Arquivo da tag: tcc

Retrospectiva PUC-Campinas 2016

O ano de 2016 da PUC-Campinas foi de muitas conquistas e comemorações. Em junho, a Universidade celebrou seus 75 anos de fundação, fato que rendeu inúmeras comemorações ao longo do ano. Porém, como não é possível falar sobre tudo que a Universidade promoveu, elencamos os principais acontecimentos que foram notícia

Por Amanda Cotrim

Em maio, a PUC-Campinas realizou o Colóquio Laudato Si’: Por uma Ecologia Integral, que contou com a presença do Magnífico Reitor da PUC-Rio, Prof. Dr. Pe. Josafá Carlos de Siqueira. O tema escolhido foi baseado na Encíclica do Papa Francisco, “Laudato Si’: sobre o cuidado da Casa Comum”, que apresenta texto sobre a ecologia humana; o primeiro documento escrito integralmente pelo Papa Francisco, que buscou inspiração nas meditações de São Francisco de Assis, patrono dos animais e do meio ambiente.

Restauro do Solar do Barão, antigo Campus Central.
Restauro do Solar do Barão, antigo Campus Central.

O ano de 2016 também foi importante, pois a Universidade anunciou o restauro do Solar do Barão, antigo Campus Central. A iniciativa será possível em razão do financiamento coletivo, que se dará tanto por pessoa jurídica e física, quanto por edital de fomento. Diante da responsabilidade cultural que a legislação orienta, a PUC-Campinas observa que a preservação do patrimônio cultural é uma obrigação de toda a sociedade civil.

A Universidade foi destaque no Guia do Estudante de 2016, ficando entre as melhores universidades, segundo a avaliação realizada pelo Guia do Estudante. Ao todo, a Instituição teve 33 cursos estrelados, que constarão na publicação GE Profissões Vestibular 2017. A publicação estará nas bancas a partir do dia 14 de outubro de 2016. A Universidade recebeu 120 estrelas, tendo os cursos de Direito e Pedagogia avaliados com cinco estrelas, considerada a mais alta.  Além destes, 17 cursos, foram estrelados com quatro estrelas.

Nos 75 anos da PUC-Campinas, o Jornal da Universidade também foi especial, pois resgatou vários acontecimentos históricos que marcaram a instituição. A edição comemorativa do Jornal da PUC-Campinas resgatou fatos e pessoas que se destacaram em 75 anos de História, bem como abriu espaço para manifestações diversas sobre o significado dessa História para os tempos presente e futuro da Universidade. Esse movimento reafirmou e confirmou que, nos seus diferentes modos de ser e fazer, com variados recursos, incluindo os mais atuais e modernos, de perfil informatizado, a comunicação destacou-se como preocupação precípua e valor de primeira grandeza da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

A instituição também reconheceu e homenageou os Docentes Pesquisadores da PUC-Campinas, evento que fez parte das Comemorações aos 75 anos de fundação da Universidade.

Semana Monsenhor Salim: Integrando as comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade, por meio do Museu Universitário e da Faculdade de História, promoveu a Semana Monsenhor Dr. Emílio José Salim, de 13 a 17 de junho, no Campus I. Em meio a palestras com mediadores e rodas de conversa, que abordaram temas como “Década de 1940: o surgimento das Faculdades Campineiras”, “Monsenhor Dr. Emílio José Salim e o seu tempo (1941 a 1968)”, “Memórias e Convivências”, a PUC-Campinas buscou refletir sobre a conjuntura nacional e internacional, no período de atuação de seu primeiro Reitor, Monsenhor Dr. Emílio José Salim. Corpo e alma da Instituição desde o seu nascedouro, e à época, uma das maiores autoridades de Ensino Superior do País, o Monsenhor Dr. Emílio José Salim foi peça chave da organização da maioria dos cursos superiores da Igreja nas décadas de 40 e 50. Tornou-se o principal esteio do projeto de implantação das Faculdades Campineiras e seu primeiro Reitor, entre os anos de 1958 a 1968.

40 anos de reconhecimento: No ano do Jubileu de Diamante da PUC-Campinas, a Faculdade de Ciências Contábeis comemorou os 40 anos de Reconhecimento do Curso.

