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Agnelo Rossi: Generosidade e vocação para ensinar

PUC-Campinas homenageia o Cardeal Dom Agnelo Rossi durante semana comemorativa e dá seu nome ao auditório do CCHSA 

Por Amanda Cotrim

Uma semana comemorativa que poderia ser definida com suas palavras: emoção e admiração. Foram esses sentimentos que guiaram os cinco dias de evento da Semana Cardeal Agnelo Rossi, a qual ocorreu do dia 12 ao dia 16 de setembro, no novo auditório do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CCHSA) – que a partir de agora se chamará Auditório Dom Agnelo Rossi – e no Auditório Dom Gilberto, ambos no Campus I.

Todos que participaram das homenagens ao Cardeal, puderam conhecer um acervo inédito das roupas usadas pelo religioso, em uma exposição promovida pelo Museu da PUC-Campinas. Também puderam saber quem foi Dom Agnelo pelos olhos de seu sobrinho, o docente da Faculdade de Direito e desembargador, Francisco Vicente Rossi. “Meu tio foi um homem visionário, um professor generoso”, lembrou. Durante o evento, também se destacou a importância de Dom Agnelo Rossi na vida da PUC-Campinas. “Foi o primeiro Vice-Reitor da Universidade e inaugurou o Campus I, quando a Instituição recebeu o título de Pontifícia e deixou de ser Faculdade Católica”, ressaltou Rossi.

Para o Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da PUC-Campinas, Dom Airton José dos Santos, “Dom Agnelo Rossi está presente nos espaços da Universidade. Não é possível pensar a PUC-Campinas sem pensar Dom Agnelo”, afirmou. E continuou: “Tudo que ele plantou, estamos colhendo”, referindo-se aos bonfrutos semeados pelo ex-Reitor.

Um dos maiores nomes da Igreja Católica

 Dom Agnelo Rossi foi Presidente da Comissão Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e anunciado Cardeal pelo Papa Paulo VI, em 1965. Recebeu a investidura no dia 25 de fevereiro desse mesmo ano, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, tomando posse desse título na Igreja Grande Mãe de Deus, em Roma, no dia 27 de fevereiro de 1965.

Em virtude de seus acentuados trabalhos episcopais, foi convocado pelo Papa Paulo VI, em outubro de 1970, para fazer parte da Cúria Romana, como Presidente da Congregação da “Propaganda Fide”, hoje conhecida como “Evangelização dos Povos”, um dos mais importantes Dicastérios da Santa Sé, supervisionando todo trabalho missionário da Igreja, em razão do qual percorreu 98 países, em visitas pastorais.

Em abril de 1984, o então Papa João Paulo II o nomeou Presidente da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica. Foi nomeado Cardeal-Bispo de Sabina – Poggio – Mirteto, eleito Decano do Sacro Colégio Cardinalício e Cardeal-Bispo da Primeira Diocese de Roma, Ostia Antica. Em 07 de junho de 1993, voltou ao Brasil, fixando sua residência em Helvetia, dedicando-se à escrituração de seus livros. Construiu as Igrejas de Nossa Senhora de Guadalupe e São Miguel Arcanjo no bairro do Matão, em Campinas.

Cardeal de São Paulo participa de homenagem a Dom Agnelo Rossi

Dom Odilo Scherer esteve na PUC-Campinas para homenagear o Cardeal Dom Agnelo Rossi/ Crédito: Álvaro Jr.
Reitora, Dom Odilo Dom Airton e Prof.  Rossi/ Crédito: Álvaro Jr.

Dom Odilo Scherer esteve na PUC-Campinas, no dia 15 de setembro, para homenagear o Cardeal Dom Agnelo Rossi. Na ocasião, Scherer, que foi seu sucessor como Arcebispo de São Paulo, ressaltou os trabalhos do religioso na Congregação de Solidariedade aos Povos, destacando a vocação internacional de Dom Agnelo. O Cardeal de São Paulo também lembrou que Dom Agnelo foi nomeado Bispo com menos de 40 anos de idade, o que é, segundo ele, muito raro nos dias de hoje.

“Ele organizou a Arquidiocese em regiões episcopais, nos anos 1960, uma década de grande expansão demográfica brasileira. Ele foi visionário, pois criou depois as dioceses, em razão desse crescimento urbano”, explicou Scherer.

Após sua participação no evento, o Arcebispo de São Paulo falou ao Jornal da PUC-Campinas. Segundo ele, Dom Agnelo deixou muitas marcas na Igreja e por isso ele deveria ser lembrado, como são os grandes homens. “Fico muito feliz pela oportunidade de estar aqui e ajudar a lembrar de quem foi Dom Agnelo”, opinou.

Núcleo de Fé e Cultura

 A PUC-Campinas inaugurou, em 2015, seu Núcleo de Fé e Cultura, uma prática já adotada pela PUC-São Paulo, em que Dom Odilo é o Grão-Chanceler. Sobre a importância dessa iniciativa, o religioso afirmou que a universidade católica traz a inspiração da doutrina católica e a universidade é o espaço que congrega diversas visões de mundo e até mesmo de religiões. “Houve um tempo em que se dividia Fé e Ciência. Hoje isso não é mais possível. Penso que ambas não se excluem, no entanto, é preciso refletir sobre como uma está em conexão com a outra. São duas abordagens diversas sobre a mesma realidade, que não se contradizem, mas se complementam. O Núcleo de Fé e Cultura tem esse papel de reflexão e é muito importante em uma universidade católica”, concluiu.

