nova forma de se enfrentar as crescentes dificuldades existentes em nossas cidades na área de mobilidade urbana, de energia, de geração e coleta de resíduos, entre outras. O advento da Internet of Things (IoT) contribuirá para a promoção e difusão desse arsenal de tecnologias colocando a robótica e a automação como instrumentos primordiais na redução de desperdícios e melhoria nas condições de vida dos seres humanos.

Nos Campi da PUC-Campinas circulam, diariamente, quase 30 mil pessoas e enfrentam situações e problemas similares aos encontrados externamente. Assim, criar novas abordagens para os problemas, bem como utilizar abordagens semelhantes àquelas que serão ou estão sendo testadas nas cidades inteligentes constituem-se oportunidades interessantes para os alunos, professores e funcionários da Instituição, de conviverem com esses problemas e soluções os quais permearão, com certeza, muitas discussões no futuro.

Houve uma seleção de cinco dimensões sobre as quais novos projetos estarão sendo desenvolvidos dentro do projeto “guarda-chuva”, Campi Inteligentes, são elas: Energia, Água e Resíduos, Mobilidade, Segurança e TIC. A PUC-Campinas, por meio de sua Pró-Reitoria de Administração (PROAD), vem suportando os Campi Inteligentes com uma preocupação constante de inovar na tratativa dos problemas enfrentados e buscar atingir os principais objetivos do projeto, aumentar a sustentabilidade dos espaços e melhorar a vida da comunidade.

Nesta reportagem será abordada apenas a dimensão da Energia. Esse é um assunto que estará cada vez mais presente no cotidiano das pessoas. São questões fundamentais: a necessidade crescente da sociedade por energia com a sua evolução; a importância de ampliar a participação das fontes renováveis dentro das matrizes energéticas dos países; a a melhor eficiência do consumo; e o aumento do controle sobre o consumo de energia buscando a redução dos custos produtivos.

Nesse cenário, o principal objetivo é transformar o insumo energia num produto gerenciável dentro dos Campi. Simplificadamente, gerenciar esse insumo significa estabelecer novos processos que permitam: reduzir o seu consumo sem qualquer tipo de perda no serviço prestado; ampliar a sua oferta principalmente por meio de fontes renováveis; rever a aquisição de energia elétrica das concessionárias: reduzir perdas nas redes; e educar as comunidades sobre o uso da energia. Diversos projetos estão em andamento a fim de perseguir esse objetivo. Serão tratados apenas dois, um pelo lado da oferta e outro pelo lado da demanda.

Falando pelo lado da demanda, o principal uso final da energia na Universidade é a iluminação. Duas vertentes são importantes nesse contexto: a primeira, tecnológica, é reduzir o consumo das lâmpadas e a segunda, educacional, é de não deixar iluminados, sempre que possível, ambientes sem a presença de pessoas.

Partindo desse conceito, a PUC-Campinas elaborou um projeto para participar do Programa de Eficiência Energética 2016 da CPFL Energia, o qual foi contemplado. Ele prevê a substituição de 15.500 lâmpadas fluorescentes por lâmpadas de LED nos prédios acadêmicos dos Campus I e II. Essa substituição deverá reduzir em 50% o consumo de energia utilizada para iluminar esses prédios e em mais de 90% o custo de manutenção dos próximos cinco anos. Além disso, a substituição provocará uma melhoria da iluminação desses locais ampliando o fluxo luminoso médio.

De acordo com o Diretor da Faculdade de Engenharia Mecânica, que encabeça o projeto, Prof. Dr. Marcos Carneiro da Silva, a lâmpada fluorescente comum tem de catálogo, uma vida útil de 10 mil horas, no entanto, na prática durante essa vida útil, ela sofre desde cedo perdas significativas na sua capacidade de iluminar obrigando a sua substituição em um número de horas muito inferior à prevista inicialmente. Já as lâmpadas de LED tem duração prevista de 40 mil horas, mantendo mais de 70% da capacidade luminosa. “Além da economia que isso representa em termos de consumo de energia, o projeto junto à CPFL também prevê colaborar para a educação no consumo de energia, por meio de palestras para a comunidade universitária. Além disso, os professores também estão comprometidos a passar a ideia adiante para os alunos em sala de aula”, destaca.