Destaque na Extensão: a PUC-Campinas foi destaque no Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU), o maior e principal encontro brasileiro da área de Extensão. Em 2016, em sua sétima edição, o Congresso aconteceu na Universidade Federal de Ouro Preto, no mês de setembro. A Universidade teve destaque no evento ao participar com 12 comunicações orais e 23 pôsteres, totalizando 35 apresentações.

Alunos e professores se destacaram: A Universidade, em 2016, comemorou muitas conquistas junto aos seus alunos, como a Parceria com a CPFL Energia e Dell, a qual possibilitou que os estudantes do curso de Engenharia Elétrica da PUC-Campinas, por meio da disciplina “Práticas de Engenharia”, ministrada pelo Prof. Dr. Marcos Carneiro e pelo Prof. Me. Ralph Robert Heinrich, participam do “Projeto Residência Tecnológica”, considerado um exercício inovador de ensino-aprendizagem.

Ainda na Engenharia Elétrica, o aluno Giordano Muneiro Arantes venceu em primeiro lugar Prêmio Melhor Trabalho de Conclusão de Curso, com o trabalho “Sensores para melhoria na locomoção de pessoas com deficiência visual”. Outro aluno premiado foi o estudante de Jornalismo da PUC-Campinas, Ricardo Domingues da Costa Silva, que venceu o 19º prêmio FEAC de Jornalismo, na categoria Produto Universitário, assim como Jhonatas Henrique Simião, de 22 anos, que ficou em primeiro lugar no 9º Prêmio ABAG/RP de Jornalismo “José Hamilton Ribeiro”.

Em 2016, a Profa. Dra. Maria Cristina da Silva Schicchi, docente do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da PUC-Campinas foi outorgada com o Prêmio ANPARQ 2016, da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, na categoria Artigo em Periódico, pela publicação “The Cultural Heritage of Small and Medium- Size Cities: A New Approach to Metropolitan Transformation in São Paulo-Brazil”, editado na traditional Dwellings and Settlements Review (v. XXVII, p. 41-54, 201).

Semana Cardeal Agnelo Rossi: Integrando às comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade, por meio do Museu Universitário e da Faculdade de História, promoveu a Semana Cardeal Agnelo Rossi, em setembro de 2016. A Instituição reuniu a comunidade universitária e a sociedade em geral e homenageou o Cardeal Agnelo Rossi, que ajudou a consolidar os alicerces da PUC-Campinas.

Outorga do Título Doutor Honoris Causa ao prof Dr José Renato Nalini - Lançamento do livro Cardeal Agnelo Rossi
Outorga do Título Doutor Honoris Causa ao prof Dr José Renato Nalini – Lançamento do livro Cardeal Agnelo Rossi

A PUC-Campinas também viveu dois momentos muito importantes em 2016: outorgou o título de Doutor Honoris Causa ao Professor Doutor José Renato Nalini, formado em Direito pela PUC-Campinas, Mestre e Doutor em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Leciona desde 1969, quando iniciou suas atividades no Instituto de Educação Experimental Jundiaí (atual E.E. Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto) dando aula de Sociologia em aperfeiçoamento para professores. Desde então, nunca mais deixou de lecionar.

A Instituição também foi palco da terceira edição do projeto “Palavra Livre – Conscientização Política no Processo Eleitoral”, com sabatina aos candidatos à Prefeitura e à Câmara de Vereadores de Campinas, no mês de setembro. O projeto “Palavra Livre” acontece desde 2005 e promove debates democráticos sobre temas diversificados da atualidade. Em 2008, como parte do projeto, foi realizada a primeira Sabatina com candidatos à Prefeitura de Campinas, o que se repetiu em 2012 e em 2016.

Dom Gilberto participa da Semana em sua homenagem
Dom Gilberto participa da Semana em sua homenagem

Semana Dom Gilberto: Integrando às comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade promoveu a Semana Dom Gilberto Pereira Lopes, em outubro, reunindo comunidade universitária e a sociedade em geral, homenageando o Bispo Emérito de Campinas Dom Gilberto Pereira Lopes, que atuou como Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da Pontifícia Universidade Católica de Campinas no período de 1982 a 2004. A homenagem mostrou o histórico trabalho de Dom Gilberto frente à Arquidiocese de Campinas e à PUC-Campinas e prestou agradecimento pela sua dedicação e amor para com a Universidade e para com o seu povo.