 

Novos cursos de Graduação, Mostra de Profissões e Vestibular 2017

Por Prof Dr. Orandi Mina Falsarella

Em meio às comemorações dos 75 anos de sua fundação, a PUC-Campinas anuncia a abertura de oito novos cursos de Graduação, que já estarão disponíveis para o Vestibular 2017. As inscrições, que se iniciaram no dia 05/08/2016, podem ser realizadas pelo Portal da Universidade (www.puc-campinas.edu.br). São eles: Medicina Veterinária, Relações Internacionais, Engenharia de Software, Engenharia Mecânica, Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos, Superior de Tecnologia em Gestão Comercial, Superior de Tecnologia em Gestão Financeira e Superior de Tecnologia em Gestão Pública.

Os Cursos Superiores de Tecnologia terão duração de cinco semestres e serão oferecidas 60 vagas para cada um, apenas no período Noturno. As aulas ocorrerão no Campus II, localizado na Avenida John Boyd Dunlop – s/nº – Jd. Ipaussurama – Campinas/SP.

O Curso de Relações Internacionais terá a duração de oito semestres, com o oferecimento de 60 vagas. As aulas acontecem no Campus I (Rodovia Dom Pedro I, km 136, Parque das Universidades – Campinas/SP) em período Integral – Matutino/Vespertino do 1o ao 6o semestre e Vespertino/Noturno no 7o e 8o semestre.

O Curso de Engenharia de Software terá a duração de oito semestres e serão oferecidas 60 vagas. O período de aulas será Matutino, do 1o ao 6o semestre e Noturno nos 7o e 8o semestre. Já o Curso de Engenharia Mecânica terá a duração de dez semestres, com o oferecimento de 60 vagas. O período de aulas será Integral – Matutino/ Vespertino, do 1o ao 6o semestre e Vespertino/Noturno do 7o ao 10o semestre. As aulas de ambos serão ministradas no Campus I.

Já o Curso de Medicina Veterinária terá a duração de oito semestres no período Integral e 10 semestres se cursado no período Noturno. Serão oferecidas 120 vagas, 60 por turno. As aulas ocorrerão no Campus II.

Para o Vestibular 2017, a PUC-Campinas oferecerá 57 cursos, entre Bacharelados, Licenciaturas e Superiores de Tecnologia. As inscrições acontecem de 05 de agosto a 25 de setembro de 2016.

Mostra de Profissões 2016

A 5a Mostra de Profissões acontecerá nos dias 26 e 27 de agosto de 2016, no estacionamento do Shopping Center Iguatemi Campinas. O evento é aberto ao público e contará com a participação de professores, diretores e alunos da PUC-Campinas, que irão esclarecer dúvidas referentes às diversas profissões e cursos oferecidos pela Universidade.

 

Editorial: Comunicação e História

Em 2005, dos seis mil calouros que entraram na PUC-Campinas, 52% vinham de outras cidades e boa parte deles se preparava para viver a experiência de morar fora da casa dos pais, incluindo a “república” como alternativa de residência. Enquanto isso, os veteranos, representados pelo Diretório Central de Estudantes, DCE, expunham críticas e reparos à Reforma Universitária, à época item de pauta do meio acadêmico brasileiro.

Quase 60 anos antes disso, em 1946 o casal italiano Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi chegavam ao Brasil, iniciando uma jornada dedicada às artes, cujo ápice foi a criação do MASP (Museu de Arte de São Paulo). O tema foi tratado na tese de doutorado da professora da Faculdade de Arquitetura da PUC-Campinas, Vera Santana Luz, defendida em 2004.

Rememorando os anos de 1930, o neto adotivo do Barão de Itapura resgatou reminiscências do tempo em que morou no palacete que, na década seguinte, seria o primeiro campus universitário de Campinas.

Apesar de datas diferentes e temas diversos, os parágrafos acima têm um elemento comum: foram extraídos de matérias publicadas no Jornal da PUC-Campinas, que nesta edição dedica todo seu espaço às comemorações do Jubileu de Diamante da Universidade.

O Jornal é só um exemplo do compromisso de transparência e diálogo que a Instituição mantém com sua comunidade e com a sociedade em geral, mantendo, desde sua fundação, processos e recursos de comunicação, expondo fatos, ideias e posicionamentos nascidos no meio universitário ou de interesse da comunidade acadêmica.

Assim, no mais amplo sentido do termo, incluindo aspectos jornalísticos, comunicação é um item que se agrega com relevância a tantos outros que a Universidade cultiva e faz florescer desde sua fundação.

Em 75 anos, a comunicação na Universidade, voltada à comunidade acadêmica, alunos em especial e da Universidade, voltada à comunidade externa, acompanhou e divulgou os passos mais importantes e significativos dessa caminhada, como também abriu espaço para o cotidiano e as temáticas rotineiras, mostrando-se abrangente e permanente na missão de informar, sem nunca deixar de promover a interação entre os diversos componentes da comunidade acadêmica e desta com a sociedade.

A edição comemorativa o Jornal da PUC-Campinas resgata fatos e pessoas que se destacaram em75 anos de História, bem como abre espaço para manifestações diversas sobre o significado dessa História para os tempos presente e futuro da Universidade. Esse movimento reafirma e confirma que, nos seus diferentes modos de ser e fazer, com variados recursos, incluindo os mais atuais e modernos, de perfil informatizado, a comunicação destaca-se como preocupação precípua e valor de primeira grandeza da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

75 anos de base para os próximos anos

 Para o Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da PUC-Campinas, Dom Airton José dos Santos, a Universidade forma pessoas que fazem a diferença na sociedade.

