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Editorial

Final de ano é um período carregado de simbologia e representações, tanto no plano espiritual, como no campo material. Cristãos celebram paz e fraternidade, representadas em símbolos, ritos e rituais natalinos, enquanto neve de algodão, presentes e ceia modelam a temporada de Festas.

Todavia, para um grupo de pessoas, jovens na sua maioria, antes do Natal, das Festas e das férias, final de ano é a hora e a vez dos grandes desafios enfeixados no vestibular.

 Vestibulandos sabem que empregar a expressão no plural – desafios – é mais adequado que o uso no singular, porque há muito que fazer e outro tanto para decidir, quando o objetivo é a escolha da carreira universitária.

O desafio do vestibular inclui provas que exigem preparação e conhecimento, mas compreende, também, escolhas e caminhos a seguir, imediatamente após o ingresso na Universidade.

Esta edição reúne artigos e matérias sobre relações do mundo do trabalho a partir de perspectivas pessoais, focando a vocação como objeto de reflexão e análise. O leitor é convidado a pensar nas próprias escolhas e decisões que já fez ou pretende fazer em relação à carreira profissional, conhecer e desenvolver habilidades, procurar e avaliar ofertas e possibilidades do mercado na busca da realização profissional.

Ainda nesse campo de reflexão, a edição trata de empreendedorismo e analisa processos que definem a formação e a colocação de gestores, administradores e executivos empresariais.

O envolvimento direto da Universidade com o universo empresarial está presente, também, na reportagem de capa, mostrando soluções criadas na Universidade para sistemas de telecomunicações.

Na edição de dezembro existe, ainda, espaço para abordagens críticas e reflexivas sobre as condições de trabalho e orientações para as fases iniciais da carreira profissional.

Arte também é uma forma de trabalho e poucos exerceram tão bem o trabalho de fazer arte como o poeta matogrossense Manoel de Barros, morto recentemente. Aluna do Curso de Letras mostra como Manoel de Barros deixou mil e muitas formas de ver e pensar a natureza, o ser humano e a vida. Conteúdo para ler, gostar e reler.

O último Editorial de 2014 confirma a expectativa de breve reencontro com leitores/internautas, em fevereiro próximo, desejando um Natal santificado com a paz e a fraternidade do Menino na manjedoura do presépio, relegando ao esquecimento o que foi ruim, trazendo mais do que foi bom e produtivo, prenunciando, a toda comunidade acadêmica, um Feliz Ano Novo!

Meu futuro? É empreendedor!

Qual será a profissão do futuro? Quais carreiras sumirão e quais estarão em ascensão daqui cinco anos? Será que a escolha que estou fazendo vai “pagar minhas contas”?

Essas e outras questões sobre carreira são sempre repetidas, ano após ano, seja nos colégios, no cursinho pré-vestibular, em casa e, também, durante nossa passagem pela universidade. Arrisco dizer que é durante nossa passagem pela universidade que a pressão pela escolha realmente aparece: “Nossa, já se passaram dois anos desde que iniciei o curso e ainda estou em dúvida… será que paro agora ou vou até o final? O que vão pensar de mim se eu desistir agora? O processo seletivo das empresas tem ‘desafios’, será que estou preparado? E se… E se… E se…”.

Não precisamos ser estudiosos em História para perceber que a sociedade vem mudando seus desejos cada vez mais rapidamente. Detalhe: a sociedade sempre buscou por mudanças. Está no nosso DNA, na nossa natureza, no nosso INSTINTO, o desejo contínuo de mudança. A evolução da espécie humana está associada ao desejo de mudança para uma situação que proporcione um “algo a mais”, seja “mais comida”, “mais poder” ou “mais conforto”. Como, então, estar preparado para o futuro? O tempo médio dos cursos superiores é de 4 anos e a Apple ou a Samsung lançam novos equipamentos a cada 7 ou 8 meses (quando muito)…

Uau! A filosofia de algumas empresas antigamente era de um “produto para uma vida inteira”, e, agora, a “vida inteira” de um produto é de 7 meses? Novamente a pergunta: Como devemos nos preparar para o futuro?

Talvez a resposta esteja mais próxima do que pensamos… Como é parte do instinto do ser humano o desejo de mudança, que tal explorarmos esse “potencial interno”? O grande diferencial dos profissionais de sucesso, em todas as épocas, é a capacidade de identificar oportunidades e AGIR rapidamente. Uma boa ideia representa menos que 10% do sucesso. Os outros 90% vêm do esforço, da persistência, da ATITUDE de transformar uma ideia em realidade.

Outro ponto importante: ninguém consegue abraçar o mundo sozinho. Ou seja, profissionais de sucesso interagem, integram, colaboram, constroem seus sonhos em equipe. E reconhecem o valor desse trabalho em equipe. E o que é interessante: a maior parte das empresas que mais crescem é composta por times multidisciplinares: Esporte com Marketing; Engenharia com Saúde; Educação com Tecnologia; Estatística com Administração Financeira. Apenas para citar algumas oportunidades.

Nesse cenário, estar preparado para o futuro é investir tempo compartilhando com pessoas de diversas áreas de formação, nossas expectativas e competências, avaliando sempre a possibilidade de construir algo novo.

Para apoiar esse processo de construção de um novo futuro para nossa comunidade interna, desenvolvemos o Programa PUC-Campinas Empreende que oferece um ambiente de compartilhamento de ideias e construção de oportunidades entre os alunos da Universidade, potencializando a relação com empresas e investidores, e reconhecendo com prêmios o esforço e a dedicação de nossos alunos.