Colóquio “A Doutrina Social da Igreja: Ciência e Sociedade”: Integrando às comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, a Universidade realiza de 07 a 10 de novembro de 2016 o Colóquio “A Doutrina Social da Igreja: Ciência e Sociedade”. O evento foi organizado pelo Núcleo de Fé e Cultura e teve o objetivo de discutir a Doutrina Social da Igreja, por meio de conferências e mesas-redondas.

Quando a “deficiência” faz a diferença no mundo jornalístico

Coletânea de depoimentos traz histórias de pessoas com deficiência que escolheram o Jornalismo como profissão e mostraram que um olhar plural só faz bem à profissão

            Por Bárbara Garcia

O livro-reportagem intitulado Sobre limão e linhas tortas – a trajetória de pessoas com deficiência no jornalismo profissional foi produzido como coletânea de depoimentos com nove jornalistas que têm alguma deficiência, seja física, intelectual – como no caso da primeira repórter do mundo com Síndrome de Down, Fernanda Honorato – ou visual.

Bárbara Garcia, autora do livro. Crédito: Álvaro Jr.
Bárbara Garcia, autora do livro. Crédito: Álvaro Jr.

Quanto ao título, é bem provável que você já tenha ouvido os ditados populares: “Se a vida lhe der um limão, faça dele uma limonada” e “Deus escreve certo por linhas tortas”. A intenção foi que o limão representasse as deficiências em si, que são associadas pelo senso comum como sinônimo de incapacidades crônicas, mas que possibilitam que a pessoa com deficiência possa construir um olhar diferenciado da realidade e se destacar no mercado de trabalho jornalístico. Já as linhas tortas representam as barreiras do meio social, enfrentadas cotidianamente por essas pessoas.

Vale ressaltar que a Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa Com Deficiência da ONU, ocorrida em 2007, em Nova York, definiu as deficiências como características de ordem física, sensorial ou intelectual, que, em interação com diversas barreiras do meio social, impedem que o indivíduo viva plenamente. Portanto, o impedimento e a desigualdade enfrentados por quem possui alguma deficiência são causados não pelas características pessoais, mas sim pelas barreiras – arquitetônicas, de comunicação, de comportamento e outras – da sociedade.

A escolha de abordar o tema da inclusão no ambiente de trabalho se deu porque eu, ex-aluna da graduação em Jornalismo da PUC-Campinas, formada em 2015, também possuo uma deficiência. Utilizo um andador de três rodas para me locomover, por conta de uma dificuldade de equilíbrio causada por prematuridade no nascimento. Ao longo dos anos da graduação, pude perceber que o espaço destinado na mídia para a discussão dos direitos das pessoas com deficiência, ainda hoje, é pequeno, e muitas vezes a representação dessas pessoas é estigmatizada, associando-as a “coitadas” e “heróicas”, numa situação na qual a pessoa deixa de ser alguém como qualquer outra, com qualidades, defeitos, direitos e deveres.

          Além disso, as dificuldades e inseguranças que precisei enfrentar em meu cotidiano fizeram-me considerar que outras pessoas, com diferentes características e deficiências, poderiam contar boas histórias a respeito de suas experiências no mercado de trabalho. O livro foi produzido como Trabalho de Conclusão de Curso.

 Os entrevistados do Livro-Reportagem são homens e mulheres com idades e deficiências diversas. Uma redatora de rádio, dois repórteres de jornal impresso, uma repórter de TV, dois assessores de comunicação, um estudante de doutorado, uma editora de site de notícias e uma colaboradora de revistas. Para eles, a deficiência se tornou um diferencial, como no caso do ex-repórter do jornal O Estado de S. Paulo, Lucas de Abreu Maia.