Por Amanda Cotrim

O papel da Igreja Católica na educação formal brasileira é histórico, desde a época dos jesuítas. Esse compromisso para com a formação da sociedade se expandiu ao longo dos anos, passando por escolas, faculdades, centros de pesquisa, institutos de ensino e Pontifícias pelo Brasil. A PUC-Campinas é uma dessas instituições de saberes que surgiu para contribuir para o desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas e, hoje, para o país, por meio da produção do conhecimento, de novas perspectivas, análises e soluções, numa sociedade cada vez mais complexa. Segundo o Grão-Chanceler da PUC-Campinas, a presença da Universidade na história é perene. “Nosso objetivo é com o futuro. Esses 75 anos constituem a base dos próximos anos”.

Qual é a importância da participação da Igreja Católica na educação formal brasileira?

 É importante retomarmos os primórdios da Igreja Católica no Brasil, com a vinda dos portugueses. A primeira preocupação dos jesuítas foi trabalhar a formação e a educação da população; então, há mais de 500 anos a Igreja Católica promove a educação, com escolas, centros de pesquisas, faculdades, institutos de ensino e, mais recentemente, as Pontifícias pelo Brasil. Isso denota a responsabilidade que a Igreja tem com a formação das pessoas e com o desenvolvimento da cultura e do conhecimento. A importância da Igreja Católica na educação formal do Brasil é de primeira linha.

Como o senhor avalia esses 75 anos de história da PUC-Campinas?

Nestes 75 anos, a presença da PUC-Campinas tem sido marcante na história da cidade de Campinas e da região. Desde o seu início, na década de 1940, por inspiração do Bispo Dom Barreto (um dos idealizadores da PUC-Campinas) e de Monsenhor Salim (primeiro Reitor da Universidade), a Igreja sempre se preocupou em contribuir com a formação das pessoas e com o desenvolvimento local e regional. A presença da PUC-Campinas na história é perene.

Nosso objetivo é com o futuro. Esses 75 anos constituem a base dos próximos muitos anos que virão. E a PUC-Campinas permanecerá em cada época da história contribuindo de modo significativo para o desenvolvimento da sociedade.

Nesse contexto histórico em que vivemos, a Universidade tem muito a contribuir, com análises, perspectivas e soluções. A realidade está aí para ser enfrentada, com inteligência, competência, e a PUC-Campinas tem tudo para oferecer isso.

O que podemos destacar como excelência da Universidade?

 Em primeiro lugar, destaco a qualidade das atividades de ensino promovidas pela Universidade, em todos os níveis, incluindo o Colégio de Aplicação PIO XII, como o grande diferencial. Essa excelência, constatamos na atuação dos alunos formados nas diferentes áreas de conhecimento oferecidas pela Universidade, como por exemplo, professores, engenheiros, médicos, desembargadores, juízes, que além de demonstrarem a competência profissional, destacam-se pelo comprometimento com a construção de uma sociedade mais justa e solidária, nos vários níveis: municipal, estadual e nacional.

Destaco, ainda, a presença da PUC-Campinas na área da saúde e sua importância para a comunidade, por meio das atividades desenvolvidas pelo Hospital Universitário (Hospital e Maternidade Celso Pierro), que traduz, na prática, a missão da PUC-Campinas. Os profissionais da área da saúde, tanto da Universidade quanto do Hospital, são homens e mulheres de alta competência, que trabalham para produzir o melhor para a sociedade. Eu destaco que o Hospital da PUC-Campinas tem algo que poucos hospitais oferecem: o ambiente propício para profissionais se desenvolverem e, principalmente, o atendimento à população; um atendimento que não enxerga classe. Atendemos as pessoas porque são pessoas. Antes de sermos cuidadores, oferecemos um serviço que anda escasso na sociedade: a caridade. Servimos às pessoas porque elas são feitas à imagem e semelhança de Deus. Finalmente, ressalto que a excelência da Universidade revela-se também no crescimento da Pesquisa e da Iniciação Científica, que levam à produção do conhecimento e, com isso, à criação de novos cursos de Mestrado e Doutorado.

Gostaria que o senhor deixasse uma mensagem para os alunos e professores da PUC-Campinas que lerão esta entrevista.

 Os alunos quando buscam a PUC-Campinas é por algo que vai além de uma escolha circunstancial. Eles já têm no coração alguma expectativa, um chamado, ou porque alguém da família estudou na Universidade ou porque sabe da qualidade da Instituição. Então, a partir disso, gostaria de dizer para os alunos que a PUC-Campinas não é apenas uma instituição educacional, mas uma escola de vida, em que o aluno desenvolve uma visão de mundo, de futuro e recebe uma formação que vai além do conhecimento profissional, porque eles serão pessoas que vão interferir na sociedade, “como gente” e não como um competidor, vão trabalhar para que possamos viver numa sociedade que seja boa para todos.

Para os professores, eu digo: vocês são aqueles que introduzem os alunos ao conhecimento. Por isso, devem acompanhar, subsidiar e dar condições para que os alunos ampliem seus horizontes. O testemunho de um bom mestre não se mede apenas pelo conteúdo estudado, mas pelo cuidado que tem com a aprendizagem do aluno e o seu desenvolvimento como pessoa. O corpo docente da PUC-Campinas tem essa capacidade de apontar caminhos para que os alunos sejam grandes. Se o estudante não superar o seu professor, assumindo o protagonismo da sua formação, esse professor não foi bom. O discípulo deve superar o seu mestre.