A substituição das lâmpadas já começou e todo processo deve ser concluído até junho de 2017. No Campus II, o trabalho está praticamente 100% pronto, no Campus I, a entrada do CEATEC, conhecida como Cabine 8, está em 95% e a Cabine 1 que abrange a área dos prédios H, está em 10%.

É importante destacar que a PUC-Campinas possui mais de 20 mil lâmpadas instaladas em seus Campi, esse projeto abrange a troca por lâmpadas mais eficientes nos prédios acadêmicos da Universidade, ficando as áreas administrativas para serem substituídas a médio e longo prazo.

Usina Fotovoltaica

Mais uma inovação do projeto “Campi Inteligentes” é a construção de uma Usina Fotovoltaica no Campus I, essa usina terá potência de 12,5 kWp, geração máxima de energia da usina, de acordo com a posição do sol.

A previsão é de que essa Usina Fotovoltaica da PUC-Campinas entre em operação em 31 de maio deste ano e vai gerar o suficiente para iluminar todas as salas de aula do Centro de Tecnologia e 60% das salas de aula do prédio H15, fato que foi possível pela utilização da iluminação com tecnologia LED.

“A instalação da Usina foi inovadora, pois criou um laboratório para os cursos do Centro de Ciências Exatas, Ambientais e de Tecnologias (CEATEC) embaixo das placas solares. Esse projeto realizado pelos docentes do Curso de Arquitetura e Urbanismo, Caio Ferreira e Wilson Barbosa Neto, foi tão feliz que a maquete é fotografada por todos os fornecedores de painéis solares que nos visitam, sendo classificada como uma ideia muito inovadora. Nesse laboratório, os alunos vão poder ver como funciona e saber mais sobre geração de energia fotovoltaica, bem como estão sendo preparadas informações interessantes também para os visitantes”, explicou o Prof. Dr. Marcos Carneiro da Silva.

Projetos Interligados

Segundo Silva, quando a Usina foi pensada, a ideia inicial era de que pudesse suprir apenas a iluminação do Centro de Tecnologia, no entanto, com o projeto de substituição das lâmpadas dos prédios acadêmicos, foi possível expandir o alcance da Usina Fotovoltaica para mais 60% do prédio H15.

“Esse é o primeiro passo nesse sentido, mas o objetivo é ainda fazer muito mais para garantir a modernização e sustentabilidade nos Campi, ampliando inclusive a produção de energia solar no futuro”, concluiu o docente.

 

Desafios para as Cidades Inteligentes no Brasil

Por Sílvia Perez

A Organização das Nações Unidas (ONU) tem apontado, com certa preocupação, o fato de a população mundial estar se tornando cada vez mais urbanizada. Nesse contexto, o desenvolvimento urbano passa a ser mais um desafio coletivo enfrentado no mundo todo, devido, dentre outras causas, aos processos não planejados presentes no crescimento das cidades. Esse crescimento desordenado, muitas vezes, tem gerado impactos negativos na infraestrutura urbana, com problemas nas mais diversas áreas como transporte e trânsito, poluição, saneamento, iluminação, habitação, entre outros.

Planejar a ocupação dos espaços na cidade garante a melhor organização e distribuição do território, proporciona desenvolvimento econômico já que o planejamento vai determinar quais locais serão utilizados para moradia, comércio, serviços e lazer, garantindo, assim, uma mobilidade urbana melhor. Conhecer todo ambiente urbano, seus entornos, com suas fragilidades e potenciais a serem explorados, a idiossincrasia de sua população, com suas necessidades e expectativas, se constitui no desafio deste novo século.

Dentro desse quadro, uma nova abordagem é discutida na atualidade e, inclusive, tem sido implantada em muitas cidades do mundo que buscam fazer frente a esta realidade. De acordo com o docente e pesquisador da PUC-Campinas, Prof. Dr. David Bianchini, aos poucos, um novo conceito foi se constituindo, em meio à complexidade desse desafio. “Esse conceito, nascido incialmente apenas como Cidades Digitais, avançou para Cidades Inteligentes, cresceu ainda mais como Cidades Inteligentes e Sustentáveis e, por fim, amadurece mais recentemente para Cidades Inteligentes, Sustentáveis e Humanas”, explica.