Ele entrou no programa de treinamento do jornal em 2009, e em uma das atividades, os participantes foram levados à Praça da Sé, centro da capital paulista, e orientados a produzir uma reportagem sobre o local. Lucas é cego e estava acompanhado da sua cadela-guia. Segundo ele, nessas situações os repórteres costumam fazer matérias a respeito da condição das calçadas, poluição, trânsito e outros assuntos ligados à cidade. Ele começou a pensar: “E agora? O que vou fazer aqui?”. Por conta da falta da visão, ele presta mais atenção aos seus outros sentidos, como a audição. Foi quando começou a ouvir grande quantidade de sabiás cantando no meio da Praça da Sé, algo incomum no Rio de Janeiro, cidade em que se graduou. Ele decidiu, então, perguntar aos pedestres se realmente havia grande quantidade de sabiás no local e como era a relação dessas pessoas com os pássaros. Voltou ao jornal e decidiu procurar um especialista em aves, o qual confirmou a existência de uma superpopulação de sabiás naquela região de São Paulo. A cegueira o fez perceber algo que outros repórteres nem imaginavam. Foi o suficiente para Lucas ter em mãos uma reportagem muito diferente das demais. Ao final do treinamento, foi um dos oito participantes escolhidos para ser contratado diretamente pelo jornal, tornando-se repórter do caderno de Política.

            No livro-reportagem, os depoimentos são escritos em primeira pessoa, isto é, o leitor tem a impressão de que é o próprio depoente quem conta a história. O conjunto de depoimentos deixa claro que a deficiência precisa ser encarada como uma das muitas características presentes na personalidade de alguém e que esse olhar diferenciado da realidade pode gerar boas contribuições para a coletividade.

Cada jornalista entrevistado demonstra, a seu modo, como fez limonadas de seus limões. Sem deixar de problematizar a lei de cotas, esses jornalistas com deficiência relembram os momentos mais desafiadores de suas carreiras, expondo seus sonhos e suas frustrações profissionais. Além disso, eles analisam as mudanças que o Jornalismo vem enfrentando, sem que este se esqueça da necessária inclusão de todas as pessoas numa redação de jornal.

Mais do que um conjunto de histórias de vida, o objetivo do livro foi demonstrar o quanto a inclusão das pessoas com deficiência é um assunto de grande importância para a sociedade.  Esse debate é urgente.

 

 

Tome Ciência: Estou no último ano da Graduação! E agora?

Muitos cursos de graduação pedem um trabalho final, também conhecido como projeto experimental ou o famoso Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), para encerrar a graduação. É nesse momento que muitos alunos ficam desesperados, porque precisam pensar num projeto que seja inédito, interessante, executável entre outros detalhes. Alguns alunos começam a pensar nisso desde o primeiro ano do curso, outros já deixam para a última hora. O Jornal da PUC-Campinas separou algumas dicas que podem ajudar o aluno na hora de escolher o tema para o TCC.

O primeiro passo é fazer uma lista com os assuntos que mais lhe interessam. É importante analisar se esses assuntos vão ao encontro dos seus objetivos. Procure recortar o seu tema de forma mais detalhada possível. Lembre-se: o menos é mais. Uma boa dica é pesquisar pela internet as informações referentes ao tema do seu interesse, até para saber se o que você está achando que é uma ideia incrível já não foi pensada antes. Faça um top três com as melhores ideias e converse com o seu professor, para que juntos possam discutir se o tema é viável ou não.

Curtiu as dicas? Então, boa sorte!

Sustentabilidade

Novo Mestrado da PUC-Campinas! A Universidade oferece, a partir de 2016, o curso de Mestrado em Sustentabilidade, que tem como objetivo qualificar os alunos dentro de uma visão interdisciplinar para atuar de forma crítica e propositora em contextos diversos, como a pesquisa científica, a docência no ensino superior, no desenvolvimento de projetos, na condução de políticas públicas e na assessoria ao setor produtivo. Sempre pensando nos desafios impostos pela sociedade contemporânea.

Plantando vida

Plantio de mudas realizado pelos petianos com os calouros - Crédito: Álvaro Jr.
Plantio de mudas realizado pelos petianos com os calouros – Crédito: Álvaro Jr.

O Papa Francisco já havia declarado, em julho de 2015, que a ação imediata do mundo deve ser salvar o Planeta do aquecimento global. A PUC-Campinas mantém o Programa de Educação Tutorial (PET), da Faculdade de Ciências Biológicas, vinculado ao Ministério da Educação, que tem como tutora a Profa. Dra. Luciane Kern Junqueira. Dentre as atividades desenvolvidas pelo grupo está o projeto “Viveiro na Universidade: Vamos Reflorestar?” que tem por objetivo produzir mudas de espécies arbóreas nativas para doação à comunidade acadêmica e aos demais interessados.