Universidade atual e presente na sociedade

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht está no segundo mandato à frente da PUC-Campinas

Por Eduardo Vella

Em meio às comemorações aos 75 anos de fundação da PUC-Campinas, a Magnífica Reitora, Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht, concedeu entrevista ao Jornal da PUC-Campinas, na qual abordou suas impressões sobre este momento histórico para a Universidade e os desafios para manter a excelência no Ensino e a formação integral da pessoa humana.

Qual a importância do percurso histórico que assinala 75 anos da PUC-Campinas?

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht O Jubileu de Diamante é um momento apropriado e oportuno para resgatar a História da primeira Instituição de Ensino Superior da região de Campinas, criada em 1941.

As vagas oferecidas no primeiro Vestibular foram disputadas por 233 candidatos, tornando realidade as Faculdades Campineiras, projeto acalentado pelo segundo titular da Arquidiocese de Campinas, Dom Francisco de Campos Barreto e dois colaboradores diretos, cônego Emílio José Salim e o jovem padre Agnelo Rossi. A elevação à categoria de Universidade Pontifícia, em 1972, consolidou a relevância da Instituição e confirmou sua ligação com a cidade.

A década em que completou 30 anos foi marcada pela implantação dos campi e ampliação de Cursos. A criação do Curso de Medicina, em 1975, e o surgimento do Hospital Universitário, dois anos depois, estabeleceram as bases de uma contribuição social importante. Implantado na região que mais cresce no Município, o Hospital e Maternidade Celso Pierro desponta como unidade fundamental de saúde pública, ao mesmo tempo em que atende a formação de profissionais de nível superior do Centro de Ciências da Vida.

As décadas finais do Século XX representam um período de renovação e consolidação, com um novo Projeto Pedagógico, centrado na adaptação ao cenário político, social e econômico que emerge com a redemocratização e a inserção cada vez maior do País no circuito internacional.

Qual a relevância dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu para a gestão atual?

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht Investimento em infraestrutura e ampliação de recursos humanos qualificados são elementos fundamentais ao crescimento da Pós-Graduação. O estímulo à qualificação do corpo docente somado à implantação de recursos e condições de pesquisa vêm acelerando nossa produção científica. Além de dissertações e teses dos Programas de Pós-Graduação, a participação em publicações qualificadas, nacionais e estrangeiras, vem crescendo. A Universidade chega aos 75 anos com Programas de Pós-Graduação ligados a múltiplas áreas de conhecimento.

Por outro lado, a produção gerada na Pós-Graduação tem um efeito na ampliação dos Grupos de Pesquisa, no aumento de alunos e professores envolvidos com Iniciação Científica e no debate científico. Esses itens são exemplos do compromisso com a produção, sistematização e difusão do conhecimento presentes na Missão da Universidade.

Historicamente, a PUC-Campinas se destaca pelo vínculo que mantém com a comunidade, por meio da Extensão. Isso permanece aos 75 anos de existência?

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht A orientação cristã promove e estimula a solidariedade social e a Extensão representa o caminho mais ativo dessa atividade. Além de Cursos, que atendem demandas da sociedade, a Extensão organiza e aplica Programas que nos aproximam da comunidade externa, em especial das parcelas mais carentes e vulneráveis. Esses Programas envolvem alunos, professores e, em casos específicos, contam, também, com apoio de funcionários técnicos. Todas essas pessoas atuam no sentido de aplicar o conhecimento universitário para melhorar a qualidade de vida dessas comunidades. Ponto importante dos nossos Programas de Extensão reside no compromisso de estimular a autonomia das comunidades. Por outro lado, o rigor acadêmico estabelecido na seleção dos Projetos de Extensão, que geram Programas de interesse social, permite à PUC-Campinas participar de Editais Públicos, alocando verbas que ajudam a ampliar o alcance dessa atividade.

Aos 75 anos, a Universidade ainda enfrenta desafios?

Profa. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht Superar desafios compõe a alma da nossa História e o mais importante é manter-se na vanguarda. Constantemente, desenvolvemos metodologias e aplicamos recursos capazes de aprimorar o Ensino, qualificando nossos alunos que se destacam no mundo do trabalho. À formação técnico-profissional agregamos a formação social, estimulando a participação ativa e positiva, a partir da nossa orientação cristã. A formação pessoal dos nossos alunos também importa e, para isso, temos programas de orientação, aplicados desde o primeiro momento em que o calouro chega ao Campus. Assim, ao completar 75 anos queremos e devemos reverenciar a nossa História, sem abrir mãos do compromisso de sermos atuais e socialmente presentes.

PUC-Campinas na década de 1970

Por Wagner Geribello

Quem acompanha o Jornal da PUC-Campinas já conheceu um pouco sobre a Universidade nas décadas de 40-50 e 60. Nessa edição, relembramos a década de 1970 para a Universidade.

 A concessão do título Pontifícia, em 1972, mais as inaugurações dos Campi I e II destacaram os anos 1970 como a década de maior crescimento e plena consolidação da Universidade.

 O título de Pontifícia foi o quarto concedido pela Santa Sé a Universidades Católicas brasileiras. Somente São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre precederam a PUC-Campinas nessa titulação, confirmada no dia 8 de setembro.

