Tempo de refletir, tempo de avaliar

Propositalmente, a última edição de 2016 do Jornal da PUC-Campinas chega à comunidade acadêmica no momento em que acontecem as atividades de encerramento do ano letivo, período que por definição e tradição exige muita dedicação e outro tanto de trabalho de todos nós.

Alunos e alunas “quebram a cabeça” nos processos finais de avaliação, “suam a camisa” para aplicar retoques e conclusões aos TCCs, preparando apresentações e exposição pública, isso tudo temperado com a ansiedade e o frenesi próprios do encerramento do ano.

Paralelamente, o corpo docente se envolve com a avaliação de provas e trabalhos, o que custa tempo e atenção, exigidos em igual medida nas atividades de assentamento de notas, frequências e muitos outros detalhes que, desde sempre, o encerramento de cada semestre cobra ao fazer pedagógico.

Para os funcionários as semanas iniciais de dezembro não são menos trabalhosas, sobretudo em função dos prazos definidos pelo final do ano.

Mas, para além da laboriosa agitação, dezembro também representa a hora e a vez de repensar o ano que chega ao fim, seja para avaliar os percalços enfrentados e os resultados obtidos, seja para recordar momentos que marcaram nossa vida na Universidade.

 As lembranças certamente remetem, em parte, aos momentos mais significativos que pontuaram o calendário acadêmico, tanto em relação ao trabalho realizado em sala de aula e, por extensão, nos laboratórios e espaços de ensino/aprendizagem, quanto àqueles que ocorreram nos auditórios e espaços comuns, incluindo eventos científicos, palestras, conferências, colóquios, celebrações e comemorações. Nesse sentido, creio que concordamos todos, o ano foi muito ativo e produtivo, em especial no que respeita aos eventos do Jubileu de Diamante da Universidade.

Mas a avaliação do ano também tem um aspecto intimista, quando cada um, independentemente da função que exerce e da posição que ocupa no universo acadêmico, repassa as contribuições pessoais que ofereceu à comunidade e as transformações que sofreu a partir daquilo que recebeu da comunidade para seu crescimento individual, social e espiritual. Essa reflexão, em última instância, faz a dosimetria exata do ano que, em primeiro de janeiro, cada um de nós recebeu novinho e intacto, para bem usar e bem fazer. Se essa reflexão introspectiva revelar que aproveitamos as oportunidades para melhorar como pessoa e pessoalmente agimos para valorizar o próximo, então podemos dizer, sem medo de errar, que o ano foi bom, tanto quanto estamos preparados e animados para o ano seguinte, que começa logo mais.

Meditando quando possível e finalizando o trabalho acadêmico, vamos todos encerrar o ano com um suspiro de cansaço, mas espero, sinceramente, que cada integrante da nossa comunidade acadêmica possa, também, expirar satisfação e alegria pelo que realizou,  inspirando a si mesmo para ser ainda melhor em 2017.

Aos corpos discente, docente e funcional, bem como aos amigos da PUC-Campinas desejo um santo Natal, abençoado pelo Menino na manjedoura e que 2017 seja um ano de fraternidade, solidariedade e amor, entre todos, com todos e para todos.

Profa. Dra. Ângela de Mendonça Engelbrecht- Reitora da PUC-Campinas