O trabalho de plantio e manutenção das mudas no viveiro (localizado no Campus II) é realizado pelos próprios alunos e, para o ano de 2016, o objetivo é produzir 10.000 mudas de diferentes espécies nativas.

Tome Ciência: Mês de outubro

Formatação de Texto!

Calma! Não é uma tarefa de outro planeta. Escrever em uma linguagem acadêmica pode ser complicado. Mas se há algo que dá tanto trabalho quanto é a formatação do texto dentro das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O ideal é que a produção do texto e a formação aconteçam simultaneamente, para que o trabalho árduo de formatação não fique para o final do processo. Assim, fica mais fácil “memorizar” as normas. Contudo, como as dificuldades sobre a ABNT não são consenso, estudantes da Universidade Federal de Pernambuco criaram uma plataforma onde é possível editar o texto já dentro de templates padronizados. Confira a reportagem da Revista Galileu clicando aqui. E abra este link para usar a plataforma.

Estudo compara padrões do sono em casas com e sem luz elétrica:

Um novo estudo observou diferenças no ciclo diário e na produção de melatonina entre pessoas que têm energia elétrica em casa – e são expostos à luz artificial à noite – e quem não tem acesso à eletricidade.

O estudo foi feito por pesquisadores do Brasil, do Reino Unido e da Suécia, que compararam padrões de sono de uma população de seringueiros e operários que vivem e trabalham em áreas remotas da Amazônia brasileira.

Confira a reportagem completa no site da FAPESP. 

CIAPD prepara pessoas com deficiência para o mercado de trabalho

Uma das formas mais significativas de inclusão social é a entrada no mercado de trabalho. Pensando deste modo, o Centro Interdisciplinar de Atenção à Pessoa com Deficiência (CIAPD) da PUC-Campinas, em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da PUC-Campinas, abre as portas para pessoas com deficiência física, mobilidade reduzida, sensorial, intelectual e múltipla, a partir de 16 anos de idade.

O CIAPD foi criado na década de 90, e desde então promoveu diferentes modalidades de projetos sempre com ênfase na inclusão social da pessoa com deficiência. Especificamente, no ano de 2014, adentrou uma nova fase no trabalho de inclusão social, voltada para a preparação da pessoa com deficiência para o mercado de trabalho.

 Confira a reportagem completa, aqui. 

 