O título não ficou reduzido ao plano das honrarias. Nessa década são implantados nada menos que 17 novos Cursos, incluindo a tão esperada Faculdade de Medicina e a Universidade registra um grande crescimento.

O Campus I da Universidade começa a ganhar vida nos anos 1970/ Crédito: Museu Universitário.
O Campus I da Universidade começa a ganhar vida nos anos 1970/ Crédito: Museu Universitário.

A implantação desse volume de novos Cursos ultrapassa em muito a capacidade do Prédio da Marechal Deodoro e seus anexos abrigarem as instalações necessárias. Uma saída emergencial foi a transferência de alguns Cursos para o Prédio do Seminário da Arquidiocese, no bairro da Swift. Mas, ainda assim, havia clientela de mais e espaço de menos para as dimensões que a Universidade assumia.

Parte da solução veio com a doação de uma gleba da fazenda Santa Cândida, pelo agrônomo Caio Pinto Guimarães e a posterior aquisição de áreas limítrofes complementares, onde foi instalado o Campus I, que atualmente abriga 99.160 m2 de área construída, para dar abrigo aos Cursos de graduação e pós-graduação, além de instalações de suporte e administração, incluindo o prédio da reitoria, pró-reitorias, órgãos auxiliares, Secretaria Geral e Conselho Universitário.

Enquanto as obras se mantinham aceleradas e as Faculdades iam ocupando as dependências do Campus I, na região norte, do outro lado da cidade, na região sudoeste, a PUC-Campinas incorporava os terrenos do Campus II, polarizado pelas obras do Hospital Celso Pierro, completando, assim, a definição de área para seu crescimento.

Alocado no Campus II, o Centro de Ciências da vida incorpora dez Faculdades das áreas da saúde e biologia, além do Hospital Universitário, que atende a formação prática de todos esses Cursos, prestando, também, atendimento de saúde pública. Atualmente, a área construída no Campus II supera 45.000 m2,  incluindo instalações de ensino, infraestrutura e administrativas.

Tanto em capacidade instalada, como número de alunos, professores e funcionários e Cursos oferecidos, no final dos anos 1970 a PUC-Campinas tinha o dobro das dimensões verificadas no início da década e o status de Pontifícia. Assim, projeta-se como a maior Universidade particular do interior do Estado de São Paulo e um dos centros de formação superior de excelência no cenário educacional brasileiro.

Realizadas na esteira da Reforma Universitária, promulgada pelo Governo no início da década, as mudanças ocorridas na PUC-Campinas não ficaram restritas à ampliação das instalações físicas, nem à implantação de novos Cursos. Esse crescimento exigiu, também, mudanças profundas na organização e nos processos administrativos, definindo os contornos de uma Instituição disposta a crescer ajustando-se às exigências e imposições da modernidade. Desse modo, a Universidade entra nos anos 1980 maior e também mais moderna e dinâmica, pronta a responder os desafios das derradeiras décadas do Século XX.

 Wagner Geribello foi Direitor do Centro de Linguagem e Comunicação e Professor da Faculdade de Jornalismo. Atualmente é Consultor do Jornal da PUC-Campinas

CINEMA – UNIVERSIDADE NA TELA

Mãos uma ao lado da outra, dedos para cima, unidos nas pontas, em ligeiro movimento de atrito…

Sem usar palavras, é assim que o costume determina como expressar grandes quantidades, gesto que se adapta como luva para demonstrar o volume de filmes ambientados ou tematizados na tradicional instituição da universidade. São muitos.

Rápida consulta às listagens de títulos mostra que já foi grande e continua intenso o uso da academia para fazer filmes, alguns fundamentados na realidade, outros nascidos da mente fértil dos roteiristas.

Todavia, se o volume é grande, variedade e originalidade de filmes sobre universidade não são tão extensas. Quanto à origem, por exemplo, os americanos dominam com folga as estatísticas, seguidos pelos britânicos, fazendo minguar, comparativamente, a lista de produções ambientadas nos campi, expressas em idiomas diferentes do inglês.

Fãs do cinema argentino, por exemplo, especialmente de Ricardo Darin, certamente conhecem tese sobre um homicídio, de 2013, em que o mais conhecido ator portenho da atualidade interpreta o professor de Direito envolvido em um crime cometido no campus. Todavia, exemplares como esse são raros, fato que mantém a academia americana muito à frente de todas as outras no quesito “aparecer nas telas”.

Contudo, mesmo no recheado farnel de Tio Sam, alguns elementos da universidade permanecem ausentes dos roteiros, quando se trata dos filmes de ficção. Entre as ausências, figura a história da universidade, seja no sentido totalizador do termo, seja no tratamento de universidades individualmente tomadas.

Portanto, quando vivemos o clima de festa e celebração dos 75 anos da PUC-Campinas e a ideia de história universitária nos vem à cabeça, os neurônios acionam a memória, o computador vasculha os arquivos, sem encontrar evidências de que o cinema ficcional tenha tratado intensamente do tema.

Se a história universitária não frequenta o enredo dos filmes tematizados na academia, então, sobre o que versa essa cinematografia?

As opções são muitas e vão desde comédias, a maior parte muuuuuuito chatas, até biografias romanceadas de acadêmicos que se tornaram famosos, como o matemático John Nash, ganhador do prêmio Nobel. No meio do caminho há dramas, romances, crimes e até espionagem, variedades que o leitor pode escolher navegando a Internet ou nas listas de exibições, como Netflix, entre outras possibilidades de cardápio.