Em 2015, estaremos na 3a edição do Desafio de Ideias e na 2a edição da Pré-Incubação de projetos. Com intensidade e persistência, bons frutos estão surgindo. E a profissão do futuro? Empreender… E é já!! Prepare-se e seja bem-vindo ao PUC-Campinas Empreende 2015!

O Docente Tiago Aguirre é o responsável pelo projeto PUC-Campinas Empreende

 

 

Por que a escolha de uma boa universidade é fundamental para a vida ?

Primeiro passo em direção ao futuro profissional

Por Giovanna Oliveira

Anos atrás, a escolha de uma profissão e de uma universidade na vida de um cidadão era bem mais simples. Era uma escolha significativa, mas não tão ampla e concorrida como a dos dias atuais. Já faz um tempo que as opções, tanto de cursos, quanto de universidades e de faculdades, são tantas, que a cabeça do jovem passa a ser “bombardeada” com milhares de informações, para fazer a “escolha certa”. Mas por que essa escolha se tornou tão importante?

Na sociedade atual, cuja escolha da carreira tem grande impacto no futuro, deve levar em consideração, além de outros, fatores como conforto, formação, infraestrutura, docentes, mercado de trabalho e relações interpessoais. É por isso que a universidade escolhida deve ser analisada com cuidado, para que atinja, dentro do possível, o maior número de metas estabelecidas pelo próprio jovem.

Foto: Álvaro Jr Um bom profissional começa numa boa sala de aula
Foto: Álvaro Jr.
Um bom profissional começa numa boa sala de aula

É na decisão sobre qual curso escolher que o jovem projeta o que será no futuro, como explica a psicóloga e docente do Centro de Ciências da Vida (CCV), Profa. Dra. Maria de Fátima Franco dos Santos. “Existem universidades que não têm a preocupação com a formação humana do aluno. Apenas oferecem cursos mais técnicos, direcionados ao mercado de trabalho. Em geral, essas universidades têm uma visão mais empresarial a respeito do ensino, quando na verdade elas teriam de ter uma visão mais humanista, que transforma o aluno para além da sala de aula e conduz suas atividades profissionais.

O Pró-Reitor de Graduação da PUC-Campinas, Prof. Dr. Orandi Mina Falsarella, concorda que as universidades devem ir além de uma formação inteiramente relacionada ao mercado de trabalho. “Ela tem de receber o jovem, que, muitas vezes, veio do Ensino Médio e entrou na universidade para ter uma profissão, e formá-lo para que ele possa exercer aquela profissão escolhida da melhor forma possível. Mas tem de haver uma formação integral. Uma formação integral do ser humano, esse é o grande diferencial entre uma universidade e uma faculdade.”

Diferenciar uma faculdade de uma universidade é relevante quando o aluno deixa a sala de aula e torna-se um profissional em busca de uma oportunidade. O docente do Centro de Economia e Administração (CEA) Prof. Me. Valdenir da Silva Pontes, explica: “Eu acredito que o mercado olha com mais carinho quando o aluno é formado em uma universidade, já que ele, no próprio sentido da palavra, tem uma formação mais universal, mais completa, mais abrangente. Com forte apelo, inclusive, em áreas que não são específicas da formação do aluno. Já as faculdades não oferecem isso. Pelo menos não na qualidade e quantidade desejadas.” Para Pontes, a universidade prepara o aluno de duas formas: com o conhecimento teórico, e a presença de profissionais como docentes em sala de aula. “Isso estimula o aluno, e o direciona a uma escolha dentro das opções do próprio curso”, esclarece.

Foto: Álvaro Jr.  Universidade investe em ensino, pesquisa e extensão
Foto: Álvaro Jr.
Universidade investe em ensino, pesquisa e extensão

O papel dos docentes dentro da formação de um profissional também é de suma importância, como enfatiza a psicóloga Maria de Fátima. “Tem de estar claro que existe uma hierarquia, como tudo na vida, e isso começa dentro da sala de aula. Dentro da universidade é o professor que levará o aluno ao desenvolvimento pessoal.”

“Nós, docentes, procuramos estar sempre à disposição, porque também queremos a melhor formação para ele”, completa o professor Orandi.

As escolhas do curso e da universidade devem ser feitas com segurança, por isso é importante pesquisar para saber exatamente o objetivo que se pretende atingir.

“A grande diferença de uma Universidade, como a PUC-Campinas, é que você tem três pilares que a sustentam: as atividades de Ensino, de Pesquisa, e de Extensão. Quando falamos em uma formação profissional, podemos dizer que em uma Universidade, você tem uma formação completa”, finaliza o Pró-Reitor de Graduação.

TOME CIÊNCIA: Capacitação de Docente

Em busca da renovação e da crescente qualidade de ensino tão necessários ao desenvolvimento cultural do país, a PUC-Campinas desenvolve, por meio da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), o Programa Permanente de Capacitação Pedagógica do Docente de Graduação. O objetivo é implementar atividades permanentes voltadas à qualificação pedagógica, consolidando, cada vez mais, a qualidade do ensino.

Diante da diversidade de cursos de graduação da PUC-Campinas, serão oferecidas oficinas de atualização didática para desenvolver mudanças qualitativas na prática educativa e temas que envolvam o cotidiano da relação pedagógica; encontros pedagógicos cujo objetivo é refletir e organizar a prática pedagógica e valorização das iniciativas dos docentes que contribuam para repensar o cotidiano; encontros temáticos para debater e apresentar trabalhos relacionados à prática pedagógica, além de palestras, que contribuam para a reflexão, e discussão que articulem a Universidade às mudanças no mundo em transformação.