TOME CIÊNCIA: Mês de Setembro

  • Você que está em processo de conclusão de curso de graduação ou pós-graduação e precisa realizar o seu projeto final, já sabe fazer revisão bibliográfica? A revisão bibliográfica é a base que sustenta qualquer pesquisa científica. Por isso, deve-se ficar atento a algumas considerações importantes sobre as revisões de literatura. 1. Saiba aonde quer chegar: estabeleça um “fio condutor”, uma linha de raciocínio que guie a leitura do texto. É importante também a leitura de “livros clássicos” sobre o tema. 2. Selecione as fontes de referência. Consulte fontes de artigos em periódicos científicos, livros, teses, dissertações e resumos em congresso. 3. Escreva de forma clara e objetiva: encontre os pontos de concordância e divergência entre os autores e conte a história da pesquisa. 4. Organize os trabalhos consultados: utilize ferramentas que permitem gerenciar sua coleção de referências bibliográficas (Gerenciadores de Referência). 5. Evite os principais erros, como, por exemplo, fazer uma revisão muito breve, revisão construída em cima de poucos autores ou estudos, não abordar todas as áreas, referências incompletas ou erradas, ausência de uma seção de conclusões que reúna as ideias principais abordadas no texto, má organização do material e interpretação ou adaptação de ideias de outros autores para que elas fiquem parecidas ou reforcem as suas. Para ver o guia com mais detalhes, acesse aqui. 
  • Cuidado! Pode ser plágio! O plágio acadêmico se configura quando o estudante ou pesquisador se apropria dos conceitos, das ideias ou até mesmo das frases do autor que as formulou e não cita esse autor no trabalho, isto é, não lhe dá o crédito. Isso é considerado crime. A prática de plágio é considerada uma violação de direito autoral. Fique atento. Para ter mais informações sobre plágio acadêmico,  clique neste link.
  • Atenção, alunos: No mês de agosto, o Portal Imprensa recebe indicações de professores de todo o Brasil. Para isso,  o projeto encoraja alunos a apontarem professores cujos métodos de ensino tenham sido eficazes durante a graduação em comunicação e que tenham transmitido conteúdo de forma adequada.  Serão válidas as indicações de professores que lecionam nos cursos de Comunicação Social, Jornalismo, Publicidade / Marketing, Relações Públicas e Rádio & TV. Acesse o site do Portal Imprensa e veja os detalhes.
  • PUC-Campinas aprovou o curso de Doutorado em Educação. O programa de Pós-Graduação em Educação, que já contava com o Mestrado, agora está completo e apresenta duas linhas de pesquisa: “Formação de Professores e Práticas Pedagógicas” e “Políticas Públicas em Educação”.  Mais informações no site da PUC-Campinas. 
  • Novo currículo do curso de Jornalismo inclui criação de portal de notícias e obrigatoriedade de estágio. Os ingressantes da faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas de 2016 vão se deparar com um currículo diferente dos de seus veteranos. A resolução partiu do Ministério da Educação (MEC), em setembro de 2013, e a mudança inclui a criação de um portal de notícias, dando maior ênfase na produção do jornalismo transmídia, tendência do mercado. Segundo o diretor do curso, Prof. Me. Lindolfo Alexandre de Souza, é um passo à frente em relação à atual plataforma on-line do curso, o portal Digitais PUC-Campinas. Outra mudança significativa no currículo será o estabelecimento da obrigatoriedade do estágio (mínimo de 200 horas). Será implementada uma nova disciplina chamada “Supervisão de Estágio” que permitirá ao aluno oficializar as horas de estágio com relatórios e acompanhamentos.

Documentário “Direito de Permanecer Calado”

Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo reflete sobre a relação entre a população pobre e a Polícia Militar

 

Por Amanda Cotrim

Em trabalho de pesquisa, ex-alunos de jornalismo da PUC-Campinas mostraram que moradores de ocupações urbanas, em Campinas, não se sentem seguros diante da Polícia. Por meio do estudo de campo, ouvindo moradores da região do Parque Oziel, na área sul da cidade, os estudantes detectaram o descrédito da população em relação à instituição policial, mostrado em videodocumentário realizado como projeto experimental, em 2014. “A sensação de insegurança dessa população, em relação à Polícia Militar (PM), nos impulsionou e o estudo mostra que a PM gera medo nos moradores daquela região”, afirma o estudante Douglas Moraes

Gravação do documentário no Parque Oziel, em Campinas/ Crédito: Arquivo
Gravação do documentário no Parque Oziel, em Campinas/ Crédito: Arquivo

Em 2013, o Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil), realizado pela Escola de Direito de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou que 70,1% da população brasileira não confia nas polícias.

Para realizar a pesquisa e o videodocumentário “Direito em permanecer calado”, os ex-estudantes participaram de uma imersão na região do Parque Oziel, localizado a seis quilômetros do centro de Campinas. O local já foi considerado a maior ocupação urbana na América Latina. Os bairros Parque Oziel, Jardim Monte Cristo e Gleba B ocupam uma área de um milhão e quinhentos mil metros quadrados, com três mil famílias, num total de 30 mil moradores. O videodocumentário entrevistou moradores dos bairros Gleba B, Parque Oziel, Jardim Monte Cristo, São José, Telesp e Jardim das Bandeiras I e II, durante quatro meses (junho a outubro de 2014), além de membros da Policia Militar de Campinas. Um dos aspectos abordados é o que os, agora, ex-alunos de Jornalismo chamaram de tolhimento à liberdade de expressão, como a desarticulação de um baile  funk na região, com o argumento de que havia a presença de menores e de drogas.

Da esquerda para direita: Orientador Prof. Me. Marcel Cheida, e os ex-alunos Douglas Moraes e Mayara Yamaguti/ Crédito: Álvaro Jr.
Da esquerda para direita: Orientador Prof. Me. Marcel Cheida, e os ex-alunos Douglas Moraes e Mayara Yamaguti/ Crédito: Álvaro Jr.