Assim sendo, verificada a carência de filmes que resgatam a história universitária, como seria oportuno e conveniente para a edição de aniversário do Jornal da PUC-Campinas, mas havendo, sempre, o compromisso desta coluna e a expectativa do leitor sobre indicação de pelo menos um título ao mês, a sugestão vai para  Revelações, de Robert Benton, com Anthony Hopnkins, que, em parte, vale pelo desempenho do ator e, em parte, pelo tema, que já faz parte da história, concernente ao comportamento politicamente correto no ambiente universitário.

 

75 ANOS: História da PUC-CAMPINAS – anos 1960

Por Wagner Geribello

Extremos…

Talvez seja essa a palavra mais adequada para definir a década de 1960.

Internacionalmente, o período é marcado pela busca de ideais libertários e positivos, como a eliminação definitiva de qualquer forma de legislação racista, a valorização igualitária de gênero e a exaltação unilateral da paz. No extremo oposto, ocorrências como a polarização política e o começo de uma década de guerra e horror no Vietnã começam a cobrar um preço alto à toda sociedade.

Biblioteca Central em 1966/ Crédito: Museu da PUC-Campinas
Biblioteca Central em 1966/ Crédito: Museu da PUC-Campinas

Ao mesmo tempo e por consequência, perspectivas de estabilização democrática, almejada e esperada no início da década, evaporam na efervescência do radicalismo, trazendo, entre outros males, tortura, terrorismo e censura ao cotidiano nacional.

 Nesse período, a história da Universidade também conhece extremos, que vão da euforia de importantes conquistas, a perdas lamentáveis e momentos de insegurança.

Em 1962 é criado o Colégio de Aplicação Pio XII, para atender demandas da, então, nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que incorpora, paradoxalmente, propostas liberais e conservadoras, em parte descortinando horizontes positivos para a Universidade e, em outra, cerceando os espaços do livre desenvolvimento da atividade acadêmica.

Ativa e participativa, a juventude do período é inquieta, questionadora e muito curiosa, ensejando a prática do debate cultural, político, social, filosófico e científico no ambiente acadêmico.

Nessa época, multiplicam-se as ofertas de formação superior. Entre 1964 e 1966 são implantados os Cursos de Psicologia, Música e Ciências Administrativas, ao mesmo tempo em que são aprovados os Cursos de Biologia e Educação Física, bem como aqueles que formarão a espinha dorsal da área de Comunicação Social, atualmente integrada ao Centro de Linguagem e Comunicação.

Alunos do Curso de Geografia- Década de 1960/ Crédito: Museu da PUC-Campinas
Alunos do Curso de Geografia- Década de 1960/ Crédito: Museu da PUC-Campinas

 

Mas foi, também, nos anos 1960 que a Universidade perdeu seu primeiro reitor, com a morte de Monsenhor Salim, em 1968. Dois anos depois morreu Dom Paulo de Tarso Campos, ampliando a perda de pessoas chaves na história da Universidade em uma única década.

O modo mais indicado de reverenciar a perda dos seus fundadores foi a incorporação do espírito combativo e empreendedor daquelas pessoas, que dinamiza e consolida a Instituição.

A Universidade chega ao final dos anos 1960 com volume de alunos e multiplicidade de Cursos que já não são suportados pelas instalações físicas e estrutura administrativa e funcional existentes, de modo que a década, ao seu término, se faz incubadora das mudanças e do crescimento que teriam lugar nos anos 1970.

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Wagner Geribello é Doutor em Educação e Consultor do Jornal da PUC-Campinas

 

PUC-Campinas na década de 1950

Por Wagner Geribello

Os anos dourados do pós-guerra…

Assim ficou conhecido o período compreendido pelo segundo lustro dos anos 1940 e a década seguinte, marcado pela desmobilização militar e grandes transformações sociais, políticas, culturais e econômicas, como a consolidação da produção e comercialização de bens de consumo.

Nessa época, progresso e desenvolvimento também estão na ordem do dia, com o proporcional aumento da requisição de pessoal capacitado a atender as demandas da nova organização social, marcada, entre outras características, pelo desenvolvimento e consumo de tecnologia, que passa a integrar o cotidiano das pessoas.

O desenho social desse período reflete diretamente nas Faculdades Campineiras, que entram na juventude da sua história, vivendo tempos de crescimento, vigor e uma saudável ousadia à moda dos jovens, aceitando, enfrentando e vencendo desafios. Nessa época, a Instituição criada por Dom Francisco de Campos Barreto deixa para trás o acanhamento da infância, divisando novos e amplos horizontes.

PUC-Campinas na década e 1950- Acervo Museu da PUC-Campinas
PUC-Campinas na década e 1950- Acervo Museu da PUC-Campinas

Já contando com Cursos em áreas diferentes, como Letras, Filosofia, Biblioteconomia e Química, entre outros, as Faculdades Campineiras agregam a área da Saúde aos Cursos oferecidos, incluindo uma Escola de Enfermeiras (incorporada em 1955) e a Faculdade de Odontologia, criada em 1949. Nos anos subsequentes, um afã de obras ergue as instalações para o pleno funcionamento do Curso de Odontologia, incluindo laboratórios e ambientes para aulas práticas.

Em meados dos anos 1950, mesmo sem o título, a Instituição já tinha contornos de Universidade, incentivando os gestores, capitaneados por Monsenhor Salim, a intensificar contatos, negociações e muita argumentação para que a cidade de Campinas tivesse sua Universidade.