A ideia envolve a possibilidade de um planejamento territorial mais complexo ao utilizar-se da tecnologia mais recente em seus processos, gerando uma cadeia interligada e sustentável. O objetivo é conseguir oferecer ao cidadão lazer, trabalho, escolas, enfim tudo que for preciso para uma vida com qualidade. No mundo atual, organizações importantes como, por exemplo, a ISO (International Organization for Standardization), já se voltam para ajudar nessa tarefa e apontam indicadores internacionais que permitem medir os níveis de sustentabilidade, qualidade de vida e bem-estar (Os leitores que desejaram ir mais além poderão consultar a Norma ABNT NBR ISO 37120:2017).

Bianchini destaca que, aqui no Brasil, uma das primeiras iniciativas nesse campo, é o Projeto das Cidades Digitais, que foi instituído por meio da Portaria no 376, de 19 de agosto de 2011, publicada no Diário Oficial da União, em 22 de agosto de 2011. “É de significativa importância para o Brasil a existência de um projeto estruturante cuja meta busca favorecer a criação de uma cultura digital em nossa sociedade”, afirma.

O docente e pesquisador reforça que é importante salientar que a presença de infraestrutura adequada permite o início de todo esse processo. “A iniciativa governamental no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) busca montar uma infraestrutura que viesse a viabilizar a existência de serviços, aplicativos, dentre muitos outros projetos”, complementa.

Atualmente, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações tem o projeto Minha Cidade Inteligente, que define uma Cidade Inteligente como um território que traz sistemas inovativos e tecnologias da informação e comunicação (TICs) dentro da mesma localidade. “O projeto Minha Cidade Inteligente objetiva, além da implantação de redes e sistemas de alta capacidade, implantar serviços e infraestrutura de monitoramento e acompanhamento das condições locais, permitindo gerar dados para criação de aplicações inovadoras, bem como permitir o amplo acesso às informações. Além disso, buscará prover às localidades alta capacidade de formação e capacitação da população.”, detalha o edital do projeto.

Os projetos para a criação de Cidades Inteligentes no país vão muito além do que fornecer internet gratuita para a população, consistem em mapear o município, para garantir informações como o monitoramento do trânsito para modificar a ordem dos semáforos automaticamente se necessário. Outra característica de uma cidade inteligente e sustentável é o uso de energia “limpa”, como a solar ou a eólica, a redução dos índices de emissão de poluentes e o uso de tecnologia para otimizar serviços e melhorar a qualidade de vida da população.

No entanto, segundo especialistas são muitos os desafios para a implantação de uma Cidade Inteligente no Brasil. ‘Esses desafios passam pela busca de soluções que envolvem a sustentabilidade dos projetos. Além de implantar é preciso garantir a manutenção pelo próprio município e, aí, esbarra-se no orçamento, onde obter e manter continuadamente os recursos necessários para esse fim? Uma estrutura adequada para capacitar servidores públicos nessas cidades para que aconteça uma gestão e uso adequado da rede e dos serviços (uso e gestão de aplicativos de e-governo, por exemplo)?”, detalha Bianchini.

O cenário, apesar de difícil, ainda poderá possibilitar que o país se aproxime do ideal, já que muitas cidades se empenham realmente em atender os requisitos que as tornem inteligentes. Vão assim se destacando em áreas determinadas, apontadas como inteligentes em categorias específicas, como por exemplo, as categorias mobilidade, meio ambiente, energia, economia, urbanismo, educação, dentre outras.

Em Campinas, por exemplo, o Portal oficial da Prefeitura (http://www.campinas.sp.gov.br), traz uma notícia que revela que o município busca destaque na área. “Campinas se preparou, nos últimos quatro anos, para se tornar uma das referências do País como cidade inteligente, feito que a colocou como a cidade (não capital) mais inovadora do Brasil, segundo ranking do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação”, relata a nota.

 

TOME CIÊNCIA: Obesidade e Sustentabilidade

IBGE aponta que 56,9% dos brasileiros têm excesso de peso

 No Brasil, 56,9% das pessoas com mais de 18 anos estão com excesso de peso, isto é, o índice de massa corporal (IMC) é igual ou maior que 25. Além disso, 20,8% das pessoas são classificadas como obesas por terem IMC igual ou maior que 30. O IBGE entrevistou 62.986 em todos os estados brasileiros.

Tal constatação não está distante dos dados do Ministério da Saúde de 2015, que apontaram que 33,5% das crianças entre 5 e 9 anos estão acima do peso.