Durante o estudo, os realizadores do vídeodocumentário também se valeram de bibliografia e entrevistas com especialistas, que refletiram sobre os motivos que levam a população pobre e que mora na periferia a ter medo da polícia. “Durante o trabalho, entrevistamos especialistas em Ciência Política, Ciência Social e em Direitos Humanos, que discutem sobre os preconceitos sociais penetrados na própria PM contra determinada classe social”, explicou Moraes. Os ex-estudantes também destacaram que há um imaginário social que faz com que o policial ao ver um rapaz jovem, negro e na periferia pense que ele, necessariamente, cometeu um crime.

Para o trabalho, os estudantes entrevistaram a Doutora em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), Thais Battibugli, que explicou que “a gestão da segurança pública ainda permanece no cunho autoritário e violento”. A causa disso, segundo o mestre em direitos humanos pela USP e Tenente Coronel da Polícia Militar de São Paulo, Adilson Paes de Souza, é que a segurança pública ainda está sob a ordem “da doutrina da segurança nacional, idealizado pelos EUA após a Segunda Guerra Mundial e difundida na América Latina”, explicou.

O outro lado:

O Tenente Coronel do 35º Batalhão da Polícia Militar de Campinas, Marci Elber Rezende, também entrevistado no documentário, não avalia que exista preconceito na abordagem policial e diz que os policiais são hostilizados e reagem.  “A polícia não age de forma violenta. Ela reage às ações violentas. A polícia é preparada para realizar abordagem a pessoas suspeitas, a partir do feeling do policial”, relatou.

O Jornalismo precisa olhar para a realidade

Para o orientador do trabalho e docente da Faculdade de Jornalismo, Prof. Me. Marcel Cheida, o trabalho dos ex-alunos reforça a necessidade de o jornalismo se voltar para as questões sociais. “É preciso que o jornalista olhe para a realidade”, ressalta. O Projeto Experimental foi uma realização dos ex-alunos Arthur Menicucci, Douglas Moraes, Gabriela Aguiar e Mayara Yamaguti. A orientação foi do Prof. Me. Marcel Cheida. O trabalho foi avaliado com nota 9,5.

 

 

 

Um olhar estrangeiro sobre Moçambique

Livro retrata o cotidiano do país africano que, em 2015, completa 40 anos de independência

Por Amanda Cotrim

Há quarenta anos (1975), Moçambique, na região sudeste da África, tornava-se independente de sua metrópole, Portugal. Mas essa recém-nascida independência oficial não é uma folha em branco; por isso, olhar para o país africano e não enxergar que ali, até pouco tempo, foi uma colônia explorada, pode perpetuar equívocos e preconceitos. A marca da exploração ainda está latente “Quando nos aproximávamos, os jovens fugiam. Por sermos brancos, eles tinham medo que fossemos sequestrá-los ou fazer-lhes algum mal. Depois que falávamos que éramos brasileiros, eles abriam um sorriso e diziam que somos irmãos”, conta o agora ex-estudante de Jornalismo da PUC-Campinas, Roberto Barreira. O jovem de 22 anos ficou um mês em Moçambique juntamente com os amigos Bruno Machado, 21, e André Montejano, 22. O objetivo: realizar um fotolivro no país africano que, segundo eles, ao mesmo tempo em que está distante, está bem próximo do Brasil.

A ideia de elaborar um trabalho sobre Moçambique surgiu durante a graduação no curso de Jornalismo da Universidade, em 2013. Depois de assistir a uma reportagem num programa esportivo, que mostrava uma instituição em Moçambique sendo ajudada pelo Palmeiras, clube de futebol paulista, Montejano não teve dúvidas: “Estava determinado em retratar a realidade e o sorriso do moçambicano”, afirmou. Como bom jornalista, o jovem conseguiu o contato da instituição e fez a proposta para os outros dois colegas de classe, que decidiram realizar o fotolivro para a disciplina de projeto experimental, no último ano da graduação- curso concluído em 2014. Bruno Machado, Roberto Barreira e André Montejano partiram para Moçambique no dia 5 de agosto e por lá ficaram durante 30 dias.