A crônica histórica da PUC-Campinas classifica Monsenhor Salim, em especial pela sua atuação nesse período, como verdadeiro “globe-trotter”, entre Campinas e Roma, levando solicitações e informações à cúpula da Igreja sobre as Faculdades Campineiras.

Em 1951, a comemoração de dez anos é feita em grande estilo, com a criação da Faculdade de Direito e, quatro anos depois, a cidade recebe a visita do Núncio Apostólico Dom Armando Lombardi. Discursando no salão nobre das Faculdades Campineiras, o representante da Santa Sé menciona a posição favorável de Roma à criação da Universidade Católica de Campinas.

O processo de elevação de um conjunto de faculdades à condição de Universidade Católica não é simples, carecendo do concurso de duas Instituições, o Governo Brasileiro, em especial o Ministério da Educação e a cúpula da Igreja Católica, em Roma. Por isso, a titulação não acontece em um único dia, mas resulta de diversos passos que vão consolidando a oficialização da Universidade, deixando o registro de diversas datas significativas no decorrer do processo.

Em 15 de agosto de 1955, Roma concede o título de Universidade, mas o reconhecimento canônico só acontece no ano seguinte quando, então, institui-se, oficialmente, a denominação de Universidade Católica de Campinas, que iria perdurar por quase duas décadas, até 1972, quando recebe sua denominação atual, Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Se a elevação à condição de Universidade foi o grande acontecimento daquela década, o período ainda registrou eventos importantes, como a visita do Ministro da Educação, Clóvis Salgado, em 1956, o registro de 1.500 alunos matriculados, nesse mesmo ano, e a integração à Federação Internacional das Universidades Católicas, em 1958.

Marcado, sobretudo, pelo desempenho de Monsenhor Salim, primeiro reitor da então recém-nascida Universidade, o período polarizado pelos anos 1950 consolida institucionalmente a Católica de Campinas e compõe um feixe de anos dourados da sua história.

Wagner Geribello é Consultor do Jornal da PUC-Campinas

PUC-Campinas: Projetos que envolvem cuidados com o Meio Ambiente têm impacto real

Por Amanda Cotrim

Mudança de hábito

 O Programa de Gerenciamento de Resíduos (PGR), criado em 2014, já colhe frutos. E não são poucos. O principal deles é a mudança de hábitos e de consciência junto aos funcionários do Departamento de Serviços Gerais (DSG) que, desde que passaram a participar do programa de capacitação, levam para a casa os ensinamentos e os hábitos adquiridos no espaço de trabalho. “Toda a capacitação que a Divisão de Logística e Serviços (DLS) realiza com os colaboradores do setor de limpeza teve impacto no dia a dia deles, seja quando separam o material reciclável em casa ou quando dão novas funções para aquele material que, antes, era apenas lixo”, conta Iraci Maria da Silva Cordeiro, que também é formada em Engenharia Ambiental e integra a Comissão Permanente de Implantação e Acompanhamento do Programa de Resíduos Sólidos, da PUC-Campinas.

Desde 2014, a Universidade investe em infraestrutura, com a implantação de 61 lixeiras coloridas (separadas em Papel, Metal, Plástico e Vidro) e 12 Ecopontos”

Reciclagem de material

 A PUC-Campinas, desde 2008, antes da implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, já investia nesta área. Atualmente, a Universidade possui vários programas relacionados ao tratamento dos resíduos gerados na Instituição.

O Programa de Gerenciamento de Resíduos da Universidade existe em todos os Campi e abrangem os resíduos orgânicos e recicláveis gerados nas áreas administrativas, praças de alimentação e limpeza das áreas verdes. A PUC-Campinas adequou os coletores (lixeiras) em todas as áreas internas e externas.

Segundo Iraci, são produzidas 10 toneladas de resíduos por mês nos Campus I e II e no Colégio de Aplicação PIO XII. Esse montante é divido entre lixo orgânico e material reciclável. O primeiro é removido pela Prefeitura de Campinas, o segundo por cooperativa de reciclagem. Desde 2014, a Universidade investe em infraestrutura, com a implantação de 61 lixeiras coloridas (separadas em Papel, Metal, Plástico e Vidro) e 12 Ecopontos que podem ser utilizados também pelos moradores dos bairros próximos à PUC-Campinas. Os refeitórios e as copas receberam coletores de copos plásticos e lixeiras para materiais recicláveis e lixo orgânico.

O DSG quer conscientizar a comunidade acadêmica sobre a necessidade de reaproveitar os materiais/Crédito: Álvaro Jr.
O DSG quer conscientizar a comunidade acadêmica sobre a necessidade de reaproveitar os materiais/Crédito: Álvaro Jr.

 

Papa Pilha recolhe produtos prejudiciais ao Meio Ambiente

Entre as ações da Universidade está o Papa Pilha, um local destinado para a coleta de pilhas e baterias, produtos altamente prejudiciais ao Meio Ambiente. “Temos Papa Pilhas em todos os departamentos da Universidade, inclusive na Praça de Alimentação, para que os alunos possam fazer o descarte”, explica a Supervisora da Praça de Alimentação e Serviços, Maria Cristina Zello.  “Nossa pretensão é que o programa de coleta seletiva esteja totalmente consolidado em 2016”, esclarece o Coordenador da Divisão de Logística e Serviços da PUC-Campinas, Israel Pilmon Gitirana Barros.

A Universidade possui vários programas relacionados ao tratamento dos resíduos gerados na Instituição.