Obesidade

 

 

 

 

 

 

 

 

Nova Unidade da Embrapa se volta à pesquisa de alimentos funcionais

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anunciou a criação de uma nova unidade voltada à pesquisa de alimentos funcionais, aromas e sabores, com em Maceió. O objetivo é oferecer aos agricultores variedades de produtos com qualidades nutricionais reforçadas, capazes de atender a novas demandas do mercado. “A Embrapa já disponibiliza variedades biofortificadas, com vitaminas e minerais, de batata-doce, mandioca, feijão comum, milho e feijão-caupi, que beneficiam aproximadamente 2.500 famílias nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.  Estão em processo de melhoramento variedades de trigo, abóbora e arroz”, disse o presidente da empresa, Maurício Lopes, que também destacou o sucesso de outras iniciativas da Embrapa, como a produção de alface com quantidades elevadas de vitamina B9, importante na nutrição de gestantes. “Nenhum país grande produtor e exportador de alimentos pode ignorar que há um movimento forte de integração do conceito de alimento, nutrição e saúde”, acrescentou. As pesquisas sobre alimentos funcionais são feitas atualmente em várias das 46 unidades da empresa espalhadas pelo país. A ideia é coordenar os projetos em andamento a partir de Maceió e propor novas iniciativas.

Com informações da FAPESP

 

Água e uma boa noite de sono são  a chave 

Beber água

Comer quando se está com muita fome, aumenta a chance de colocar comida em excesso no prato. Beber dois litros de água durante o dia e, principalmente, 400 ml antes das refeições é uma forma para você comer menos. Além disso, consumir água faz muito bem para a saúde.  Outra dica é dormir bem, pelo menos oito horas por dia, e não pular refeições. Dê atenção ao café da manhã. Pesquisas indicam que se alimentar pela manhã impulsionam seu metabolismo a funcionar muito melhor.

 

Embalagens verdes

Imaginar um futuro com embalagens plásticas comestíveis, que podem fazer parte de sopas e sucos sem causar mal à saúde, não é estar descolado da realidade. Novas possibilidades de armazenagem de alimentos que evitem o descarte pós-consumo das embalagens e ainda ajudam a nutrir os consumidores estão se concretizando de forma experimental em laboratórios de universidades e centros de pesquisa. No Brasil, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estuda novos materiais que poderão ser transformados em embalagens ou mesmo ingredientes alimentícios. São chamados pelos pesquisadores de bioplásticos ou biopolímeros e podem fazer parte também de embalagens biodegradáveis. “Esses materiais têm características nutricionais, sabor e cor dos vegetais, ou podem ser transparentes, finos e com a mesma aparência que os plásticos comuns”, explica Luiz Henrique Capparelli Mattoso, pesquisador da Embrapa Instrumentação Agropecuária, localizada em São Carlos (SP).

Sustentabilidade

 

 

 

 

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População reduz consumo de energia após projeto da PUC-Campinas

Projeto de Extensão contribui com a sustentabilidade ambiental considerando o conforto térmico e a iluminação

Por Amanda Cotrim

O Projeto de Extensão “Sustentabilidade Ambiental Considerando o Conforto Térmico e a Iluminação” teve impacto real na vida da comunidade externa, público-alvo do projeto, possibilitando uma melhora nas condições de vida e no conhecimento sobre o conforto térmico e a iluminação. “A economia na conta de energia elétrica foi a mudança mais relatada pelas pessoas que participaram do projeto. Apresentamos a elas alguns tipos de lâmpadas, mostrando o desempenho e o consumo, o que deu mais clareza para que os participantes do projeto pudessem escolher lâmpadas mais econômicas”, explica o docente responsável pelo projeto e professor da Faculdade de Engenharia Elétrica, Prof. Me. Francisco de Salles Cintra Gomes.

O Projeto de Extensão foi realizado com a participação de trabalhadores da construção civil vinculados à Comunidade São Francisco e com o Centro de Assistência Social (CAS) Copiosa Redenção, na região do Campo Grande, em Campinas. Ao todo, 30 pessoas foram impactadas diretamente e 150 indiretamente pelo projeto. O Projeto de Extensão contou com a participação de um professor e de três estudantes universitários, bolsistas de Extensão, com o intuito de desenvolver atividades, oficinas na forma dialogada e material didático, com a participação de trabalhadores da construção civil, desenvolvendo temas sobre a sustentabilidade ambiental de projetos e/ou construções no que tange ao conforto térmico e à iluminação.