Foto: Bruno Machado
Foto: Bruno Machado

Os, agora, ex-alunos, viajaram cerca de quatro mil quilômetros entre a capital Maputo e a província de Zambézia. O fotolivro mostra o cotidiano da população das duas províncias por meio do olhar dos três estrangeiros. Ao todo, os jornalistas fizeram nove mil fotos. Desse número, 82 foram selecionadas para o trabalho acadêmico, que recebeu o nome de “Moçambique Ntiyisso”. (Ntiyisso é uma palavra do dialeto moçambicano, o changana, que possui dois significados: realidade e verdade).

Em Moçambique, os ex-alunos faziam, semanalmente, uma reunião de pauta, que definia o que seria realizado pelos jornalistas. Para conseguir “conquistar” a confiança da população, sem invadir o cotidiano dos moçambicanos que estavam sendo fotografados, os ex-alunos da PUC-Campinas tinham uma estratégia: “Brincávamos com as pessoas, quebrávamos o gelo da situação, conquistávamos a confiança para deixar o ambiente propício para a realização das fotos”, explica Barreira.

Crédito: André Montejano
Crédito: André Montejano

Método de trabalho:

Antes da viagem, os jornalistas realizaram uma breve pesquisa sobre Moçambique. Os ex-alunos puderam notar que há pouca informação sobre o país. “Como o Brasil, nesse sentido, não conhece o país africano, decidimos explorar esse caráter de novidade”, explicou Machado. “Eu preferi não pesquisar muito para não contaminar meu olhar. Fui surpreendido. Imaginava um lugar sujo, abandonado e muito pobre. Porém, pude notar que a capital Maputo é um centro urbano como outro qualquer. E os moçambicanos são muito parecidos com os brasileiros. Então, a gente se via neles”, reflete Montejano.

O trabalho de fundamentação teórica- exigência na disciplina de Projeto Experimental- dialogou com bibliografias sobre ética no fotojornalismo, memória, história oral e antropologia visual. Sob orientação do Prof. Me. Nelson Chinalia alcançou méritos na avaliação geral.

Foto: Bruno Machado
Foto: Bruno Machado

A meta, agora, é lançar uma nova edição do fotolivro, com as imagens que ficaram de fora da edição acadêmica. “Como em 2015 completam-se 40 anos da independência de Moçambique, queremos aproveitar esse gancho para fazer o lançamento. Já temos convite de uma TV moçambicana para mostrar o livro lá. Esse é o novo objetivo”, conclui Montejano.

Confira o vídeo das Crianças da tribo Macena, em Mirerene, uma vila na Província de Zambézia. O dialeto é o Cena, clicando aqui. 

 Crédito: Bruno Machado

Dicas de TCC: Como fazer citação?

É preciso ficar atento para fazer referência aos autores usados nas citações de um trabalho acadêmico. Você pode fazer a citação direta ou a indireta. A primeira é a cópia do que o autor escreveu, na íntegra. A segunda, por sua vez, também é uma reprodução do que disse o autor, mas com uma mudança no texto original.

Citação Indireta:
Segundos as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas): quando você for citar o autor INDIRETAMENTE, a citação deve ser assim: (SOBRENOME DO AUTOR, ANO). Ou seja, o último sobrenome do autor em caixa alta, vírgula e o ano da edição do livro que você está citando.

Citação Direta:
Para citações diretas seguem as mesmas normas da citação indireta, com a diferença que agora você precisará indicar a página que o autor escreveu aquilo que você está citando. Essa citação deverá estar entre aspas. (SOBRENOME DO AUTOR, ANO, p.)

Nota de rodapé:
A nota de rodapé é um elemento usado para referenciar pontos importantes para sua pesquisa, mas que não estão incluídos no texto. O objetivo da nota de rodapé é ser um complemento.

Citações de texto na Web:
Os trabalhos acadêmicos que tiveram partes de textos retirados da internet devem ser tratados da mesma forma como se fossem retirados de um livro, ou seja, sobrenome do autor + ano + página (está última, se existir).

O que não fazer:
Nunca colocar a URL de onde o texto foi retirado como fonte do texto. No máximo, com autorização do orientador, indicá-las no rodapé, como referência ao autor utilizado.

O que fazer:
– Não utilizar fontes de baixa confiabilidade
– Sempre peça ao orientador para sugerir as fontes de pesquisa
– Sempre submeta as fontes de referência ao orientador antes de iniciar a elaboração do trabalho.