Resíduos dos Serviços de Saúde

O cuidado com o Meio Ambiente é ainda maior quando o assunto são os resíduos gerados pelo serviço de saúde, que consiste nos perfurocortantes, biológicos, químicos e infectantes, uma vez que a Universidade mantém um Hospital-Escola.

“Pensando nisso, a PUC-Campinas criou o Programa de Gerencialmente de Resíduos dos Serviços de Saúde, no Campus II, que abrange os perfuro cortantes, biológicos, químicos, infectantes, orgânicos e recicláveis. O Programa foi implantado no Campus II e foi registrado na Vigilância Sanitária, coletando todos os resíduos gerados desde a cantina até os serviços de atendimento de saúde. Também conta com uma Comissão que congrega diversos setores do Campus II”, explica o Engenheiro de Segurança do Trabalho, da Divisão de Recursos Humanos, Jorge Miguel Pires.

“O Programa trata 25.000 litros de formaldeído produzidos semestralmente no Laboratório de Anatomia e Neuroanatomia, do Centro de Ciências da Vida, as maravallhas (serragem utilizada para forrar a “cama” dos camundongos) do Biotério e Laboratório de Farmacologia e os produtos químicos, fixador e revelador da radiologia da Odontologia”, explica Pires.

“O Campus II passou por uma série de interferências físicas como a criação de locais para armazenamento dos diferentes tipos de resíduos, gerados por área (Abrigos Temporários), aquisição de coletores com pedal (lixeiras), carrinhos para transporte dos resíduos entre os prédios, regularização do piso no trajeto destes carrinhos de transporte, aquisição de equipamentos específicos para o manejo dos resíduos, treinamento das equipes envolvidas, elaboração de processos de trabalho, mensuração dos diversos tipos de resíduos gerados através da aquisição de balanças”, complementa  o Engenheiro de Segurança do Trabalho.

Funcionários do Departamento de Serviços Gerais/ Crédito: Alvaro Jr.
Funcionários do Departamento de Serviços Gerais/ Crédito: Alvaro Jr.

Campus I e II:

O segundo Programa é o de Gerenciamento dos Resíduos Analíticos, que foi implantado no Campus I e no Campus II, responsável pelo armazenamento e descarte correto dos resíduos químicos gerados nos laboratórios da Instituição. “Foi necessário a construção de duas áreas, uma em cada Campus para armazenamento destes resíduos com ventilação adequada, contenção das embalagens e armazenamento por tipo de resíduo químico (solvente, orgânico, metais, inorgânico, ácido e base)”, afirma Pires.

A Instituição possui contrato com Empresa especializada para fornecimento das embalagens adequadas, retirada de todos os resíduos, nestas embalagens e descarte correto. No final do processo a Empresa emite um certificado de tratamento dos resíduos coletados, que é registrado na Vigilância Sanitária.

“Para implantação deste programa foi necessário uma reestruturação da área dos laboratórios do Ceatec e CCV (em andamento) através da aquisição de armários específicos para os produtos químicos, solventes (corrosivos) e inflamáveis, além do descarte correto do passivo que existia nestas áreas, trabalho realizado durante um ano em função dos custos envolvidos”, detalha o Engenheiro.

PUC-Campinas reduziu 12 milhões de litros de água

A redução do consumo de água também figura como uma das mudanças alcançadas pela Universidade. Em 2015, a PUC-Campinas reduziu 12 milhões de litros de água, com algumas ações pontuais: como o fechamento de 45% dos sanitários, atitude pensada estrategicamente, para não prejudicar alunos e funcionários durante o período das aulas, além da proibição de lavagem de veículos da Instituição, limpeza a seco de toda a área externa, reaproveitamento da água das chuvas e limitação das regas dos jardins internos. “Vivemos uma crise hídrica. A Universidade tem de se engajar e fazer com que alunos e funcionários se conscientizem e economizem água na Instituição”, alerta Israel Pilmon Gitirana Barros.

: Maria Cristina Zello e Iraci Maria da Silva Cordeiro/ Crédito: Alvaro Jr.
: Maria Cristina Zello e Iraci Maria da Silva Cordeiro/ Crédito: Alvaro Jr.

Conscientização: uma meta a ser conquistada

 Conscientização e mudança de hábitos antigos não são tarefas fáceis. Requer dedicação. “É um trabalho de formiguinha”, compara Maria Cristina Zello. “O nosso maior objetivo agora é mostrar para os funcionários que há ‘lixo’ que não deveria ser ‘lixo’, como é o caso de pastas de plásticos, caixas de arquivos e sacos plásticos, utilizados, principalmente, nos setores administrativos da Universidade”, afirma Iraci Cordeiro.

Além de proporcionar outra perspectiva sobre o lixo, o Departamento de Serviços Gerais quer conscientizar a comunidade acadêmica sobre a necessidade de reaproveitar os materiais, porque dessa forma será possível, além de diminuir os custos, amenizar a agressão ao Meio Ambiente. “Em vez de a gente comprar todo ano caixas de arquivos novas, podemos reaproveitar as dos anos anteriores. Podemos emprestar os materiais que um departamento tem em abundância, enquanto em outro há escassez”, sugere Maria Cristina Zello.

Envolver alunos, professores e funcionários da PUC-Campinas, no que Iraci chama de “mudança de perspectiva”, é uma das metas do Programa de Gerenciamento de Resíduos. “Esperamos que todos possam se conscientizar sobre a importância do descarte correto do lixo e, mais, sobre a necessidade de reduzir o próprio lixo”, conclui.