Coordenador do Projeto de Extensão/ Crédito: Álvaro Jr
Prof. Salles, responsável pelo Projeto de Extensão/ Crédito: Álvaro Jr

O Projeto desenvolvido entre 2014 e 2015 teve como foco estimular a conscientização dos participantes para o tema da Sustentabilidade Ambiental e para a conduta cidadã. “Foi um contínuo e mútuo aprendizado”, observa Salles. “Durante os trabalhos, todo o conhecimento acadêmico foi colocado em prática, envolvendo os estudantes de extensão que tiveram a oportunidade de conviver com realidades econômicas e culturais diferentes”, acrescenta. A receptividade da comunidade externa também foi um fator importante, ressalta o docente.

Aluno de Extensão, Matheus Fontanesi, atuou no ano de 2015. / Crédito: Arquivo
Aluno de Extensão, Matheus Fontanesi, atuou no ano de 2015. / Crédito: Arquivo

A importância da Extensão:

“Os resultados do Trabalho de Extensão são excelentes. Além do conhecimento conjunto adquirido nas atividades, os participantes que constituem o  público-alvo têm reais possibilidades de melhorar suas condições de vida, com a conscientização de que podem ser agentes multiplicadores, levando às suas casas e aos amigos o conhecimento adquirido sobre Sustentabilidade Ambiental considerando o Conforto Térmico e a Iluminação”, enfatiza Salles. Já para os alunos bolsistas de Extensão , o projeto deu condições para uma formação integral, por meio da vivência, da participação e da contribuição para com outra realidade, como aponta o docente. “É a busca de soluções para uma sociedade melhor”, resume Salles.

Reportagem da TV PUC-Campinas. 

Tome Ciência: Estou no último ano da Graduação! E agora?

Muitos cursos de graduação pedem um trabalho final, também conhecido como projeto experimental ou o famoso Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), para encerrar a graduação. É nesse momento que muitos alunos ficam desesperados, porque precisam pensar num projeto que seja inédito, interessante, executável entre outros detalhes. Alguns alunos começam a pensar nisso desde o primeiro ano do curso, outros já deixam para a última hora. O Jornal da PUC-Campinas separou algumas dicas que podem ajudar o aluno na hora de escolher o tema para o TCC.

O primeiro passo é fazer uma lista com os assuntos que mais lhe interessam. É importante analisar se esses assuntos vão ao encontro dos seus objetivos. Procure recortar o seu tema de forma mais detalhada possível. Lembre-se: o menos é mais. Uma boa dica é pesquisar pela internet as informações referentes ao tema do seu interesse, até para saber se o que você está achando que é uma ideia incrível já não foi pensada antes. Faça um top três com as melhores ideias e converse com o seu professor, para que juntos possam discutir se o tema é viável ou não.

Curtiu as dicas? Então, boa sorte!

Sustentabilidade

Novo Mestrado da PUC-Campinas! A Universidade oferece, a partir de 2016, o curso de Mestrado em Sustentabilidade, que tem como objetivo qualificar os alunos dentro de uma visão interdisciplinar para atuar de forma crítica e propositora em contextos diversos, como a pesquisa científica, a docência no ensino superior, no desenvolvimento de projetos, na condução de políticas públicas e na assessoria ao setor produtivo. Sempre pensando nos desafios impostos pela sociedade contemporânea.

Plantando vida

Plantio de mudas realizado pelos petianos com os calouros - Crédito: Álvaro Jr.
Plantio de mudas realizado pelos petianos com os calouros – Crédito: Álvaro Jr.

O Papa Francisco já havia declarado, em julho de 2015, que a ação imediata do mundo deve ser salvar o Planeta do aquecimento global. A PUC-Campinas mantém o Programa de Educação Tutorial (PET), da Faculdade de Ciências Biológicas, vinculado ao Ministério da Educação, que tem como tutora a Profa. Dra. Luciane Kern Junqueira. Dentre as atividades desenvolvidas pelo grupo está o projeto “Viveiro na Universidade: Vamos Reflorestar?” que tem por objetivo produzir mudas de espécies arbóreas nativas para doação à comunidade acadêmica e aos demais interessados.

O trabalho de plantio e manutenção das mudas no viveiro (localizado no Campus II) é realizado pelos próprios alunos e, para o ano de 2016, o objetivo é produzir 10.000 mudas de diferentes espécies nativas.